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Nova taxa de juros: o que muda para seus investimentos?

Após a decisão do Copom, que elevou a Selic ao patamar de 13,25% a.a., os especialistas da XP se reuniram para analisar os impactos da nova taxa básica de juros

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu nesta quarta-feira, 15, a nova Selic, em 13,25%, mas qual o impacto da nova taxa básica de juros para os mercados e para os seus investimentos?

Especialistas da XP se reuniram para analisar os efeitos da decisão. Participaram da live Caio Megale, economista-chefe, Camilla Dolle, head de renda fixa, Maria Fernanda Violatti, analista de fundos imobiliários e fundos listados, e Rodrigo Sgavioli, head de alocação e fundos. Assista abaixo:

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Segundo Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, com a Guerra da Ucrânia, a inflação passou a subir no mundo inteiro. Em resposta à tendência, os bancos centrais têm reagido elevando juros para segurar demanda e equilibrar a oferta. Nesse movimento, o Fed, Banco Central dos EUA, passou a implementar a alta de juros, subindo hoje 0,75 p.p., com indicação que continuará subindo os juros, com perspectivas de chegar até 3,5 a 4% ao ano.

O economista entende que, no Brasil, temos algumas vantagens neste ciclo, como o início de subida de juros mais cedo e a alta de commodities, além de destacar também a maior estabilidade da taxa de câmbio. Em sua visão, é esperado que a inflação passe a gradativamente cair, ainda que entenda que deva demorar até o ajuste se finalizar.

Segundo ele, a decisão do Copom faz sentido, uma vez que a inflação está alta e o cenário local e externo segue incerto. “Também faz sentido desacelerar o ritmo de alta (na reunião passada o Copom subiu 1pp), uma vez que os juros já estão em patamares bem altos – diferentes dos países desenvolvidos como EUA e Europa, onde os juros começaram a subir apenas mais recentemente”, afirmou em relatório. Confira a análise completa:

Copom: alta de junho não é a última

Impacto na Renda Fixa

Para Camilla Dolle, head de Renda Fixa do Research da XP Inc., o aumento da Selic estava dentro do esperado para o mercado, para agora e também para agosto (a expectativa é de outra elevação da mesma proporção ou menor, de acordo com o comunicado do Copom). Ela entende que, para os próximos dias, será possível perceber o ajuste das expectativas de curto prazo para os juros.

O cenário continua atraente para aplicação em renda fixa, segundo Dolle. Os ativos atrelados à inflação, para prazos mais longos em especial, são uma boa opção para aqueles que buscam proteção. Sobre pré-fixado, ela entende que uma alocação menor faça sentido, em especial para curto prazo.

Como sempre, ela destaca que, para reserva de emergência, nada deve mudar. “Não importa se a Selic sobe ou se a Selic cai”, reforça.

Selic a 13,25%: como ficam os rendimentos em Renda Fixa?

Como ficam os fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários ganham destaque por serem ativos reais, segundo Maria Fernanda Violatti, analista de FIIs e FIPs do Research da XP Investimentos. Para buscar ganhos acima da inflação e se proteger de um cenário mais complexo, a analista destaca que os FIIs cumprem o papel.

Para o momento atual, Violatti explica que os fundos do segmento de papel se beneficiam tanto da pressão inflacionária quanto do aumento da Selic. Por sua vez, os fundos de tijolos tornam-se menos valorizados, por dependerem de diversas operações que são atrapalhadas pela alta de juros. Contudo, ela destaca que os prêmios também se tornam mais altos em um cenário mais incerto, o que pode ser uma boa opção de acordo com a carteira e o momento do investidor.

Vale lembrar que a regularidade e consistência no retorno de rendimentos é característica dos fundos imobiliários e o investimento no produto ainda é justificado, de acordo com a analista.

Cautela na alocação

O momento é de bastante incerteza, especialmente vinda de fora, destaca Rodrigo Sgavioli, head de Alocação e Fundos do Research da XP. Por isso, ele entende que o momento requer cautela, o que causou uma redução da exposição a ativos de risco internacional.

Segundo Sgavioli, houve uma troca entre as preferências da alocação, de forma geral, pela Renda Fixa no Brasil, com destaque para indexados à inflação. Entre boas opções, ele destaca também a Bolsa brasileira e fundos multimercados.

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