Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quinta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,87% e 1,07%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Febraban deve lançar nas próximas semanas uma nova taxonomia sustentável, um sistema de classificação padronizado para que seja possível identificar quais atividades econômicas, ativos e projetos são considerados sustentáveis – a ideia é atualizar o modelo desenvolvido há pouco mais de uma década pela federação e adaptá-lo à taxonomia nacional, instituída no fim de 2025; e (ii) o governo iniciou o processo para emitir o primeiro Panda Bond soberano, diversificando o financiamento da dívida pública, em uma emissão inédita em yuan para atrair capital chinês para infraestrutura sustentável, energia limpa e projetos de descarbonização – a operação, quando concluída, pode incluir o Brasil em um grupo ainda restrito de países emergentes que acessam diretamente o mercado doméstico de dívida da China.
• No internacional, a China publicou nesta quinta-feira seu plano quinquenal para o setor de energia, colocando como meta que metade de sua eletricidade provenha de fontes não fósseis até 2030, um aumento em relação à meta de 42,3% para 2025.
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Brasil
Empresas
Acelen e Trafigura firmam acordo de fornecimento de matérias-primas e comércio de SAF
“Acelen Renováveis, empresa de energia da Mubadala Capital, e Trafigura, grupo de comércio internacional de commodities, anunciaram nesta quinta (25/6) a assinatura de um acordo para fornecer matérias-primas e comercializar combustíveis renováveis a serem produzidos pela biorrefinaria em desenvolvimento na Bahia. Segundo as empresas, o acordo representa um marco no cronograma do projeto que recebeu decisão final de investimento (FID) em maio deste ano, junto com o anúncio do financiamento de US$ 1,5 bilhão. A AFRYfoi selecionada para fornecer serviços de engenharia para a execução do projeto. Utilizando a tecnologia HEFA (Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados), a planta terá capacidade para produzir até 1 bilhão de litros por ano de SAF (combustível sustentável de aviação) e HVO (diesel renovável). De acordo com os termos do acordo, a Trafigura participará de duas etapas estratégicas da cadeia de valor: fornecimento de matérias-primas e comercialização da produção futura da planta. O objetivo é reduzir os riscos associados à implementação e operação da biorrefinaria. Os contratos preveem o fornecimento, pela Trafigura, de aproximadamente 470 mil toneladas métricas por ano de óleo de cozinha usado (UCO), um volume suficiente para produzir aproximadamente 459 milhões de litros de SAF. Em troca, a Trafigura comprará parte da futura produção de SAF, HVO e nafta verde (usada na produção de gasolina e plásticos renováveis), destinados principalmente aos mercados da América do Norte e Europa. Os aproximadamente 5,5 mil barris por dia de SAF e HVO a serem adquiridos pela Trafigura seriam suficientes para abastecer até seis voos diários na rota São Paulo–Paris, considerando um Airbus A380 com capacidade para 470 passageiros, segundo estimativas da Flight Consultoria.”
Fonte: Eixos; 25/06/2026
Eco Invest inicia rodada na Ásia para atrair capital estrangeiro, diz Fazenda
“O governo brasileiro iniciou, pela China, uma rodada de roadshow do Eco Invest Brasil na Ásia para apresentar o programa a investidores e atrair capital para projetos de transformação ecológica, inovação e desenvolvimento produtivo. Após a etapa em Xangai e Pequim, a agenda seguirá para Japão e Coreia do Sul. A primeira parada da missão ocorre na China, onde o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa da divulgação do Eco Invest Brasil ao lado de integrantes da delegação brasileira. A programação inclui o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, sessões bilaterais com investidores e empresas e encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China. Um dos principais temas da missão é o 5º Leilão do Eco Invest Brasil, nova rodada do programa voltada à criação de fundos de inovação e à aproximação entre capital, ciência, indústria e mercado. Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca acelerar projetos em cadeias estratégicas para o Brasil, como combustíveis verdes avançados, fertilizantes verdes, minerais críticos, circularidade de resíduos minerais, sistemas de baterias, química verde, biomateriais, automação e inteligência artificial aplicadas a processos produtivos, além de soluções para descarbonização industrial. Para o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia reflete a convergência entre as prioridades do Brasil e a capacidade tecnológica, industrial e financeira dos países da região, especialmente em setores ligados à transição ecológica e à inovação produtiva.”
Fonte: Valor Econômico; 25/06/2026
ComBio capta R$ 200 mi em operação amparada pelo Eco Invest
“A ComBio, empresa especializada em soluções de energia térmica renovável, que tem faturamento próximo a R$ 1 bilhão, acaba de fazer uma emissão de debêntures por meio da qual captou R$ 200 milhões. A operação está enquadrada no eixo de Transição Energética do Eco Invest Brasil, um programa do Tesouro Nacional cujo objetivo é impulsionar investimentos privados sustentáveis e atrair capital externo para projetos de longo prazo no Brasil. Na prática, o Santander tomou recursos junto ao Tesouro Nacional por meio de um leilão do Eco Invest, com custo subsidiado, e repassou à ComBio, na modalidade blended finance. Isso significa que para cada real captado do Tesouro, o banco espanhol aportou outros R$ 6. O custo do financiamento ficou em CDI mais 0,8%, muito abaixo dos valores de mercado atuais. O financiamento tem carência de dois anos e prazo de cinco anos. “O momento é muito oportuno para quem ataca a descarbonização“, afirma Estevão Mestres, CFO da ComBio, citando outras linhas em que projetos de investimento sustentáveis estão encontrando recursos a custo inferior aos patamares de mercado. De olho nessa oportunidade a ComBio deve ir a mercado novamente nos próximos meses. Atualmente, e empresa tem alavancagem de 2,5 vezes a dívida líquida/Ebitda. Os recursos captados pela ComBio junto ao Santander são destinados à implantação de unidades de geração de vapor industrial — caldeiras — a partir de queima de biomassa, que irão substituir sistemas movidos a combustíveis fósseis. Esse é o negócio da ComBio, que entre seus clientes tem a Klabin, Companhia Brasileira de Alumínio e Grupo Petrópolis. Pelo seu modelo de negócios, a empresa faz contratos de cerca de 15 anos pelos quais é responsável por 100% do capex da transição energética. Com isso, ela é a dona e a responsável pelas caldeiras e torna-se uma fornecedora do vapor para a empresa com quem fecha o contrato. A ComBio instala e opera o equipamento, escolhe, compra e armazena a biomassa, além de fazer toda a manutenção da caldeira e instalações.”
Fonte: Eixos; 25/06/2026
“A Petrobras terá que apresentar esclarecimentos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que o órgão ambiental possa decidir se atende ou não a um pedido da empresa para ajustar a licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas (AP). A bacia está localizada na Margem Equatorial. A estatal pediu a retificação porque pretende perfurar três poços contingentes no bloco (Manga, PAD Morpho e Crotalus), além do poço Morpho, em andamento. A empresa também pediu anuência para a realização do fechamento dos poços, o chamado abandono. O Ibama pediu esclarecimentos sobre a revisão do Plano de Proteção à Fauna (PPAF) e a manutenção de recursos previstos na perfuração. O Ibama condicionou a adequação da licença de operação à apresentação dos esclarecimentos, incluindo manutenção dos recursos, embarcações e forças-tarefas previstos no processo de licenciamento. No início de junho, o Ibama pediu à Petrobras cronograma atualizado das atividades de perfuração do poço Morpho. A Petrobras pediu, na ocasião, a inclusão de uma nova sonda no processo de licenciamento que autorizou a perfuração.”
Fonte: Valor Econômico; 25/06/2026
Política
Brasil dá primeiro passo para emitir Panda Bonds: o que isso tem a ver com a transição?
“O governo brasileiro iniciou formalmente o processo para a primeira emissão de títulos soberanos em yuan no mercado chinês, uma operação conhecida como Panda Bond. É uma iniciativa que busca diversificar a dívida pública federal, mas não para aí. A expectativa é abrir uma nova fonte de recursos para financiar projetos ligados à transição energética. Durante missão oficial à China nesta quinta-feira (25/6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, entregou aos reguladores do mercado de capitais chinês uma Carta de Apresentação da República, documento que marca o início dos trâmites para a futura emissão. A operação, que ainda depende da conclusão dos procedimentos regulatórios e das condições de mercado, pode incluir o Brasil em um grupo ainda restrito de países emergentes que acessam diretamente o mercado doméstico de dívida da China. “Não há países melhores do que o Brasil e a China para mostrar que podem coliderar a economia mundial trabalhando juntos”, disse Durigan durante agenda oficial em Pequim. Segundo o ministro, o país está pronto para emitir os Panda Bonds e pretende fazer isso nos próximos meses. O plano é captar até 5 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 734,99 milhões. Os Panda Bonds são títulos emitidos em yuan por governos, empresas ou organismos estrangeiros dentro do sistema financeiro chinês. Para o Tesouro Nacional, a operação faz parte da estratégia de ampliar a base de investidores internacionais e reduzir a dependência de mercados tradicionais, como o norte-americano. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 já prevê emissões em moedas diferentes do dólar. A primeira ocorreu em abril, com uma operação de 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) no mercado europeu.”
Fonte: Eixos; 25/06/2026
Entre COP 30 e COP 31, debate do mercado financeiro se volta para execução de projetos climáticos
“Entre a COP 30, realizada no ano passado em Belém, e a COP 31, que deve ocorrer em novembro em Antália, na Turquia, o debate dentro do mercado financeiro passou de quais novos compromissos devem ser assumidos para como garantir a execução de projetos que, de fato, consigam acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. A leitura é de representantes de seguradoras, bancos e investidores do mercado de capitais que participam hoje de um evento que faz parte da Semana do Clima de Londres. “Estamos em um momento decisivo para o sistema financeiro global, que exige não apenas mais compromissos, mas também mais entregas”, disse Cacá Takahashi, diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e coordenador da Rede Anbima de Sustentabilidade. “O ciclo entre as COPs é uma oportunidade para passar da ambição à execução.” Como “testemunha viva” e o bolso que já sente os impactos imediatos da mudança climática, o setor segurador tem olhado agora para maneiras de possibilitar a execução de projetos voltados à transição climática, através da gestão dos riscos, segundo Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). “Existe uma enormidade de ideias, existe uma enormidade de desejos de fazer coisas, mas é preciso transformar isso em projetos financiados”, afirmou. “Isso significa identificar e endereçar adequadamente todos os riscos envolvidos ao longo da vida desse projeto.” Para a criação de soluções mais concretas, será decisiva a aplicação eficiente do capital por parte do setor financeiro, segundo Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). “É por isso que a presença do sistema financeiro nessa agenda não é uma presença acessória. Ela é essencial e vale não só para o setor bancário, mas também para o mercado de seguros e o mercado de capitais”, pontuou durante o evento.”
Fonte: Valor Econômico; 25/06/2026
Governo prepara atalho para acelerar licença ambiental de projetos de minerais críticos
“O governo federal vai publicar nos próximos dias uma resolução para permitir que projetos de mineração considerados estratégicos passem a ser analisados por meio de um licenciamento ambiental acelerado, que prevê prazo máximo de 12 meses para autorizar a exploração. Conforme informações obtidas pela Folha, a medida elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) prevê que esses minerais críticos não passem mais pelo crivo do licenciamento tradicional, que envolve três etapas de avaliação, mas pelo chamado Licenciamento Ambiental Especial (LAE), modalidade criada no fim do ano passado pelo Congresso para acelerar o que seja considerado prioridade. No alvo estão minerais como lítio, cobre, níquel, grafita e terras raras. Todos são essenciais para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas, painéis solares e tecnologias de defesa. Aprovado pelo Congresso e transformado em lei pelo governo no fim do ano passado, o LAE foi uma resposta a reclamações do setor produtivo e do próprio poder público sobre o tempo para aprovação de projetos de infraestrutura, energia e mineração. A avaliação é que esses empreendimentos costumam se arrastar por anos à espera de licenças, sem prazo para emissão. O LAE impõe um período de até 12 meses para análise do projeto. O modelo também concentra em uma única licença as três etapas do licenciamento tradicional. Hoje, um projeto de mineração precisa obter licença prévia, que avalia sua viabilidade ambiental. Depois, ele precisa da licença de instalação, que autoriza as obras e a implantação da estrutura. A etapa final é a licença de operação, emitida somente após ser comprovado o cumprimento de condicionantes ambientais e sociais que autorizam o início da atividade produtiva. No caso do LAE, essas etapas são aglutinadas.”
Fonte: Valor Econômico; 26/06/2026
Após revisão, Febraban lançará nova taxonomia sustentável nas próximas semanas
“A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deve lançar nas próximas semanas uma nova taxonomia sustentável, disse hoje Amaury Oliva, diretor de sustentabilidade da entidade. A ideia é atualizar o modelo desenvolvido há pouco mais de uma década pela federação e adaptá-lo à taxonomia nacional, instituída no fim de 2025. A taxonomia serve como um sistema de classificação padronizado para que seja possível identificar quais atividades econômicas, ativos e projetos são considerados sustentáveis. Embora a adesão seja voluntária, o instrumento é considerado como uma das chaves para a ampliação do financiamento climático. Isso porque tende a aumentar a transparência e a ajudar investidores, empresas e governos a direcionar recursos para projetos com benefícios ambientais efetivos, facilitando a comparação entre iniciativas e reduzindo riscos financeiros. Os bancos brasileiros criaram em 2015 uma taxonomia verde que servia para caracterizar o crédito sob a ótica ambiental. Com o tempo, também passou a ser considerada na metodologia a questão climática. “Agora, refizemos algumas das nossas interpretações”, afirmou a jornalistas. Oliva participou hoje de um evento sobre o tema organizado pela Febraban, pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em Londres. Na abertura do encontro, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, destacou que os riscos climáticos também representam riscos financeiros e de crédito e disse que hoje a tarefa “não é mais convencer os bancos sobre a importância da agenda climática”, mas criar condições para mobilizar capital em escala e financiar a transição climática.”
Fonte: Valor Econômico; 26/06/2026
Internacional
Empresas
Justiça decide que TotalEnergies deve responder por seu papel nas emissões de gases de efeito estufa
“A TotalEnergies deve contabilizar as emissões de gases de efeito estufa de seus clientes, decidiu um tribunal de Paris, estabelecendo que a empresa tem a obrigação legal de divulgar seu impacto climático total. Foi uma vitória parcial na ação movida por um grupo de organizações sem fins lucrativos e pela cidade de Paris, que também buscavam medidas específicas para limitar as atividades do grupo de energia relacionadas a combustíveis fósseis. Em vez disso, o tribunal deu à empresa um prazo de seis meses para apresentar um relatório sobre seu impacto climático e definir medidas para enfrentar os riscos. A decisão é a mais recente de uma série de sentenças em processos judiciais acompanhados de perto, em busca de indícios sobre até onde vai a responsabilidade corporativa em relação às emissões decorrentes da queima de combustíveis para geração de energia, transporte e aviação. Sébastien Duyck, advogado sênior do Centro de Direito Ambiental Internacional (CIEL), afirmou que a decisão foi um “passo fundamental para uma maior responsabilização climática das empresas”. “Ao reconhecer que a poluição climática resultante da produção e venda de combustíveis fósseis por uma empresa — incluindo as de suas subsidiárias — pode acarretar responsabilidade jurídica para a companhia, o Tribunal Judicial de Paris confirmou que nem mesmo os maiores emissores do mundo estão acima da lei.” A sentença citou uma decisão de 2024 da Suprema Corte do Reino Unido, segundo a qual o amplo impacto climático da queima de combustíveis fósseis — e não apenas de sua extração — deve ser considerado ao se conceder autorização para locais de perfuração. A Total não se manifestou de imediato. A empresa já havia declarado anteriormente que as normas francesas de diligência prévia (ou dever de vigilância), nas quais a ação se baseia, deveriam aplicar-se apenas a questões ambientais, e não ao aquecimento global. A companhia afirmou também que reconhece “há muitos anos a realidade das mudanças climáticas” e que está engajada na transição energética.”
Fonte: Financial Times; 25/06/2026
Política
“A França afirmou que enfraquecer ainda mais as metas climáticas europeias para a eliminação gradual de motores a gasolina e diesel em carros enviaria um “sinal terrível”, após um aumento nas vendas de veículos elétricos durante a crise no Irã ter encorajado políticos a defenderem metas ambiciosas. Em dezembro, a Comissão Europeia reduziu sua ambição inicial de eliminar gradualmente as vendas de novos motores a combustão interna até 2035, passando a apoiar uma redução de 90% nas emissões de CO₂ pelo escapamento de carros e vans até aquele ano. A Comissão também propôs requisitos para o uso de aço de baixo carbono e incentivos para pequenos veículos elétricos fabricados na UE. A França declarou que as propostas mais recentes da Comissão são agora equilibradas e alertou, na quinta-feira, contra qualquer novo enfraquecimento das ambições, conforme sugerido por alguns setores da indústria automobilística, por Roma e por outras capitais europeias. “Após a crise que acabamos de vivenciar em Ormuz, houve uma explosão nas vendas de veículos elétricos na França”, disse a ministra francesa do Clima, Monique Barbut. “Seria um sinal terrível recuar nessa regulamentação automotiva.” Barbut afirmou que o país havia formado uma “minoria de bloqueio” para impedir que o texto proposto pela Comissão em dezembro sobre as metas de emissão de CO₂ dos veículos fosse ainda mais enfraquecido. Juntamente com outros sete Estados-membros — incluindo Holanda, Espanha, Suécia e Dinamarca —, a França defendeu uma “forte eletrificação” do setor automotivo em uma carta enviada no início deste mês. A ministra do Meio Ambiente da Suécia, Romina Pourmokhtari, declarou que “as vendas de veículos elétricos estão disparando em toda a Europa… A Suécia manterá firme sua posição quanto à meta para 2035”. Enquanto isso, o comissário do Clima, Wopke Hoekstra, afirmou que as vendas “verdadeiramente espetaculares” de veículos elétricos nos principais mercados automotivos da Europa indicam que o continente deve evitar reduzir ainda mais suas metas de vendas desses veículos.”
Fonte: Financial Times; 25/06/2026
EUA, Catar, Nigéria e Argélia pedem mudanças em regras da UE sobre emissões de metano
“Os governos dos Estados Unidos, Catar, Nigéria e Argélia solicitaram que a União Europeia faça alterações nas regras de emissão de metano que podem afetar importações de petróleo e gás, alertando que a regulamentação pode impactar os preços e o abastecimento do bloco. Em carta aberta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e aos Estados-membros da UE, os representantes afirmaram que a maior parte do mercado que abastece o continente europeu não conseguirá cumprir os requisitos de medição, comunicação e verificação de emissões de metano estabelecidos pela regulamentação dentro do prazo previsto, de 1º de janeiro de 2027. Citando uma “análise independente e abrangente do setor”, a carta afirma que a maior parte das importações de petróleo e de gás natural da UE estarão em desacordo com o regulamento. “Mesmo com uma implementação adaptativa e flexível, impactos negativos significativos na oferta e nos preços são uma certeza”, aponta o documento. A carta afirma, ainda, que o bloco tem uma janela estreita para fazer as alterações, visto que os países importadores “já iniciaram o processo de compra de petróleo e gás natural que serão armazenados para entrega em 2027 e, até o momento, não há um caminho viável para o cumprimento do regulamento”. Além disso, os países signatários afirmam que seus produtores de energia já fizeram progressos “substanciais” para diminuir as emissões de metano. “Incentivamos a Comissão e os Estados-Membros da UE a trabalharem com as partes interessadas do setor nos esclarecimentos e mudanças necessários que permitam a implementação eficaz da lei, reduzindo, ao mesmo tempo, os riscos insustentáveis”, conclui o documento.”
Fonte: Eixos; 25/06/2026
China visa obter metade de sua energia de fontes não fósseis até 2030
“A China tem como meta que metade de sua eletricidade provenha de fontes não fósseis até 2030, um aumento em relação à meta de 42,3% para 2025, segundo um plano quinquenal para o setor de energia divulgado na quinta-feira. A China visa fazer com que a energia eólica e a solar ultrapassem 50% da capacidade instalada até 2030, ante cerca de 47% no final de 2025. Sendo ao mesmo tempo a maior construtora de infraestrutura de energia renovável e a maior emissora de carbono do mundo, a China estabeleceu uma meta obrigatória de reduzir a intensidade de emissões de carbono do setor elétrico em mais de 10% ao longo do período de cinco anos. A intensidade de carbono mede as emissões por unidade de produção. A China pretende expandir o armazenamento de energia hidrelétrica (exceto sistemas de bombeamento) para 300 gigawatts até 2030, superando a meta anterior de 180 GW até 2027. O plano prevê uma produção de hidrogênio renovável de 2 milhões de toneladas métricas por ano até 2030, em comparação com a meta anterior de 100.000 a 200.000 toneladas anuais até 2025. O documento reiterou a meta de que o consumo de carvão atinja seu pico até 2030, mas não especificou o nível desse pico. “Estações de energia espaciais” são apontadas como uma área de inovação futura, potencialmente ligada ao fornecimento de energia para os centros de dados espaciais voltados à IA que a China planeja implementar nos próximos cinco anos.”
Fonte: Reuters; 25/06/2026
China incentivará conexões de energia verde para data centers
“A China incentivará a conexão direta de energia verde a projetos de centros de dados em seu mais recente plano para a construção de um novo sistema energético para o período de 2026 a 2030, informaram a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e a Administração Nacional de Energia em um documento divulgado na quinta-feira. O país apoiará projetos de conexão direta de energia verde em setores emergentes, incluindo centros de dados, bem como em indústrias de alto consumo energético sujeitas a requisitos de consumo de eletricidade verde e em empresas voltadas para a exportação que necessitam de rastreabilidade quanto ao uso de energia verde. A China incentivará parques industriais, parques de emissão zero de carbono e redes de distribuição a expandir modelos de conexão direta de energia verde para múltiplos usuários. Espera-se que, até 2030, a rede elétrica da China tenha capacidade para integrar 900 milhões de quilowatts de nova energia. O país acelerará o desenvolvimento de redes inteligentes, criará sistemas de despacho inteligentes e aprimorará a integração à rede e o consumo de energia renovável.”
Fonte: Reuters; 25/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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