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Tabela regressiva: você sabe o que é e quando utilizar?

A tabela regressiva está atrelada ao imposto de renda (IR) e ao rendimento do investimento. Saiba mais!

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Tabela regressiva: você sabe o que é e quando utilizar?

A partir de 2005, a tabela regressiva se tornou um dos modelos de tributação mais importantes do país, sendo aplicada nos principais investimentos de renda fixa e parte dos fundos de investimentos. A previdência privada também pode ser tributada por tabela regressiva, mas seu modelo é exclusivo, e apresentaremos ele a seguir. 

O objetivo da criação da tabela regressiva foi, justamente, aumentar o tempo de permanência no investimento, pois a incidência da alíquota varia conforme o prazo de duração da aplicação, de modo que quanto maior o tempo, menor o percentual de tributação.  

Sendo assim, investir no longo prazo passou a ser ainda mais vantajoso, já que além de receber um montante maior, você ainda paga menos imposto.  

Neste conteúdo, você vai entender tudo sobre a tabela regressiva e descobrir como utilizá-la ao seu favor nos investimentos. Continue a leitura! 

O que é tabela regressiva na previdência privada e como funciona? 

A tabela regressiva é uma forma de tributação que determina o percentual de Imposto de Renda (IR) incidido sobre uma aplicação financeira.  Como o nome já indica, trata-se de um formato de cobrança decrescente, cuja alíquota reduz conforme a sua renda aumenta. 

Ela se caracteriza pela redução da taxa de IR de acordo com a duração da permanência em um investimento. Nesse caso, você paga menos tributação quando seu dinheiro fica aplicado por mais tempo.  

Confira qual a alíquota cobrada pela tabela regressiva IR para planos de previdência privada, segundo o prazo:  

Prazo de acumulação Alíquota retida na fonte 
Até 2 anos 35% 
De 2 anos até 4 anos  30% 
De 4 anos até 6 anos 25% 
De 6 anos até 8 anos 20% 
De 8 anos até 10 anos 15% 
Acima de 10 anos  10% 

Assim, a tabela regressiva é indicada principalmente para investimentos de longo prazo, que é o caso da previdência. 

Como calcular o imposto de renda regressivo?  

A tributação regressiva considera somente o rendimento de uma aplicação. Se seu investimento gerou R$5,00 de lucro, será em cima desse valor que a alíquota será cobrada.  

Na hora de calcular, você também precisa considerar que o mercado financeiro utiliza somente dias úteis como referência. Dessa maneira, um ano tem 252 dias e um mês tem 21 dias.  

O cálculo é bem simples. Imagine que você colocou R$10.000 em uma aplicação a 7% ao ano. Veja quanto você pagaria de imposto em conforme o tempo:  

Duração do investimento  Valor em juros  Valor retido pelo IR 
1 ano  R$ 700,00 R$ 245 
3 anos R$ 2.250,43 R$ 675 
5 anos R$ 4.025,52 R$ 1.006,38 
7 anos R$ 6.057,81 R$ 1.211,56 
9 anos  R$ 8.384,59 R$ 1.257,69 
11 anos R$ 11.048,52 R$ 1.104,85 

Observe como a diferença na cobrança fica cada vez menor a partir de 5 anos! 

É importante saber que a cobrança da tabela regressiva (IR) não ocorre enquanto o dinheiro está em um investimento, somente ao resgatá-lo.  

Como a tributação é retida na fonte, o valor recebido já está livre de impostos, mas, de qualquer forma, você precisa declarar na declaração anual do imposto de renda

Tabela regressiva x tabela progressiva 

A tributação regressiva e a tributação progressiva consideram critérios diferentes para calcular a incidência de imposto

A tabela regressiva considera a duração de um investimento, reduzindo a alíquota conforme o tempo da aplicação — e, consequentemente, um rendimento maior. Sendo assim, quanto mais dinheiro você recebe com os juros, menos você paga em tributo.  

Já a tabela progressiva leva em conta o valor da renda, aumentando a alíquota à medida que os recebimentos aumentam. Assim, quanto mais você recebe dinheiro, mais você paga imposto.  

Confira como funciona a tabela progressiva:  

Valor recebido como salário mensalAlíquota retida na fonte 
Até 1.903,98  
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5% 
De 2.826,66 até 3.751,05 15% 
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 
Acima de 4.664,68 27,5% 

E qual é a melhor opção?  

Depende.  

Para pessoas com uma renda anual maior, a tabela regressiva é mais vantajosa, uma vez que a cobrança sobre seus ganhos será menor. Essa também pode ser a melhor alternativa para quem não tem a pretensão de resgatar a quantia rapidamente.  

Em contrapartida, a tabela progressiva é melhor para indivíduos com uma renda menor, já que receitas anuais menores que R$22.847,00 (o equivalente a cerca de R$1903,98 por mês) não pagam imposto de renda.  

PGBL e VGBL: qual a ligação com a tabela regressiva? 

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são planos de sobrevivência que visam gerar renda previdenciária durante a sua aposentadoria. Na prática, a diferença entre os dois é a forma de tributação.  

Os planos PGBL utilizam a tributação regressiva e você paga imposto sobre os rendimentos acumulados, enquanto o VGBL aplica a tributação progressiva e a cobrança do imposto incide sobre o montante total resgatado ou recebido.  

Nesse sentido, considerando que um plano previdenciário é focado no longo prazo e tem uma duração de 30 a 40 anos, o plano PGBL termina sendo mais vantajoso para quem não pretende resgatar o dinheiro tão cedo.  

Outra diferença é a forma de tributação. Enquanto no VGBL o imposto de renda incide apenas sobre os rendimentos, no PGBL o imposto incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido sob a forma de renda. 

Ademais, é válido saber que o PGBL é considerado uma previdência complementar e o VGBL é identificado como um seguro. Nesse caso, o segundo não paga o imposto de transmissão (ITCMD) se o titular morrer e tiver o registro dos beneficiários, porque não é considerado herança.  

Aplicações em que incidem as tabelas regressiva e progressiva 

Fotografia de tablet, papéis e calculadora. Homem mexendo em tablet em gráficos e tabelas.
Tabela regressiva e progressiva possuem características diferentes e uma delas pode ser a melhor opção para você 

A forma de tributação impacta diretamente na tomada de decisão em relação a uma aplicação, por isso, aquele que investe deve estudar sobre o tema. 

Por exemplo, ao escolher um investimento com prazo de 10 anos, você pensa duas vezes em solicitar o resgate da aplicação antes do tempo, já que o seu rendimento será bem menor. 

Confira abaixo o modelo de tributação dos investimentos mais tradicionais do mercado: 

Aplicações que são tributadas pela tabela regressiva  

Em geral, as principais aplicações com imposto de renda regressivo são de renda fixa e fundos de investimentos, como: 

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB); 
  • Fundos de Investimentos, com exceção dos fundos de ações, que têm tributação única de 15% no resgate. 

Quando o assunto é investimentos, a tabela regressiva é diferente da anterior que mostramos (aquela serve somente como referência para planos de previdência privada). A tabela para aplicações é a seguinte: 

Prazo de acumulação Alíquota retida na fonte 
Até 180 dias 22,5% 
De 181 a 360 dias 20% 
De 361 a 720 dias 17,5% 
Acima de 720 dias 15% 
Até 180 dias 22,5% 

Também neste caso, o imposto de renda é cobrado apenas sobre o valor do rendimento, e nunca sobre o montante investido inicialmente. 

Como a tabela regressiva implica na rentabilidade e nos investimentos? 

Entender o que é a tabela regressiva e como utilizá-la ao seu favor na hora de montar a sua estratégia de investimento permite um aproveitamento maior da rentabilidade das suas aplicações.  

Dessa maneira, é essencial pensar no prazo de duração antes de escolher um ativo para investir, desta forma, não será preciso retirar antes do tempo previsto e assim deixar de ganhar uma boa quantia a mais! 

Conseguiu compreender a tributação progressiva? Continue aprendendo mais sobre investimento em nosso blog

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