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BYD, Plastic Omnium e Denso entram no Mover, programa de mobilidade do governo brasileiro | Café com ESG, 17/04

O primeiro modelo da aeronave elétrica desenvolvida pela Eve Air Mobility tem previsão de ficar pronta até o fim de 2024; Petrobras passou a defender a participação do seu diesel coprocessado.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em queda, com o IBOV e ISE recuando 0,75% e 1,04%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) o primeiro modelo em escala real da aeronave elétrica desenvolvida pela Eve Air Mobility, fundada pela Embraer, tem previsão de ficar pronta até o fim de 2024, quando devem começar os chamados testes de voo do equipamento, segundo fala do presidente da Embraer X, Daniel Moczydlower – o início da operação comercial da EVE-100 é estimado para 2026, ano em que a companhia espera que seja concluído o processo de certificação pela Anac; e (ii) a Petrobras passou a defender a participação do seu diesel coprocessado, também chamado de diesel R, no mandato que será criado para o diesel verde no PL do Combustível do Futuro, que hoje já é obrigatoriamente adicionado ao diesel na proporção de 14% – o texto do deputado Arnaldo Jardim aprovado na Câmara em março deixou de fora a rota que processa óleos vegetais junto com o fóssil para ter um percentual renovável na mistura final.

• Na política, o governo federal concedeu ontem autorização para que mais três empresas (BYD, Plastic Omnium e Denso) participem do Mobilidade Verde e Inovação (Mover), programa de incentivo e descarbonização do setor automotivo – conforme as regras do programa, as agora 26 empresas têm direito a créditos financeiros que variam de R$ 0,50 a R$ 3,20 por cada R$ 1 investido acima de um patamar mínimo estipulado pelo governo.

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Brasil

Empresas

‘Brasil precisa aproveitar melhor a demanda da IA’

“O Brasil está perdendo investimentos de grupos europeus para o vizinho Paraguai na expansão de centros de dados para suportar o avanço da inteligência artificial (IA) usando fontes renováveis. O alerta veio de Marcio Aguiar, diretor executivo de vendas corporativas da Nvidia na América Latina, em entrevista ao Valor, durante o evento de inovação Web Summit Rio 2024, que acontece até quinta-feira (18) no Riocentro. A fabricante americana de unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) tem sido a protagonista no fornecimento de capacidade computacional para abastecer a demanda de processamento gerada pela IA. Detinha 83% do mercado de chips de processamento de dados em 2023. “Temos recebido solicitações de empresas europeias que investem em data centers no Paraguai, onde os impostos de importação são reduzidos e há uma proximidade com a [usina hidrelétrica de] Itaipu”, disse Aguiar. Centros de dados são grandes consumidores de energia. Isso tem se intensificado nos últimos seis meses. “Brasil poderia tirar vantagem desse movimento, revisando certos impostos para incentivar as empresas a virem para cá. Esse é o grande passo”, comentou Aguiar. A Nvidia também avança na oferta de capacidade computacional para instituições de pesquisa no país e prevê a entrega de um segundo supercomputador a um instituto de pesquisas brasileiro nos próximos meses. Desde 2015, o supercomputador da empresa batizado de Santos Dumont atende ao Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ).”

Fonte: Valor Econômico, 17/04/2024

Pietro Mendes reassume presidência do conselho da Petrobras

“A Justiça Federal de São Paulo derrubou nesta terça (16/4) a decisão liminar que havia afastado Pietro Mendes do cargo de presidente do conselho da Petrobras, acatando o recurso feito pela União. A decisão era esperada pelo governo, ainda mais após a queda de uma liminar anterior, que havia afastado Sérgio Rezende das funções no conselho. Nos dois casos, as decisões liminares e em primeira instância foram produto de uma ação movida por Leonardo Lima, deputado estadual de São Paulo do partido Novo, que faz oposição ao governo Lula. Pietro Mendes é secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), indicado pelo ministro Alexandre Silveira (PSD) em 2023 para presidir o conselho da estatal. A ação civil pública questiona o fato de Mendes ter não sido indicado por meio da formação de uma lista tríplice, a partir da contratação de consultoria externa. A exigência, contudo, não se aplica à nomeação de todos os cargos, mas apenas dos conselheiros independentes, com um mínimo de 40% das vagas. O desembargador federal Marcelo Saraiva considerou que o critério está atendido. Na sexta (12), o ministério havia afirmado que não há qualquer exigência, “legal ou estatutária”, que associe a nomeação da presidência do CA da Petrobras à formação de lista tríplice.”

Fonte: Epbr, 16/04/2024

Petrobras tenta incluir coprocessado no mandato de diesel verde

“A Petrobras mudou o discurso e passou a defender a participação do seu diesel coprocessado, também chamado de diesel R, no mandato que será criado para o diesel verde no PL do Combustível do Futuro. O texto do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) aprovado na Câmara em março deixou de fora a rota que processa óleos vegetais junto com o fóssil para ter um percentual renovável na mistura final. Durante as discussões na Câmara, a Petrobras articulou para que o produto fosse incluído no mandato de biodiesel, que hoje é obrigatoriamente adicionado ao diesel na proporção de 14% e deve chegar a 15% em março de 2025. Após a derrota na Câmara, a petroleira tenta agora um espaço no Senado em uma nova estratégia: embarcar no mercado que será criado para o diesel verde (HVO) – um combustível drop-in, produzido a partir de matérias-primas 100% renováveis. Durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado desta terça (16/4), o gerente-executivo de Gestão Integrada de Transição Energética da Petrobras, Cristiano de Oliveira, deixou claro que a nova estratégia é reconhecer a parcela renovável do diesel R no cálculo de mistura de 3% de HVO prevista no PL.”

Fonte: Epbr, 16/04/2024

Modelo piloto de ‘carro voador’ da Embraer ficará pronto para testes até o fim do ano

“O primeiro modelo em escala real da aeronave elétrica desenvolvida pela Eve Air Mobility, fundada pela Embraer, tem previsão de ficar pronta até o fim de 2024, quando devem começar os chamados testes de voo do equipamento. O início da operação comercial da EVE-100 é estimado para 2026, ano em que a companhia espera que seja concluído o processo de certificação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), disse ao Valor o presidente da Embraer X, Daniel Moczydlower, durante o WebSummit, no centro de convenções Riocentro. Os primeiros testes de voo com o modelo piloto do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL) vão começar até o fim deste ano e serão realizados na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A fase de testes e desenvolvimento tem entre os objetivos abastecer relatórios e dados enviados para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que iniciou o processo de regulamentação dos chamados “carros voadores”. Não existe um regulamento específico para os eVTOLs, pois o modelo é recente na aviação internacional.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Petroleiros levam denúncia de conflito de interesses para quadra dos minoritários

“A Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) protocolou, na segunda (15/4), uma denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o conselheiro Marcelo Gasparino. No pedido para que a autarquia investigue o representante dos minoritários, os petroleiros levantam a hipótese de conflito de interesse, em razão da presença de Gasparino no conselho da Eletrobras, maior geradora do país e privatizada pelo governo Bolsonaro. “Conselheiros e diretores devem ter reputação ilibada e não podem ser eleitos aqueles que ocuparem cargos em sociedade que podem ser considerados concorrentes ou os candidatos que tiverem interesses conflitantes com os da companhia, salvo se de conhecimento e dispensa da assembleia geral”, diz a denúncia, assinada pela Advocacia Garcez. O conflito, argumentam, se dá pelo fato de a Petrobras atuar (e pretender) expandir sua presença na geração de energia, concorrendo com a Eletrobras. “Eletrobras e Petrobras são possíveis concorrentes no mercado de energia eólica onshore e offshore, e a permanência do conselheiro nos CAs das duas empresas compromete as responsabilidades e deveres do conselheiro”, argumenta a Anapetro.”

Fonte: Epbr, 16/04/2024

Gás é necessário para dar segurança diante do crescimento das renováveis, diz Equinor

“O gás natural é importante para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica em um momento de crescimento da eólica e solar, disse a CEO da Equinor Brasil, Veronica Coelho, em entrevista à agência epbr durante a gas week 2024, nesta segunda-feira (15/4). A executiva enxerga que o papel do gás natural no Brasil é diferente do desempenhado em outros lugares, como os Estados Unidos e a Europa, onde é um combustível de transição energética, substituindo carvão e petróleo. O desenvolvimento da eólica e solar em terra nos últimos anos trouxe o problema da intermitência e, nesse ponto, o gás natural se torna necessário. Para garantir o abastecimento das térmicas quando necessário, no entanto, será preciso dar flexibilidade ao fornecimento de gás para as usinas, que hoje é feito basicamente com gás natural liquefeito (GNL). Uma das opções para garantir flexibilidade no fornecimento de gás é a estocagem. A Petrobras vai estudar a possibilidade de converter campos depletados, que já tiverem a produção esgotada, para armazenar o gás, disse o gerente-executivo de Gás e Energia da estatal, Álvaro Tupiassu, durante a live de abertura da gas week 2024.”

Fonte: Epbr, 16/04/2024

Após revolta interna, SBTi volta atrás sobre créditos de carbono

“Depois da revolta dos funcionários e de críticas à falta de transparência e ao atropelo da governança interna, a iniciativa Science Based Targets (SBTi) voltou atrás e afirmou que não houve mudança de posição quanto ao uso de créditos de carbono nos planos net zero das empresas. Em documento publicado há uma semana, o colegiado da entidade afirmava que os offsets seriam admitidos para abater emissões indiretas das companhias, o chamado escopo 3. A aprovação da SBTi é considerada o selo de mais valioso para os planos de descarbonização das empresas. Uma curta nota de esclarecimento acrescentada ao pé da página da comunicação original diz: “Não houve mudança nos padrões atuais da SBTi. Qualquer uso de EACs [certificados de atributos ambientais, que incluem créditos de carbono] serão embasados na ciência. Mudanças, incluindo o uso de EACs para o escopo 3, serão conduzidas de acordo com os procedimentos padrão previamente aprovados.” Um paper com uma proposta preliminar será apresentado para discussão em julho, tratando de “potenciais mudanças” em relação às políticas para o escopo 3.”

Fonte: Capital Reset, 16/04/2024

Brasil emplaca o terceiro lugar em instalação de parques eólicos

“O Brasil foi pelo segundo ano consecutivo o terceiro país que mais instalou parques eólicos no mundo em 2023, adicionando 4,8 gigawatts (GW), perdendo apenas para China e Estados Unidos, segundo o Global Wind Report 2024, divulgado nesta terça-feira, 16, pelo Global Wind Energy Council (Gwec), informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Segundo o Gwec, 2023 foi o melhor ano para a energia eólica no mundo, com a instalação de um volume recorde de 117 GW em nova capacidade. Mesmo mantendo a sexta posição no ranking Gwec 2023, o Brasil recebeu destaque no relatório por sinalizar que a mudança de governo e os compromissos firmados pelo país em torno da reindustrialização do Brasil, associados a uma política de transição energética, têm trazido um efeito importante para o crescimento da indústria eólica brasileira. “O ano de 2023 foi crucial para a indústria de energias renováveis no Brasil, caracterizado pela retomada das atividades pós-pandemia, um novo governo nacional e aceleração do planejamento de energia eólica offshore”, ressalta o relatório.”

Fonte: Exame, 16/04/2024

Política

Haddad avalia que Brasil tem potencial de liderar transição energética

“A transição energética entrou na pauta do evento Finanças Sustentáveis promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS) no Wilson Center, em Washington, nesta tarde. No evento que acontece paralelamente à agenda da reunião de primavera do FMI e Banco Mundial, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a experiência brasileira com combustíveis renováveis, como o etanol e outras modalidades de biocombustíveis. Na avaliação do ministro, o Brasil se favorece de sua importante conexão com o agronegócio e também da aposta da indústria automobilística brasileira por modelos híbridos, com uso de biocombustíveis. Para o ministro, a transição energética é uma oportunidade para países como o Brasil. Ele defende que o Brasil explore “essas possibilidades e, obviamente, pensar no financiamento dessas ideias quando for o caso”. Ele abordou o tema ao falar sobre a oportunidade que vê no modelo que combina agronegócios e indústria automobilística.”

Fonte: Valor Econômico, 17/04/2024

Setor eólico se mobiliza para derrubar jabutis no PL das eólicas offshore

“O setor de energia eólica está se mobilizando no Senado para derrubar os trechos estranhos do projeto de lei (PL) 4.173/2023 — conhecidos como jubutis — que trata da regulamentação de eólicas offshore (em alto-mar) inseridos pela Câmara dos Deputados. O projeto de lei faz parte da chamada “agenda verde”, que cria o marco legal das eólicas offshore, mas tem sido fortemente criticado por agentes do setor elétrico por incluir pontos polêmicos que desviam o foco do PL original, como a criação de dispositivos que beneficiam termelétricas movidas a carvão mineral e projetos de gás natural, por exemplo. A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, diz que tem se articulado com os parlamentares e vai enviar uma carta para o relator da matéria e o presidente do senado com a proposta de retirar itens estranhos ao texto original.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Governo federal autoriza mais três empresas para participar do Mover

“O governo federal concedeu nesta terça-feira (16) autorização para que mais três empresas participem do Mobilidade Verde e Inovação (Mover), programa de incentivo e descarbonização do setor automotivo. São elas: BYD, Plastic Omnium e Denso. As autorizações foram concedidas por meio de portarias publicadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) no Diário Oficial da União (DOU). Na semana passada, o Mdic já tinha habilitado as primeiras 23 companhias a participar do Mover. Conforme as regras do programa, as agora 26 empresas têm direito a “créditos financeiros” para investir “em pesquisas, desenvolvimento e produção tecnológica que contribuam para a descarbonização da frota de carros, ônibus e caminhões”. Os créditos variam de R$ 0,50 a R$ 3,20 por cada R$ 1 investido “acima de um patamar mínimo”. Esse patamar mínimo, por sua vez, é calculado com base no tipo de produto e no ano em que o programa estiver em vigor.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Opinião

Carbono antigo e carbono moderno juntos: o coprocessamento de cargas sustentáveis

“Há muito tempo, materiais orgânicos provenientes de restos de plantas e organismos marinhos, especialmente plâncton, que viveram em épocas remotas, acumularam-se em áreas sedimentares, como pântanos e leitos marinhos. Ao longo de milhões de anos, a pressão e o calor causados pela sobreposição de grandes camadas sedimentares transformaram esses restos orgânicos em conglomerados de carbono, dando origem aos combustíveis minerais, como carvão, petróleo e gás natural. Assim, pode-se dizer que petróleo nada mais é do que o acúmulo muito antigo de biomassa. Essa biomassa bastante antiga, denominada petróleo, dá origem a muitos produtos, especialmente a combustíveis. Gás de cozinha, gasolina, óleo diesel, entre outros, são derivados de petróleo amplamente conhecidos, formados basicamente por cadeias de carbono e hidrogênio. O carbono presente nestes combustíveis já fez parte de algum ser vivo há milhões de anos. Pode soar estranho e inesperado, mas gasolina e diesel são combustíveis derivados de biomassa, portanto, “biocombustíveis”, gerados há longa data.”

Fonte: Epbr, 16/04/2024

Como a aplicação de logística reversa pode alavancar ações sustentáveis no país

“O quadro de emergência climática e seus múltiplos reflexos sobre a sociedade têm impactado de forma decisiva o setor privado e suas principais lideranças, cada vez mais atentas e rigorosas quanto ao cumprimento e a importância da execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Por esse motivo, a demanda pela aplicação de logística reversa por entidades gestoras vem progressivamente se expandindo pelo país, proporcionando um diálogo frequente com a iniciativa privada e o poder público para a estruturação das chamadas cadeias de reciclagem: coleta seletiva e estruturação para o tratamento local dos resíduos produzidos, visando evitar a destinação de materiais valiosos para a reciclagem para aterros, bem como o fortalecimento e remuneração das centrais e organizações de catadores parceiras e dos profissionais envolvidos.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Internacional

Empresas

Honda lançará EVs de última geração na China até 2027

“A Honda Motor, do Japão, planeja lançar seis modelos de veículos elétricos (EV) de próxima geração da marca Ye na China até 2027, informou a montadora na terça-feira. Ela acrescentou que também planejava lançar um total de 10 modelos de EV da marca Honda na China até 2027, na corrida para garantir que os EVs representem 100% de suas vendas de automóveis no país até 2035. A segunda maior montadora de automóveis do Japão ficou atrás de concorrentes europeus e norte-americanos, como a General Motors e a Volkswagen, no aumento das vendas de veículos elétricos. E diante da crescente concorrência dos fabricantes chineses de veículos elétricos, a Honda e a rival Nissan Motor disseram no mês passado que estavam considerando uma parceria em componentes-chave e software. Em janeiro, a Honda apresentou seus veículos elétricos “Honda 0 Series” e dois modelos conceituais na feira CES, em Las Vegas.”

Fonte: Reuters, 16/04/2024

Chile lança PPPs para atrair investidores e expandir 5 projetos de lítio em 2 anos

“O governo do presidente chileno, Gabriel Boric, anunciou nesta segunda-feira, 15, que espera desenvolver nos próximos dois anos cinco novos projetos de exploração de lítio no âmbito da parceria público-privada (PPP) que busca dobrar a produção do mineral na próxima década. Segundo produtor mundial desse mineral-chave para a fabricação de baterias de veículos elétricos, o Chile abriu formalmente nesta segunda-feira o processo para que investidores privados chilenos e estrangeiros demonstrem interesse por desenvolver projetos de lítio em alguns dos 26 salares, que representam 18% do território salino do país. “Esperamos que ao final do nosso governo (em março de 2026), estejam em vias de desenvolvimento entre três e cinco novos projetos de lítio”, disse em coletiva de imprensa o ministro da Economia, Nicolás Grau.”

Fonte: Exame, 16/04/2024

Tecnologia israelense identifica água contaminada por indústria farmacêutica

“Medicamentos e contaminantes descartados no lixo comum, sem nenhum cuidado, são uma preocupação crescente em todo o mundo, especialmente em relação à água potável e à segurança alimentar. Um novo estudo realizado por pesquisadores do departamento de química e do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan (BIU), de Israel, publicado recentemente na revista científica Environmental Science Nano, apontou para o desenvolvimento de um detector de base plasmônica altamente sensível que visa especificamente a detecção de resíduos nocivos de piperidina na água. A piperidina, uma molécula pequena e potente que serve como base importante nas indústrias farmacêutica e de aditivos alimentares, também é usada como solvente e para produção da borracha. A piperidina, resultado da reação entre piperina e ácido nítrico, é apontada como um risco significativo à saúde de humanos e animais devido à sua natureza tóxica. A detecção de quantidades minúsculas de piperidina é essencial para garantir a água potável e a segurança alimentar.”

Fonte: Exame, 16/04/2024

Indústria eólica global cresce 50% em 2023 e atinge 117 GW em nova capacidade

“Em 2023, a indústria eólica global alcançou um marco histórico, instalando um recorde de 117 gigawatts (GW) em nova capacidade, aumento de 50% em relação ao ano anterior, segundo um relatório divulgado pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). Denominado Global Wind Report 2024, o documento traça um mapa da indústria eólica no mundo e aponta que o feito marca o início de uma era de crescimento acelerado, impulsionado pelo objetivo estabelecido durante a COP28 de triplicar as energias renováveis até 2030 para atender as metas do Acordo de Paris de manter o aquecimento global limitado a 1,5 graus em relação aos níveis pré-industriais. O GWEC elevou sua previsão de crescimento para o período de 2024-2030 (1.210 GW) em 10%, em resposta à implementação de políticas industriais nacionais nas principais economias. Este crescimento deve ser impulsionado pelo crescimento da energia eólica em alto-mar (offshore) e promete expansão nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento.”

Fonte: Valor Econômico, 16/04/2024

Política

A superprodução de bens de energia limpa pela China precisa ser mitigada, diz Yellen

“A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse na terça-feira que os investimentos maciços da China na fabricação avançada de produtos de energia limpa resultaram em um campo de jogo injusto que coloca em risco os trabalhadores e as empresas americanas, e isso precisa ser mitigado. Yellen disse aos repórteres, à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que o excesso de produção de veículos elétricos, baterias, painéis solares e outros produtos pode levar empresas dos EUA e de outros países à falência, enquanto as empresas chinesas continuam a receber apoio. “Portanto, não se trata de um campo de jogo nivelado. E, do ponto de vista da cadeia de suprimentos, acho que isso cria riscos que estamos claramente tentando mitigar e também é injusto para nossos trabalhadores e empresas”, disse Yellen enquanto se preparava para iniciar uma nova rodada de reuniões com autoridades chinesas. Yellen, que visitou a China no início deste mês, disse que o diálogo contínuo com as autoridades chinesas já havia levado ao progresso em áreas de interesse comum, incluindo o combate à lavagem de dinheiro e a abordagem da mudança climática.”

Fonte: Reuters, 16/04/2024

EUA criam força-tarefa climática e comercial para tratar de comércio e emissões de manufatura

“Os EUA criarão uma nova força-tarefa comercial com o objetivo de reduzir as emissões de carbono do comércio e da fabricação globais, disse o assessor sênior da Casa Branca, John Podesta, em uma conferência na terça-feira. A nova força-tarefa se concentrará em abordar o vazamento de carbono, o dumping de carbono e as emissões associadas à fabricação e à produção upstream, disse ele, falando em um evento na Universidade de Columbia, na cidade de Nova York. O desenvolvimento da força-tarefa ocorre em um momento em que os EUA pretendem expandir sua implantação de tecnologia de energia limpa e fabricação no mercado interno em meio à crescente concorrência da China. “As regras do comércio global incentivam o vazamento de carbono – quando as emissões relacionadas à fabricação de um país com políticas climáticas mais fortes são transferidas para um país com políticas mais fracas”, disse Podesta, o novo diplomata dos EUA para mudanças climáticas. Ele apontou para a China, onde é produzida mais da metade do alumínio do mundo. O processo de fabricação de uma tonelada média de alumínio lá produz 60% mais emissões do que nos EUA, disse ele. A força-tarefa também garantirá que os dados de emissões de carbono estejam disponíveis para a implementação das políticas climáticas e comerciais dos EUA, incluindo a adoção de medidas para promover a medição comum e altos padrões de emissões de ciclo de vida, disse ele, enfatizando que o grupo aprofundará seu diálogo com o Reino Unido, a Austrália, a União Europeia e outros parceiros e aliados de todo o mundo.”

Fonte: Reuters, 16/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) (link)

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Destaques do evento da ABRAINC e SecoviSP: Construindo uma São Paulo mais sustentável (link)

Brunch com ESG

WEGE3 e POMO4 entram no Mover; PL das eólicas offshore volta ao Senado; Repsol aposta no biometano (link)

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)

Governança em destaque: VIVA3 e ASAI3 passam por mudanças (link)


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