XP Expert

Tabela regressiva: o que é e qual relação com IR? 

Formato de cobrança decrescente, cuja alíquota reduz conforme a sua renda aumenta, a tabela regressiva se caracteriza pela redução da taxa de IR de acordo com a duração da permanência em um investimento.

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
Tabela regressiva: o que é e qual relação com IR? 

A partir de 2005, a tabela regressiva se tornou um dos modelos de tributação mais importantes do país, sendo aplicada nos principais investimentos de renda fixa e parte dos fundos de investimentos. A previdência privada também pode ser tributada por tabela regressiva, mas seu modelo é exclusivo, e apresentaremos ele a seguir. 

O objetivo da criação da tabela regressiva foi, justamente, aumentar o tempo de permanência no investimento, pois a incidência da alíquota varia conforme o prazo de duração da aplicação, de modo que quanto maior o tempo, menor o percentual de tributação.  

Sendo assim, investir no longo prazo passou a ser ainda mais vantajoso, já que além de receber um montante maior, você ainda paga menos imposto.  

Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre a tabela regressiva e descobrir como utilizá-la ao seu favor nos investimentos. Continue a leitura! 

Invista melhor diante dos diferentes cenários em 2024. Baixe agora o relatório XP e saiba como!

O que é tabela regressiva?  

A tabela regressiva é uma forma de tributação que determina o percentual de Imposto de Renda (IR) incidido sobre uma aplicação financeira.  Como o nome já indica, trata-se de um formato de cobrança decrescente, cuja alíquota reduz conforme a sua renda aumenta. 

Ela se caracteriza pela redução da taxa de IR de acordo com a duração da permanência em um investimento. Nesse caso, você paga menos tributação quando seu dinheiro fica aplicado por mais tempo.

Tabela regressiva x tabela progressiva  

A tributação regressiva e a tributação progressiva consideram critérios diferentes para calcular a incidência de imposto.  

A tabela regressiva considera a duração de um investimento, reduzindo a alíquota conforme o tempo da aplicação — e, consequentemente, um rendimento maior. Sendo assim, quanto mais dinheiro você recebe com os juros, menos você paga em tributo. 

Já a tabela progressiva leva em conta o valor da renda, aumentando a alíquota à medida que os recebimentos aumentam. Assim, quanto mais você recebe dinheiro, mais você paga imposto.   

Confira como funciona a tabela progressiva:     

Valor recebido como salário mensal Alíquota retida na fonte  
Até 1.903,98  –  
De 1.903,99 até 2.826,65  7,5%  
De 2.826,66 até 3.751,05  15%  
De 3.751,06 até 4.664,68  22,5  
Acima de 4.664,68  27,5%  

Qual a melhor: tabela progressiva ou regressiva?  

Depende. Para pessoas com uma renda anual maior, a tabela regressiva é mais vantajosa, uma vez que a cobrança sobre seus ganhos será menor. Essa também pode ser a melhor alternativa para quem não tem a pretensão de resgatar a quantia rapidamente.   

Em contrapartida, a tabela progressiva é melhor para indivíduos com uma renda menor, já que receitas anuais menores que R$22.847,00 (o equivalente a cerca de R$1903,98 por mês) não pagam Imposto de Renda.   

Como funciona a tabela regressiva na previdência privada? 

A tabela regressiva é indicada principalmente para investimentos de longo prazo, como é o caso da previdência. Confira qual a alíquota cobrada pela tabela regressiva IR para planos de previdência privada, segundo o prazo:   

Prazo de acumulação  Alíquota retida na fonte  
Até 2 anos  35%  
De 2 anos até 4 anos   30%  
De 4 anos até 6 anos  25%  
De 6 anos até 8 anos  20%  
De 8 anos até 10 anos  15%  
Acima de 10 anos   10%  

PGBL e VGBL: qual a ligação com a tabela regressiva?  

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são planos de sobrevivência que visam gerar renda previdenciária durante a sua aposentadoria. Na prática, a diferença entre os dois é a forma de tributação.   

Os planos PGBL utilizam a tributação regressiva e você paga imposto sobre os rendimentos acumulados, enquanto o VGBL aplica a tributação progressiva e a cobrança do imposto incide sobre o montante total resgatado ou recebido.   

Nesse sentido, considerando que um plano previdenciário é focado no longo prazo e tem uma duração de 30 a 40 anos, o plano PGBL termina sendo mais vantajoso para quem não pretende resgatar o dinheiro tão cedo.   

Outra diferença é a forma de tributação. Enquanto no VGBL o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos, no PGBL o imposto incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido sob a forma de renda.  

Ademais, é válido saber que o PGBL é considerado uma previdência complementar e o VGBL é identificado como um seguro. Nesse caso, o segundo não paga o imposto de transmissão (ITCMD) se o titular morrer e tiver o registro dos beneficiários, porque não é considerado herança.   

XPInc CTA

Quer saber o que fazer com o seu dinheiro? Baixe o relatório "Onde Investir 2024"

Como a tabela regressiva implica na rentabilidade e nos investimentos?  

Entender o que é a tabela regressiva e como utilizá-la ao seu favor na hora de montar a sua estratégia de investimento permite um aproveitamento maior da rentabilidade das suas aplicações.   

Dessa maneira, é essencial pensar no prazo de duração antes de escolher um ativo para investir, desta forma, não será preciso retirar antes do tempo previsto e assim deixar de ganhar uma boa quantia a mais!  

Aplicações que são tributadas pela tabela regressiva    

A forma de tributação impacta diretamente na tomada de decisão em relação a uma aplicação, por isso, aquele que investe deve estudar sobre o tema.  

Por exemplo, ao escolher um investimento com prazo de 10 anos, você pensa duas vezes em solicitar o resgate da aplicação antes do tempo, já que o seu rendimento será bem menor.  

Em geral, as principais aplicações com Imposto de Renda regressivo são de renda fixa e fundos de investimentos, como:  

Quando o assunto é investimentos, a tabela regressiva é diferente da anterior que mostramos (aquela serve somente como referência para planos de previdência privada). A tabela para aplicações é a seguinte:  

Prazo de acumulação  Alíquota retida na fonte  
Até 180 dias  22,5%  
De 181 a 360 dias  20%  
De 361 a 720 dias  17,5%  
Acima de 720 dias  15%  
Até 180 dias  22,5%  

Também neste caso, o Imposto de Renda é cobrado apenas sobre o valor do rendimento, e nunca sobre o montante investido inicialmente.  

Como calcular o Imposto de Renda regressivo de uma aplicação?   

A tributação regressiva considera somente o rendimento de uma aplicação. Se seu investimento gerou R$5,00 de lucro, será em cima desse valor que a alíquota será cobrada.   

Na hora de calcular, você também precisa considerar que o mercado financeiro utiliza somente dias úteis como referência. Dessa maneira, um ano tem 252 dias e um mês tem 21 dias.   

O cálculo é bem simples. Imagine que você colocou R$10.000 em uma aplicação a 7% ao ano. Veja quanto você pagaria de imposto conforme o tempo:   

Duração do investimento   Valor em juros   Valor retido pelo IR  
1 ano   R$ 700,00  R$ 245  
3 anos  R$ 2.250,43  R$ 675  
5 anos  R$ 4.025,52  R$ 1.006,38  
7 anos  R$ 6.057,81  R$ 1.211,56  
9 anos   R$ 8.384,59  R$ 1.257,69  
11 anos  R$ 11.048,52  R$ 1.104,85  
Observe como a diferença na cobrança fica cada vez menor a partir de 5 anos!  

É importante saber que a cobrança da tabela regressiva IR não ocorre enquanto o dinheiro está em um investimento, somente ao resgatá-lo.   

Como a tributação é retida na fonte, o valor recebido já está livre de impostos, mas, de qualquer forma, você precisa declarar na declaração anual do Imposto de Renda.  

Conseguiu compreender a importância da tabela regressiva, sua relação com o IR e a incidência nos investimentos? Continue aprendendo mais em nossa trilha de conteúdos sobre Imposto de Renda

Evite dívidas com a Receita. Baixe agora o e-book Imposto de Renda 2023 e saiba como declarar!

Você está na trilha:

Imposto de Renda: Como declarar seus investimentos

Total relatórios

Aprenda Investir - Leitura recomendada

19 relatórios

Duração total

Aprenda Investir - Duração total

127 minutos de leitura

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.