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Economia em Destaque: Inflação alcança 7% nos EUA, mais alta em 40 anos

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

No cenário internacional, o destaque da semana foi a divulgação da inflação ao consumidor nos EUA, que atingiu o maior patamar em quase quarenta anos. No Brasil também houve divulgação de inflação ao consumidor, que fechou 2021 com a maior alta anual desde 2015. Além disso, dados domésticos de atividade econômica surpreenderam positivamente.

Para semana que vem, são destaques internacionais o PIB chinês e a inflação da Zona do Euro, além do IBC-Br no Brasil. No campo político, as atenções estão voltadas para a paralização dos servidores, importante termômetro para o fiscal.

Atualizações Covid-19

O mundo registra novos recordes de diagnósticos, chegando a 3,6 milhões em um único dia, em meio à variante Ômicron. Enquanto o número de novos casos sobe de forma explosiva, as mortes não acompanham esta trajetória, o que pode ser atribuído ao aumento da cobertura vacinal.

A OMS passou a recomendar dois novos medicamentos para tratamento de pacientes com quadro grave ou com maior risco de internação.

Os dados oficiais brasileiros de casos, óbitos e vacinação seguem apresentando instabilidade. Nas principais cidades do país, os novos diagnósticos estão comprometidos pela falta de testes. A vacinação de crianças de 5 a 11 começou, inicialmente em grupos prioritários. A dose de reforço já atinge 15,19% da população.

Cenário Internacional

Inflação tem maior alta em 40 anos nos EUA

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, sigla em inglês) teve elevação mensal de 0,5% em dezembro, após ter avançado 0,8% em novembro. Com isso, o índice mostrou inflação de 7,0% em 2021, a maior taxa anualizada em quase 40 anos (desde junho de 1982). Esses resultados vieram praticamente em linha com as estimativas de mercado (alta de 0,4% no mês e 7,0% no ano).

O quadro de inflação pressionada reforça apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) iniciará o ciclo de alta de juros em março. Apesar do choque inflacionário em curso, a XP segue projetando descompressão importante de preços em 2022 e 2023 – as previsões apontam para inflação geral de 3,4% este ano e 2,9% no ano que vem.

Primeiras tentativas de negociações internacionais sobre tensões na Ucrânia

Após as primeiras tentativas de negociações entre Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), um ataque hacker tirou do ar páginas do governo ucraniano, que passaram a reproduzir mensagens com ameaças.

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Enquanto isso, no Brasil…

Surpresa na última divulgação do IPCA referente à 2021

O IPCA de dezembro teve alta de 0, 73% (XP: 0,63%; consenso: 0,64%), e o ano de 2021 fechou com inflação de 10,06%, número mais alto desde 2015. A surpresa altista no mês veio de itens que tiveram descontos na Black Friday, especialmente no grupo de ‘cuidados pessoais’.

Nossa projeção para o IPCA de 2022 permanece em 5,2%. Confira mais detalhes sobre esta última divulgação e o que esperar aqui.

Prorrogação do prazo de adesão ao Simples

O governo irá prorrogar o prazo para adesão do Simples Nacional para 31 de março, após o prazo de derrubada do veto ao Refis do Simples. O governo também lançou novo programa de regularização de dívidas do Simples, que só alcançará débitos já inscritos na dívida ativa e não na fase de cobrança, o que terá impacto menor sobre o orçamento.

Surpresas positivas na atividade econômica

A semana foi marcada por surpresas positivas nas divulgações de dados de atividade econômica, com resultado muito acima do esperado na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com salto de 2,4% nas receitas reais do setor de serviços entre outubro e novembro (XP: 0,1%; consenso: 0,2%).Em comparação a novembro de 2020, a atividade de serviços registrou crescimento de 10,0% (XP: 7,0%; consenso: 6,9%).

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) por sua vez, trouxe alta de 0,5% nas vendas no varejo (conceito ampliado) entre outubro e novembro (XP: -0,8%; consenso: -0,4%). Esse resultado interrompeu uma sequência de três quedas mensais consecutivas. Na comparação com novembro de 2020, as vendas do comércio ampliado exibiram queda de 2,9% (XP: -6,5%; consenso: -6,1%). O resultado surpreende num cenário de inflação pressionada e renda deprimida.

Esperamos aumento de 0,7% para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) entre outubro e novembro. Com relação a novembro de 2020, a proxy mensal do PIB deve exibir alta de 0,6%. Para o PIB, estimamos crescimento de apenas 0,1% para no 4º trimestre ante o trimestre imediatamente anterior (expansão de 1,0% em comparação ao 4º trimestre de 2020). Prevemos que o PIB total registrará elevação de 4,4% em 2021. Para o PIB de 2022, por sua vez, estimamos estabilidade (0%).

Detalhamos o nosso cenário de atividade para 2022 no relatório Brasil Macro Mensal: Ano novo, mesmos riscos.

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será o PIB chinês do 4º trimestre de 2021, além de outros dados de atividade econômica do país. Além disso, teremos dados de inflação na Zona do Euro para o mês de dezembro.

No cenário doméstico, os destaques serão o IBC-Br, proxy do PIB referente ao mês de novembro, a arrecadação federal de dezembro e a segunda prévia do IGP-M de janeiro. No campo político, a paralisação dos servidores no dia 18 deve servir como termômetro. Caso a adesão seja grande, poderemos ver mais pressões no orçamento, que segue para sanção já na semana que vem.

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