XP Expert

Projeções para o dólar e melhores investimentos para novembro | Expert Drops

Veja os principais assuntos da semana na nossa newsletter

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Nesta semana, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75%, em linha com as expectativas, interrompendo o ciclo de corte de juros iniciado em março. A decisão refletiu uma piora nas perspectivas de inflação desde a reunião anterior. 

Ainda na economia, revisamos nossa projeção de taxa de câmbio de R$ 5,00 para R$ 5,30 por dólar ao fim de 2026 e de R$ 5,30 para R$ 5,50 por dólar ao fim de 2027. As projeções supõem estabilidade no quadro global e um quadro fiscal desafiador, embora sem deterioração adicional. 

Atualizamos também nossas estimativas para a Bolsa brasileira, considerando um cenário de juros altos por mais tempo. Apesar do valuation atrativo, vemos motivos para cautela adiante. 

E, nos Estados Unidos, os democratas conquistaram a maioria nas duas casas do Congresso e converteram cinco governos estaduais, com a apuração ainda aberta. Quais os impactos para as ações americanas? Como posicionar seus investimentos? 

Acompanhe tudo nesta edição da Expert Drops. Toda semana, trazemos recomendações e análises na medida certa para quem quer investir melhor. Conte conosco e até a semana que vem! 

Copom mantém a taxa Selic em 13,75% 

Em nossa visão, o Comitê sugere que uma interrupção no ciclo de calibração de juros agora é necessária para conter as pressões inflacionárias, mas ao mesmo tempo não vê necessidade de uma postura monetária ainda mais contracionista neste momento. Por ora, projetamos que a taxa Selic permanecerá em 13,75% até o final do próximo ano, em que pese a elevada incerteza global e local. Entenda no relatório completo. 

Rebaixamos a recomendação da Bolsa 

Apresentamos nosso valor justo para o Ibovespa para o fim de 2027, em 200 mil pontos, com potencial de alta de 19%. Como esse potencial não é muito maior que o retorno da renda fixa local no período, rebaixamos nossa visão para a Bolsa brasileira para Neutro. Depois da queda recente, o valuation voltou a níveis atrativos: o P/L projetado caiu para 8,2x, mas ainda não chegou às mínimas de 2025 (7,0x). O prêmio de risco do Ibovespa melhorou para 4,5%, mas também segue abaixo da média histórica, de 5,3% (nesse índice, quanto mais alto, melhor).

Testando os limites do Real 

Depois de se mostrar resiliente durante boa parte de 2026, o Real voltou a se depreciar no fim de outubro, com a alta dos prêmios de risco domésticos e um cenário global menos favorável. Atualizamos nossos modelos de taxa de câmbio nominal e construímos cinco cenários a partir de hipóteses alternativas para as variáveis globais e domésticas. Os cenários projetam a taxa de câmbio entre R$ 4,80 por dólar, no cenário mais otimista, e R$ 6,10 por dólar, no cenário mais pessimista. Saiba mais. 

Recomendações para investir em novembro 

Neste mês, adotamos uma postura mais defensiva nas carteiras, diante de uma maior incerteza de agenda econômica quanto à implementação dos ajustes fiscais necessários e seus impactos sobre os prêmios de risco domésticos. Nesse contexto, reduzimos exposições mais dependentes de ganho de capital e passamos a priorizar carrego, liquidez e menor sensibilidade a mudanças de taxas de juros (duration). Veja as recomendações por perfil de investidor. 

Temporada de resultados: Itaú, PRIO, Tenda e mais 

A semana foi marcada pela divulgação de diversos resultados de empresas. A PRIO divulgou dados fortes no 3º trimestre, assim como a Vibra Energia. Na construção civil, a Tenda reportou resultados fracos, abaixo das nossas expectativas e do consenso. E, no setor financeiro, o Itaú apresentou mais um trimestre sólido. A divulgação segue nos próximos dias, com nomes como Petrobras, Banco do Brasil e Grupo Casas Bahia. Confira todas as análises do Research XP. 

Pesquisa com assessores 

De acordo com a mais recente pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos uma forte piora do apetite por risco e do sentimento em relação à Bolsa. Os principais destaques são:  

  • a parcela de respondentes que planeja reduzir a alocação em ações saltou para 24% (+13 p.p. M/M), o maior nível desde janeiro de 2025;  
  • o sentimento dos assessores em relação às ações caiu para 5,1, ante 6,8 em setembro (em uma escala de 0 a 10), a maior queda mensal da nossa série histórica;  
  • a projeção média para o Ibovespa no fim de 2026 caiu para 175 mil pontos, ante 188 mil;  
  • a preocupação com riscos fiscais, juros altos, inflação e dólar atingiu recorde;  
  • 51% veem as ações mais atrativas após a queda recente, mas temem novas quedas. Saiba mais. 

Como funciona a cadeia de financiamento de IA? 

As cinco hyperscalers, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle, constroem e operam os data centers que sustentam a inteligência artificial e já investem quase todo o caixa que geram. A necessidade de capital passou a ser financiada com dívida e arrendamentos de longo prazo, tudo isso em um ambiente de juros elevados. Olhando pelo lado do acionista, o aumento do endividamento e do custo de capital de terceiros ameaça o crescimento das companhias e sua margem de lucro? Para a maior parte do grupo, o investimento segue pago sobretudo com caixa próprio, a alavancagem é baixa e o retorno justifica o capital investido. As exceções são a Oracle e as neoclouds. Confira o relatório completo. 

Democratas levam Câmara e Senado nas midterms americanas 

Não vemos o resultado alterando de forma significativa nossas principais teses para as ações americanas, e não montamos cenários apenas em função das eleições. Aqui, nossa abordagem é avaliar os temas que o mercado entende que serão impactados e revisitar as teses ligadas a eles. Concluímos que apesar de importante, o fator legislativo não é completamente determinante, enquanto lucros, juros e o ciclo de investimentos em IA seguem na vanguarda das preocupações do mercado. Saiba mais. 

Como os balanços corporativos podem influenciar o preço das ações? 

O movimento envolve diversos fatores e é influenciado pelo comportamento em massa dos investidores. Uma forte reação ao balanço costuma vir com a leitura dos dados divulgados e as projeções de mercado. Em muitos casos, quando a empresa não consegue atingir as expectativas, por exemplo, a ação costuma ser penalizada no curto prazo. Quer saber os principais fatores analisados nos balanços? Confira o relatório completo aqui. 

Segunda-feira, 9 de novembro 

🇧🇷 Brasil 
8:25 Pesquisa Focus

Terça-feira, 10 de novembro       

🇧🇷 Brasil 
8:00 Ata do Copom

🇺🇸 Estados Unidos
10:30 CPI  

Quarta-feira, 11 de novembro      

🇧🇷 Brasil 
9:00 Volume de serviços  

Quinta-feira, 12 de novembro       

🇧🇷 Brasil 
9:00 IPCA 

🇺🇸 Estados Unidos
10:30 Pedidos de auxílio-desemprego

Sexta-feira, 13 de novembro 

🇧🇷 Brasil 
9:00 Vendas no varejo 

🇺🇸 Estados Unidos
10:30 PPI

🇪🇺 Zona do Euro 
7:00 PIB 

Copom: como funciona a reunião que decide a taxa Selic 

Desafios fiscais para o próximo mandato | Econocast #140

XPInc CTA

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.