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CVM dispensa reporte para quem aderiu ao IFRS; Incentivos a data centers voltam ao foco | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. CVM permite a reversão da adesão aos padrões de sustentabilidade do IFRS

Na mídia. CVM permite que empresas voltem atrás na adesão a padrão de sustentabilidade – Valor Econômico, 27 de agosto (link)

Nossa visão. Nesta semana, a CVM confirmou que as empresas que adotaram voluntariamente as normas internacionais de divulgação de sustentabilidade (IFRS S1 e S2) antes da alteração do regime de reporte de obrigatório para voluntário, em maio1, podem não arcar com esse compromisso, de forma a não estarem mais sujeitas à exigência mínima de três anos de publicação estabelecida anteriormente. Em nossa visão, a decisão reduz ainda mais a probabilidade de um retorno à adoção obrigatória das normas IFRS S1 e S2 no curto prazo. Até agora, persistia certa incerteza sobre se o regulador poderia rever sua decisão ou se eventuais questionamentos jurídicos de participantes do mercado poderiam alterar o desfecho. Essa decisão mais recente, no entanto, sugere que tais cenários estão se tornando cada vez mais improváveis. Por um lado, reconhecemos que, uma vez que a divulgação se tornou voluntária, exigir que as empresas que haviam aderido anteriormente continuassem reportando por três anos poderia criar uma obrigação assimétrica. Por outro lado, a decisão envia mais um sinal negativo para a transparência do mercado e para os esforços mais amplos de melhoria da consistência e comparabilidade das informações relacionadas à sustentabilidade.

#2. Redata retorna à pauta política: Um passo fundamental para aumentar a competitividade do Brasil no setor de data centers

Na mídia. Lula e Congresso acertam votação de minerais críticos e Redata – Eixos, 26 de agosto (link)

Nossa visão. Nesta semana, o presidente Lula e lideranças do Congresso concordaram em votar, na próxima semana, diversas iniciativas prioritárias, incluindo o Redata (Projeto de Lei nº 278/2026), um programa voltado a incentivar a implementação de data centers abastecidos por energia renovável no Brasil. Segundo a imprensa, a próxima semana marca o última janela de votações no Congresso antes do primeiro turno das eleições, o que torna o momento particularmente relevante para a proposta. Vale lembrar que a iniciativa havia travado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro, sem que o Senado chegasse a analisá-la devido ao pouco tempo disponível. Conforme destacamos em nossa nota após a reunião com a Scala Data Centers (link), a competitividade continua sendo um dos principais desafios do Brasil para atrair investimentos em data centers. Embora o país ofereça vantagens estruturais importantes, seu complexo sistema tributário pode elevar os custos de construção e equipamentos em comparação com jurisdições concorrentes. Em nossa visão, ao oferecer incentivos fiscais, o Redata deve reduzir essa desvantagem de custos e fortalecer o atrativo do Brasil para investimentos. No entanto, ressaltamos que persistem riscos políticos e de execução, especialmente diante do calendário legislativo apertado e da proximidade das eleições.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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