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IRENA aponta vantagem de custo das renováveis em 90% dos projetos em 2025 | Café com ESG, 13/07

Relatório anual da agência internacional para energias renováveis em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em alta, com o Ibovespa subindo 2,18% e o ISE 3,48%. O pregão de sexta-feira também fechou no positivo, com o IBOV e o ISE subindo 2,97% e 3,48%, respectivamente.

• Do lado das empresas, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), as fontes renováveis evitaram um gasto estimado em US$ 480 bilhões com combustíveis fósseis em 2025 e impediram a emissão de cerca de 8,4 gigatoneladas de CO₂ – de acordo com o levantamento, mais de 90% dos empreendimentos renováveis que entraram em operação em 2025 passaram a fornecer energia a um custo inferior ao da usina movida a combustíveis fósseis mais barata construída em seus respectivos mercados, reforçando o papel das renováveis não apenas na redução de emissões, mas também na segurança energética, na estabilidade econômica e na resiliência climática.

• No internacional, (i) a Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu aprovou um texto que expande a cobertura do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês) para 180 novos produtos manufaturados – com o objetivo de igualar o custo do carbono entre produtos fabricados no bloco e mercadorias importadas, o sistema atualmente cobre matérias-primas como alumínio, cimento, eletricidade e aço, com a ampliação envolvendo a inclusão de máquinas, componentes automotivos, eletrodomésticos e equipamentos de construção; e (ii) a Austrália despontou como um dos mercados de exportação que mais crescem para baterias chinesas, como parte de uma rápida transição para energias renováveis – o país respondeu por quase 10% da nova capacidade global de baterias em março, sendo o terceiro maior importador, atrás apenas da Alemanha e dos EUA, segundo dados da consultoria Rystad.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

90% dos projetos renováveis foram mais baratos que usinas fósseis em 2025

“As fontes renováveis evitaram um gasto estimado em US$ 480 bilhões com combustíveis fósseis em 2025 e impediram a emissão de cerca de 8,4 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂). Os dados são do relatório anual da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), que aponta as tecnologias renováveis como a alternativa mais competitiva em custo para novos projetos de geração de eletricidade. Segundo o levantamento, mais de 90% dos empreendimentos renováveis de grande porte que entraram em operação em 2025 passaram a fornecer energia a um custo inferior ao da usina movida a combustíveis fósseis mais barata construída em seus respectivos mercados. Para a IRENA, o resultado reforça o papel das renováveis não apenas na redução de emissões, mas também na segurança energética, na estabilidade econômica e na resiliência climática. Entre as principais tecnologias, a energia solar fotovoltaica manteve em 2025 o mesmo custo médio registrado no ano anterior, de US$ 44 por megawatt-hora (MWh). A geração eólica apresentou novas reduções: a eólica terrestre caiu para US$ 33/MWh, enquanto a eólica offshore, instalada no mar, chegou a US$ 78/MWh. Já as tecnologias renováveis despacháveis — capazes de fornecer energia sob demanda — registraram aumento nos custos. A geração hidrelétrica alcançou US$ 62/MWh, a geotérmica chegou a US$ 89/MWh e a energia solar de concentração atingiu US$ 115/MWh. A bioenergia foi a única exceção, com redução para US$ 86/MWh. O relatório também destaca que, desde 2010, os custos da energia solar fotovoltaica recuaram 89%, enquanto a eólica terrestre ficou 71% mais barata e a eólica offshore acumulou queda de 63%. Na avaliação da agência, a redução no preço das baterias tem acelerado a adoção de sistemas híbridos que combinam geração solar com armazenamento de energia. Em 2025, aproximadamente um quarto de toda a nova capacidade solar em escala de concessionária entrou em operação integrada a baterias.”

Fonte: Exame; 12/07/2026

BP Bioenergy reduz número de incêndios registrados em 50% entre 2019 e 2025

“A BP Bioenergy, empresa sucroenergética do grupo BP, vem ampliando nos últimos anos sua capacidade de prevenção e resposta a incêndios nas operações agrícolas por meio do Programa Brigada 4.0. Segundo a companhia, entre 2019 e 2025, a iniciativa contribuiu para reduzir em 50% o número de incêndios registrados nas regiões próximas às 11 unidades da companhia, instaladas em cinco estados. No mesmo período, o volume de área queimada recuou 77%, enquanto o tempo de resposta às ocorrências caiu 66%. Criado em 2019, o Brigada 4.0 reúne as iniciativas da BP Bioenergy voltadas à prevenção, detecção e combate a incêndios nas áreas agrícolas. Com investimentos que já superam R$ 100 milhões, o programa integra conectividade, monitoramento remoto, logística de resposta, inteligência operacional e capacitação das equipes em campo para tornar a atuação mais rápida, precisa e preventiva. De acordo com a sucroenergética, as novidades implementadas no programa durante a safra 2025/26 reforçam o movimento de aprimoramento contínuo. Uma delas foi a atualização do sistema de detecção de incêndios em oito unidades da companhia, com revisão das áreas de cobertura e instalação de novos equipamentos em pontos estratégicos para ampliar a eficiência da detecção precoce. Segundo o diretor agrícola da BP Bioenergy, Rogério Bremm, as melhorias foram definidas a partir da análise dos aprendizados acumulados nas últimas safras. “Esse trabalho nos permitiu ampliar a cobertura das imagens, reduzir pontos com menor visibilidade e aumentar significativamente a confiabilidade das informações utilizadas pelas equipes em campo. Quanto mais rápida e precisa é a identificação de um foco, maior também é nossa capacidade de resposta”, afirma. O sistema utilizado pela companhia combina inteligência artificial e câmeras térmicas de alta definição instaladas em torres de monitoramento nas 11 unidades. Conforme a empresa, elas são capazes de identificar colunas de fumaça em poucos segundos e com precisão em um raio de até 50 km, mesmo em condições de baixa visibilidade, como durante a noite ou sob neblina. As informações captadas convergem em tempo real para um centro integrado de monitoramento instalado em São José do Rio Preto (SP), que acompanha remotamente toda a operação agrícola e apoia a tomada de decisão das equipes responsáveis pelo combate aos incêndios. A partir desse ambiente, as brigadas são acionadas imediatamente, reduzindo o tempo de resposta e minimizando impactos ambientais e operacionais. “Toda essa estrutura é apoiada pelo projeto de transformação digital com rede 4G, a partir da instalação de 98 torres nas regiões onde a companhia atua”, afirma a BP Bioenergy, em nota. “A conectividade amplia o acesso a dados em tempo real e fortalece o uso de tecnologias digitais nas operações e, para além das áreas em que a empresa opera, alcança cerca de 3 milhões de hectares, com sinal aberto para usuários da operadora”.”

Fonte: NovaCana; 10/07/2026

Falhas regulatórias no transporte de gás natural

“A regulação em economias de mercado tem por fundamento a necessidade de lidar com os casos limites de retornos crescentes à escala (implicando que o monopólio seria a forma mais eficiente de produzir) e de externalidades negativas. Seus princípios operativos são a estabilidade e previsibilidade nas regras e sua aplicação. Tal qual no Direito, precedência é fundamental para evitar que decisões sejam tomadas ao arbítrio do Regulador, sem estarem alicerçadas na experiência. Já os princípios econômicos orientam o Regulador a assegurar uma alocação eficiente de recursos ao longo do horizonte relevante. Que os preços, no curto prazo, reflitam os custos marginais, emulando um mercado competitivo; e, que ao longo do tempo, os incentivos ao investimento – e a capacidade do Regulado investir – sejam preservados e consistentes com as regras adotadas. Uma das variáveis mais sensíveis na precificação das tarifas nos setores regulados de infraestrutura é a avaliação da Base Regulatória de Ativos (BRA), que junto ao WACC regulatório, definem não apenas o retorno do investimento, mas os incentivos econômicos para modernizar os ativos, estender sua vida útil ou ampliar a capacidade. Há fundamentalmente dois métodos para definir o valor dos ativos de setores regulados de infraestrutura, e que têm como característica seu amplo uso pelas agências reguladoras em praticamente todas as jurisdições, inclusive no Brasil. Primeiro, o Custo Histórico Corrigido pela Inflação (CHCI), definido pelo valor investido originalmente na construção ou aquisição de bens essenciais para a prestação de um serviço, atualizado por índice reconhecido que reflita a inflação do período, e deduzido da depreciação acumulada. Já o Custo de Reposição Depreciado (CRD) é o valor necessário para repor estruturas, equipamentos e outros componentes que perfazem o conjunto de investimentos eficientes e prudentes, descontando o desgaste físico e a obsolescência dos ativos a serem valorados. Se o primeiro método – custo histórico – é potencialmente mais transparente e preciso, na medida em que é calcado em custos efetivamente incorridos e auditáveis, o segundo apresenta a vantagem de contabilizar custos que seriam incorridos para repor ou substituir os ativos objeto do cálculo regulatório, refletindo inclusive mudanças tecnológicas e de mercado. Não haveria, contudo, razão plausível para se introduzir um método de valoração da base regulatória dos ativos que não atenda aos princípios de estabilidade e previsibilidade da ação regulatória. Este é o caso do Recovery Capital Method (RCM); usá-lo, seria lesar o devido processo regulatório.”

Fonte: Valor Econômico; 13/07/2026

Mercado de gás prevê que revisão de tarifas de dutos seja concluída este ano

“O mercado de gás natural espera que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conclua até o fim do ano a revisão tarifária envolvendo o transporte do insumo por gasodutos das empresas TAG e NTS. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de dois terços da extensão da malha nacional. Essa reavaliação é importante porque pode influir no custo do gás para o consumidor final. A revisão tarifária se tornou necessária após o término, em dezembro de 2025, dos contratos de transporte dos gasodutos da TAG e da NTS. A revisão é válida para o período 2026-2030. As duas empresas surgiram a partir da compra de redes de gasodutos da Petrobras na década passada. A NTS é a antiga Malha Sudeste da estatal e a TAG, a Malha Nordeste. Juntas, herdaram contratos relativos a uma capacidade de transporte de cerca de 65 milhões de metros cúbicos por dia (m3 /dia) de gás. Na semana passada, a ANP concluiu consulta pública sobre o tema e ficou evidenciada divergência entre as transportadoras e a agência sobre qual critério será aplicado para rever as tarifas de transporte. Na revisão, o que está em jogo é a avaliação econômica do conjunto de equipamentos e instalações que compõem as redes de gasodutos das duas empresas. Em um cenário, por exemplo, em que os ativos da empresa estão amortizados fica mais fácil reduzir as tarifas de transporte. Fontes que acompanham o processo de revisão tarifária avaliam que o debate sobre a base de ativos é um dos temas prioritários da ANP e acreditam que a diretoria decidirá ainda este ano. Procurada, a ANP informou que recebeu 1.952 contribuições relativas à proposta para as duas empresas. Ainda não há previsão para que o tema seja incluído em pauta: “As contribuições encontram-se atualmente em fase de consolidação e análise técnica pela ANP.” A ANP avaliou três critérios: o Custo Novo de Reposição (CNR), o Custo Histórico Corrigido pela Inflação (CHCI) e o Método de Capital Recuperado (RCM, em inglês). Dos três métodos, a reguladora escolheu o RCM, por entender que permite definir o valor dos ativos a partir das receitas, retornos de investimento e ganhos de capital obtidos no passado. TAG, NTS e a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás), que representa as transportadoras, defendem que a agência utilize o CHCI, que permitiria saber com mais exatidão o valor dos ativos.”

Fonte: Valor Econômico; 13/07/2026

ANP aperta cerco contra Petrobras na agenda do gás

“Em meio às articulações da Petrobras para esvaziar a agenda da abertura das infraestruturas, ao longo da semana, a Agência Nacional de Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avançou, na reunião de diretoria desta sexta-feira (10/7), em duas frentes contrárias aos interesses da estatal: aprovou a abertura de consulta pública sobre as novas regras de acesso ao escoamento e ao processamento; e instituiu comissão especial para apurar controvérsias e eventuais condutas anticoncorrenciais no acesso da Pré-Sal Petróleo (PPSA) às infraestruturas de gás do pré-sal, operadas pela Petrobras. Decisão tomada mesmo depois de a Petrobras ter protocolado carta conjunta informando ter reaberto as negociações com a PPSA – e chegado a “termos e condições comerciais” para o acordo de acesso do gás da União. O documento, interpretado como um recuo da PPSA no pedido de mediação, foi apresentado na noite de terça (7/7), na véspera da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que iria discutir, dentre outros assuntos, justamente, as diretrizes do leilão de gás da União. O encontro acabou sendo adiado para terça (14/7), mas com a resolução do gás retirada de pauta. Ao fim, a ANP seguiu com sua agenda – e em meio a questionamentos do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre às novas propostas apresentadas pela Petrobras à PPSA. A ANP apertou o cerco contra a Petrobras, ainda, em uma terceira frente, ao determinar que a petroleira antecipe a entrada em operação do projeto de modernização da Unidade de Tratamento de Caraguatatuba (SP).”

Fonte: Eixos; 11/07/2026

Lula pauta minerais críticos, data centers cobram alinhamento e ANP facilita biodiesel voluntário

“O presidente Lula (PT) convocou nesta sexta (10/7) uma reunião com ministros, BNDES, Vale e universidades para tratar de minerais críticos, em meio a divergências internas e crescente interesse do mercado internacional sobre os recursos brasileiros. Ao mesmo tempo em que o governo negocia o tarifaço dos Estados Unidos — e minerais críticos e terras raras são objeto do desejo de Donald Trump —, no Senado, o Planalto precisa resolver uma rusga com Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) para destravar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Na reunião desta manhã, Lula disse que o governo precisa decidir o que fará com os minerais críticos e defendeu que o Brasil pode alcançar capacidade equivalente ou superior à chinesa no processamento e desenvolvimento da cadeia de valor. (Canal Rural/Estadão). Entre os ministérios, ainda não há consenso sobre uma série de questões como o nível de intervenção estatal no setor, os instrumentos para estimular a agregação de valor e a melhor forma de posicionar o Brasil nas cadeias globais. (CNN). Enquanto o presidente do Senado segura o PL 2780/2024, aprovado pela Câmara em maio, o Planalto tenta alinhar diferentes visões sobre como incentivar o processamento mineral no país e garantir que investimentos estrangeiros se convertam em desenvolvimento local. A expectativa da indústria é que o projeto de lei seja aprovado antes das eleições de outubro. Com o recesso do Legislativo marcado para 18 de julho, a probabilidade é que a matéria só entre em pauta no retorno, a partir de agosto. Nesse meio tempo, uma série de iniciativas vão moldando o cenário nacional e internacional, lançando ainda mais questões a serem respondidas pelo marco legal.”

Fonte: Eixos; 11/07/2026

Internacional

Google e Amazon aumentam planos de capacidade de data centers

“O pipeline de projetos de data centers na América do Norte aumentou 4% de maio para junho, com empresas de computação em nuvem de grande escala impulsionando o crescimento, segundo um novo relatório. Analistas da Bernstein disseram nesta sexta-feira que o pipeline de projetos de data centers no mês passado cresceu 14 gigawatts (GW), atingindo 338 gigawatts. Um gigawatt é uma medida de potência usada para descrever a escala da capacidade de data centers. O pipeline de projetos de data centers na América do Norte subiu 44% no acumulado do ano e 179% na comparação anual em termos de capacidade em gigawatts, segundo o relatório. A Alphabet, controladora do Google, adicionou 1,8 GW ao seu planejamento de data centers, e a Amazon acrescentou 1,4 GW em junho, disse a Bernstein. Outras empresas que aumentaram suas capacidades planejadas de data centers em junho incluem EdgeConneX, Beale Infrastructure, Beltline Energy, Digital Realty, Applied Digital e QTS, segundo o relatório. Do ponto de vista geográfico, o Texas registrou o maior aumento em projetos em junho, com alta de 3 GW. Levará cerca de 12 anos para escoar o atual pipeline de projetos de data centers, com base no ritmo de construção dos últimos 12 meses, segundo a Bernstein. Enquanto isso, a capacidade atualmente disponível de data centers na América do Norte aumentou 6,5% em junho em relação a maio, chegando a 50,7 gigawatts. A oposição local continua sendo um obstáculo para a construção, afirmou a Bernstein. O movimento NIMBY (“not in my backyard”, ou “não no meu quintal”) elevou a capacidade “travada” em 4 GW, para 38 GW, representando 11% do pipeline total, segundo o relatório. No último verão, essa capacidade estava entre 7% e 9%. A Bernstein reiterou recomendações de compra para diversas empresas expostas à expansão de data centers para inteligência artificial. No segmento de eletrificação, a Bernstein destaca Eaton, Hubbell, Legence, Jacobs Solutions, Trimble e United Rentals. No segmento industrial, a casa tem recomendação de compra para Vertiv, NVent Electric e Johnson Controls International. A Bernstein também tem recomendação de compra para Digital Realty e Equinix no segmento de infraestrutura de comunicações. Em hardware de tecnologia da informação, a empresa destaca Dell Technologies, Sandisk, Seagate Technology e Western Digital. No segmento de semicondutores voltados para data centers, a Bernstein recomenda as fabricantes de chips de IA AMD, Broadcom e Nvidia.”

Fonte: Valor Econômico; 10/07/2026

Montadoras conquistam vitória na Justiça do Reino Unido em ação sobre fraude de emissões

“Um grupo composto por algumas das maiores montadoras do mundo conquistou uma vitória em um processo judicial no Reino Unido que as acusava de usar dispositivos para burlar sistemas de controle de emissões. O Tribunal Superior da Inglaterra e do País de Gales declarou, nesta sexta-feira (10), que “rejeitou a maioria das principais alegações apresentadas contra as fabricantes cujos veículos foram examinados no julgamento”. O processo foi movido por 1,6 milhão de requerentes em uma ação coletiva contra a norte-americana Ford, a Peugeot-Citroën (do grupo Stellantis), a francesa Renault, a japonesa Nissan e a alemã Mercedes-Benz. Os autores da ação alegavam que certos veículos a diesel fabricados pelas montadoras eram equipados com dispositivos proibidos que reduziam a eficácia dos sistemas de controle de emissões fora do ambiente de testes regulatórios, resultando em maiores emissões de óxidos de nitrogênio nocivos durante o uso normal do automóvel. Ford, Renault, Nissan e Mercedes-Benz afirmaram ter recebido bem a decisão. “[A decisão] é totalmente consistente com a nossa posição de longa data de que nossos veículos foram e são projetados, desenvolvidos e fabricados de acordo com todos os requisitos regulatórios aplicáveis”, declarou a Renault. A Nissan afirmou que sempre sustentou que as tecnologias presentes em seus veículos não constituem dispositivos proibidos, conforme alegado na ação. A Mercedes-Benz, por sua vez, informou que pode recorrer de uma parte específica da decisão, que concluiu que a funcionalidade em um veículo de amostra operava em não conformidade antes de uma atualização de software relevante. “Respeitamos a decisão do tribunal em relação a essa funcionalidade, mas discordamos dessa conclusão. Em nossa visão, as funcionalidades do software de controle de emissões são justificáveis tanto por razões técnicas quanto legais”, disse a empresa alemã. A Stellantis não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários sobre a decisão. Um novo julgamento está marcado para outubro a fim de “determinar as consequências de quaisquer violações passíveis de ação e quaisquer questões relacionadas a danos ou outras reparações”, informou o tribunal.”

Fonte: Valor Econômico; 10/07/2026

Corrida por IA faz emissões de Microsoft, Google e Amazon crescerem até 25%

“Gigantes de tecnologia que se comprometeram a zerar suas emissões de carbono veem essa meta ficar mais distante com a expansão de data centers para inteligência artificial. As emissões da Microsoft aumentaram 25% em 2025, impulsionadas pela construção de grandes centros de dados e pela pausa na compra de alguns créditos de energia renovável, segundo o relatório de sustentabilidade divulgado pela companhia nesta quinta-feira (9). No ano passado, a big tech lançou para a atmosfera o equivalente a 20 milhões de toneladas de carbono equivalente (CO2e), um aumento em relação às 16 milhões de toneladas em 2024. As emissões relacionadas à eletricidade representaram 13% da pegada de carbono total da empresa em 2025, um aumento em relação aos 2% em 2024. Outras big techs também apresentaram em seus relatórios aumentos de dois dígitos nas emissões, por conta do boom de data centers. O Google divulgou um aumento de 18% em relação ao ano anterior, enquanto a Amazon registrou um acréscimo de 16%. A Amazon reportou quase 81 milhões de toneladas métricas de CO2e em 2025. No ano anterior, a empresa emitiu 69,5 milhões de toneladas de CO2e. A companhia, que também mantém uma rede enorme de ecommerce, informou que suas emissões provenientes da compra de eletricidade aumentaram 34% no ano passado, enquanto as emissões da cadeia de suprimentos (escopo 3) subiram 20%. Desde 2019, quando se comprometeu a atingir emissões líquidas zero em todas as suas operações até 2040, a Amazon teve um aumento de 58% de suas emissões. Pela primeira vez desde o ano-base, a empresa registrou um aumento na intensidade de carbono por dólar de receita. Isso significa que, para cada dólar faturado, a Amazon emitiu mais carbono.”

Fonte: Capital Reset; 10/07/2026

O grande acobertamento dos centros de dados de IA

“Já se passaram pouco mais de 40 anos desde que um jornalista político dos Estados Unidos escreveu algo sobre escândalos cuja leitura deveria ter sido obrigatória nas salas de aula desde então. “O escândalo não é o que é ilegal, o escândalo é o que é legal”, escreveu Michael Kinsley. Ele falava sobre a forma como as regras são feitas para permitir que gente nos corredores do poder, de Wall Street a Washington, consiga se safar impune quando age com comportamentos injustos, mas legais. Há quem diga que a máxima de Kinsley ficou ultrapassada na era do presidente Donald Trump nos EUA. Eles estão errados. Basta olhar para os martírios ambientais em gestação que os barões da inteligência artificial (IA) estão jogando sobre nós em sua corrida para construir cada vez mais centros de dados. Essas instalações já devoram mais eletricidade no mundo do que quase qualquer país. Somadas, ficam atrás apenas do consumo de dez países. Em 2025, foram cerca de 448 terawatts-hora, caso você tenha curiosidade. Em seu ritmo atual, a onda de expansão da IA, deve praticamente dobrar esse consumo nos próximos quatro anos. Não seria um problema tão grande se toda essa nova eletricidade fosse gerada a partir de fontes limpas. Não será assim, pois muitos países ainda usam combustíveis fósseis para obter a maior parte de sua energia. Isso inclui EUA e China, de longe, os dois maiores mercados de centros de dados. Portanto, quanto mais esses centros se multiplicarem, maiores serão as emissões de carbono que esquentam o planeta para o resto de nós. A história fica ainda pior. A batalha para construir centros de dados é tão ferrenha que as gigantes da tecnologia não querem ficar na longa fila de espera por uma conexão à rede elétrica, como fazem outras empresas. Em vez disso, financiam suas próprias usinas de geração de energia fora da rede pública. Como também querem contar com os superconfiáveis “cinco noves”, ou seja, ter uma disponibilidade de energia de 99,999%, que as sujeita apenas a alguns minutos de interrupção por ano, muitas vezes optam por sistemas alimentados a gás natural e diesel, que emitem poluentes atmosféricos quando queimados. Em 2026, os responsáveis por projetos de centros de dados nos EUA já anunciaram cerca de 100 gigawatts de geração de energia a gás fora da rede elétrica, segundo analistas. É improvável que tudo isso seja de fato materializado, mas só a Meta, de Mark Zuckerberg, planeja financiar dez usinas a gás no Estado da Louisiana para abastecer seus centros de dados.”

Fonte: Valor Econômico; 13/07/2026

União Europeia quer expandir CBAM para 180 novos produtos e fechar brechas

“A proposta da União Europeia para ampliar o alcance do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês) alcançou mais uma etapa no processo legislativo. A Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu aprovou, nesta semana, um texto que expande a cobertura do mecanismo para cerca de 180 novos produtos manufaturados e endurece regras para reduzir brechas que poderiam permitir a evasão da cobrança. A proposta faz parte da revisão do CBAM apresentada pela Comissão Europeia em dezembro. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Parlamento Europeu antes de seguir para as negociações finais com o Conselho da União Europeia e a própria Comissão Europeia. Criado no âmbito do Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (ETS, na sigla em inglês), o CBAM busca evitar o chamado “vazamento de carbono”, situação em que empresas transferem a produção para países com regras climáticas menos rigorosas. O mecanismo entrou em vigor no início deste ano e iguala o custo do carbono entre produtos fabricados no bloco e mercadorias importadas, exigindo que importadores adquiram certificados do CBAM pelo mesmo preço pago pelos produtores europeus pelas emissões de carbono. Atualmente, o mecanismo cobre matérias-primas como alumínio, cimento, eletricidade e aço. A principal mudança aprovada amplia esse escopo para aproximadamente 180 produtos manufaturados considerados de alto risco de vazamento de carbono. A lista inclui máquinas, ferragens, estruturas metálicas, componentes automotivos, eletrodomésticos e equipamentos de construção. Segundo a proposta, a ampliação também aumenta o número de empresas de fora da União Europeia que precisarão calcular e reportar as emissões associadas aos produtos exportados para o bloco. O texto aprovado também cria mecanismos de anticircunvenção para impedir que empresas contornem o CBAM por meio de pequenas alterações nos produtos. Um dos exemplos citados é o processamento mínimo de uma barra de alumínio para enquadrá-la em um código tarifário diferente daquele abrangido pelo mecanismo. A Comissão de Meio Ambiente propõe endurecer as regras para mercadorias “levemente modificadas”, de forma que esse tipo de processamento também seja considerado na aplicação do CBAM.”

Fonte: Exame; 11/07/2026

Australianos apostam pesado em baterias chinesas na transição para energia renovável

“A Austrália despontou como um dos mercados de exportação que mais crescem para baterias chinesas, como parte de uma rápida transição para energias renováveis ​​em nível doméstico empreendida por um dos maiores produtores de combustíveis fósseis do mundo. Autoridades e representantes do país foram recebidos como grandes novos clientes durante uma visita recente à província chinesa de Guangdong, onde a China Southern Power Grid Technology Company apresentou soluções de armazenamento de energia e modernização da rede elétrica. Vale destacar que a Austrália respondeu por quase 10% da nova capacidade global de baterias em março, com cerca de 2.000 baterias residenciais sendo instaladas diariamente neste ano. David Dixon, analista sênior da consultoria Rystad Energy, afirmou que o país tem se beneficiado muito das baterias mais baratas provenientes da China após a guerra comercial entre Pequim e Washington. Atualmente, a Austrália é o terceiro maior importador, atrás apenas da Alemanha e dos EUA, segundo dados da Rystad. “A Austrália não permanecerá na terceira posição, mas o ritmo de expansão tem sido impressionante”, disse Dixon sobre a rápida implementação. “Nunca vimos nada dessa magnitude antes.” O país, com uma população de 28 milhões de habitantes, ultrapassou a marca de 2 GWh de capacidade de armazenamento em baterias por milhão de habitantes, segundo a Rystad, que classificou o feito como uma “expansão sem precedentes”. As condições para essa rápida adoção foram criadas por uma combinação de fatores: a ampla utilização de painéis solares, o fornecimento instável de energia a carvão e a precária conectividade entre os estados. O armazenamento em baterias permite que a energia renovável do país — abundante em certos períodos — seja estocada para uso nos horários de pico, quando a demanda é elevada.”

Fonte: Financial Times; 13/07/2026

UE compra volume recorde de gás da principal instalação da Rússia

“No primeiro semestre de 2026, a Europa importou mais gás natural liquefeito (GNL) do principal projeto de GNL da Rússia do que em qualquer outro momento anterior, absorvendo quase toda a produção da instalação siberiana meses antes de entrar em vigor a proibição da UE às importações de gás russo. As compras da UE junto à Yamal LNG — controlada pela empresa privada russa Novatek — atingiram o recorde de 9,89 milhões de toneladas nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da empresa de análise Kpler. Os números ressaltam o papel crucial que a Europa ainda desempenha na manutenção das operações da principal instalação energética da Rússia, enquanto a guerra de Moscou contra a Ucrânia entra em seu quinto ano. A Europa pode ter pago até 6 bilhões de euros por essas remessas, segundo estimativas da Urgewald, uma organização não governamental. Os principais compradores europeus foram França, Bélgica e Espanha, que importaram 3,6 milhões, 2,9 milhões e 2,7 milhões de toneladas, respectivamente, da Yamal no primeiro semestre de 2026, conforme mostram os dados da Kpler. Sebastian Rötters, especialista em sanções da Urgewald, classificou os números como “alarmantes”, destacando que eles “não ocorrem no vácuo” e refletem o período em que a Rússia intensificou seus ataques à infraestrutura energética e a alvos civis na Ucrânia. As regras da UE já proíbem a compra de GNL russo sob contratos de curto prazo; portanto, cada carga da Yamal destinada à Europa exige a confirmação, pela autoridade alfandegária do país importador, de que a venda foi realizada mediante um contrato de longo prazo. A partir de 1º de janeiro de 2027, entrará em vigor a proibição da UE às importações de GNL russo sob contratos de longo prazo. Isso forçará a Rússia a buscar rotas alternativas. O gás transportado por gasodutos será proibido mais tarde naquele mesmo ano. A disposição da Europa em receber as cargas da Yamal tem sido fundamental para o projeto, que está localizado no Ártico russo e depende de uma pequena frota de navios-tanque especializados da classe de gelo Arc7. O volume que a instalação consegue exportar depende fortemente da rápida rotatividade dessas embarcações nos portos europeus, visto que a alternativa de utilizar a Rota do Mar do Norte para chegar à Ásia é mais arriscada e demanda muito mais tempo. Embora a Europa tenha recebido mais GNL de Yamal no primeiro semestre do ano, os volumes destinados à Ásia caíram 74%, para pouco mais de 510.000 toneladas.”

Fonte: Financial Times; 13/07/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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