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Prejuízos por desastres climáticos somam US$ 295 bi nos nove primeiros meses de 2023 | Café com ESG, 19/12

Vivo e Auren criam JV em energia; Prejuízos por desastres climáticos somam US$295bi nos nove primeiros meses de 2023

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE registrando alta de 0,68% e 0,42%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Vivo e a Auren anunciaram a criação de uma joint venture para atuar no mercado livre de energia, visando capturar uma parcela dos novos clientes que vão poder migrar para esse ambiente de negociação a partir de janeiro –  a JV será dividida 50/50, com as duas empresas tendo o co-controle da operação; e (ii) de acordo com levantamento da Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) e a fabricante de aviões Boeing, o Brasil tem potencial de geração de 9 bilhões de litros de combustível de aviação sustentável (SAF) utilizando apenas resíduos agrícolas como matérias-primas – dentre os mais relevantes, 6,48bi de litros devem vir de resíduos de cana-de-açúcar e 1,9 bi de resíduos madeireiros.

• No internacional, os prejuízos decorrentes de desastres naturais causados por mudanças climáticas somaram US$ 295 bilhões apenas nos nove primeiros meses de 2023, segundo dados da Aon, multinacional britânica – desse total, só US$ 88 bilhões estavam segurados, com produtos contra eventos desse tipo ganhando espaço no portfólio das seguradoras.

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Brasil

Empresas

Vivo e Auren criam JV em energia

“A Vivo e a Auren estão criando uma joint venture para explorar o mercado livre de energia — tentando capturar uma fatia significativa dos novos clientes que vão poder migrar para esse ambiente de negociação a partir de janeiro.  A JV será dividida 50/50, com as duas empresas tendo o co-controle da operação. O negócio será tocado de forma independente. O nome e o CEO da nova companhia ainda não foram definidos.  Até este mês, o mercado livre de energia era limitado a consumidores da alta tensão que consomem mais de 500 KW de energia por mês — um recorte que engloba 36 mil empresas hoje. A partir de janeiro, no entanto, o mercado livre será aberto a todos os clientes da alta tensão, mesmo os que consomem menos de 500 KW, ampliando o mercado endereçável em mais 70 mil companhias.  A JV vai focar nesses novos clientes potenciais. Para isso, vai acessar a base atual de clientes corporativos da Vivo e usar os mais de 5 mil representantes comerciais da operadora de telecom para prospectar. O pitch desses representantes comerciais será simples: ao migrar para o mercado livre e parar de comprar energia no mercado regulado (as distribuidoras), as empresas conseguem economias relevantes, muitas vezes de mais de 30%. A oportunidade dentro de casa já é gigantesca. Para se ter uma ideia, a Vivo tem um market share de mais de 40% de todo o mercado de telecom corporativo do Brasil. ”

Fonte: Brazil Journal, 18/12/2023

Competitividade do H2V depende de demanda

“O hidrogênio verde tem despertado maior interesse da indústria e de pesquisadores por conta da sustentabilidade da produção, já que não emite gás carbônico e usa fontes renováveis. Porém, o H2V ainda é considerado pouco competitivo frente a combustíveis fósseis ou mesmo a outros tipos de hidrogênio, como o cinza, obtido principalmente da queima do gás natural. Projeção da Bain & Company indica que o H2V só vai ficar mais acessível entre 2028 e 2030, quando deve custar (sem impostos) de US$ 1,8 a US$ 2,1 por kg. Hoje, sua produção no Brasil ficaria entre US$ 6/kg a US$ 8/kg, mais que o dobro do hidrogênio cinza, cujo quilo custa de US$ 1,40 a US$ 3. Atualmente, cerca de 70% do custo de produção do H2V vem da energia elétrica, diz Luis Viga, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde (ABIHV). Em média são necessários 56 kWh para cada kg do gás. A entidade defende a concessão de incentivos temporários para desonerar a energia elétrica e fomentar a produção do combustível limpo. “Se você quer atacar o principal custo do hidrogênio verde, tem que atacar a energia elétrica”, afirma Viga. Luiz Antonio Mello, head de vendas da thyssenkrupp Uhde para o Brasil, observa que muitos projetos de H2V no Brasil dependem de investimentos em infraestrutura de transmissão de energia, pois as plantas industriais demandam potências muito altas concentradas em um único ponto de consumo.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Sustentabilidade é foco de startups e investidores

“O potencial brasileiro ligado à economia verde vem estimulando a expansão de startups voltadas a sustentabilidade. Também atrai a atenção de investidores. “O segmento aparece tão promissor como as fintechs [do setor financeiro] no passado”, diz Orlando Cintra, CEO da BR Angels, que reúne 270 investidores e cinco startups na área, com investimento somado de R$ 8 milhões e múltiplo sobre investimento (Moic) de 230%. A Greentech Angels lançou em 2022 uma plataforma para captação, com 150 empresas investidoras, e o fundo de capital semente Green, com 12 sócios fundadores e R$ 5 milhões iniciais. A primeira investida é a recicladora de baterias de lítio Energy Source. Das 60 startups que já receberam investimentos via plataforma Captable, 10% são guiadas pela agenda ESG, afirma o CEO Paulo Deitos. Casos de sucesso reúnem empresas como a Zletric, de mobilidade elétrica (R$ 5 milhões), e a Beeva, voltada a apicultura (R$ 4,5 milhões). Ao todo, a Captable soma mais de R$ 100 milhões de captação e 7,5 mil investidores. A Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em 2021, contabilizou 102 empresas no segmento de sustentabilidade, a maior parte voltada a ar e meio ambiente (39,2%) e energia limpa (26,5%). “Em 2023 ganharam força energias renováveis avançadas, armazenamento de energia, mobilidade sustentável e hidrogênio verde, além de tecnologias como inteligência artificial e análise de dados”, afirma a CEO da entidade, Mariane Takahashi.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Ainda limitado no Brasil, investimento com foco ESG avança

“Os fundos de investimentos com foco em ESG e clima são uma das mais importantes fontes de recursos para o combate ao aquecimento do planeta. Segundo relatório do Morgan Stanley Institute for Sustainable Investing, em junho de 2023, a indústria global de fundos sustentáveis atingiu US$ 3,12 trilhões, o equivalente a 7,9% do total de dinheiro sob gestão no mundo. É um crescimento em relação a 2022, quando somavam US$ 2,79 trilhão (7,6% do total). No Brasil, seu desenvolvimento, porém, segue ainda a passos lentos. Existem hoje no país cerca de R$ 10,5 bilhões alocados em 59 fundos de investimento sustentável (IS) e 30 fundos que integram em suas estratégias fatores ESG, de acordo com dados da Anbima, associação do mercado de capitais, até novembro. O volume é 16% maior do que no fim de 2022, mas ainda assim ínfimo perto do tamanho da indústria nacional de fundos, de R$ 8,27 trilhões. “Tem uma parcela nichada de investidores que empurra mais forte a agenda. Mas ainda é preciso outros agentes importantes, como seguradoras e fundos de pensão, que são investidores institucionais de longo prazo, exatamente o perfil deste tipo de investimento. Não é oportunista, é de longo prazo”, comenta Carlos Takahashi, vice-presidente da Anbima.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Setor aéreo quer criar plataforma de comercialização de créditos de combustível verde

“Por ser entre 70% a 90% menos poluente do que o querosene usado em voos, o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) é a principal aposta para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor aéreo. A estimativa da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) é que sozinho, o SAF represente 65% da meta de net zero da indústria. Porém, não é apenas o alto custo e baixa escala de produção que desafiam sua implementação. A própria logística é problemática, por exigir que a produção do combustível seja próxima do local de consumo. Se não for assim, o transporte pode gerar emissões que enfraquecem seu benefício ‘verde’. Para driblar esse obstáculo, o que está sendo testado e discutido é um mecanismo de comercialização de SAF ‘no papel’, chamado de “book and claim” (na tradução livre, reservar e reivindicar) Laís Forti Thomaz, pesquisadora da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Sustentáveis para Aviação (RBQAV) e professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de Goiás (UFG), explica que esse sistema funciona como uma cadeia de custódia, similar ao que existe hoje com o programa Renovabio no Brasil, onde são comercializados créditos de descarbonização (CBIO), que representam emissões de carbono evitada por produtoras de biocombustíveis.”

Fonte: Valor Econômico, 18/12/2023

Indústria da moda busca processos para redução de impacto

“A avenida Paulista, em São Paulo, foi o local escolhido pela Malwee para lançar, em 2022, o projeto Des.a.fio. O objetivo era chamar a atenção para a necessidade de incentivar a economia circular. A montanha de moletons usados, que surpreendeu passantes, se transformou em novas peças e deu origem ao fio do futuro, fabricado com 85% de peças pós-uso e 15% de fibra de garrafa pet. Em um ano de projeto, a Malwee transformou 4,7 toneladas de roupas descartadas em 3,1 toneladas de malha e 2.611 moletons. “Apostamos no fio do futuro e no movimento Des.a.fio como uma nova forma de produzir e consumir moda. Investimos em tecnologia para ampliar a reciclagem de roupas”, diz Anay Zaffalon, diretora de negócios do Grupo Malwee. Quem também aposta na economia circular é Bruna Vasconi, fundadora da rede de brechós Peça Rara, com 88 unidades em operação e faturamento estimado de R$ 150 milhões. “Recebemos cerca de 500 peças por loja diariamente. Dessas, sobram em média cem, que são encaminhadas para o Instituto Eu Sou Peça Rara, que promove bazares a preços simbólicos, revertendo a renda para benefício da comunidade”, afirma. Em 2023, o instituto arrecadou R$ 600 mil. Segundo a consultoria Accenture, a economia circular pode movimentar US$ 4,5 trilhões (cerca de R$ 22 trilhões) até 2030 e gerar 4,8 milhões de empregos na América Latina e Caribe. O caminho, porém, é longo. De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, menos de 1% das roupas fabricadas no mundo são recicladas e 12% dos resíduos têxteis são transformados em itens de menor valor, como enchimento de colchões e almofadas.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Política

Após idas e vindas, reforma tributária mantém ‘IBS ecológico’

“O que aconteceu com o “ICMS ecológico” no âmbito da reforma tributária reflete os caminhos percorridos pela pauta ambiental no Congresso. Praticamente eliminado na votação da Câmara, foi restabelecido no Senado e coube à própria Câmara acompanhar essa decisão ao dar a palavra final sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019 e as regras de repartição das receitas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), criado com a junção do estadual Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o municipal Imposto sobre Serviços (ISS). A tramitação foi encerrada dia 15 em dois turnos na Casa e agora o texto será promulgado. A reforma tributária previu o “IPVA ecológico” e o Imposto Seletivo para desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde ou ao ambiente, mas por pouco não eliminou um dos instrumentos de política ambiental que deram certo no Brasil: o “ICMS ecológico”, que há 30 anos instituiu a preservação ambiental entre os critérios de distribuição da arrecadação do tributo entre os municípios. Do jeito que saiu da Câmara, no início da tramitação, o texto deixava os Estados sem margem para contemplar prefeituras que adotassem projetos ambientais ao definir que 85% das receitas do IBS pertencentes aos municípios seriam proporcionais à população, 10% iriam para educação e 5% em montantes iguais para as cidades. Já o Senado destinou para o que se chamará “IBS ecológico” 5% de recursos com base em indicadores de preservação ambiental, reduziu para 80% o critério de população e manteve as demais divisões.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Brasil pode gerar 9 bilhões de litros de combustível sustentável de aviação só com resíduos do agro

“Considerando apenas resíduos como matérias-primas, a Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) e a fabricante de aviões Boeing calculam, em levantamento, que o Brasil pode gerar 9 bilhões de litros. Desses, 6,48 bilhões de litros devem vir de resíduos de cana-de-açúcar, 1,9 bilhão de resíduos madeireiros, 0,36 bilhão do gordura animal, 0,23 bilhão de gases de escape de processos industriais, como de aciarias, etapa na produção de aço, e 0,11 bilhão de óleo de cozinha usado. Outro estudo, da ONG de preservação ambiental WWF e o Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA, na sigla em inglês), corrobora o potencial latino também a partir de macaúba, o sorgo, a própria cana e outras matérias-primas. “Só com os resíduos já conseguiríamos suprir a demanda de querosene de aviação nacional, ou seja, pode gerar um excedente para exportação e para suprir demandas já anunciadas por Estados Unidos e União Europeia, por exemplo”, diz Laís Forti Thomaz, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisadora da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Sustentáveis para Aviação (RBQAV). Por sua abundância e mercado já consolidado, a cana-de-açúcar desponta como uma das principais opções.”

Fonte: Globo Rural, 18/12/2023

Projeto bilionário para a Amazônia

“Com o cacife da redução do desmatamento alcançada neste ano, o Brasil apresentou na COP28 um projeto bilionário para captação de recursos internacionais visando devolver floresta à região historicamente mais degradada da Amazônia. Orçado em R$ 203 bilhões até 2050, o Arco da Restauração, iniciativa de grande escala que pretende recuperar 24 milhões de hectares e criar bases para o desenvolvimento do setor, poderá se tornar uma das maiores ações mundiais voltadas a plantar árvores e restabelecer ecossistemas. As referências atuais seriam o Platô de Loess, na China; o programa Restoring American Forests, nos Estados Unidos; e a Grande Muralha Verde, na borda do deserto do Saara, na África, onde deverão ser restaurados 100 milhões de hectares até 2030. “Além de recuperar serviços ecossistêmicos sob risco de impactos irreversíveis devido à degradação, o objetivo é montar um colchão para impedir o avanço do desmatamento e gerar emprego e renda”, diz Tereza Campello, diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que disponibilizou inicialmente R$ 1 bilhão, com prioridade para a ponta das cadeias produtivas, como viveiros de mudas e redes de sementes. Desse valor, R$ 450 milhões foram lançados por meio de edital do Fundo Amazônia para restauração em unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos, abrangendo no mínimo 50 municípios da região com alto índice de degradação.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

‘Novo pré-sal’ ameaça meta de fazer do Brasil potência ambiental

“Considerada o “novo pré-sal”, a Margem Equatorial Brasileira, faixa com mais de 2.000 km do Amapá ao Rio Grande do Norte, se converteu no maior embate entre a Petrobras e organizações ambientalistas. No centro da disputa está o governo Lula, que tenta conciliar os objetivos dos entusiastas da nova frente petrolífera com as metas do grupo que tenta transformar o Brasil em uma potência ambiental. No horizonte, um projeto que pode tirar do chão ao menos 5 bilhões de barris de petróleo nos próximos anos, com investimentos iniciais de US$ 3 bilhões na perfuração de 16 poços. Nos bastidores dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, um cabo de guerra testa a força das partes envolvidas na discussão sobre o futuro da Petrobras, que busca ampliar o tempo de exploração de suas reservas para além dos atuais 11,4 anos, e das autoridades ambientais que vislumbram a possibilidade de colocar o Brasil na liderança global da descarbonização. O Observatório do Clima afirma que, dada a matriz energética brasileira ser renovável, o país pode se converter na primeira nação do planeta a ter carbono negativo, ou seja, sequestrando mais carbono do que emitindo, em 2045. Para ambientalistas, isso não seria possível com o plano de retirar volumes crescentes de petróleo e gás das profundezas da Margem Equatorial. A região concentra cinco bacias sedimentares: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas, aquela que mais resistência gera. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), encarregado dos licenciamentos ambientais em projetos de exploração offshore, tem negado qualquer tentativa de perfurações na área. A francesa Total, por exemplo, já teve cinco pedidos negados.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Rastreabilidade ainda é desafio da pecuária

“Maior exportador mundial de carne bovina, com 2,25 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a novembro, o Brasil tem um enorme desafio pela frente. E envolve as 2,5 milhões de propriedades rurais brasileiras dedicadas à pecuária, sendo 70% de pequeno porte. Um dos grandes temas discutidos em painéis durante a COP28 foi o da rastreabilidade bovina. Ou seja, colocar chips no rebanho para identificar insumos e matérias-primas em toda a cadeia, além de garantir a segurança do alimento e que a produção esteja sendo feita em terras não desmatadas, entre outros benefícios. “O produtor precisa ver vantagem na adoção da rastreabilidade, que são inúmeras, como autocontrole, transparência da informação, melhoria da gestão e de processos e, consequentemente, aumento da produtividade”, diz Luiza Bruscato, diretora executiva da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável, organização multissetorial que promove há 15 anos boas práticas na área e que realizou painéis na COP28. Ela observa que os animais rastreados hoje são os que estão indo para a exportação, cerca de 2,9 milhões de cadastrados voluntariamente no Sisbov, sistema oficial de identificação individual de bovinos e búfalos. É um número pequeno em relação ao rebanho total de bovinos de 234,4 milhões de cabeças e está influenciado pela obrigatoriedade imposta pelo Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês).”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Internacional

Empresas

KKR se soma a BlackRock e aponta descarbonização como “tema-chave” em 2024

“A gigante de private equity KKR prevê que a transição para uma economia de baixo carbono deve estar entre as principais oportunidades de investimentos no ano que vem. As previsões constam no relatório Global Macro Outlook, que reúne as perspectivas de aportes para os mercados globais à frente. Na semana passada, a BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, já havia apontado em seu relatório anual de perspectivas que a descarbonização seria uma das principais tendências de investimento em 2024. Em um contexto de incertezas macroeconômicas e geopolíticas persistentes, ainda que com a expectativa de alívio inflacionário ao redor do mundo pela primeira vez desde o começo da pandemia, a KKR defende que os investidores precisarão ver o “copo meio cheio”, de forma que possam combinar ao mesmo tempo resoluções para problemas atuais e possibilidades de investimento interessantes. Nesse contexto, a gestora vê com otimismo os investimentos na transição energética, trazendo oportunidades para infraestrutura e private equity, por mais que acredite que novos aportes em fontes de energia tradicionais como petróleo e gás ainda sejam necessários. Esforços de descarbonização da economia das últimas décadas têm sido impulsionados por aportes em tecnologias, com investimento ativos em segundo plano, pondera a equipe da KKR no texto. A casa entende que a necessidade de descarbonização de setores intensivos em carbono e de difícil abatimento das emissões, como energia, imobiliário, industrial e transportes exige uma mudança de foco dos investidores à frente.”

Fonte: Capital Reset, 19/12/2023

Política

Perdas por desastres chegam a US$ 295 bi

“Os prejuízos decorrentes de desastres naturais causados por mudanças climáticas somaram US$ 295 bilhões apenas nos nove primeiros meses de 2023. Desse total, só US$ 88 bilhões estavam segurados. Os números, consolidados pela Aon, multinacional britânica de gerenciamento de riscos, corretagem e resseguros, demonstram a necessidade de avanço de seguros voltados para proteção de perdas diante do aumento de fenômenos climáticos extremos como furacões, secas, enchentes e terremotos. No Brasil, os prejuízos são da ordem de US$ 555 milhões. Produtos contra eventos desse tipo ganham espaço no portfólio das seguradoras, que começam a desenhar seguros sob medida contra riscos climáticos. Reguladores, por sua vez, criam ferramentas para integrar esses riscos à gestão das companhias. “Seguradoras terão que ajustar a modelagem atuarial diante das catástrofes climáticas. Se antes tinham que ter determinado capital para indenizar sinistros que ocorriam em uma curva normal, agora precisam ter mais capital para cobrir algo que pode acontecer de modo mais catastrófico, maior que todo o histórico anterior”, diz Thiago Lang, responsável por de ESG, M&A e verticais de indústrias na Aon Brasil. As mudanças demandarão grande quantidade de dados para dimensionar o impacto das variáveis climáticas em cada região e atividade econômica. “O agro terá um impacto, a indústria outro, e será preciso desenvolver estratégias e eventos específicos”, diz.”

Fonte: Valor Econômico, 19/12/2023

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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