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Tabela regressiva de IR: o que é e como impacta seu investimento

Formato de cobrança decrescente, cuja alíquota reduz conforme a sua renda aumenta, a tabela regressiva se caracteriza pela redução da taxa de IR de acordo com a duração da permanência em um investimento.

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Tabela regressiva de IR: o que é e como impacta seu investimento

Desde 2005, a tabela regressiva de IR é um dos modelos de tributação mais importantes do país, sendo aplicada nos principais investimentos de renda fixa, parte dos fundos de investimentos e previdência privada com o seu modelo exclusivo.

A tabela foi criada para aumentar o tempo de permanência no investimento, pois a incidência da alíquota varia conforme o prazo de aplicação. Por isso, quanto maior o tempo, menor o percentual de tributação

Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre a tabela regressiva IR e descobrir como utilizá-la ao seu favor nos investimentos. Boa leitura!

O que é a tabela regressiva?

A tabela regressiva é um modelo de tributação do Imposto de Renda que determina a diminuição da alíquota de acordo com o aumento do tempo de investimento. Ou seja, quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado, menor tende a ser o imposto pago no resgate.

Quais são os investimentos tributados pela tabela regressiva de IR?

Esse modelo de tributação é comum em investimentos de longo prazo, como previdência privada e alguns produtos de renda fixa.

Para investimentos de renda fixa, a incidência da tabela regressiva ocorre da seguinte forma:

Tabela de alíquotas de IR por prazo da aplicação: até 180 dias (22,5%), de 181 a 360 dias (20%), de 361 a 720 dias (17,5%) e acima de 721 dias (15%).

Os principais investimentos com incidência da tabela regressiva de IR são:

Na tabela regressiva de Previdência Privada, os valores são distribuídos conforme descrito abaixo:

Tempo de investimentoAlíquota
Até 2 anos35%
De 2 a 4 anos30%
De 4 a 6 anos25%
De 6 a 8 anos20%
De 8 a 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

Esse modelo costuma ser escolhido por quem pretende manter o investimento por muitos anos, já que a menor alíquota só é alcançada após uma década.

Os dois principais tipos de previdência privada são:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): você pode abater até 12% da renda tributável anual do Imposto de Renda, caso você faça a declaração completa. Nesse caso, o imposto no resgate incide sobre o valor total (aportes + rendimentos).
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): não permite essa dedução no Imposto de Renda e costuma ser mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou já atingiu o limite de dedução. No resgate, o imposto incide apenas sobre os rendimentos.

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Qual a diferença entre a tabela regressiva e progressiva?

A diferença entre tabela regressiva e tabela progressiva está na forma como o Imposto de Renda é calculado sobre os rendimentos.

A tabela regressiva de IR faz a redução do Imposto conforme o tempo de investimento do dinheiro. Já a tabela progressiva aumenta a alíquota conforme o valor sacado, com uma isenção que varia até 27,5%.

Confira como funciona a tabela progressiva de IR para pessoa física em 2026:   

Base de cálculo mensalAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 2.428,80IsentoR$ 0
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73
Rendimentos previdenciários isentos para maiores de 65 anos: R$ 1.903,98.
Dedução mensal por dependente: R$ 189,59.
Limite mensal de desconto simplificado: R$ 607,20.
Fonte: Receita Federal

A tabela regressiva de IR costuma ser mais vantajosa para investimentos de longo prazo, já que a alíquota diminui conforme aumenta o tempo de aplicação.

Já a tabela progressiva tende a ser mais indicada para quem pretende realizar saques menores ou possui baixa renda tributável, pois o imposto segue as mesmas faixas aplicadas aos rendimentos do trabalho e pode até resultar em isenção ou alíquotas menores.

Entenda quem precisa declarar o IRPF e quais rendimentos tributáveis.

Como a tabela regressiva de IR impacta os investimentos?

Confira a seguir quatro efeitos da tabela regressiva de IR nos investimentos:

  • Incentivo ao longo prazo: investidores tendem a manter o dinheiro aplicado por mais tempo para pagar menos imposto;
  • Resgates antecipados ficam mais caros: se o investimento for resgatado em pouco tempo, a alíquota é mais alta, o que reduz o rendimento líquido.
  • Planejamento tributário: para quem investe pensando em aposentadoria ou objetivos de longo prazo, a tabela regressiva pode resultar em uma carga tributária menor no futuro.

Rentabilidade e investimentos 

Conhecer a tabela regressiva de renda fixa e como utilizá-la ao seu favor na hora de criar a sua estratégia de investimento permite um aproveitamento maior da rentabilidade das suas aplicações.

Por esse motivo é essencial pensar no prazo de duração antes de escolher um ativo para investir, para evitar a retirada antes do tempo previsto e deixar de ganhar uma boa quantia a mais! 

Lembre-se que o Imposto de Renda é cobrado apenas sobre o valor do rendimento, não sobre o montante investido inicialmente. Isso significa que a cobrança da tabela regressiva IR não é aplicada enquanto o dinheiro está em um investimento, somente ao resgatá-lo.  

Conheça os investimentos isentos de Imposto de Renda  

Como a tributação é retida na fonte, o valor recebido já está livre de impostos, mas, de qualquer forma, você precisa informar na declaração anual do Imposto de Renda. 

A forma de tributação impacta diretamente na tomada de decisão de uma aplicação, por isso, é importante estudar sobre o tema. Por exemplo, ao escolher um investimento com prazo de 10 anos, é necessário avaliar se o resgate antes do tempo é realmente necessário e vantajoso, já que o seu rendimento será menor. 

Até aqui, você conseguiu compreender a importância da tabela regressiva IR e sua relação com os investimentos. Continue aprendendo sobre o assunto na nossa trilha de conteúdos sobre Imposto de Renda.

Tabela regressiva de IR: dúvidas frequentes

O que é a tabela regressiva do Imposto de Renda?

A tabela regressiva de Imposto de Renda é um modelo de tributação em que a alíquota do Imposto de Renda diminui conforme aumenta o tempo do investimento. Assim, quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado, menor tende a ser o imposto cobrado sobre os rendimentos.

Em quais investimentos a tabela regressiva é aplicada?

A tabela regressiva é utilizada em investimentos de renda fixa, como CDBs e Tesouro Direto, e pode ser escolhida em planos de previdência privada, como PGBL e VGBL.

Como funciona a tabela regressiva de IR de renda fixa?

Na renda fixa, o imposto varia de acordo com o prazo da aplicação. As alíquotas vão de 22,5% para aplicações de até 180 dias até 15% para investimentos mantidos por mais de 720 dias.

A tabela regressiva é obrigatória na previdência privada?

Não. Nos planos de previdência privada, o investidor pode escolher entre tabela progressiva ou regressiva no momento da contratação. A escolha influencia a forma de tributação no resgate ou no recebimento da renda.

Quando a tabela regressiva costuma ser mais vantajosa?

Em geral, a tabela regressiva tende a ser mais vantajosa para investimentos de longo prazo, já que as menores alíquotas são alcançadas apenas após períodos mais longos de aplicação.

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