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Expert XP 2026: repensando o CDI como o ativo livre de risco

Na Expert 2026, uma conversa sobre por que o indexador mais popular do investidor brasileiro pode não ser o porto seguro que aparenta ser.

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No painel “Repensando o CDI como o ativo livre de risco”, Artur Wichmann, CIO da XP, recebeu Ruy Ribeiro, sócio fundador da Atlantiqis Consulting, para uma discussão sobre o conceito de segurança nos investimentos e a predominância do CDI como referência para o investidor brasileiro.

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Veja os destaques do primeiro dia da Expert XP 2026

O debate partiu de uma provocação simples: afinal, o que caracteriza um ativo verdadeiramente livre de risco? Para os participantes, a resposta deve estar menos ligada à ausência de volatilidade no curto prazo e mais à capacidade de preservar os objetivos financeiros e o fluxo de caixa ao longo do tempo.

Segundo Ruy, o investidor costuma associar segurança à proteção do patrimônio no presente, mas essa visão pode ignorar riscos relevantes para quem investe pensando em aposentadoria, educação dos filhos ou outras metas de longo prazo. “O ativo livre de risco vai ser aquele que te protege de não atingir seus objetivos”, resumiu. Na visão do executivo, o Brasil possui instrumentos capazes de oferecer esse tipo de proteção, especialmente aqueles atrelados à inflação.

Wichmann destacou que a própria estrutura da indústria de investimentos foi construída em torno do CDI. Como exemplo, observou que muitos investidores consideram mais seguro um ativo cujo retorno é conhecido apenas para os próximos 45 dias do que um título que remunera IPCA+8% ao ano pelos próximos 10 anos. Para ele, essa percepção merece ser reavaliada, principalmente à luz de eventos recentes como a pandemia.

Os participantes lembraram que, tanto durante a Covid-19 quanto em 2015/16, a combinação de juros baixos e inflação elevada resultou em perda real dos investidores concentrados em ativos pós-fixados. Na avaliação de Ruy, esses episódios mostram que o CDI não garante proteção do poder de compra no longo prazo e que cenários semelhantes podem voltar a ocorrer. “O CDI não está garantindo um fluxo de caixa de longo prazo”, afirmou.

Ao longo da conversa, ambos reforçaram que o objetivo não é deixar o CDI de lado, que continua sendo uma solução adequada para determinados perfis e necessidades. Ainda assim, defenderam que a construção de portfólio deve partir dos objetivos de cada investidor e de uma compreensão mais ampla dos riscos envolvidos. Nesse contexto, a inflação foi apontada como um dos maiores desafios para a preservação de patrimônio, enquanto títulos indexados ao IPCA e outros ativos reais podem desempenhar papel importante na proteção financeira ao longo do tempo.

Confira o estudo completo aqui.

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