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Brasil atinge 6a posição global em energia solar | Café com ESG, 09/04

Megafábrica de eletrolisadores é inaugurada na Austrália; West Virginia inclui quatro instituições financeiras na lista negativa de ESG

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira também terminou em território positivo, com o IBOV e ISE em alta de 1,62% e 1,33%, respectivamente.

• No lado das empresas, (i) a mineradora Fortescue inaugurou nesta segunda-feira (8) em Gladstone, na Austrália, uma megafábrica de eletrolisadores, equipamento essencial para a produção de hidrogênio verde – uma das primeiras do mundo a contar com linha de montagem automatizada, a unidade terá capacidade para produzir mais de 2 gigawatts (GW) de pilhas de eletrolisadores de membrana de troca de prótons por ano; e (ii) o Brasil subiu duas posições no ranking de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica no mundo em 2023, atingindo o sexto lugar, com 37,4 gigawatts (GW), segundo dados da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) – ao analisar a potência adicionada somente em 2023, a Irena coloca o Brasil como o quarto maior mercado de energia solar no mundo.

• No internacional, segue viva a disputa em torno da integração da agenda ESG em bancos e negócios entre autoridades republicanas e as empresas dos EUA – na segunda-feira, o governo do estado de West Virginia incluiu quatro instituições financeiras a uma lista de companhias que podem ser impedidas de realizar alguns negócios com o Estado frente ao suposto boicote ao setor de combustíveis fósseis.

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Brasil

Empresas

Seguro Social de Catástrofes: a nova linha de proteção e mitigação de danos sociais em desastres climáticos

“Em face à série de eventos climáticos extremos que têm assolado o Brasil recentemente, modalidades de seguros que antes eram pouco comuns, ou até inexistentes, aparecem cada vez mais como uma proteção necessária. Isso ocorre tanto em contextos urbanos (seja em seguros sociais ou individuais) quanto rurais. Essa intersecção do ramo securitário com a segurança pública frente a eventos climáticos esteve justamente entre os tópicos mais marcantes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP 28, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Foi a primeira ocasião em que o setor participou ativamente de uma Conferência do Clima, conforme informações divulgadas pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Percebeu-se que as mudanças climáticas, e consequentemente o aumento no número de acidentes resultantes de tragédias ou condições climáticas extremas, são causa relevante para a criação de um novo formato: o Seguro Social de Catástrofes. Como o próprio nome sugere, o foco de atuação desse novo mercado não seria para danos estruturais, mas sim no auxílio a famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade. Entre as coberturas, por exemplo, estariam auxílio funerário e indenizações emergenciais para vítimas de calamidades como inundações, desmoronamentos ou eventos similares.”

Fonte: Valor Econômico, 09/04/2024

Desmatamento é o maior desafio para reduzir emissões

“O principal desafio do Brasil para reduzir suas emissões de poluentes no curto prazo está no desmatamento e na agropecuária, afirmou João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, durante o evento Rumos 2024, realizado pelo Valor no hotel Rosewood, em São Paulo. Hoje, o desmatamento responde por 38% das emissões brasileiras, e a agropecuária representa 29% do total. “Nosso desafio no curto prazo está principalmente aí, considerando que nossa matriz energética tem vantagens”, disse ele. O secretário destacou que os esforços em reduzir o desmatamento na Amazônia têm sido bem-sucedidos – além da queda em 2023, no primeiro trimestre de 2024 houve redução de 45% em relação ao ano anterior. Porém, no Cerrado ainda há um aumento. Para ele, além do combate ao desmatamento ilegal, é preciso também garantir alternativas econômicas que sejam mais interessantes ao produtor, para que ele deixe de desmatar e possa se beneficiar da preservação. Do lado do setor privado, Fernando Bertolucci, diretor-executivo de tecnologia, inovação e sustentabilidade da Suzano, ressaltou a importância de as empresas, além de cortarem emissões, se tornarem “bioprodutoras”, capazes de gerar produtos em larga escala a custo competitivo. Ele deu como exemplo o desenvolvimento de artigos têxteis a partir de nanocelulose e novos itens de papel, como copos, com pegada ambiental menor.”

Fonte: Valor Econômico, 09/04/2024

Mineradora inaugura megafábrica de eletrolisadores para produção de hidrogênio verde

“A mineradora Fortescue inaugurou nesta segunda-feira (8) em Gladstone, na Austrália, uma megafábrica de eletrolisadores, equipamento essencial para a produção de hidrogênio verde. Uma das primeiras do mundo a contar com linha de montagem automatizada, a unidade terá capacidade para produzir mais de 2 gigawatts (GW) de pilhas de eletrolisadores de membrana de troca de prótons (PEM) por ano. “Lançamos a pedra fundamental do que será um novo e enorme setor industrial na Austrália, criando o potencial para milhares de novos empregos em energia verde”, diz em nota o presidente executivo e fundador da Fortescue, Andrew Forrest. Com o investimento, a mineradora se consolida como uma fabricante de equipamentos originais (OEM, na sigla em inglês). Os eletrolisadores separam os átomos de hidrogênio e o oxigênio que compõem a água com a aplicação de corrente elétrica. Quando a energia utilizada no processo é exclusivamente renovável, é possível obter o hidrogênio verde. De acordo com a companhia, embora o processo de separação de hidrogênio e oxigênio não seja novo, a demanda por equipamentos que possibilitam essa quebra da molécula de água vai crescer globalmente, junto com a procura pelo hidrogênio verde.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Brasil avança e chega ao sexto lugar em energia solar

“O Brasil subiu duas posições no ranking de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica no mundo em 2023, atingindo o sexto lugar, com 37,4 gigawatts (GW), informou a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) a partir de dados da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena). “A sexta colocação coloca o Brasil em posição de destaque na geopolítica global de transição energética e é fruto dos cerca de 11,9 gigawatts (GW) adicionados da fonte solar no ano de 2023″, informou a Absolar em nota nesta segunda-feira, 8. Ao analisar a potência adicionada somente no último ano, a Irena coloca o Brasil como o quarto maior mercado de energia solar no mundo. Apenas no ano passado, o setor solar atraiu mais de R$ 59,6 bilhões de novos investimentos, crescimento de 49% em relação aos investimentos acumulados até o final de 2022 no país. Apesar de subir no ranking, o Brasil ainda está distante do quinto colocado, a Índia, que possui potência acumulada de energia solar de 72,7 GW. O ranking é liderado pela China (609,3 GW), seguida pelos Estados Unidos (137,7 GW), Japão (87,1 GW) e Alemanha (81,7 GW). Abaixo do Brasil estão Austrália (33,6 GW), Itália (29,8 GW), Espanha (28,7 GW) e Coreia do Sul (27 GW), segundo dados da Irena.”

Fonte: Exame, 08/04/2024

Brasil é o terceiro maior gerador de energia elétrica renovável no mundo

“Com 42,8% de participação do PIB global (dados do Banco Mundial para o ano de 2022), China e EUA foram os maiores geradores de energia elétrica renovável do mundo entre janeiro e novembro de 2023, com participação conjunta de 50,4% do total. Somando geração hidrelétrica, eólica, solar, biomassa e geotérmica, a China produziu no período 2,7 milhões de gigawatts-hora (GWh), o equivalente a 37,9% do total global, enquanto os EUA geraram 883 mil GWh (12,6% do total), de acordo com dados publicados pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Apesar dos dados favoráveis, mais de 60% da geração de eletricidade chinesa ainda é proveniente do carvão. E, nos EUA, gás natural e carvão também respondem por aproximadamente 60% de geração de eletricidade do país. Com menos de 2% de participação no PIB global, mas com 8% da produção de geração renovável mundial (568,4 GWh), o Brasil é o terceiro colocado no ranking. E, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as hidrelétricas responderam por 67,4% da geração total de energia elétrica do país de janeiro a novembro de 2023, com as eólicas contribuindo com 14,5% e as solares, com 6,7%.”

Fonte: Exame, 08/04/2024

Vale apura afirmações de ex-conselheiro sobre influência política em sucessão na presidência

“A Vale informou que há uma apuração em curso para elucidar as afirmações do ex-conselheiro da empresa, José Luciano Penido, no momento de sua renúncia à posição de membro do conselho de administração, ocorrida em 11 de março. Penido afirmou, em carta de renúncia, que o processo de sucessão do diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, teve evidente influência política. Na ocasião, a Vale disse que o conselho atuou em conformidade com o estatuto. A apuração das afirmações do ex-conselheiro é conduzida pelo diretor de compliance da Vale, e sua existência é de conhecimento do conselho de administração, diz a empresa.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Durigan: País precisa de agendas fiscal e ecológica para crescer com desenvolvimento social

“O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Ministério da Fazenda tem trabalhado com uma agenda dupla dentro de uma visão de desenvolvimento do Brasil no longo prazo: de consolidação fiscal e ecológica. “Para que o país cresça com desenvolvimento social e responsabilidade ambiental, precisamos de duas agendas”, afirmou Durigan, que participa do evento Rumos 2024, organizado pelo Valor no Hotel Rosewood, em São Paulo. Em relação à agenda ecológica, o secretário destacou que a pasta tem participado de fóruns internacionais sobre os temas e tem observado muitas oportunidades para o país. “Esses temas se complementam no nosso projeto de longo prazo, que tem compromisso social.”. Durigan reforçou que “uma âncora fiscal bem consolidada com credibilidade nacional e internacional diminui os medos políticos”. O secretário ressaltou ser essencial ao país “dar vazão ao desenvolvimento do país e possibilitar que a gente possa explorar a nossa matriz limpa”. Durigan comparou a capacidade de pesquisa e inovação das universidades brasileiras às da Coreia do Sul.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Iniciativas verdes ganham adesão no setor de saúde

“É cada vez mais comum ver grandes empresas lançando iniciativas sustentáveis com foco ambiental, social e de governança corporativa, buscando às metas ESG, que além de serem boas para o planeta, melhoram a imagem pública da corporação. No setor de saúde brasileiro, alguns dos grandes players já têm essa preocupação há mais tempo, outros ainda em fases mais iniciais, no entanto, a preocupação com questões ambientais e sociais é uma realidade cada vez mais impositiva e com metas ousadas. No mês de maio de 2023, prestes a completar 39 anos de existência, o Grupo Sabin – rede de laboratórios de análises clínicas – resolveu ampliar suas metas ESG e acelerar o uso de energia limpa em suas operações. A meta estipulada na ocasião foi de ampliar o uso em 15%, mas no fim do ano, a rede brasiliense superou a meta e atingiu o marco de ter 45% do total de sua energia consumida proveniente de fontes renováveis.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Decisão judicial suspende Sérgio Machado Rezende do cargo de conselheiro da Petrobras

“A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (8) que foi informada de decisão cautelar determinando a suspensão de Sérgio Machado Rezende do cargo de conselheiro na companhia. A decisão foi tomada no âmbito de uma ação popular, em curso na 21ª Vara Federal de São Paulo, baseada em suposta inobservância de requisitos do estatuto social da Petrobras na sua indicação. A Petrobras buscará a reforma da referida decisão por meio do recurso cabível”, afirma a empresa, em comunicado. “Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado.”. Sérgio Machado Rezende é um dos membros do conselho indicados pela União e ocupa uma vaga no colegiado desde abril de 2023. Ele é ex-ministro de Ciência e Tecnologia, tendo ocupado a posição entre 2005 e 2011. Em outubro, a Justiça de São Paulo havia indeferido pedido do deputado federal Leonardo Siqueira (Novo-SP), autor da ação popular, para realização de assembleia da Petrobras, mas havia pedido documentos sobre a indicação dos conselheiros.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Energia nuclear é defendida como alternativa na transição energética

“O mundo precisa da energia nuclear para cumprir seus compromissos climáticos e o Brasil está inserido nessa meta, afirmou nesta segunda-feira, 8, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, durante a abertura do Nuclear Summit 2024, evento promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan). “Após 28 conferências da ONU sobre mudanças climáticas, a energia nuclear ganha finalmente seu lugar. Pela primeira vez a COP viu a necessidade de investimento em energia nuclear. E, à margem da reunião, mais de 20 nações declararam trabalhar para triplicar a capacidade de energia nuclear até 2050”, disse por vídeo na abertura do evento, que termina amanhã, 9. Para Grossi, os planos do Brasil para a energia nuclear são fundamentais para ajudar na descarbonização e há grande expectativa no desenvolvimento da fonte no país. “O Brasil tem muito a contribuir nesse sentido”, afirmou.”

Fonte: Exame, 08/04/2024

Política

Rumos: Desafios ambientais incluem desmate no Cerrado e matriz limpa com soluções baratas

“O principal desafio do Brasil para reduzir suas emissões de poluentes, no curto prazo, está no desmatamento e na agropecuária, afirmou João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, durante o evento Rumos 2024, realizado pelo Valor Econômico no hotel Rosewood São Paulo, na capital paulista. Hoje, o desmatamento responde por 38% das emissões brasileiras, e a agropecuária representa 29% do total. “Somados, desmatamento e agropecuária representam 67% das emissões. Nosso desafio no curto prazo está principalmente aí, considerando que nossa matriz energética tem muitas vantagens”, disse. Ele destacou que os esforços em reduzir o desmatamento na Amazônia têm sido bem-sucedidos — além da queda em 2023, no primeiro trimestre de 2024, houve uma redução de 45%, em relação ao ano anterior. Porém, no Cerrado ainda há um aumento. “Há uma articulação dos Estados que compõem o Cerrado, principalmente no Matopiba [região formada por Maranhã, Tocantins, Piauí e Bahia].”.”

Fonte: Valor Econômico, 08/04/2024

Internacional

Empresas

O JPMorgan afirma que a transição do CEO é uma prioridade máxima e cita possíveis sucessores de Dimon

“O conselho de administração do JPMorgan Chase afirmou que uma transição ordenada do CEO era uma prioridade máxima para o maior banco dos EUA no médio prazo, mais de 18 anos depois de Jamie Dimon ter assumido o comando. O conselho está “dedicando um tempo significativo ao desenvolvimento de membros do comitê operacional que são bem conhecidos pelos acionistas como fortes candidatos potenciais a CEO”, disse em uma declaração de procuração. Entre eles estão Jennifer Piepszak e Troy Rohrbaugh, recentemente nomeados co-CEOs do banco comercial e de investimentos expandido do JPMorgan, Marianne Lake, CEO do banco comunitário e de consumo, e Mary Erdoes, CEO da gestão de ativos e patrimônio. O credor vem construindo gradualmente o diálogo em torno da sucessão desde a cirurgia de emergência de Dimon em março de 2020, disse Chris Marinac, diretor de pesquisa da consultoria financeira Janney Montgomery Scott. “No entanto, não acho que isso signifique que Dimon vá embora amanhã, ele pode ficar aqui por mais alguns anos”, disse Marinac.”

Fonte: Reuters, 08/04/2024

Forrest, bilionário da mineração, pede que a China exija níquel mais verde

“O bilionário australiano do setor de mineração, Andrew Forrest, pediu à China que exija padrões ambientais mais elevados de sua cadeia de suprimentos global, especialmente das empresas que realizam o processamento de níquel na Indonésia, um setor que ele acusou de “total irresponsabilidade ambiental”. Em uma entrevista ao Financial Times, Forrest – presidente e maior acionista do Fortescue Metals Group – disse que os fabricantes de veículos elétricos deveriam desconfiar do níquel indonésio, que, segundo ele, estava sendo extraído a um custo imenso para o meio ambiente. “A China precisará impor seus próprios padrões ambientais em suas cadeias de suprimentos globais”, disse Forrest durante uma visita a Bo’ao, no sul da China. Todo comprador de níquel “precisa ser muito cuidadoso se estiver comprando dessa fonte [indonésia]”, disse ele. Forrest, um bilionário do setor de minério de ferro que há muito tempo tem ambições em relação ao níquel, fechou as minas na Austrália Ocidental em janeiro devido a uma queda acentuada no preço do níquel, em parte impulsionada pelo fornecimento da Indonésia. Ele havia adquirido os ativos por meio de sua empresa Wyloo no ano passado.”

Fonte: Financial Times, 08/04/2024

El Niño leva racionamento para Bogotá e mais 10 cidades da Colômbia

“Bogotá e municípios vizinhos sofrerão racionamento de água a partir da próxima quinta-feira, 11, devido ao nível baixo dos reservatórios causado pelo fenômeno El Niño, anunciaram autoridades da capital colombiana nesta segunda-feira, 8. Temos de “tomar medidas restritivas para garantir que a água de Bogotá não se esgote e seja suficiente para todos”, informou o prefeito de Bogotá, Carlos Fernando Galán. Em consequência da seca causada pelo El Niño, o nível de três reservatórios que abastecem a cidade está baixo. Dez municípios vizinhos enfrentam o mesmo problema e também haverá racionamento nesses locais. A falta de chuvas ocasionou em janeiro centenas de incêndios florestais na Colômbia, que consumiram 17,1 mil hectares. A ministra do Meio Ambiente, Susana Muhamad, ressaltou ontem “as temperaturas inusitadas” de até 24 °C em Bogotá, uma cidade andina e tradicionalmente fria, e disse que deve voltar a chover até o começo de maio. Em Bogotá, os cortes acontecerão por setor, durante 24 horas. Apenas uma localidade ficará isenta da medida. Em duas semanas, a prefeitura vai analisar se será necessário estender o racionamento, uma vez que a meta é diminuir o consumo de água nos lares em 11%.”

Fonte: Exame, 08/04/2024

Política

Como três casos europeus de direitos humanos podem moldar o litígio climático

“A inação do governo em relação às mudanças climáticas viola os direitos humanos? Essa é a pergunta que a Corte Europeia de Direitos Humanos buscará responder pela primeira vez em Estrasburgo, na França, ao decidir esta semana sobre três casos climáticos distintos. Os veredictos estabelecerão um precedente para futuros litígios sobre como o aumento das temperaturas afeta o direito das pessoas a um planeta habitável. Seis jovens portugueses estão processando 32 países europeus por supostamente não terem evitado uma mudança climática catastrófica que, segundo eles, ameaça seu direito à vida. O caso, que foi descrito por especialistas como “Davi contra Golias”, não pede uma compensação financeira, mas que os governos reduzam drasticamente as emissões. Ao mesmo tempo, milhares de mulheres suíças idosas argumentaram que os esforços “lamentavelmente inadequados” de seu governo para combater o aquecimento global as colocam em risco de morrer durante as ondas de calor.”

Fonte: Reuters, 08/04/2024

Tesoureiro da West Virginia adiciona quatro empresas financeiras à lista negativa de ESG

“Na segunda-feira, o governo do estado de West Virginia adicionou quatro empresas financeiras a uma lista de instituições que podem ser impedidas de realizar alguns negócios com o estado porque o tesoureiro do estado considera que elas estão boicotando o setor de combustíveis fósseis. Essa foi a mais recente ação em uma disputa acirrada entre as autoridades republicanas e as empresas de Wall Street sobre o uso de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) em bancos e negócios. West Virginia, um importante estado produtor de energia, criou a lista em 2002, colocando cinco empresas nela na época. Na segunda-feira, o tesoureiro do estado, Riley Moore, disse que o Citigroup, o HSBC Holdings, o TD Bank e o Northern Trust Co haviam sido incluídos na lista. O gabinete de Moore diz que a lista é para empresas que “declararam publicamente que recusarão, encerrarão ou limitarão os negócios com empresas de carvão, petróleo ou gás natural sem um objetivo comercial razoável”. Um porta-voz da Northern Trust disse que a administradora de ativos e fortunas “não restringe ou proíbe investimentos em empresas de energia baseadas em combustíveis fósseis”. Ele disse que a Northern Trust tem cerca de US$ 52 bilhões em exposição a investimentos em empresas do setor de energia tradicional em fevereiro de 2024.”

Fonte: Reuters, 08/04/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Relatórios temáticos

O que uma eventual disputa entre Biden e Trump significa para a agenda ESG? (link)

Abastecendo o futuro: O papel dos biocombustíveis na transição energética(link)

COP28 chega ao fim: O que você precisa saber? (link)

ESG Updates

Destaques da reunião com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) (link)

Destaques do evento da ABRAINC e SecoviSP: Construindo uma São Paulo mais sustentável (link)

Principais destaques do Fórum de Transição Energética da BloombergNEF(link)

Brunch com ESG

Vendas de elétricos caem globalmente, enquanto China entra em peso no mercado local; EUA anuncia novo investimento em energia limpa (link)

Governança em destaque: VIVA3 e ASAI3 passam por mudanças (link)

Governo acelera programa de transição energética; CMIG4 capta R$2bi em emissão verde (link)


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