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Enchendo o tanque de reflexões: Para a Shell, o Brasil ocupa uma posição única no cenário energético

Acesse aqui os principais destaques do evento realizado hoje entre Raízen & Shell

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Destaques do evento Raízen & Shell

Hoje, participamos do fórum realizado pela Raízen e Shell, focado no futuro do Brasil no contexto dos cenários de segurança energética da Shell. O evento contou com apresentações do membros da Shell – Sr. David Hone, Chefe de Mudanças Climáticas, e do Sr. Martin Haigh, Gerente de Transição Energética -, além de uma sessão de perguntas e respostas com o Sr. Ricardo Mussa (CEO da Raízen). De modo geral, saímos do evento com uma visão positiva da postura proativa e das estratégias inovadoras do Brasil na transição energética, embora as emissões de CO2 na agricultura continuem sendo um desafio e os projetos de captura de carbono ainda incipientes, dois dos principais gargalos na busca pelo net-zero (emissões líquidas zero).


O mundo está vivendo uma transição energética acelerada. A transição energética ao redor do mundo está acelerando, impulsionada por uma crescente preocupação com questões de segurança energética, principalmente frente ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Conforme apontado pelo Sr. Hone, essa mudança é sustentada por três fatores: (i) aumento da demanda por energia; (ii) aumento das temperaturas globais; e (iii) mudanças e inovações tecnológicas.

Explorando cenários: A questão não é se a mudança ocorrerá, mas sim quando. Enfatizando que os cenários não são previsões, mas ferramentas para ampliar nosso questionamento sobre possíveis futuros, o Sr. Hone apresentou dois cenários principais com abordagens diferentes para a segurança energética e a ação climática: (i) Archipelagos: uma corrida para proteger o sistema de energia, levando a um aumento de 2,2°C nas temperaturas globais até 2100, impulsionado pela segurança por interesse próprio; e (ii) Sky 2050: um foco na transformação do sistema energético, visando um aumento de 1,2°C até 2100, impulsionado pela segurança por interesse mútuo.

O Brasil está liderando o mundo rumo ao net zero, mas é necessário adaptar o uso da terra. Possuindo um dos sistemas de energia mais limpos do mundo, o Brasil está na dianteira da energia de baixo carbono, com uma combinação poderosa das fontes hidrelétricas e biomassa. No entanto, tendo emissões de gases de efeito estufa provenientes principalmente do uso da terra (60%¹ contra a média global de 10%), o Sr. Haigh enfatizou os desafios enfrentados para acabar com o desmatamento. Sem essa mudança, é improvável que as emissões net zero sejam alcançadas neste século. Pelo lado positivo, eles apontaram que uma grande transformação é possível por meio do combate ao desmatamento, somado à estratégias de reflorestamento e melhorias na agricultura, pastagens e áreas úmidas.

Mapeando soluções; Desbloqueando oportunidades. Durante o evento, os principais caminhos de crescimento para o Brasil foram discutidos, com ênfase em: (i) eletrificação: os palestrantes afirmaram que uma rápida transição para veículos leves e pequenos caminhões elétricos é esperada; (ii) indústria de remoção de carbono: mencionaram a necessidade de desenvolvimento de uma indústria com grande escala até 2050; (iii) mercado de biocombustíveis: os palestrantes destacaram a modernização e o redirecionamento dos biocombustíveis para outros setores, particularmente a aviação e os produtos químicos, ambos oferecendo oportunidades significativas de crescimento da demanda. Ainda, o evento destacou que uma maior demanda por etanol deve ser esperada, com o Brasil em uma posição única para atender a este mercado devido à qualidade do produto e ao constante fornecimento da matéria-prima. Por fim, quando questionado sobre qual o momento certo para estar nesta tese, o Sr. Hone afirmou: “o momento parece ser agora”.

Uma palavra sobre a visão da Raízen. Durante a sessão de perguntas e respostas, o Sr. Musa destacou: (i) a perspectiva positiva para a demanda de E2G (link), impulsionada por contratos de longo prazo e mercados europeus pagando prêmios; (ii) a vantagem competitiva do etanol em relação ao combustível tradicional, com demanda robusta (por exemplo, aplicações químicas crescendo rapidamente), enquanto o principal desafio está na disponibilidade de biomassa; (iii) desafios de infraestrutura para desenvolvimento do mercado de veículos elétricos; e (iv) desafios de credibilidade no caso do mercado de crédito de carbono.

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