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Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável é criada no Brasil | Café com ESG, 06/02

No Brasil, Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável vai debater soluções para a promoção do agronegócio; Brookfield capta US$10bi para fundo de transição energética

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território misto, com o IBOV registrando alta de 0,32%, enquanto o ISE recuou 0,11%.

• Do lado das empresas, uma das maiores investidoras de infraestrutura no mundo, a gestora canadense Brookfield Asset Management anunciou nesta segunda-feira que conseguiu levantar US$10 bilhões no primeiro fechamento da captação de seu segundo fundo focado em transição energética, o Global Transition Fund II – lançado no ano passado, o veículo dá sequência a um primeiro fundo também dedicado a investimentos de transição energética, que captou US$15 bilhões e teve a captação encerrada em julho de 2022.

• Na política, (i) o Diário Oficial da União publicou ontem informações sobre a Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável, que entrará em vigor a partir de março e cujo objetivo será debater soluções para a promoção do agronegócio, aliadas às baixas emissões de gases de efeito estufa – com 74 titulares, a câmara reunirá representantes de associações de diferentes setores rurais, bancos financiadores, instituições científicas, organizações não governamentais, representações sociais e órgãos do governo; e (ii) o Parlamento Europeu espera chegar a um acordo hoje sobre novas regras para promover a produção doméstica de equipamentos para energia solar e eólica, células de combustível e outras tecnologias limpas para garantir que seu setor possa competir com os concorrentes chineses e norte-americanos – o bloco pretende estabelecer uma meta para 2030 de produzir domesticamente 40% dos produtos necessários para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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Brasil

Empresas

Eletrobras recebe licença para operação teste de usina eólica Coxilha Negra no RS

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou o início da operação em teste, a partir de 30 de janeiro, de sete unidades geradoras da usina eólica Coxilha Negra 2 (UG6 a UG12) operada pela Eletrobras em Sant’Ana do Livramento (RS). Cada aerogerador possui capacidade instalada de 4,2 MW, totalizando 29,4 MW. O inicio dos testes está programado para a primeira quinzena de fevereiro de 2024, após aprovação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com investimento estimado de mais de R$ 2 bilhões, o Parque Eólico Coxilha Negra é o maior projeto de geração de energia renovável em execução atualmente pela Eletrobras.Depois de ser privatizada em 2022, a companhia assumiu a ambição de se tornar uma green major, ou seja, ser uma líder mundial em soluções renováveis. O objetivo é fazer isso ao mesmo tempo em que expande o portfólio de geração limpa em 24 gigawatts (GW), para se manter como uma das maiores geradoras do país. O empreendimento no Rio Grande do Sul terá capacidade instalada de 302,4 MW, com três conjuntos de usinas que totalizarão 72 aerogeradores: Coxilha Negra 2, Coxilha Negra 3 e Coxilha Negra 4. A subsidiária Eletrobras CGT Eletrosul é responsável pelas obras de implantação do parque que terá 24 turbinas eólicas quando estiver pronto. Os componentes dos aerogeradores (rotor, gerador e nacele) são produzidos em Jaraguá do Sul (SC), pela fabricante WEG, e são transportados por via terrestre até Sant’Ana do Livramento. No Ceará, são produzidas as pás, pela empresa subcontratada Aeris, com transporte marítimo a partir do Porto do Pecém até o Porto de Rio Grande, seguindo viagem terrestre até o parque eólico. A implantação do sistema de transmissão já começou. No dia 28 de janeiro deste ano, após liberação do ONS, ocorreu a energização do primeiro transformador da subestação Coxilha Negra 2 e da ampliação na subestação Livramento 3 (Sant’Ana Transmissora), interligadas por 31 km de linha de transmissão de 230 kV da CGT Eletrosul.”

Fonte: Epbr, 05/02/2024

Petroquímica Unipar terá novo CEO a partir de abril, dizem fontes

“A Unipar, maior produtora de cloro e soda cáustica da América do Sul e vice-líder em Policloreto de Vinil (PVC), vai trocar seu comando em abril, apurou o Valor. Mauricio Russomanno, que chegou à presidência da companhia em janeiro de 2020, será sucedido por Rodrigo Cannaval, há quatro anos na posição de diretor executivo industrial. Assim como Cannaval, Russomanno também estava à frente da diretoria de operações e industrial antes de assumir a liderança da petroquímica. Com a mudança, o objetivo da companhia é focar em maior eficiência das operações atuais e eventuais ativos que venham a ser comprados pela companhia, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto. A Unipar deve comunicar a decisão ao mercado ainda hoje (5).”

Fonte: Valor Econômico, 05/02/2024

Energia solar avança em janeiro e chega a 16,8% da matriz elétrica do Brasil

“A energia solar atingiu 38 gigawatts (GW) de potência instalada em janeiro. O número leva em consideração as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia (geração distribuída) em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 16,8% da matriz elétrica do Brasil. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A geração distribuída de energia soma 26,3 GW de potência instalada. Já no segmento de geração centralizada, o Brasil possui cerca de 11,7 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte. “Em menos de um mês, a fonte somou mais de 1 GW adicionado no território brasileiro”, disse a entidade em nota. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, a fonte é atualmente um dos principais vetores para acelerar a descarbonização do Brasil e ajudar o País a se posicionar como importante protagonista da transição energética para uma sociedade mais sustentável. “Com a combinação de tecnologias, como o armazenamento de energia elétrica e o hidrogênio verde, o Brasil pode, em pouco tempo, impulsionar seu desenvolvimento sustentável, com a geração de milhares de novos empregos verdes, trazendo mais renda para os trabalhadores e mais oportunidades para a nossa população”, avaliou Koloszuk. Levantamento apresentado pela Absolar no mês passado apontou que, de 2012 a 2023, os investimentos em sistemas solares fotovoltaicos somaram cerca de R$ 130,7 bilhões. Ao todo, foram gerados cerca de 780,1 mil empregos no período. Ainda segundo a entidade, o Brasil conta atualmente com, aproximadamente, 2,3 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos.”

Fonte: Exame, 05/02/2024

Anac avança com regras para compensação de emissões da aviação

“A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encaminhou para análise jurídica, na sexta (2/2), as minutas de resolução e de portaria para adequar o monitoramento e reporte de CO2 do setor à fase obrigatória do Corsia, o esquema de compensação de emissões da aviação civil internacional. Por enquanto, o Brasil participa do mecanismo apenas de forma voluntária, reportando quanto de CO2 é lançado à atmosfera. A partir de 2027, os voos internacionais precisarão compensar essas emissões. Além disso, o Corsia lista as formas como as emissões podem ser compensadas com créditos de carbono ou mitigadas, pelo uso de combustíveis sustentáveis (SAF, em inglês) ou de baixo carbono. Faltando apenas três anos para a fase obrigatória, a agência reguladora busca adequar o regramento brasileiro. As minutas passaram por consulta pública no final de 2023 e receberam nove contribuições. A proposta da Anac é estabelecer que os operadores aéreos deverão monitorar suas emissões de CO2 quando elas superarem 10 mil toneladas de CO2 em um ano, nos voos internacionais. A regra vale para aeronaves de asa fixa com peso máximo de decolagem certificado acima de 5.700 kg. Esse relatório deve ser apresentado à agência, detalhando as quantidades de etapas internacionais de voos realizadas, de combustível consumido e de emissões de CO2 contabilizadas. Já no caso das compensações, a Anac aponta que, até 2032, ela será calculada em função das etapas internacionais de voos realizadas entre países participantes do Corsia, e da combinação entre o fator de crescimento setorial (100% de peso) e o fator de crescimento individual (0% de peso). No ciclo de 2033 a 2035, o fator de crescimento setorial passará a ter um peso de 85% enquanto o fator de crescimento individual terá um peso de 15%. Quando a companhia aérea usar combustíveis previstos no Corsia, o abatimento de emissões será calculado a partir do ciclo de vida em relação ao querosene fóssil.”

Fonte: Epbr, 05/02/2024

Itaipu estuda destinar R$ 1 bilhão para promover saneamento em Belém para sediar COP30

“A usina hidrelétrica de Itaipu Binacional avalia destinar R$ 1 bilhão provenientes da tarifa de energia custeada pelos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para resolver as necessidades de saneamento do município de Belém do Pará, visando preparar a cidade para sediar a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP-30, marcada para novembro de 2025. A notícia foi antecipada pelo Portal Poder 360 e confirmada pelo Valor. A expectativa era de que nos próximos dias fosse feita a formalização de um convênio via Novo PAC, que prevê a destinação de recursos na preparação da cidade, em especial para as áreas de saneamento e tratamento de resíduos sólidos, mas foi interrompida por conta de que o Paraguai, para pressionar Brasil a aumentar tarifa, travou orçamento da usina. Belém deve receber recursos também do governo federal, estadual e prefeitura. No final de 2023, uma comitiva de Itaipu a mando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, liderada pelo diretor de coordenação Carlos Carboni, visitou a prefeitura de Belém com o objetivo de estreitar laços com a administração municipal. O Ministro das Cidades, Jader Filho, esteve reunido com a primeira-dama Janja da Silva, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, sobre uma possível parceria. Em janeiro, o diretor de negócios e empreendedorismo do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), Eduardo Pinta, escreveu em uma rede social que estava para anunciar uma importante parceria com a cidade de Belém. Procurada, a Itaipu disse que é uma empresa reconhecida pelas suas ações socioambientais e de infraestrutura, e “tem sido convidada a participar de reuniões de avaliação para possíveis parcerias com o Governo Federal para a COP 30, que acontecerá em 2025, em Belém”.”

Fonte: Valor Econômico, 05/02/2024

Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável começa em março

“Soluções para a promoção do agronegócio, aliadas às baixas emissões de gases de efeito estufa, serão os objetos de debate da Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável, que teve sua formação publicada nesta segunda-feira (5/2) no Diário Oficial da União e entrará em vigor a partir de março. O colegiado, que já havia sido anunciado em novembro de 2023, reunirá representantes dos setores público e privado. Com 74 titulares e o mesmo número de suplentes, a câmara reunirá representantes de associações de diferentes setores rurais, bancos financiadores, instituições científicas, organizações não governamentais, representações sociais e órgãos do governo. Todos com o objetivo de construir políticas que garantam ao país segurança alimentar, climática e ambiental, associadas a um setor agropecuário produtivo em escala global. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o colegiado trabalha, inicialmente, com quatro frentes temáticas sendo um grupo encarregado da taxonomia do setor, para identificar e classificar iniciativas sustentáveis em cada cadeia produtiva do agronegócio. Um segundo grupo tratará da rastreabilidade e certificações, que permitirão a garantia da procedência produtiva no mercado internacional. O terceiro grupo tratará de finanças sustentáveis e o quarto do mercado de carbono. A câmara técnica funcionará como órgão consultivo do Conselho Nacional de Política Agrícola que, por sua vez, assessora o Ministério da Agricultura e Pecuária na elaboração de políticas públicas e na construção, acompanhamento e fiscalização do Plano de Diretrizes Agrícolas.”

Fonte: Epbr, 05/02/2024

Internacional

Empresas

Brookfield capta US$ 10 bilhões em fundo de descarbonização dos negócios

“Uma das maiores investidoras de infraestrutura no mundo, a gestora canadense Brookfield Asset Management anunciou nesta segunda-feira que conseguiu levantar US$ 10 bilhões no primeiro fechamento da captação de seu segundo fundo focado em transição energética, o Global Transition Fund II. Lançado no ano passado, o veículo dá sequência a um primeiro fundo também dedicado a investimentos de transição energética, que captou US$ 15 bilhões no total e teve a captação encerrada em julho de 2022. A expectativa da Brookfield é superar essa cifra no segundo fundo, que, assim como o primeiro, é co-gerido pelo ex-presidente dos bancos centrais do Canadá e do Reino Unido, Mark Carney, uma das principais lideranças globais em finanças sustentáveis. Os dois veículos da gestora canadense miram investimentos em energia limpa, na transformação dos modelos de negócio de companhias de setores intensivos em carbono e na aceleração de soluções sustentáveis. A carteira inicial já está quase integralmente investida ou comprometida, com negócios abrangendo energia renovável, transformação de negócios, captura e armazenamento de carbono, gás natural renovável e oportunidades de serviços nucleares. Segundo a gestora, o fundo está no caminho para alcançar emissões evitadas que excedam as emissões anuais combinadas da cidade de Nova Iorque, Londres e Toronto. “Demonstramos sem sombra de dúvida a amplitude e a escala de oportunidades de investimento atraentes na transição para uma economia net zero”, afirmou Mark Carney, que é chairman e líder da área de investimentos em transição da Brookfield, em comunicado à imprensa. A gestora prevê que a captação do fundo se encerre no terceiro trimestre deste ano.”

Fonte: Capital Reset, 05/02/2024

UE recua em meta para redução de emissões após protestos de fazendeiros

“Bruxelas descartou nesta segunda-feira (05) uma meta recomendada para o corte nas emissões do setor agrícola dos gases que contribuem para o efeito estufa, enquanto os governos da União Europeia (UE) tentam conter os protestos dos agricultores contra a ambiciosa agenda ecológica do bloco. Um roteiro sobre como cortar as emissões em 90% até 2040, que deverá ser divulgado pela Comissão Europeia nesta terça-feira (06), não inclui mais uma referência à meta de redução de 30% nas emissões de metano, nitrogênio e outros gases ligados à agricultura, segundo disseram três autoridades da UE envolvidas nas discussões ao “Financial Times”. A medida surge na sequência de amplos protestos de agricultores na França, Alemanha, Bélgica e, mais recentemente, Itália, envolvendo bloqueios de vias públicas, demolição de estátuas e a necessidade de envio de tropas de choque. A resistência às regras ambientais de Bruxelas tem sido alimentada por uma percepção de que as autoridades estão ignorando as zonas rurais — um sentimento do qual a extrema direita vem tentando tirar proveito nesse período que antecede as eleições para o Parlamento Europeu em junho. Nesta segunda-feira (05), agricultores italianos protestaram em Roma contra as importações de alimentos baratos de fora da UE e exigiram o restabelecimento de incentivos fiscais. A ferocidade dos protestos tomou os governos de surpresa — inclusive durante uma reunião de cúpula dos líderes da UE em Bruxelas na semana passada. Em uma tentativa de apaziguar os agricultores, Ursula von der Leyer, presidente da Comissão Europeia, lançou “diálogos estratégicos”, permitindo que terras que deveriam ser deixadas de lado para conservação da natureza passem a ser cultivadas e que as capitais introduzam restrições às importações de alguns produtos agrícolas da Ucrânia.”

Fonte: Valor Econômico, 05/02/2024

UE adverte contra medidas comerciais para apoiar o setor solar

“A União Europeia precisa levar em conta suas ambiciosas metas de implantação de energia solar antes de considerar quaisquer medidas para restringir as importações de painéis fotovoltaicos, wafers e outros componentes, disse uma autoridade sênior da UE na segunda-feira. A Comissária Europeia Mairead McGuinness disse ao Parlamento Europeu que a UE estava trabalhando em um vasto conjunto de instrumentos para apoiar o setor de energia solar. Atualmente, 97% dos painéis instalados na Europa são importados, principalmente da China.
“Dado que atualmente dependemos em grande medida das importações para atingir as metas de implantação de energia solar da UE, qualquer medida em potencial precisa ser ponderada em relação aos objetivos que estabelecemos para nós mesmos no que diz respeito à transição energética”, disse ela aos legisladores. A Comissão estabeleceu uma meta de 750 gigawatts de capacidade de geração de energia solar até 2030, contra 260 GW em 2023. O setor de fabricação de painéis solares da Europa solicitou que a UE interviesse com medidas emergenciais para evitar que as empresas locais fechem as portas sob a pressão dos preços das importações chinesas. Se essas medidas, incluindo a compra de estoques excedentes de módulos solares da UE, não puderem ser tomadas rapidamente, o setor pediu à Comissão que considere medidas de “salvaguarda” que poderiam incluir tarifas e cotas de importação. McGuinness disse reconhecer que os preços dos painéis solares caíram mais de 40% devido ao excesso de oferta global.”

Fonte: Reuters, 05/02/2024

Em política antiemissões, donos de SUV vão pagar quase R$ 100 a hora para estacionar em Paris

“Os eleitores de Paris aprovaram um referendo para triplicar as tarifas de estacionamento dos veículos SUV. Os modelos são considerados como altamente poluentes. A consulta foi feita neste domingo, 4, e a proposta da prefeitura venceu com 54,55% dos votos. A adesão ao referendo foi baixa. Pouco mais de 78 mil pessoas, do total de 1,3 milhão convocado, ou 5,7%, votaram sobre a criação de uma tarifa específica para o estacionamento de veículos individuais pesados, volumosos e poluentes”. O referendo mirava os Veículos Utilitários Esportivos (SUV), que combinam características de um carro de passeio com as de um 4×4. Segundo o projeto municipal, a nova tarifa não afetará “os residentes parisienses e profissionais estacionados em sua zona de estacionamento autorizada, taxistas em estações específicas, artesãos, profissionais da saúde”, ou pessoas com deficiência. Pagarão a nova tarefa aqueles que dirigem seus carros vindos de fora para a cidade. Segundo o projeto municipal, a nova tarifa não afetará “os residentes parisienses e profissionais estacionados em sua zona de estacionamento autorizada, taxistas em estações específicas, artesãos, profissionais da saúde”, ou pessoas com deficiência. Pagarão a nova tarefa aqueles que dirigem seus carros vindos de fora para a cidade. Sob a gestão da prefeita socialista, as ruas de Paris foram transformadas, com 84 km de ciclovias criadas desde 2020 e um aumento de 71% no uso de bicicletas entre o final dos bloqueios da covid-19 e 2023. A prefeitura estima que o aumento do valor do estacionamento para os modelos SUV deverá render € 35 milhões de receitas. A nova medida entrará em vigor depois de ser apresentada à Câmara Municipal em maio, para ser aplicada a partir de setembro.”

Fonte: Exame, 05/02/2024

UE pretende chegar a um acordo sobre o caminho principal para as ambições do setor verde

“Os formuladores de políticas da União Europeia esperam chegar a um acordo sobre novas regras na terça-feira para promover a produção doméstica de equipamentos para energia solar e eólica, células de combustível e outras tecnologias limpas para garantir que seu setor possa competir com os concorrentes chineses e norte-americanos. O bloco pretende estabelecer uma meta para 2030 de produzir 40% dos produtos necessários para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Esses produtos abrangerão energia renovável, armazenamento de baterias, bombas de calor, eletrolisadores, biogás, captura de carbono e redes de eletricidade. A Europa está dependendo cada vez mais da China, que, segundo as previsões, terá 80% da capacidade global de fabricação de energia solar, por exemplo. Ela também teme que os US$ 369 bilhões de subsídios verdes da Lei de Redução da Inflação dos EUA atraiam os produtores europeus a se mudarem. Os legisladores do Parlamento Europeu e a Bélgica, que detém a presidência rotativa de seis meses da UE, tentarão chegar a um acordo sobre os detalhes finais da Lei da Indústria Zero Líquida (NZIA) em negociações programadas para durar o dia todo na terça-feira. A NZIA é uma peça central do esforço da UE para garantir que ela seja não apenas líder global na redução das emissões de gases de efeito estufa, mas também na fabricação da tecnologia limpa necessária. A lei, que provavelmente entrará em vigor no final deste ano, propõe a simplificação da concessão de licenças, garantindo que elas sejam emitidas em até 18 meses.”

Fonte: Reuters, 06/02/2024

UE aprova suas primeiras regras para avaliadores de ESG em uma mudança no setor

“Os estados da UE e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo no final da segunda-feira sobre o primeiro conjunto de regras do bloco para regulamentar as classificações ESG das credenciais de sustentabilidade das empresas, que orientam trilhões de dólares de investimento em todo o mundo. O bloco está introduzindo mais rigor nos investimentos ambientais, sociais e de governança (ESG), uma vez que os reguladores suspeitam de “lavagem verde”, ou seja, que as empresas exagerem em seu perfil de sustentabilidade. De acordo com as novas regras, os fornecedores de classificações ESG até então não regulamentados na União Europeia terão de ser autorizados e supervisionados pela Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados. Os avaliadores sediados fora do bloco precisarão ter suas classificações endossadas por um avaliador regulamentado na UE. Os avaliadores terão de divulgar explicitamente se suas classificações abrangem a forma como as operações de uma empresa afetam o meio ambiente ou fatores sociais, como direitos humanos, e não apenas o impacto de ESG nos resultados de uma empresa. O objetivo é incentivar mais classificações que abranjam a “dupla materialidade” – um impacto bidirecional sobre a empresa e o meio ambiente – que já está incorporada nas divulgações de sustentabilidade da UE aplicadas pelas empresas listadas. “O aumento da confiança dos investidores por meio de classificações ESG transparentes e regulamentadas pode ter um impacto significativo em nossa transição para um futuro mais socialmente responsável e sustentável”, disse Vincent Van Peteghem, ministro das finanças da Bélgica, país que detém a presidência da UE e que ajudou a negociar o acordo. “Esse acordo constitui um avanço histórico para as finanças sustentáveis”, disse Aurore Lalucq, membro francês de centro-esquerda do Parlamento Europeu que também fez parte da equipe de negociação.”

Fonte: Reuters, 06/02/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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