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Leilão de baterias previsto para abril pode ir para junho, segundo especialistas do setor | Café com ESG, 10/03

Pela primeira vez no Brasil, o carro mais vendido no mês foi 100% elétrico; fábrica japonesa busca produzir ímãs sem metais de terras raras

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,86% e 0,66%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o mês de fevereiro marcou a primeira vez que um carro 100% elétrico ficou no topo das nas vendas de veículos no Brasil, com 4,1 mil unidades do Dolphin Mini, da BYD, emplacadas – o carro montado pela fabricante chinesa em Camaçari, na Bahia, superou marcas movidas a gasolina e etanol no varejo; e (ii) segundo o sócio da área de energia do escritório Pinheiro Neto Advogados, José Roberto Oliva Junior, houve uma sinalização de que o leilão de baterias inicialmente previsto para abril será postergado para junho – para o setor de energia, a expectativa é de que o leilão atraia ao menos R$ 50 bilhões em investimentos nos próximos anos.

• No internacional, a fabricante japonesa de metais Proterial está buscando locais na América do Norte e em outros mercados para produzir ímãs sem metais de terras raras pesadas para uso em motores de veículos elétricos – a empresa quer atender a clientes que buscam reduzir o risco de ter os metais críticos da China em suas cadeias de suprimentos.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Feito no Brasil: produção nacional ganha peso na onda dos carros elétricos

“O mês de fevereiro marcou a primeira vez que um carro 100% elétrico ficou no topo das nas vendas de veículos no Brasil, com 4,1 mil unidades do Dolphin Mini, da BYD, emplacadas. O carro montado pela fabricante chinesa em Camaçari, na Bahia, superou marcas movidas a gasolina e etanol no varejo, indicando um novo ciclo para a tecnologia no país. Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que o ano de 2026 começou em ritmo acelerado para a eletromobilidade. Foram mais de 28,1 mil híbridos e elétricos emplacados em fevereiro, representando 15,9% do total, ante 9,3% no mesmo período de 2025. Os híbridos (11,3 mil) seguem liderando a preferência dos consumidores. Enquanto os 100% a bateria e os híbridos plug-in responderam por 8,7 mil e 8,1 mil unidades vendidas, respectivamente. O percentual de “feito no Brasil” também está em uma curva ascendente. Segundo a associação, 43% dos eletrificados emplacados em fevereiro foram produzidos no país, o melhor resultado da série histórica.”

Fonte: Eixos; 09/03/2026

Petrobras limita cotas extras de diesel para distribuidoras e trava mercado, dizem fontes

“A Petrobras está recusando pedidos de distribuidoras por volumes adicionais de venda de diesel, enquanto mantém os preços do produto em suas refinarias com defasagem recorde ante o mercado externo e trava negociações no setor brasileiro, disseram quatro fontes com conhecimento do assunto. Os valores do diesel da Petrobras vendido a distribuidoras estavam R$ 2,74 por litro abaixo da paridade de importação na abertura do mercado nesta segunda-feira (9), segundo cálculo da associação de importadores Abicom, depois que uma escalada dos conflitos no Oriente Médio fez o petróleo disparar. O petróleo Brent, referência internacional, fechou com alta de 6,76%, a US$ 98,96 o barril. “Todas as distribuidoras estão pedindo cota adicional de combustíveis para fazer estoque a preços baixos. A Petrobras só está dando a cota prevista (em contrato) e não está dando nesse momento cota adicional”, disse uma fonte da companhia, na condição de anonimato. “Agora (com preços altos) não dá para dar cota adicional para o distribuidor comprar nosso diesel barato, se encher de volume, para depois vender. Vão fazer estoque e ganhar dinheiro em cima da Petrobras.”

Fonte: Valor Econômico; 09/03/2026

CNPE debate liberação da importação de biodiesel na quinta-feira (12)

“A liberação da importação de biodiesel é um dos itens da pauta da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) convocada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para quinta-feira (12/3). A regra atual prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A discussão em pauta se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social, ou seja, de usinas nacionais. A autorização para importação é apoiada pela Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e Sindicato Nacional Transportador Revendedor Retalhista (SindTRR).”

Fonte: Eixos; 09/03/2026

Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país

“O mercado de energia brasileiro deve atravessar uma nova fronteira em 2026 com o início dos investimentos em baterias para o armazenamento de eletricidade, com investimentos que podem somar ao menos R$ 50 bilhões nos próximos anos, conforme estimativa de especialistas. O primeiro leilão da modalidade está previsto, inicialmente, para ocorrer em abril. Os sistemas de armazenamento são vistos como uma das principais saídas para resolver uma das maiores dores do setor elétrico do país: a sobreoferta estrutural de energia durante o dia, especialmente, de geração solar, com a saída da fonte do sistema no período noturno, quando ocorre o pico de consumo. Para evitar desequilíbrio nas redes elétricas durante o dia, quando a demanda é baixa em relação à produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem promovido cortes de geração, conhecidos no Brasil pelo jargão em inglês “curtailment”, algo que tem trazido estresse financeiro em diversas empresas do setor. As expectativas para o leilão, assim, são grandes, mas ele pode atrasar. O sócio da área de energia do escritório Pinheiro Neto Advogados, José Roberto Oliva Junior, avalia que houve sinalização de que o leilão inicialmente previsto para abril seja postergado para junho. Segundo o especialista, ainda há dois principais pontos a serem resolvidos. O primeiro sobre como será a distribuição dos custos: no desenho atual, as despesas ficariam apenas com os geradores. Há também a questão da dupla tarifação sobre os consumidores.”

Fonte: Valor Econômico; 09/03/2026

Está avisado ao mundo que Brasil não fará das terras raras o que foi feito com minério de ferro, diz Lula

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo “não fará das terras raras e minerais críticos o que foi feito com minério de ferro”. “A gente vendeu minério para comprar produtos acabados pagando cem vezes mais caro. Agora, a parceria será para fazer os processos de transformação aqui no Brasil”, declarou o presidente durante declaração à imprensa após a visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. Os Estados Unidos já demonstraram interesse nos minerais críticos e nas terras raras brasileiras, e o tema deve fazer parte do futuro encontro entre Lula e Donald Trump. “Já levaram toda nossa prata, nosso ouro, nosso diamante, nosso minério de ferro. O que mais querem levar?”, questionou o presidente. “Precisamos tirar proveito dos minerais críticos e terras raras para nosso povo viver melhor”, complementou.”

Fonte: Valor Econômico; 09/03/2026

Internacional

Vestas planeja produzir turbinas eólicas no Japão a partir de 2029

“A dinamarquesa Vestas, maior fabricante mundial de turbinas eólicas para projetos marítimos, planeja instalar uma fábrica no Japão até o ano fiscal de 2029, de olho na crescente demanda do país e de outros mercados asiáticos. Até hoje, o Japão depende principalmente de turbinas importadas. A criação de uma cadeia de suprimentos doméstica e a redução dos custos de aquisição são vistas como fatores que podem melhorar a rentabilidade dos projetos de energia eólica offshore. O Ministry of Economy, Trade and Industry (METI) e a Vestas devem assinar um memorando de entendimento nesta segunda-feira. Entre os locais avaliados para a instalação da fábrica estão as cidades de Kitakyushu, no sul do país, e Muroran, na ilha de Hokkaido. O investimento pode chegar a dezenas de bilhões de ienes, e a empresa também espera receber subsídios do governo. O primeiro passo será a construção de uma unidade de montagem de naceles — o principal componente de geração de eletricidade das turbinas — até 2029.”

Fonte: Valor Econômico; 09/03/2026

Japonesa Proterial busca locais na América do Norte para produzir ímãs sem terras raras pesadas

“A fabricante japonesa de metais Proterial está buscando locais na América do Norte e em outros mercados para produzir ímãs sem metais de terras raras pesadas para uso em motores de veículos elétricos. A empresa quer atender a clientes que buscam reduzir o risco de ter os metais críticos da China em suas cadeias de suprimentos. O presidente da companhia, Sean Stack, discutiu os planos da Proterial para os novos ímãs com o “Nikkei Asia”. A Proterial, anteriormente Hitachi Metals, atualmente fabrica ímãs permanentes de neodímio para motores de veículos elétricos no Japão e na China. Os metais de terras raras pesadas disprósio e térbio são normalmente adicionados a esses ímãs para melhorar a resistência ao calor, mas a China domina o fornecimento desses metais. Em 2025, a empresa desenvolveu um ímã de neodímio que mantém a resistência ao calor sem terras raras pesadas. Ele tem despertado crescente interesse de fabricantes de motores e veículos elétricos que desejam reduzir a dependência da China para o fornecimento de ímãs.”

Fonte: Valor Econômico; 10/03/2026

Brasil quer cooperar com África do Sul em energia e minerais críticos

“O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda-feira (9/3) que o governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta de cooperação industrial com a África do Sul. Ele mencionou energia e minerais críticos como oportunidades. “O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, discursou na abertura do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul, em Brasília (DF). O vice-presidente defendeu a ampliação do comércio bilateral e integração de cadeias produtivas em setores estratégicos. Alckmin listou empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo, WEG e Embraer que já investem na África do Sul. Enquanto o capital sul-africano contribui em setores como mineração, infraestrutura, transporte e fábricas no Brasil.”

Fonte: Eixos 09/03/2026

Instalações solares nos EUA caíram em 2025 após políticas de Trump sacudirem o mercado, segundo relatório

“O mercado solar dos EUA adicionou menos instalações novas em 2025 em comparação com o ano anterior, mostrou um estudo na terça-feira, apontando para um esfriamento do ritmo em todo o setor após o presidente Donald Trump eliminar subsídios e benefícios fiscais para desenvolvedores de energia renovável. O mercado solar instalou 43 gigawatts em nova capacidade no ano passado, em comparação com quase 50 GW em 2024, segundo um estudo da Solar Energy Industries Association (SEIA) e da Wood Mackenzie. A Lei One Big Beautiful Bill do governo levou a uma disrupção em toda a indústria, com as instalações solares em escala de concessionárias caindo 16% e a energia solar comunitária caindo 25% em 2025, segundo o relatório. A indústria solar está lidando com pressões tarifárias e um congelamento das aprovações para grandes projetos sob a atual administração, refletindo uma agenda energética focada em petróleo, gás, carvão e nuclear, e marcando uma mudança em relação às políticas verdes de Joe Biden.”

Fonte: Reuters; 10/03/2026

As ações do campeão chinês de baterias disparam 10% enquanto o boom da IA aumenta a demanda

“As ações da CATL dispararam após a maior fabricante de baterias do mundo reportar lucros acima do esperado, com forte demanda por sistemas de armazenamento de energia, inclusive para data centers de IA, enquanto a empresa busca crescimento além dos veículos elétricos. As ações da CATL listadas em Hong Kong subiram até 9,7% na terça-feira, após reportarem lucro líquido anual total de Rmb72,2 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no final da segunda-feira, 42% acima de 2024 e à frente das estimativas dos analistas. Suas ações em Shenzhen subiram até 6,2%. Os resultados destacam a centralidade do fabricante chinês de baterias na transição mundial para longe dos sistemas de energia e transporte baseados em combustíveis fósseis, assim como as cadeias globais de suprimentos de petróleo e gás são abaladas por conflitos no Oriente Médio.”

Fonte: Financial Times; 10/03/2026

Japão fornecerá tecnologia de refino de terras raras à Malásia

“O Japão oferecerá suporte tecnológico à Malásia no setor de minerais de terras raras para diversificar suas cadeias de suprimentos, apurou o “Nikkei Asia”. O projeto será financiado pelo programa oficial de ajuda ao desenvolvimento (ODA), marcando a primeira vez que o recurso é utilizado entre as duas nações para mineração e refino desses elementos. Em fevereiro, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês) enviou especialistas em geologia de recursos e química ambiental à Malásia para estudos preliminares. As autoridades agora definem metas e detalhes técnicos, que incluem o treinamento de cerca de dez especialistas malaios em solo japonês. Tóquio deve fornecer tecnologias de refino ecologicamente corretas. O processo tradicional de separação química de elementos em lama gera resíduos radioativos, podendo contaminar o solo se não for executado com rigor. Com reservas estimadas em 16 milhões de toneladas métricas, a Malásia detém cerca de um terço do volume da China — líder global com 44 milhões de toneladas, segundo dados do Serviço Geológico dos EUA de 2025.”

Fonte: Valor Econômico; 09/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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