XP Expert

Petrobras e Finep lançam edital de R$ 150 milhões para eletrolisador de hidrogênio de baixo carbono | Café com ESG, 17/06

Petrobras e Finep em destaque

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão encerrou terça-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,45% e 0,73%, respectivamente.

•No Brasil, (i) a Gasmig, subsidiária de gás da Cemig, lançou uma chamada pública para investir até R$ 1 bilhão no fomento a negócios com gás natural renovável, com o processo engajando players locais e internacionais, e evidenciando o forte aquecimento do setor – entre os 11 grupos que enviaram propostas estão a BP, a gigante inglesa do petróleo, e a japonesa Mitsui, por meio da GeoMit; e (ii) a Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, nesta terça-feira, um edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador industrial para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono – o edital prevê um mínimo de 50% de conteúdo nacional e tem o objetivo de baixar os custos, além de desenvolver tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país. 

• Ainda no país, representantes da indústria eólica cobraram ontem a publicação do decreto que completa a regulamentação da geração de energia offshore para viabilizar o primeiro leilão de áreas ainda em 2026 – prometido pelo governo para maio, o decreto está atrasado e o setor conta com as regras para planejar investimentos e dar o pontapé nessa tecnologia.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Energias renováveis atraem R$ 36,3 bilhões em financiamento em 2025 e eólica ganha protagonismo

“Depois de uma década marcada pela expansão acelerada da energia solar, a transição energética brasileira começa a entrar em uma nova fase. A necessidade de equilibrar um sistema com alta participação de fontes renováveis, reduzir os impactos dos cortes de geração e garantir maior flexibilidade e estabilidade já influencia o destino dos investimentos. Em 2025, os financiamentos para projetos renováveis cresceram 10,6% e atingiram R$ 36,3 bilhões, segundo levantamento da consultoria Clean Energy Latin America (CELA). Apesar da recuperação em relação a 2024, o volume ainda está 22% abaixo do pico histórico de R$ 46,3 bilhões registrado em 2022. Para Camila Ramos, CEO da CELA, os números mostram que o setor renovável brasileiro atravessa um período de adaptação às novas necessidades do sistema elétrico. Por outro lado, os dados mostram uma mudança importante na composição dos recursos: enquanto a geração solar centralizada enfrenta dificuldades provocadas por juros elevados, modulação e cortes de geração, a energia eólica ganha protagonismo por sua capacidade de complementar a produção solar e atender às necessidades do mercado livre de energia. A energia eólica recebeu R$ 12,5 bilhões em financiamentos no ano passado, alta de 40% em relação ao ano anterior e uma recuperação após o mínimo histórico registrado em 2024. Para a consultoria, o crescimento reflete uma mudança estrutural no setor elétrico. À medida que a expansão da solar aumenta a oferta de eletricidade durante o dia e pressiona os preços nesse período, comercializadoras, geradores e grandes consumidores passaram a buscar fontes capazes de entregar energia de forma mais equilibrada ao longo das 24 horas. “

Fonte: Exame; 16/06/2026

Energias renováveis atraem R$ 36,3 bilhões em financiamento em 2025 e eólica ganha protagonismo

“A Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, nesta terça (16/6), um edital para o desenvolvimento nacional de um eletrolisador industrial para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono. De acordo com a estatal, poucas empresas no país fabricam o equipamento e nenhuma faz a parte mais importante, o Stack, onde acontece a reação de transformação. O edital prevê um mínimo de 50% de conteúdo nacional e tem o objetivo de baixar os custos, além de desenvolver tecnologia inovadora em relação aos eletrolisadores produzidos fora do país. “O hidrogênio de baixo carbono é uma das alavancas mais concretas para descarbonização. Precisamos aprimorar o desenvolvimento científico para viabilizá-lo e assim tornar mais sustentáveis indústrias como siderurgia, química e de refino”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota. “O custo de produzir hidrogênio por eletrólise ainda é alto e, por isso, reduzir esse custo é um dos nossos objetivos centrais. O Brasil está bem posicionado para liderar essa agenda. A Petrobras está avançando e comprometida com a transição energética justa”, completou. O edital conta com R$ 75 milhões aportados pela Finep e R$ 75 milhões pela Petrobras, via verba de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (PD&I), além de recursos de contrapartida das empresas beneficiárias. A iniciativa apoiará um projeto estruturante que deve ter parceria com pelo menos três empresas que participarão do desenvolvimento tecnológico, e pelo menos uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).”

Fonte: Eixos; 16/06/2026

Indústria pressiona por leilão de eólicas offshore ainda em 2026

“Representantes da indústria eólica cobraram nesta terça (16/6) a publicação do decreto que completa a regulamentação da geração de energia offshore para viabilizar o primeiro leilão de áreas ainda em 2026. Prometido pelo governo para maio, o decreto está atrasado e o setor conta com as regras — e a definição da concorrência na costa brasileira — para planejar investimentos e dar o pontapé nessa tecnologia que já soma 92,5 GW instalados em 19 países. “Esse leilão vai permitir que os investidores estudem as áreas para daqui a três anos terem uma licença ambiental, para depois terem um contrato e começarem a construir um parque eólico offshore”, explica Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado nesta tarde, a executiva defendeu o desenvolvimento do setor como um vetor para industrializar o país, aproveitando sua vocação para energias renováveis. Citando o Sistema Interligado Nacional (SIN) majoritariamente abastecido por renováveis, Gannoum afirma que as eólicas offshore irão contribuir para manter a renovabilidade da matriz elétrica, ao mesmo tempo em que garantem flexibilidade — já que as turbinas tendem a gerar mais energia à noite, quando há baixa na fotovoltaica. “Nós estamos no momento certo, talvez até um pouquinho atrasados, para começar essa indústria que leva mais ou menos dez anos para amadurecer. E lá, nós teremos um outro Brasil”, diz. “O Brasil precisa se industrializar e há muitos anos ele não encontra uma possibilidade tão grande de fazê-lo como agora”, completa.”

Fonte: Eixos; 16/06/2026

Custo de armazenar energia em baterias fica menor do que termelétricas a gás pela 1ª vez

“Os custos totais de estações de armazenamento de energia em baterias caíram abaixo dos custos de usinas termelétricas a gás pela primeira vez. Isso por conta da superprodução na China e da mudança para veículos elétricos, que reduziram os preços das baterias em 40% em 2025. Ao mesmo tempo, a escassez de turbinas eólicas torna as novas usinas a gás mais caras. A diferença de custo entre as duas fontes provavelmente aumentará ainda mais a partir deste ano, com a alta dos preços do gás devido à crise no Oriente Médio. De acordo com dados compilados pela BloombergNEF, o custo de armazenamento em baterias em estações de armazenamento de energia é de US$ 78 por megawatt-hora gerado em 2025, uma queda de 27% em relação a 2024, abaixo dos custos de usinas termelétricas a gás — que estão em US$ 102 — pela primeira vez. O valor agora está praticamente no mesmo nível das usinas termelétricas a carvão (US$ 77). Esses valores referem-se ao custo nivelado de energia (LCOE), que divide os custos totais de uma usina — incluindo construção, financiamento, combustível e manutenção — pela quantidade total de eletricidade gerada até sua desativação. O custo da eletricidade para carregar baterias foi calculado com base nos preços do mercado atacadista de eletricidade em cada país. A tecnologia de armazenamento de baterias é crucial para a disseminação de energia renovável, cuja produção flutua de acordo com as condições climáticas e outros fatores. O LCOE para estações de armazenamento de baterias caiu mais da metade desde 2020, quando o valor era de US$ 185. O preço das próprias baterias de armazenamento atingiu uma média de US$ 70 por quilowatt-hora em 2025, um recuo de 45%. Essa queda foi muito mais acentuada do que a redução de 1% para baterias de veículos de passeio e a de 7% para baterias de veículos comerciais.

Fonte: Valor Econômico; 17/06/2026

Financiamento da transição energética depende cada vez mais de capital privado

“A mobilização de recursos para financiar a transição energética e a adaptação às mudanças climáticas esteve no centro da COP30 e continua entre os principais desafios da agenda climática global. O Mapa do Caminho de Baku a Belém estabeleceu a meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para apoiar países em desenvolvimento. O tema foi discutido na live “O Financiamento da Economia Limpa”, promovida pelo projeto Transição Energética, iniciativa do Valor e de “O Globo”, com patrocínio da Vale. O encontro teve a participação de Luciana Costa, diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do BNDES; Fabiana Costa, head de sustentabilidade do Bradesco; e Luiz Paulo Pereira Assis, sócio-líder de estratégia de sustentabilidade da Deloitte. O encontro foi mediado por Rafael Vazquez, repórter do Valor. Para os participantes, o volume de recursos necessário para financiar a transição energética não virá apenas de bancos públicos ou organismos multilaterais. Esses agentes continuarão desempenhando papel importante na redução de riscos e no financiamento das primeiras etapas de novas tecnologias, mas a escala necessária dependerá da entrada crescente do mercado privado, avaliaram. “Para financiar tecnologias maduras e que já são economicamente viáveis, quem entra financiando geralmente é o mercado. O papel dos bancos de fomento é induzir tecnologias mais incipientes”, afirmou Costa. Segundo ela, foi esse o caminho percorrido por tecnologias como energia solar e eólica. O desafio agora é repetir o processo em áreas que ainda apresentam custos elevados ou modelos de negócio em consolidação, como combustível sustentável de aviação (SAF), restauração florestal, armazenamento de energia e mercado de carbono.”

Fonte: Valor Econômico; 16/06/2026

Juiz nega liminar, mas manda CVM explicar mudança em reportes ESG

“O juiz federal Marcelo da Fonseca Guerreiro, da 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro, negou a liminar que pedia a suspensão imediata da Resolução 244 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que derrubou a obrigatoriedade de reportes financeiros de sustentabilidade no padrão IFRS S1 e S2. A liminar foi solicitada pelo Instituto de Direito Coletivo (IDC) e pela associação Soluções Inclusivas Sustentáveis (SIS), que entraram com processo contra a CVM na semana passada. Segundo o juiz, a liminar foi negada pela “ausência de demonstração concreta do perigo de dano apto a justificar a medida excepcional pretendida”. Uma liminar é uma decisão provisória tomada por um juiz no início ou durante um processo, antes do julgamento definitivo da causa. Ela existe para situações de urgência: quando há risco de que, se o tribunal esperar o trâmite normal, o dano já terá ocorrido e será tarde demais para remediá-lo. No caso da CVM, a liminar serviria para obrigar a autarquia a restabelecer a obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade enquanto o mérito da ação era discutido. Como a liminar foi negada, a Resolução 244 segue em vigor. Na decisão sobre a liminar, o juiz ordenou que a CVM apresente a cópia integral do processo administrativo que embasou a edição da Resolução 244. Será a primeira vez que a CVM apresentará para um órgão externo, por meio dos autos do processo, o trâmite interno que justificou a mudança. Ao Reset, a CVM disse que a decisão foi baseada em “estudos e consultas públicas”, mas citou consultas de outro objeto e momento, em uma explicação imprecisa e que tira informações de contexto.”

Fonte: Capital Reset; 16/06/2026

Mais de 70 mil pessoas em regiões isoladas tiveram acesso à energia renovável na Pan-Amazônia, aponta Iema

“Iniciativas de energia renovável em comunidades isoladas da Pan-Amazônia alcançaram 70 mil pessoas, na última década, ajudando a deslocar o consumo de mais de um milhão de litros de combustíveis fósseis, mostra plataforma lançada nesta terça (16/6) pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Os dados revelam ainda que, deste total, 200 mil litros de derivados de petróleo foram deslocados por por iniciativas de transporte eletrificado abastecido por energia solar. A ferramenta mapeou 313 projetos pilotos implementados em 223 comunidades e 90 residências coletivas no Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Suriname e Bolívia. A energia solar fotovoltaica esteve presente em todas as iniciativas, e 86% delas contavam com sistemas de armazenamento por baterias. Como resultado, quase todas as comunidades reduziram a dependência do diesel, enquanto cerca de um terço eliminou seu uso por completo, diz o Iema. “A energia elétrica é mais do que um serviço essencial. Quando implementada de acordo com as necessidades das comunidades, ela impulsiona melhorias na saúde, fortalece a comunicação, amplia oportunidades de geração de renda e contribui para a qualidade de vida”, explica Fabio Galdino dos Santos, pesquisador do Iema e um dos autores do site.”

Fonte: Eixos; 16/06/2026

Brasil e Países Baixos definem agenda de cooperação em SAF e hidrogênio até 2028

“O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Assuntos Econômicos e Política Climática dos Países Baixos assinaram, na segunda-feira (15/6), o Plano de Trabalho Brasil-Países Baixos 2026-2028, definindo as ações prioritárias para a cooperação bilateral em transição energética. Um desdobramento do Memorando de Entendimento firmado entre os dois países durante a COP30, em 2025, a agenda de cooperação mira o desenvolvimento de setores como combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês), hidrogênio, bioenergia, biorrefinarias, captura e armazenamento de carbono (CCS), biocombustíveis e bio recursos sustentáveis. Estão previstos encontros técnicos e o intercâmbio de conhecimentos entre governo, academia e setor produtivo ao longo do período, por meio de iniciativas conjuntas entre instituições brasileiras e holandesas. As ações para o período de 2026 a 2028 incluem participação conjunta em missões internacionais voltadas ao desenvolvimento de biorrefinarias integradas, além de estímulo a projetos de pesquisa e inovação em parceria com instituições dos dois países. De acodo com o MME, a iniciativa também amplia as oportunidades de intercâmbio tecnológico e de atração de investimentos para o desenvolvimento de cadeias produtivas associadas aos combustíveis renováveis e à economia de baixo carbono.”

Fonte: Eixos; 16/06/2026

Política goiana para minerais críticos facilita investimentos, mas pode gerar disputas com a União

“Enquanto o Senado posterga a definição de uma data para votar a Política Nacional de Minerais Críticos, Goiás avançou na construção de uma estratégia própria para o setor, com a publicação do decreto que regulamentou a Lei Estadual 23.597/2025 na semana passada. O texto criou instrumentos para estimular a industrialização local, direcionar investimentos em infraestrutura e acompanhar a concentração dos compradores internacionais de minerais estratégicos produzidos no estado. Na avaliação de especialistas ouvidos pela agência eixos, o desenho da política representa um esforço relevante para aumentar a competitividade de Goiás e acelerar projetos minerários, mas pode levantar dúvidas sobre a extensão da atuação do estado em matérias tradicionalmente reservadas à União. A advogada especialista em mineração e sócia do FPA Advocacia, Fernanda De Paula, considera que a iniciativa foi recebida positivamente pelo mercado. “O setor está vendo com muito bons olhos a iniciativa do governo de Goiás, do ponto de vista normativo”, afirma. Para a especialista, Goiás se antecipa à demora do governo federal em consolidar uma política nacional para minerais críticos. “Estamos atrasados”, avalia. Em sua visão, a regulamentação estadual “facilita a chegada de investimentos”. Segundo ela, não há excepcionalidade na criação de políticas estaduais para mineração, citando como exemplo iniciativas semelhantes em outras unidades da federação, como o Piauí.

Fonte: Eixos; 16/06/2026

Internacional

Quem vai pagar pelo gasoduto proposto pelo Canadá para a costa oeste?

“As ações estão em alta e os preços do petróleo em queda após um acordo entre o Irã e os EUA para reabrir o Estreito de Ormuz. Os investidores apostam que o acordo reverterá a súbita alta nos preços da energia que atingiu uma ampla gama de setores desde o início da guerra no final de fevereiro. O preço do petróleo Brent caiu cerca de 30% desde que atingiu o pico de US$ 119,50 em 9 de março, no auge do conflito. O otimismo em torno das perspectivas de um acordo e da reabertura do estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito, começou a pressionar os preços da gasolina e do diesel para baixo na última semana. O preço médio da gasolina nos EUA caiu mais de 9 centavos na última semana e está em US$ 3,99 por galão, de acordo com a GasBuddy, que monitora dados de preços de postos de gasolina. O preço médio do diesel caiu quase 12 centavos, para US$ 5,18 por galão, na última semana. Esta é uma boa notícia para os consumidores, a indústria e Donald Trump, cujos índices de aprovação atingiram mínimas históricas em meio a uma crise do custo de vida que afetou os consumidores americanos. Mas permanecem dúvidas sobre a durabilidade do acordo, que meus colegas do Financial Times classificaram como uma “trégua de conveniência” para o presidente americano, que em certo momento prometeu que não haveria acordo com o Irã, exceto a “rendição incondicional”. Teerã provou sua capacidade de fechar o estreito e sua habilidade de atacar com precisão os estados do Golfo e as bases americanas na região. O país entrará em negociações com Washington sobre seu programa nuclear com uma vantagem que, no passado, era mais uma teoria de jogos de guerra do que um fato comprovado. Para a indústria de petróleo e gás, o fim do conflito é bem-vindo, apesar da queda dos preços e das preocupações com a possibilidade de um excesso de petróleo bruto nos mercados nos próximos meses. Quanto mais tempo a crise no Oriente Médio se prolongar e o estreito permanecer fechado, maior a probabilidade de os consumidores optarem por alternativas aos combustíveis fósseis, como veículos elétricos.”

Fonte: Financial Times; 16/06/2026

No biometano, plano bilionário da Gasmig atrai BP, Mitsui, gestoras e a J&F

“O potencial do Brasil para produção de biometano gerou um projeto bilionário em Minas Gerais que está despertando interesse desde a Faria Lima até Londres e Tóquio. A Gasmig, a subsidiária de gás da Cemig, lançou uma chamada pública para investir até R$ 1 bilhão no fomento a negócios com o gás natural renovável, e o processo engajou players locais e internacionais, evidenciando o forte aquecimento do setor. Entre os 11 grupos que enviaram propostas a Belo Horizonte estão a BP, a gigante inglesa do petróleo, e a japonesa Mitsui, por meio da GeoMit, sua joint venture com a paranaense Geo bio gas&carbon. Também participaram a Solví, a empresa de gestão de resíduos candidata a um IPO; a Bioo, uma investida da BNDESPar e da Flying Rivers, gestora que tem como sócia a eB Capital, de Duda Melzer; e a Regera, que recebeu aportes da Riza Asset Management e da Shift Capital. Além desses grupos, também participam da chamada pública a Logás, recentemente adquirida pela J&F Investimentos, dos irmãos Batista; e a Gás Verde, uma das líderes do mercado nacional de biometano, em joint venture com a Orizon. A Gasmig agora vai iniciar negociações diretas com as proponentes para a compra do biometano produzido por elas, além de fazer investimentos para conectar as plantas produtoras à rede de distribuição de gás. O objetivo da companhia é comprar até 250 mil metros cúbicos/dia do combustível, com entrega na região do Triângulo Mineiro – o transporte poderá ser feito por caminhões enquanto a Gasmig constrói as redes. Para dar uma dimensão das proporções da chamada pública que está na praça: o Brasil tem hoje 1,2 milhão de m³/dia em capacidade de produção desse gás renovável em operação.

Fonte: Brazil Journal; 16/06/2026

Ministros buscam limitar os custos da próxima rodada de financiamento para energia eólica offshore no Reino Unido.

“O ministro da Energia do Reino Unido afirmou que os custos serão o “fator central absoluto” na atribuição da próxima rodada de contratos de subsídios para energia eólica offshore, enquanto o governo busca se defender dos desafios políticos à sua estratégia de energia limpa. Michael Shanks declarou na terça-feira que o preço será “muito mais [central] do que tem sido” na próxima rodada de leilões, que deve começar neste verão, em um contexto de contas de luz mais altas e pedidos para que as metas de “emissões líquidas zero” sejam flexibilizadas. “Ao aguardarmos a abertura da AR8 [a rodada de leilões], precisamos reconhecer que, embora garantir a energia eólica offshore seja fundamental para nossas metas energéticas futuras, isso não pode e não será a qualquer preço”, disse Shanks na Cúpula Global de Energia Eólica Offshore da RenewableUK, em Manchester. Ele acrescentou: “Quero deixar claro hoje: o preço será o fator central absoluto na AR8, muito mais do que em qualquer outra rodada.” Os comentários de Shanks serão acompanhados atentamente pelos investidores que se preparam para participar do leilão e apontam para a pressão que o governo está sofrendo em relação à sua atual estratégia energética, tanto por parte dos Conservadores quanto do Reform UK. O secretário de Energia, Ed Miliband, busca descarbonizar o sistema elétrico até 2030, argumentando que a mudança ajudará a reduzir o impacto da volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis sobre os preços da energia no Reino Unido, além de contribuir para a redução das emissões. No entanto, os críticos argumentam que a meta corre o risco de aumentar as contas de luz devido ao ritmo acelerado de construção de novos parques eólicos, painéis solares e cabos de energia, e que os impostos sobre carbono e os subsídios para energias renováveis ​​são muito altos. A energia eólica offshore é a espinha dorsal da reforma do setor elétrico britânico, devido à geologia do país, e o Reino Unido é o segundo maior mercado de energia eólica offshore, depois da China. Mas os custos aumentaram acentuadamente nos últimos anos.”

Fonte: Financial Times; 16/06/2026

Usinas de energia construídas em ritmo acelerado impulsionam o boom da IA, com pouca fiscalização pública.

“Da janela da frente de sua casa, Breanne Kidd costumava observar o nascer do sol sobre as terras agrícolas enquanto tomava café antes que as crianças chegassem à sua creche domiciliar. Ao longo do último ano, essa vista foi substituída por guindastes, aço e poeira, enquanto equipes de trabalho constroem o centro de dados de 800 acres da Meta em Bowling Green. Mais alarmante foi o aparecimento de algo sobre o qual Kidd não havia sido informada: a construção de uma grande usina de energia a gás natural destinada a atender ao projeto. “Não é como se estivéssemos a duas ruas de distância. Estamos literalmente do outro lado da rua”, disse Kidd, apontando para o local da Estação Geradora Apollo, localizada no Condado de Wood, a cerca de 40,2 km ao sul de Toledo. “Estou morando ao lado de uma ameaça.” A usina é um dos muitos grandes projetos de energia fora da rede que estão sendo aprovados rapidamente e, muitas vezes, sob sigilo nos Estados Unidos, para suprir a crescente demanda da indústria de tecnologia por energia para data centers, de acordo com uma análise da Reuters de documentos regulatórios e entrevistas com autoridades públicas, moradores, pesquisadores e executivos de empresas. Essas usinas, construídas para atender a um único data center, estão avançando a passos largos – às vezes em apenas semanas ou meses – sem os anos de licenciamento, estudos ambientais e audiências públicas normalmente exigidos para tais usinas. Os desenvolvedores argumentam que essas usinas fora da rede para clientes privados estão isentas de muitas dessas regras.”

Fonte: Reuters; 16/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
.


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.