Tesouro Semanal 14/02

Acompanhe como foi o comportamento dos títulos negociados no Tesouro Direto e o que pode afetá-los na semana seguinte.

access_time 14/02/2020 - 18:51
format_align_left 3 minutos de leitura

O que aconteceu

10/02 a 14/02

É importante destacar que no dia 10 de fevereiro o Tesouro Direto disponibilizou novos títulos para compra pelos investidores. Desta forma, a comparabilidade histórica foi comprometida.

Na semana terminada no dia 14 de fevereiro, todos os títulos negociados no Tesouro Direto apresentaram rentabilidade positiva.

Isso foi resultado de novo fechamento na curva DI futuro (redução das expectativas para a taxa de juros no futuro) em relação à semana anterior, em todos os vértices (vencimentos), principalmente na parte mais longa da curva.

100 bps = 1 ponto percentual (p.p.)

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Os principais destaques da semana com efeitos sobre o mercado e a curva de juros futura foram:

  • Dados de vendas no varejo para novembro (-0,1%) frustraram expectativas do mercado.
  • Ata do Copom com tom menos cauteloso do que o comunicado divulgado logo após o corte da Selic na semana anterior.
    • Mercado enxergou possibilidade de novo corte ainda em 2020.
  • Cenário benigno para inflação e novas projeções de economistas indicando expectativa abaixo da meta para 2020 e 2021.

Abaixo, apresentamos o histórico dos preços de cada um dos títulos do Tesouro Direto, bem como a rentabilidade anual do último fechamento (14/02/2020) e a valorização ao longo da semana.

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É interessante observar que títulos mais longos apresentam variações mais fortes em geral. Isso se dá devido à duration (prazo médio ponderado dos títulos).

Os títulos que pagam juros semestrais possuem duration mais curta do que seu prazo até o vencimento, uma vez que há fluxo recorrente de pagamentos ao longo do período.

O que esperar para a próxima semana

Resultados de indicadores significativamente divergentes das expectativas de mercado podem levar a novos movimentos na curva DI, com efeito sobre os preços dos títulos.

17/02 a 21/02

Brasil

No Brasil, os principais destaques da agenda econômica serão o IPCA-15 de fevereiro e os dados do cadastro geral de empregados e desempregados (Caged) de janeiro.

Segundo nossos economistas, os indicadores devem trazer sinalizações adicionais quanto ao que podemos esperar das próximas decisões de juros do BC.

Por enquanto, continuamos acreditando que a taxa Selic será mantida em 4,25% ao ano até o primeiro trimestre de 2021, mas que o mercado provavelmente pressionará por um corte extra de 0,25% no curto prazo se a inflação continuar bem ancorada e a atividade econômica continuar desacelerando.

Campo externo

No campo externo, os destaques serão a ata do comitê de política monetária norte-americano e dados de inflação (CPI e PPI) e atividade econômica (PMI) tanto na Zona do Euro quanto nos Estados Unidos.

Os dados devem continuar reforçando a mensagem de diminuição gradual do risco de recessão das principais econômicas globais.

É importante ter em mente que os efeitos da marcação a mercado só são capturados de fato em caso de venda dos títulos antes do vencimento.

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