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Brasil tem potencial de expandir em até 100x a capacidade de energia solar, afirma diretor da Petrobras | Café com ESG, 20/02

Importações de módulos fotovoltaicos caem ligeiramente em 2023 (vs. 2022); Comissão Europeia aprova 6,9 bilhões de euros em financiamento público para projetos de infraestrutura de hidrogênio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

•Apesar da desvalorização do minério pesar no pregão, o mercado encerrou a segunda-feira em território misto, com IBOV em alta de 0,24% e o ISE em queda de 0,03%.

• No Brasil, (i) segundo Mauricio Tolmasquim, diretor de Sustentabilidade da Petrobras, o Brasil possui capacidade para aumentar a energia solar em até 100 vezes, partindo da capacidade instalada nacional atual de 30 gigawatts (GW) – com relação a energia eólica, o executivo acrescentou que a capacidade também está próxima de 30GW, mas que é possível multiplicar esse total em 25x considerando apenas o potencial em terra; e (ii) a Embraer anunciou na última semana que se juntará ao United Airlines Ventures (UAV) Sustainable Flight Fund, um fundo de investimentos focado em expandir o fornecimento de combustíveis sustentáveis para aviação por meio do investimento em startups – o fundo, que teve sua estreia em fevereiro de 2023, conta com 22 empresas parceiras de diversos setores e mais de US$200 milhões em capital para investir na descarbonização das viagens aéreas.

• No internacional, No internacional, o governo alemão, após divergências no parlamento e um corte de 60 bilhões de euros do Fundo para o Clima e a Transformação (KTF), conseguiu aprovar o orçamento de 2024, em fevereiro, com algumas semanas de atraso – as negociações impuseram um fim em recursos que poderiam ser destinados à transição energética e que deverão afetar o financiamento de projetos internacionais, incluindo no Brasil, em especial na cadeia do hidrogênio verde. 

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Brasil

Empresas

CEO da Yduqs: ‘Não existe fronteira entre negócio e ESG’

“Um dos maiores grupos de educação do país, a Yduqs, antiga Estácio, viveu um inferno astral nos últimos anos. A tentativa frustrada de aquisição da empresa pela Kroton, barrada pelo Cade em 2017, se somou à crise do Fies, que havia financiado boa parte do crescimento da empresa na década de 2010, e aos efeitos da pandemia sobre o setor de educação. “Tivemos anos muito, muito duros, o que nos levou a uma reinvenção”, diz o CEO Eduardo Parente. Originalmente focada no ensino superior para pessoas de menor renda com a marca Estácio, a reinvenção passou pela compra de novas marcas, em áreas de conhecimento distintas e no segmento premium, como a escola de negócios Ibmec, a Damásio, que oferece preparação para concursos, exame da OAB e pós-graduação em direito, e a formação da Idomed, que reúne 17 faculdades de medicina. A aposta no ensino à distância, por meio de plataformas digitais, também foi uma tônica. “

Fonte: Capital Reset, 20/02/2024

Embraer entra para fundo de combustível sustentável da United Airlines

“A Embraer anunciou na última semana que se juntará ao United Airlines Ventures (UAV) Sustainable Flight Fund, um fundo de investimentos focado em expandir o fornecimento de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF, na sigla em inglês) por meio do investimento em startups. Lançado em fevereiro de 2023, o fundo conta com 22 empresas parceiras de diversos setores e mais de US$ 200 milhões em capital para investir na descarbonização das viagens aéreas. “Em um esforço colaborativo conjunto com nossos parceiros, podemos acelerar a produção em larga escala de SAF conforme a indústria da aviação avança em direção ao objetivo de emissões líquidas zero até 2050”, comentou Leonardo Garnica, chefe de inovação corporativa da Embraer. Com meta de chegar a 2050 com emissões líquidas zero, a indústria precisará investir algo em torno de US$ 5 trilhões até meados do século, estima a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês). Isso significa quase US$ 178,6 bilhões por ano entre 2023 e 2050, boa parte destinada a tecnologias capazes de reduzir drasticamente a contribuição do setor para o aumento da temperatura global – hoje, a aviação civil emite 2% dos gases de efeito estufa que são lançados na atmosfera. As alternativas variam desde tecnologias de aeronaves até novos modelos de abastecimento, como combustível sustentável de aviação, hidrogênio ou baterias, passando por infraestruturas aeroportuárias e melhorias operacionais.”

Fonte: Epbr, 19/02/2024

Brasil tem capacidade para elevar oferta de energia solar em 100 vezes

“O diretor de Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, afirmou que o Brasil possui capacidade para aumentar a energia solar em até 100 vezes. Hoje, segundo o executivo, a capacidade instalada nacional é de 30 gigawatts (GW), valor classificado por ele como um número já relevante, mas que pode aumentar em grande escala. Com relação a energia eólica, Tolmasquim acrescentou que a capacidade instalada nacional também está próxima de 30 gigawatts, mas que é possível multiplicar esse total em 25 vezes considerando apenas o potencial em terra (onshore). Sobre o montante em alto-mar (offshore) “é outro potencial enorme”, acrescentou o diretor de sustentabilidade da Petrobras. Ainda segundo Tolmasquim, o Brasil tem potencial de recursos não apenas em quantidade, mas qualidade. O diretor da Petrobras explica que o mesmo aerogerador colocado no Brasil deve produzir o dobro de energia que o mesmo produto na Europa. “Traduzimos isso como fator de capacidade. Temos a abundância, mas não apenas nos recursos, mas a abundância com qualidade, o que nos permite ter baixo custo”, diz Tolmasquim durante o seminário “Energia limpa: A transição energética no Brasil” realizado pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira, 19.”

Fonte: Exame, 19/02/2024

Crescimento de biomassa na BP Bunge Bioenergia pode chegar a 60%

“A BP Bunge Bioenergia divulgou nesta segunda-feira, 19, que a comercialização de biomassa de cana-de-açúcar deve apresentar um crescimento de 60% na safra 2024/25 em relação ao volume de 2023/2024. A estimativa é que o fornecimento chegue a cerca de 400 mil toneladas para indústrias de diferentes setores, ante 250 mil toneladas no período anterior. O volume de biomassa comercializado deve apresentar uma margem de contribuição de R$ 15 milhões, aponta a empresa. Resultado de uma joint venture das operações de açúcar e etanol da BP e Bunge, a companhia está entre os maiores fornecedores de bagaço de cana-de-açúcar do mercado brasileiro e tem destaque no setor sucroenergético, com ações voltadas à bioenergia. O bagaço de cana é usado como geração de vapor e energia elétrica, na produção de etanol de 2ª geração (o etanol celulósico) e como complemento para ração animal. O resíduo é “um gerador de energia com alto potencial produtivo, uma vez que o custo é mais baixo e sua durabilidade é de, aproximadamente, 9 meses, o que faz com que as empresas que o utilizam em sua produção tenham uma opção renovável e competitiva”, declarou, em nota, Ricardo Carvalho, diretor comercial da companhia. Ainda segundo o executivo, há espaço para crescer e atender outros setores, com a substituição gradativa da utilização de combustíveis fósseis em grandes indústrias.”

Fonte: Exame, 19/02/2024

Internacional

Alemanha pode cortar investimentos internacionais em transição energética

“Depois de uma batalha no parlamento e um corte de 60 bilhões de euros do Fundo para o Clima e a Transformação (KTF), o governo alemão de Olaf Scholz conseguiu aprovar o orçamento de 2024, em fevereiro, com algumas semanas de atraso. As negociações impuseram um fim em recursos que poderiam ser destinados à transição energética e que deverão afetar o financiamento de projetos internacionais, incluindo no Brasil, em especial na cadeia do hidrogênio verde. A Alemanha tem uma lei orçamentária que estabelece um teto de dívida, mas possui exceções em tempos de crise, como foi o caso da pandemia de covid-19, quando foi permitido que o país extrapolasse o limite deficitário. A ideia de Scholz era reaproveitar 60 bilhões de euros originalmente destinados a amortecer as consequências da pandemia para apoiar projetos relacionados ao combate à crise climática. Entretanto, os planos foram frustrados, quando a suprema corte alemã considerou o uso desses recursos inconstitucional, uma vez que a pandemia já havia acabado. Como resultado, foi aberto um rombo de 60 bilhões de euros no orçamento, o que obrigou o governo a redimensionar as dotações de uma série de ministérios, entre eles o para Assuntos Econômicos e Proteção Climática (BMWK), que também sofreu um corte de 200 milhões de euros este ano.”

Fonte: Epbr, 19/02/2024

Como a consolidação da indústria de xisto entrou no alvo de Wall Street

“A consolidação da indústria de exploração de xisto avança com um acordo de US$ 26 bilhões. A fusão entre duas das maiores empresas de petróleo do Texas sinaliza o início da era que está sendo chamada de “Big Shale”, em alusão ao shale gas. E Wall Street, que durante a maior parte da última década olhou o setor com ceticismo, parece estar totalmente comprometida. O acordo entre a Diamondback Energy e a Endeavor Energy Resources, anunciado há uma semana, marca o final de um ano que movimentou cerca de US$ 250 bilhões em negócios de petróleo e gás natural nos Estados Unidos, com a consolidação de uma coleção fragmentada de empresas de exploração privada em corporações maiores. A Diamondback se orgulhou audaciosamente de ser “a ação obrigatória” no campo de petróleo mais rico da América. Em uma inversão acentuada da punição automática geralmente aplicada a quem desempenha o papel de comprador em fusões corporativas, suas ações subiram 11% em questão de horas. Foi talvez o sinal mais seguro de aprovação dos investidores. No encerramento da semana, a empresa de exploração de xisto atingiu uma alta recorde e aumentou sua capitalização de mercado em US$ 5 bilhões, mesmo que a transação não deva ser concluída antes de vários meses.”

Fonte: Bloomberg Línea, 19/02/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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