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Preparando para a Retomada | Investir no S&P500 é ótima escolha mesmo com incertezas no curto prazo, segundo gestores de Kinea e SPX

Ruy Alves e Fernando Gonçalves analisam o cenário e indicam as melhores opções para investir no exterior

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Dando continuidade ao evento Preparando para a Retomada, que detalha as melhores opções de investimento para a reabertura dos mercados, a Live desta terça-feira (16) abordou o mercado de fundos e ações no exterior para investidores brasileiros.

Ruy Alves, Gestor de Ações Globais da Kinea, e Fernando Gonçalves, Gestor de Ações Globais na SPX, conversaram com os especialistas da XP, Guilherme Giserman e Fabiano Cintra. Foi consenso entre os participantes que o cenário de juros baixos resultaria em uma maior necessidade de diversificação nas carteiras.

“A realidade de juros baixos no Brasil criou uma tendência de procura por investimentos no exterior. Com a Covid-19, isso passou de ser uma opcionalidade, para se tornar uma necessidade. Investir só no Brasil nesse momento pode custar muito caro à carteira. O PIB brasileiro ainda representa somente 3% do PIB mundial, então existe muita possibilidade para crescer lá fora.” relata Fabiano Cintra, analista de Fundos da XP.

Portfólio extenso e setores exclusivos

Com apenas 1% dos investidores brasileiros optando por ativos no exterior, é normal que o mercado internacional assuste quem busca mais rendimento ao seu dinheiro. No entanto, há um horizonte muito maior para quem se aventura nesse campo. Se no Brasil temos entre 300 e 400 empresas listadas na Bolsa, são 50 mil disponíveis pelo mundo.

“A diversificação é macro, tanto em ciclos econômicos diferentes, quanto em setores que não existem no Brasil.” destaca Fernando Gonçalves. Entre os setores destacados, os gestores apontaram principalmente os de tecnologia e biotecnologia nos Estados Unidos.

Mas segundo Ruy Alves, cada região tem suas características e forças diferentes: “Se você quer ir para os EUA, você precisa explorar tecnologia, como as FAAMG’s, e biotecnologia. Na Europa, a força está na força das franchises, marcas de consumo que você não tem em lugar nenhum do mundo como caso de Unilever, Louis Vitton e Nestlé. Na China temos empresas de internet como AliBaba e Tencent, forças de tecnologia asiáticas. Um terço da economia mundial é da Ásia. Essas três regiões vão te oferecer retornos que o Brasil dificilmente vai te trazer.”

Preço alto x valuation

Mesmo com todos esses atrativos, os preços das ações internacionais ainda podem despertar uma postura mais defensiva nos investidores. Falando das Bolsas americanas exclusivamente, Fernando Gonçalves acredita que o preço não deve ser um problema, considerando a forte estrutura das empresas americanas. “O impacto da Covid-19 e do corte nos preços do petróleo gerou uma reação sem precedentes do Banco Central americano, injetando muito mais incentivos monetários e fiscais. Como resultado, da mesma forma que os valores caíram, eles subiram novamente, criando um ‘V’ nos gráficos de recuperação. Então é natural que os preços estejam altos, mesmo com os lucros reduzidos”, pondera o Gestor da SPX.

Entretanto, a tendência é que esse índices ultrapassem os patamares pré-pandemia, pela intensidade dos aportes feitos pelo governo americano. “Eu passei os últimos 8 anos ouvindo que o S&P500 estava caro e o resto do mundo estava barato. Nesses 8 anos, os Estados Unidos ultrapassaram o nível de antes da crise de 2008, enquanto o resto do mundo só começou se aproximar agora antes da Covid-19.” comentam os gestores.

Levando isso em consideração, o valuation das empresas americanas a longo prazo é fortíssimo. Embora o cenário seja otimista, Fernando Gonçalves pondera dois fatores de risco para o curto prazo. “Nós temos um grande risco de uma segunda onda de contaminação, além do ciclo eleitoral que acontece no segundo semestre. Isso pode impactar fortemente o valor do dólar. Então nesse curto prazo, o S&P500 é um risco, mas no longo prazo tem um retorno excelente”.

Vale a pena optar por small caps e high yields?

Olhando para a perspectiva da recuperação econômica, outro questionamento importante ficou por conta da rotação dos investimentos. “Você realmente tem esse tipo de migração, saindo de uma postura mais defensiva com empresas de crescimento secular, para comprar empresas de menor qualidade, mais cíclicas e que foram mais amassadas durante a crise. Nós tivemos várias tentativas dessa rotação nos últimos 45 dias, mas a dificuldade está nessa possibilidade de um segundo surto de contaminação.” comenta Fernando Gonçalves.

A solução para esse problema seria uma solução médica, como uma vacina, que sanaria o risco da segunda queda. Como resultado, faria sentido a estratégia de rotação, incluindo também ativos de Ásia e Europa.

Ruy Alves defende a opção por outros mercados, como Austrália, México e China. “[A Austrália] é uma boa geografia, com ótima macroeconomia de controle fiscal, controlaram a pandemia com muita velocidade e eficácia. Os setor dos bancos e o de mining – exploração de minérios – também me agrada por lá. O México pela proximidade com os Estados Unidos, além do S&P500, principalmente Facebook e Google pela grande quantidade de caixa e muitas avenidas de crescimento.”

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