O melhor dos dois mundos: Seleção de 10 BDRs para exposição internacional ao tema ESG

Neste relatório buscamos trazer: (i) um contexto a cerca da importância do tema ESG ao redor do mundo; (ii) uma análise comparando a performance do S&P 500 e do FTSE4GOOD USA (índice que contém as empresas americanas melhores posicionadas em termos ESG); (iii) evidências à cerca da relevância crescente do tema ESG nas empresas americanas; e (iv) Seleção ESG de BDRs, composta por 10 empresas com as melhores classificações ESG de acordo com o MSCI.


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Resumo

É inegável que o tema ESG tem ganhado cada vez mais relevância. Apesar da agenda ESG ter ganhado força no Brasil recentemente, quando olhamos ao redor do mundo fica evidente que o tema já é uma realidade – globalmente, mais de US$30 trilhões em ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) são gerenciados por fundos que definiram estratégias sustentáveis.

Para investidores que buscam ampliar o leque de opções, as BDRs podem ser boas alternativas. Além de expandir o universo de ativos ESG, os recibos de ações estrangeiras também têm como benefício a diversificação internacional das carteiras, o que vemos como uma combinação poderosa.

Por que você deve ler esse conteúdo?

Neste relatório, feito em conjunto pela equipe de Research ESG e Internacional da XP, buscamos trazer:
(i) um contexto a cerca da importância do tema ESG ao redor do mundo;
(ii) uma análise comparando a performance do S&P 500 e do FTSE4GOOD USA (índice que contém as empresas americanas melhores posicionadas em termos ESG);
(iii) evidências a cerca da relevância crescente do tema ESG nas empresas americanas; e
(iv) Seleção ESG de BDRs, composta por 10 empresas com as melhores classificações ESG de acordo com o MSCI.


É inegável que o tema ESG tem ganhado cada vez mais relevância

Recapitulando, o termo ESG vem do inglês Environmental, Social & Governance – ou, em português, Ambiental, Social e Governança. Veja aqui nosso relatório com o início de cobertura ESG no Research da XP: ESG de A a Z: Tudo o que você precisa saber sobre o tema.

Quando falamos de investimentos ESG, estamos incorporando questões como sustentabilidade e responsabilidade social nos critérios para avaliar as empresas, indo além das tradicionais métricas econômico-financeiras, o que nos permite uma avaliação das empresas de forma holística.

Apesar da agenda ESG ter ganhado força no Brasil recentemente, e o movimento por aqui ainda ser tímido, quando olhamos ao redor do mundo fica evidente que o tema já é uma realidade. E trazemos alguns números que, por si só, já dizem muito:

– Globalmente, mais de US$30 trilhões em ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) são gerenciados por fundos que definiram estratégias sustentáveis;

– Desse total (+US$30 trilhões), ~US$14,1 trilhões estão na Europa (46%), montante este que representa mais de 50% do AuM total do continente – em outras palavras, 1 a cada 2 fundos europeus considera os fatores ESG em suas decisões de investimento;

– Nos Estados Unidos (EUA), a representatividade dos investimentos sustentáveis é menor do que quando comparado à Europa (39%), mas, ainda assim, o número surpreende: ~US$12 trilhões em AuM, montante esse que representa 25% do AuM total dos EUA – em outras palavras, 1 a cada 4 fundos norte americanos considera os fatores ESG em suas decisões de investimento.

Para investidores que buscam ampliar o leque de opções, os BDRs podem ser boas alternativas. Além de expandir o universo de ativos ESG, os recibos de ações estrangeiras também têm como benefício a diversificação internacional das carteiras.

Conforme destacado pelo Fernando Ferreira, Estrategista-chefe da XP, em sua coluna Sunday XPresso: “O Brasil é um país pequeno em relação ao mundo na economia e nos mercados, e representa apenas 2% do PIB mundial e 0,8% do valor de mercado das ações globais. Ou seja, ao diversificar nossa carteira internacionalmente, também passamos a ter exposição aos outros 98% da economia global, e os outros 99,2% de mercado de ações globais” – link.

Isso, somado ao fato de que vemos as empresas bem posicionadas na agenda ESG como as vencedoras quando pensamos no longo prazo, é uma combinação poderosa. E reforçamos os BDRs como boas alternativas.


Empresas que buscam ESG têm trazido maiores retornos

Diversos são os estudos que buscam avaliar se portfólios focados em empresas alinhadas aos princípios de ESG são mais rentáveis ou não quando comparado àqueles sem políticas específicas.


A fim de entender como o retorno dos índices de ações em geral se compara com o retorno de “índices ESG”, ou seja, àqueles cuja composição contém as empresas que apresentam o melhor rating (ou nota) ESG, trazemos abaixo uma análise em que comparamos o desempenho do S&P 500 e o FTSE4GOOD USA, índice que contém as empresas americanas melhores posicionadas em termos ESG.

Nos Estados Unidos, desde 2009, o S&P 500 teve alta relevante de +340%. Quando olhamos a performance, no mesmo período, do índice FTSE4GOOD USA, o número surpreende: +407% de valorização, ou seja, +66 pps acima de seu benchmark.

Tal conclusão reforça nossa visão de que as empresas vencedoras quando olhamos no longo prazo serão aquelas cujo comportamento em relação às questões ambientais, sociais e de governança são colocadas em primeiro plano. No fim, companhias que não levam em consideração os critérios ESG têm, historicamente, visto maiores custos de capital, mais volatilidade e menor gestão de riscos. Como resultado, elas tendem a possuir um pior desempenho no longo prazo.


Os fatores ESG têm ganhado cada vez mais relevância nas divulgações de resultados nos EUA

Com investidores cada vez mais interessados em terem exposição ao tema ESG, vemos que essa sigla também tem ganhado mais espaço na divulgação de resultados de empresas.

Abaixo, no gráfico da esquerda, mostramos o número de vezes que o termo “ESG” apareceu nas teleconferências de resultados de empresas do S&P 500. As menções têm crescido ao longo do tempo e atingiram 129 citações, equivalentes a mais de 1 em cada 4 empresas, na última temporada de resultados do 4º trimestre de 2020.

Olhando setorialmente, todos os 11 setores registraram um aumento nas menções do termo “ESG” no 4º trimestre em relação ao trimestre anterior. Empresas do setor de Indústria (+10), Saúde (+8), Financeiro (+7) e Tecnologia (+7) viram os maiores aumentos na comparação trimestral.

Vale notar também que 154 empresas mencionaram “Biden”, em referência ao presidente americano, e “administration”, ou administração, em referência ao governo dos EUA, em teleconferências do 4T20.

Indo além, das 129 empresas que mencionaram o termo “ESG”, 48 citaram também “Biden” ou “administração”. E destas, 26 discutiram mudanças climáticas ou políticas de energia.

Isso posto, pode-se inferir que o aumento de menções ao tema ESG esteja relacionado às políticas do presidente americano que acabou de assumir.

Tal evidência reforça o que havíamos antecipado em nossa relatório temático feito em conjunto com o time de política da XP, antes do resultado das eleições norte americanas: “Em nossa visão uma vitória democrata e consequente eleição de Biden como novo presidente da maior economia do mundo impulsionaria a agenda ESG ainda mais, tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil” (clique aqui para ler o conteúdo completo: Eleições americanas: Quais os efeitos para a agenda ESG nos EUA e no Brasil?).


O melhor dos dois mundos: Seleção BDRs com foco em ESG

No Brasil, a divulgação e qualidade dos dados ESG continuam atrasadas quando comparamos com os países desenvolvidos, apesar da agenda ter evoluído muito recentemente. Portanto, investir em BDRs com foco em ESG tem o benefício de expandir o universo de investimentos ESG, além de diversificar a carteira de riscos domésticos.

Com isso em mente, montamos a Seleção ESG de BDRs, composta por 10 empresas com as melhores classificações ESG de acordo com o MSCI.

Lembramos que o rating ESG do MSCI* foi feito para medir a resiliência de empresas quanto aos seus principais riscos ambientais, sociais e de governança no longo prazo, levando em consideração até que ponto a empresa foi capaz de desenvolver estratégias robustas para gerenciar seus riscos, bem como aproveitar as oportunidades. Em outras palavras, duas empresas que podem ter resultados financeiros iguais, mas através da lente ESG podemos identificar riscos que análises financeiras tradicionais não identificam e que podem afetar diretamente no resultado das empresas.

Como já falamos em relatórios anteriores, vemos empresas bem posicionadas na agenda ESG como um foco importante para 2021, e estas são, em nossa visão, os melhores nomes de BDRs para exposição ao tema.

* Os ratings vão de AAA (melhor) para CCC (pior), conforme ilustrado na figura abaixo.

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