27/09, 18h | Perspectivas para o cenário macroeconômico e para a renda fixa

O economista-chefe da XP, Caio Megale, e a head de research de renda fixa da XP, Camilla Dolle, comentaram sobre a perspectiva para a política monetária no Brasil, como o aumento das pressões inflacionárias e das incertezas no quadro político e fiscal afetam o ciclo de alta de juros e como isso impacta os investimentos em renda fixa. Assista!

Segundo Caio, tanto a economia brasileira quanto a economia global estão passando por um momento de transição.  

“No ano passado, tivemos a recessão forte do primeiro semestre do ano passado gerada pela pandemia. Depois, a partir das reações governamentais, dos pacotes de transferência de renda, de proteção ao emprego, da redução forte de taxas de juros para estímulo ao crédito, do avanço da vacina, tivemos uma recuperação bastante forte”, afirmou.  

E o que a gente começa a ver agora, de acordo com o economista, são sinais de acomodação, já que o mundo vinha num ritmo muito forte. “Era preciso pisar no freio em algum momento”, afirmou ele. No entanto, nesses momentos de inflexão devemos redobrar a atenção, pois eles geram maior volatilidade nos mercados.  

Veja o relatório “Navegando águas incertas: onde investir em tempos voláteis”

Pandemia de Covid-19 

Segundo Caio, desde o início da pandemia, houve uma grande desorganização da economia global, principalmente da forma como os países praticam o comércio exterior.  

“É importante o reequilíbrio. É importante que a economia global se acomode, que os fluxos de comércio internacional voltem a funcionar, para que a economia se reequilibre e, portanto, a inflação se reequilibre. A inflação é um sintoma de que alguma coisa está desequilibrada na economia”, afirmou.  

Inflação acima do esperado 

A alta da inflação no país foi outro ponto abordado durante o evento desta segunda-feira.   

“Essa inflação foi por conta de choques de custos internacionais, também alguns choques adicionais aqui, como a crise de energia, mas também por aquela forte demanda que nós vimos nos últimos dois ou três semestres jogando o consumo na ponta para cima e permitindo repasses de preços mais fortes”, disse.  

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou o IPCA-15, que subiu 1,14% em setembro e veio acima da estimativa da XP e da mediana das expectativas de mercado. No ano, o índice acumula alta de 7,02%, e em 12 meses, subiu para 10,05%, de 9,3% um mês antes. 

Camilla lembrou que, em relação aos investimentos, vale a recomendação de diversificação. “A gente precisa se afastar da ideia de ‘momento de investir nisso’. Isso não existe, a gente tem que pensar no longo prazo, nos diferentes ciclos da economia, de mercado”, disse.  

Real desvalorizado 

Sobre a taxa de câmbio, Caio afirmou que, no período mais recente, “observamos um descolamento do Real, da nossa taxa de câmbio, dos preços das commodities e das nossas exportações”.  

“As nossas exportações estão indo muito bem, estamos vendo a balança comercial chegando perto de US$ 80 bilhões, é a maior balança comercial em décadas no país, e mesmo assim o Real está desvalorizado.”  

Eleições x oportunidades  

O economista também comentou sobre as incertezas políticas no país, e lembrou que anos eleitorais são anos de muita volatilidade e que podem gerar “muitas oportunidades de investimento”.  

“Certamente muitas oportunidades vão aparecer, eu vejo o Brasil no longo prazo com fundamento, nós fizemos reformas importantes nos últimos anos”, afirmou, citando como exemplos a reforma da Previdência, o marco legal do saneamento e o avanço das concessões.  

“O Brasil tem tudo para voltar a crescer, retomar o período de crescimento depois dessas nuvens carregadas que a gente vê no horizonte”, disse.  

Renda fixa e diversificação

No cenário de volatilidade, alta de juros e inflação, Camilla destacou que a renda fixa é importante na composição de uma carteira diversificada.

“Hoje, quando a gente vê todo esse risco subindo, a gente vê como foi importante quem de fato alocou um pouco pelo menos de renda fixa na carteira, seguindo as recomendações para o seu perfil”, afirmou.

“Lógico que no momento que a Bolsa está indo bem, a taxa de juros está baixa, as pessoas falam ‘ah, imagina, vou alocar em Bolsa, vou me dar bem’. De fato, talvez no curtíssimo prazo você vá se dar bem. Mas a gente tem que pensar que investimento é uma coisa de longuíssimo prazo, para a vida inteira, em diversos ciclos, principalmente em um país volátil como o Brasil”, disse Camilla.

A head de research de renda fixa da XP afirmou ainda que o Tesouro Selic continua indicado para alocação da reserva de emergência, por ter alta liquidez e segurança.  

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