XP Expert

Shell testa hidrogênio em sondas de perfuração para reduzir o consumo de diesel | Café com ESG, 23/04

Acelen Renováveis investiu em 1,3 mil mudas de planta cujo óleo está sendo estudado como matéria-prima para SAF; ExxonMobil está mobilizando empresas do setor petroquímico para articular uma resposta conjunta frente aos planos da ONU de mediar um acordo de combate à poluição de plástico

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território positivo, com o IBOV e ISE em leve alta de 0,35% e 0,12%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Shell, em parceria com a Ocyan e a LZ Energia (unidade de negócios Protium Dynamics), vai investir R$17,7 milhões em uma iniciativa para explorar o potencial do hidrogênio adicionado em motores de combustão interna de embarcações marítimas, como navio-sonda e navio-tanque – o objetivo é descarbonizar operações offshore reduzindo o consumo de diesel; (ii) a Acelen Renováveis realizou o plantio experimental de mais de 1,3 mil mudas de macaúba, planta cujo óleo está sendo estudado como matéria-prima para fabricação de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde (HVO) – segundo a companhia, o potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa com a substituição de querosene fóssil por SAF chega a 80%.

• No internacional, a ExxonMobil está mobilizando empresas do setor petroquímico para articular uma resposta conjunta frente aos planos da ONU de mediar um acordo de combate à poluição de plástico, abordando todo o ciclo de vida do produto, incluindo a sua produção, concepção e eliminação – falas recentes em defesa do plástico de Karen McKee, chefe de soluções de produtos da companhia, provocaram reações de outros grupos empresariais que apoiam a sua redução, incluindo a Business Coalition for a Global Plastics Treaty, que conta com empresas como Walmart, PepsiCo e L’Oréal entre seus membros. 

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Empresas

Prates defende Margem Equatorial e projeta hidrocarbonetos na economia por até 50 anos

“Ao defender nesta segunda-feira, 22, que a Petrobras está disponível para ajudar o Brasil na transição do petróleo para matrizes energéticas renováveis, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, disse que os cenários atuais indicam a permanência dos hidrocarbonetos na economia por mais 40 a 50 anos. De acordo com Prates, as reservas de petróleo dos poços já conhecidos dão para mais 12 a 13 anos. “Ou vai para a Margem Equatorial, ou volto a importar petróleo”, disse o presidente da Petrobras, acrescentando que se o Brasil tiver que voltar a importar petróleo terá que pagar mais caro por um óleo mais carbonizado. O executivo disse ainda que levarão ao menos de seis a oito anos para começar a se preocupar com fluxo de óleo da Margem Equatorial. “A única empresa capaz de garantir responsabilidade na Margem Equatorial é a Petrobras”, disse o executivo ao falar do baixo risco de acidentes com vazamentos na região amazônica.”

Fonte: Exame, 22/04/2024

Decisão sobre Margem Equatorial é do Estado brasileiro, diz presidente da Petrobras

“O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta segunda-feira (22) que a decisão sobre a exploração de petróleo na região da Margem Equatorial é do Estado brasileiro. Segundo Prates, ainda que a empresa esteja aguardando a liberação da licença ambiental, o debate não se trata somente disso: “Respeitamos muito a ministra [do Meio Ambiente] Marina Silva, mas não se trata somente disso”. Para o executivo, que participou de painel “Seminário Brasil Hoje”, em São Paulo, existem dois caminhos para o país: “Ou furamos as novas fronteiras para encontrar petróleo, como Margem Equatorial e Bacia de Pelotas [na região Sul], ou nos submetemos à situação de voltar a importar petróleo gradualmente, a partir de países que vão continuar ganhando royalties para isso”. Prates diz que o Brasil está “atrasado na exploração da Margem Equatorial”, se comparar com os demais países, como a Guiana. Ao lado dos governadores do Pará, Helder Barbalho, e do Amapá, Clécio Luís, além dos executivos Ana Cabral, da Sigma Lithium, e Rafael Tello, da Ambipar, Prates reforçou que a Petrobras nunca teve um acidente ambiental na exploração e produção de petróleo na Amazônia. Segundo o presidente da estatal, é necessário elaborar a governança da receita petrolífera.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Acelen faz plantio experimental de macaúba para combustível sustentável de aviação

“A Acelen Renováveis realizou na última quinta-feira (18/4) o plantio experimental de mais de 1,3 mil mudas de macaúba, uma planta nativa brasileira não domesticada. Uma área de aproximadamente 30 mil m² em Piracicaba (SP) recebeu as mudas da planta cujo óleo está sendo estudado como matéria-prima para fabricação de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) e diesel verde (HVO). O potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa com a substituição de querosene fóssil por SAF chega a 80%. Empresa de energia renovável da Mubadala Capital, uma companhia global de gestão de ativos com sede em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, a Acelen Renováveis utilizará a macaúba como matéria-prima para desenvolver a produção anual de mais de 1 bilhão de litros de SAF e HVO. A empresa pretende plantar 200 mil hectares de macaúba nos estados da Bahia e Minas Gerais, utilizando somente terras degradadas.”

Fonte: Epbr, 22/04/2024

O que falta para o negócio de reflorestamento ganhar mais escala no Brasil?

“Enquanto as principais economias do mundo terão que empregar grandes esforços em missões complexas como a de deixar de produzir eletricidade a partir da queima de combustíveis fósseis, a principal contribuição do Brasil para frear o aquecimento global é conservar e restaurar suas florestas. Colocado lado a lado, o efeito comparativo pode dar impressão de que o desafio brasileiro poderia ser muito mais simples. “Poderia” porque, na prática, reflorestar os 12 milhões de hectares previstos no Acordo de Paris exige de um lado, que o país desenvolva mecanismos de mercado que estimulem a conservação e o reflorestamento e, de outro, desenvolva uma cadeia produtiva sólida e inclusiva capaz de atender tamanha demanda. As diferentes facetas dessa cadeia, por si só, são uma pequena demonstração de que não há como ser simples refazer o que a Terra levou bilhões de anos para desenvolver em equilíbrio.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Executivos incorporam ESG, mas esperam ações do governo para avançarem

“Nesta segunda-feira (22), a expectativa é que quase 5 mil pessoas participem de forma remota ou presencial do Fórum ESG promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Na ocasião, a organização vai divulgar um estudo com quase 690 respondentes, executivos C-Level, presidentes e diretores, majoritariamente de grandes companhias, e que, juntas, somam 651 mil funcionários e R$ 756 bilhões em faturamento anual. A principal conclusão do estudo é de que as estratégias ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa) estão sendo incorporadas na estratégia e no dia a dia dos negócios cada vez mais, porém, ainda há um bom número de empresas só começando a jornada. Além disso, as empresas esperam que o governo ajude para que o ritmo de mudanças acelere.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Internacional

Empresas

Ex-designer de grife de luxo tenta deixar a moda mais sustentável

“A indústria da moda é uma das maiores poluidoras do mundo. De acordo com levantamento do Parlamento Europeu, a produção de peças de vestuário e acessórios responde por 10% das emissões globais de gás carbônico – mais do que a soma das emissões de voos internacionais e transporte marítimo. Andreu David, designer nascido em Los Angeles, queria estar no mundo da moda desde criança, estudou para isso e chegou a trabalhar nas grifes de luxo Hermès, em Paris, e Ralph Lauren, em Nova York. Mas decidiu mudar de rumo. “Eu não queria mais fazer parte do problema, queria ter a liberdade para trabalhar nas soluções”, diz David, em entrevista ao Valor. Em 2019, o designer assumiu a presidência da feira têxtil Sourcing at Magic, que joga luz à sustentabilidade na produção de artigos de moda. Também se tornou professor na faculdade Otis Art and Design, em Los Angeles. A próxima edição da Sourcing acontecerá em agosto, em Las Vegas (EUA), e deve reunir mais de 10,8 mil participantes e cerca de 1,6 mil expositores, entre fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços globais dos setores de vestuário, calçados, têxteis, materiais e componentes, tecidos e aviamentos. O objetivo é negócios na América do Norte.”

Fonte: Valor Econômico, 23/04/2024

Salesforce quer regulação para emissões de carbono da IA

“A Salesforce, líder global em software corporativo, está articulando um lobby para estabelecer compromissos sustentáveis e climáticos para inteligência artificial nos Estados Unidos. A companhia publicou, nesta segunda-feira, seus ‘Princípios de Política de IA Sustentável’, um guia com o que considera as melhores práticas para minimizar o impacto ambiental causado por IA e para estimular a inovação climática. O documento é voltado para legisladores e reguladores. Os data centers que abrigam as diferentes IAs têm alto consumo de energia e água, tipicamente usada no resfriamento dos servidores. Eles são responsáveis pelo uso de 1,5% da eletricidade gerada ao redor do mundo. Essa parcela deve subir para 4,5% até 2030, de acordo com dados usados pela Salesforce. “Diante da escalada da crise climática, a IA tem potencial para exacerbar e aliviar os desafios ambientais. As estruturas políticas devem encontrar um equilíbrio entre a maximização dos benefícios da IA e a mitigação do seu impacto ambiental, garantindo um futuro equitativo e sustentável para todos”, diz a empresa no documento publicado hoje. As orientações para governantes vêm em duas frentes: gerenciamento e medição de impactos ambientais pela IA e aceleração de inovação climática com IA.”

Fonte: Capital Reset, 22/04/2024

Fortescue e OCP formam joint venture de hidrogênio verde e fertilizantes no Marrocos

“A Fortescue e o grupo OCP de fertilizantes à base de fosfato anunciaram nesta segunda (22/4) a formação de uma joint venture no Marrocos para fornecimento de hidrogênio verde, amoníaco e fertilizantes. A intenção é atender o mercado local e a Europa, além de outros países interessados nos insumos de baixo carbono. A parceria inclui a implantação de uma planta de produção e um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Marrocos. Localizado ao lado da Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P), próximo a Marrakech, o centro de P&D será responsável por pesquisas em energias renováveis, hidrogênio verde e processamento de minerais. Juntas, as duas empresas têm planos para dar escala à capacidade de produção integrada de amônia verde e fertilizantes, incluindo energias renováveis, geração de energia, eletrólise, amonificação e produção de fertilizantes. A join ventura analisa ainda a viabilidade de fabricação de tecnologia e equipamentos verdes, além de buscar colaboração de fundos de capital de risco corporativos para impulsionar o investimento em tecnologia.”

Fonte: Epbr, 22/04/2024

O executivo-chefe da Saudi Aramco defende o papel da China na transição verde em meio a laços mais estreitos

“O executivo-chefe da Saudi Aramco elogiou a contribuição da China para ajudar o Ocidente a atingir suas metas de emissões líquidas zero, já que o maior produtor de petróleo do mundo fortalece os laços comerciais com Pequim. Falando no Congresso Mundial de Energia na segunda-feira, Amin Nasser defendeu a China contra as acusações de que ela estava “despejando” painéis solares e veículos elétricos baratos na Europa. “A China realmente ajudou reduzindo o custo da energia solar”, disse ele em Roterdã. “Muito do que aconteceu com os painéis solares se deve ao que a China fez em termos de redução [de preços]. Podemos ver o mesmo agora nos veículos elétricos. Seu custo é de um terço a metade do custo de outros veículos elétricos. Portanto, precisamos de globalização e colaboração se quisermos atingir nossas metas de energia até 2050.” Enquanto o Ocidente tenta reduzir seu consumo de petróleo, a Saudi Aramco tem se voltado para a China e outros mercados em busca de crescimento. Na segunda-feira, a Aramco delineou o mais recente de uma série de acordos com os grandes produtores petroquímicos da China, cada um deles projetado para garantir que a empresa saudita controlada pelo Estado tenha compradores comprometidos no futuro para seu petróleo bruto.”

Fonte: Financial Times, 22/04/2024

Exxon lidera a luta do setor contra os planos da ONU para limitar o plástico

“A Exxon está liderando uma reação do setor petroquímico contra os planos de limitar a produção de plásticos antes das negociações da ONU sobre o primeiro tratado juridicamente vinculativo destinado a reduzir a poluição. Karen McKee, chefe de soluções de produtos da ExxonMobil, um dos maiores produtores de plástico do mundo, disse ao Financial Times: “A questão é a poluição. O problema não é o plástico”. “Um limite na produção de plástico não nos servirá em termos de poluição e meio ambiente”. McKee disse que as alternativas às embalagens plásticas podem ter uma pegada de emissões mais alta. A Exxon produziu 11,2 milhões de toneladas métricas de polietileno no ano passado e opera uma fábrica de reciclagem química de plástico em Baytown, Texas. A declaração de McKee, que também é presidente do International Council of Chemical Associations (Conselho Internacional de Associações Químicas), que representa as maiores empresas petroquímicas, provocou uma reação irada de ativistas ambientais e outros grupos empresariais. “O setor [de petróleo e gás] está vendo o plástico como a próxima oportunidade para o setor. Isso é realmente problemático para o resto de nós”, disse John Duncan, co-líder da Business Coalition for a Global Plastics Treaty, um grupo de mais de 200 empresas, incluindo Walmart, PepsiCo e L’Oréal, que apoia a redução da produção de plástico.”

Fonte: Financial Times, 22/04/2024

Os fabricantes de automóveis esperam obter um corte à medida que o carregamento bidirecional de VEs se torna real

“Fabricantes de automóveis, da General Motors à Volvo Cars, juntamente com empresas de serviços públicos e operadoras de aplicativos de recarga, estão calculando seu corte financeiro à medida que os VEs que permitem que seus proprietários vendam energia de volta para as redes se tornam uma perspectiva mais realista. A recarga bidirecional, ou vehicle-to-grid (V2G), permite que os proprietários de VEs carreguem a taxas noturnas fora do horário de pico e depois vendam a energia de volta para as redes com lucro durante os horários de pico. Por períodos curtos, um milhão de VEs poderia fornecer tanta energia quanto uma grande usina nuclear, diz Nick Woolley, CEO da empresa de software ev.energy do Reino Unido, que está trabalhando na tecnologia V2G com a Siemens, Nissan, Volkswagen e outras. Durante muitos anos, a tecnologia V2G permaneceu em grande parte teórica, já que o Nissan Leaf era o único veículo elétrico capaz de utilizá-la. Isso começou a mudar com a ajuda de medidores de eletricidade inteligentes, inteligência artificial e modelagem por empresas de energia inovadoras.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

China transfere a carros voadores vantagens que construiu na produção de veículos elétricos

“XPeng, EHang e outras empresas chinesas estão comercializando carros voadores neste ano, aproveitando as vantagens do país em tecnologias de carros elétricos para reivindicar uma grande fatia do mercado global emergente. A XPeng AeroHT, uma subsidiária da startup de veículos elétricos, pretende vender um veículo elétrico de decolagem e pouso vertical de modo duplo (eVTOL) que pode rodar em terra como um carro e desconectar um módulo voador para viagens aéreas. “Os veículos eVTOL normais não podem circular no solo, mas nosso modelo é de dupla utilização”, disse Qiu Mingquan, vice-presidente da XPeng AeroHT. A Administração de Aviação Civil da China iniciou a revisão da certificação de tipo da aeronave, um requisito para operação comercial. O XPeng AeroHT começará a aceitar encomendas na China já em outubro, com planos de iniciar a produção em massa já no próximo ano. A demanda é esperada por parte de empresas relacionadas ao turismo e entusiastas de atividades ao ar livre. A aeronave terá um preço na faixa de 1 milhão de yuans (US$ 138 mil). Qiu disse que a empresa espera eventualmente reduzir o preço para centenas de milhares de yuans. “Se a produção em grande escala se tornar possível, poderemos reduzir drasticamente os custos” de materiais como a fibra de carbono, disse ele.”

Fonte: Valor Econômico, 22/04/2024

Shell testa hidrogênio em motores diesel de sondas de perfuração

“A Shell vai investir R$17,7 milhões, por meio da cláusula em PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da Agência Nacional de Petróleo (ANP), em uma iniciativa para explorar o potencial do hidrogênio adicionado em motores de combustão interna de embarcações marítimas, como navio-sonda e navio-tanque. O projeto é desenvolvido em parceria com a Ocyan e a LZ Energia (unidade de negócios Protium Dynamics), que tem a patente da tecnologia. Objetivo é descarbonizar operações offshore reduzindo o consumo de diesel. “Estamos otimistas com os resultados do projeto H2R (Hidrogênio para reduzir emissões e consumo). A tecnologia em desenvolvimento visa permitir a redução de consumo de combustível e de emissões de gases de efeito estufa, além de contribuir para a descarbonização da indústria de óleo e gás offshore”, destaca Eli Gomes, gerente de projetos de Tecnologia da Shell. Segundo a petroleira, manter uma embarcação offshore funcionando em posicionamento dinâmico ou navegando pelo mar requer um consumo alto de diesel, impactando no meio ambiente e elevando os custos em operações marítimas.”

Fonte: Epbr, 22/04/2024

40% das empresas de capital fechado assumem compromissos climáticos versus 70% das de capital aberto

“Apenas 40 das 100 maiores empresas de capital fechado do mundo estabeleceram o objetivo de zerar as emissões líquidas de CO2, uma proporção muito menor do que as de capital aberto, aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira, 22, pela ONG Net Zero Tracker. “Existe uma disparidade enorme entre os grupos de capital aberto e fechado”, destaca um dos autores do relatório, John Lang. As empresas que não são negociadas em bolsa, sujeitas a menos regras de divulgação, atuam “no escuro”, aponta o documento. Entre as 100 maiores empresas de capital aberto, 70 têm uma meta “net zero” de emissões. Um total de 82 se comprometem, ao menos, em reduzir suas emissões, contra pouco mais da metade das empresas de capital fechado. Nenhuma das oito empresas de combustíveis fósseis incluídas no relatório tem uma meta net zero, contra 76% das maiores empresas do setor negociadas em bolsa. As companhias de capital fechado “não sofrem essa pressão do mercado e na sua imagem”, ressalta Lang. No entanto, a regulamentação, principalmente na Europa, é cada vez mais restritiva.”

Fonte: Exame, 22/04/2024

Transição energética exigirá US$ 4 trilhões por ano até a próxima década, estima BlackRock

“A BlackRock estima que a transição mundial da energia verde exigirá US$ 4 trilhões por ano até meados da década de 2030, exigindo mais parcerias público-privadas, especialmente na região Ásia-Pacífico. A previsão vem do último “Cenário de Transição do Instituto de Investimentos” da BlackRock, que analisa como a transição de baixo carbono provavelmente ocorrerá e seu impacto potencial sobre os portfólios. Segundo informações da CNBC, o valor de US$ 4 trilhões é o dobro das expectativas anteriores anuais e exigirá aumentos de capital dos setores público e privado, de acordo com Michael Dennis, diretor de Estratégia de Alternativas e Mercados de Capital da APAC na BlackRock. “A APAC está realmente no centro da oportunidade de investimento em energia, e vemos isso em várias áreas, tanto em mercados desenvolvidos quanto em mercados emergentes”, disse Dennis, falando na Semana de Ecosperidade anual de Cingapura na semana passada.”

Fonte: Exame, 22/04/2024

Política

Biden revelará US$ 7 bilhões para energia solar em telhados na mensagem do Dia da Terra

“Na segunda-feira, o presidente Joe Biden celebrará o Dia da Terra anunciando US$ 7 bilhões em subsídios para projetos solares residenciais que fornecerão energia a quase um milhão de residências de baixa renda, informou a Casa Branca. O anúncio dá início a uma semana de atividades destinadas a promover o histórico do governo Biden em relação às mudanças climáticas. Biden revelará o financiamento durante uma viagem ao Prince William Forest Park em Triangle, Virgínia, onde também anunciará que as inscrições estão abertas para participar do American Climate Corps, um programa para preparar jovens para empregos em setores relacionados ao clima. Os jovens eleitores, que tendem a se preocupar mais com as mudanças climáticas, são um eleitorado importante para Biden, um democrata, enquanto ele se prepara para enfrentar o ex-presidente Donald Trump, um republicano, na eleição presidencial de novembro. O financiamento solar de US$ 7 bilhões por meio da competição de subsídios Solar for All da Agência de Proteção Ambiental foi incluído na lei de mudança climática de Biden, a Lei de Redução da Inflação. Ele criará 200.000 empregos e economizará cerca de US$ 400 por ano para as famílias que participam do programa, de acordo com a Casa Branca.”

Fonte: Reuters, 22/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

ESG no 1T24: Três frentes que sinalizam um aumento do protagonismo (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Brunch com ESG

SUZB3 e VBBR3 se unem em prol do SAF; SBTi e o imbróglio envolvendo carbono (link)

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)


Ainda não tem conta na XP? Clique aqui e abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.