Resumo dos resultados das empresas do 1º trimestre de 2020 (1T20)

Veja a retrospectiva dos resultados divulgados, com uma análise consolidada do nosso universo de cobertura de ações. Aqui você também poderá acessar os links para os comentários mais detalhados de cada empresa, que organizamos por destaques negativos, positivos e em linha.


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A divulgação dos resultados do 1º trimestre de 2020 (1T20) das empresas listadas na Bolsa começou na última semana de abril e se encerra em junho.

Veja no gráfico de barras abaixo qual foi a fração dos resultados reportados acima do esperado, abaixo do esperado ou em linha de acordo com os parâmetros XP, Consenso e XP + Consenso.

Destaques dos Resultados Divulgados:

Lojas Americanas e B2W (LAME4 / BTOW3): reportaram fortes resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020 (1T20), em linha com as nossas expectativas. Apesar dos efeitos negativos da crise desencadeada pelo novo coronavírus, as vendas do Universo Americanas (faturamento combinado da Lojas Americanas e da B2W) apresentaram um aumento de +17% na comparação anual (vs. +20% no 4Q19 e +17% em 2019), com melhoras importantes em todos os indicadores operacionais, especialmente na operação digital (B2W).

CCP (CCPR3): os resultados vieram acima das nossas expectativas de forma geral, com EBITDA de ~R$ 91 milhões (~13% acima da nossa estimativa e ~4% acima do consenso) e lucro líquido de R$ ~R$ 36 milhões (~26% acima do nosso). Apesar dos resultados positivos de forma geral, as Vendas Mesmas Lojas (SSS) dos shopping centers diminuíram 13%, enquanto as vendas caíram 11% a/a e as receitas de estacionamento caíram 3% a/a, indicadores que já refletem o impacto negativo das políticas restritivas de distanciamento social sobre as operações.

AES Tietê (TIET11): divulgou fortes resultados no 1T20, com EBITDA ajustado acima das nossas expectativas e uma distribuição de 118% do lucro como dividendos (dividend yield de 1,55%). Esperamos uma reação positiva e mantemos recomendação de Compra.

Sanepar (SAPR11): divulgou resultados do 1T20 em linha com nossas estimativas, mas com forte geração de caixa, o que nos leva a ter uma avaliação ligeiramente positiva. Mantemos nossa recomendação de compra nas ações da Sanepar (SAPR11) com preço alvo de R$ 33/unit.

Klabin (KLBN11): reportou números melhores que o esperado no primeiro trimestre, com EBITDA de R$1.028 milhões, 7% acima do nosso e 10% acima do consenso (+7% T/T, + 2% A/A). O principal destaque foi o volume de papel mais forte, sinalizando uma recuperação da demanda doméstica melhor que o esperado, sem grande impacto do Covid-19. Além disso, os volumes de celulose ficaram alinhados com nossa previsão e melhor implementação de aumentos de preços (desde fevereiro) resultaram na receita líquida do segmento 2% acima da nossa.

Raia Drogasil (RADL3): a combinação de (i) forte aceleração no ritmo de crescimento de vendas, acompanhada de expansão de margem e (ii) progresso importante na agenda digital são notícias positivas que devem suportar o otimismo em relação às ações. Entretanto, ressaltamos que a desaceleração a partir do final de março é um ponto chave a ser monitorado.

Santander (SANB11): o lucro veio 11% acima das nossas estimativas e 8% acima das estimativas de mercado em R$3.9 bilhões e um retorno sob patrimônio líquido alto de 22%. O banco espanhol citou que o bom lucro reflete o fato de que os impactos da crise do coronavírus não foram sentidos intensamente no primeiro trimestre.

WEG (WEGE3): em geral, o resultado veio acima das nossas expectativas e acima do consenso de mercado. Os impactos da disseminação da Covid-19 ainda são incipientes, mas deverão se tornar mais visíveis a partir do próximo trimestre. Apesar de acreditarmos que a WEG esteja bem posicionada para enfrentar o cenário desafiador de demanda global, contando com um balanço forte e um posicionamento sólido em diversos mercados de atuação, acreditamos que o nível atual de valuation já reflita esses fatores. Atualmente, as ações são negociadas a ~42x P/L 2021, acima da média histórica e também acima dos principais pares globais (cerca de 2-3x mais caras em termos de P/L). Dessa forma, vemos potencial de valorização limitado e mantemos recomendação Neutra.

CESP (CESP6): divulgou fortes resultados no 1T20, com EBITDA e Lucro acima das nossas estimativas, bem como elevada geração de caixa. A qualidade do resultado se deveu a uma bem-executada estratégia de comercialização de energia da empresa durante o trimestre. Esperamos uma reação positiva para as ações, e reiteramos nossa recomendação de Compra.

Copel (CPLE6): divulgou resultados do 1T20 acima das nossas expectativas, mas em linha com o consenso, o que nos leva a ter uma avaliação ligeiramente positiva. Destacamos a forte geração de caixa no trimestre, e mantemos recomendação de compra.

CCR (CCRO3): apresentou resultados superiores às expectativas no 1T20. O EBITDA atingiu ~R$ 1,6 bilhão, ~10% acima da nossa estimativa e 6% acima do consenso de mercado, enquanto o lucro líquido reportado foi de R$ 290 milhões, em linha nosso número e com o consenso. A diferença foi impulsionada principalmente (i) pelo tráfego superior à nossa estimativa nas rodovias, com queda no tráfego comparável de 1,4% a/a (ex-ViaSul) vs. nossa projeção de queda de ~4%, e (ii) tráfego de passageiros superior ao esperado no segmento de mobilidade urbana (3% superior ao nosso). Tais resultados foram parcialmente compensados ​​por despesas financeiras líquidas maiores que nossas estimativas.

Ultrapar (UGPA3): divulgou os resultados do 1T20 em 13 de maio, após o fechamento do mercado. O Lucro Líquido de R$160,9 milhões veio acima da nossa estimativa de R$130,2 milhões (+ 24%), mas ligeiramente acima do consenso de mercado compilado pela Bloomberg de R$151,8 milhões (+ 6%).

Locaweb (LWSA3): reportou fortes resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020 (1T20), em linha com as nossas estimativas e com o consenso de mercado. O destaque positivo foi a operação de Commerce (37% do EBITDA), que mostrou a maior expansão trimestral de novas lojas virtuais da história da companhia, com aceleração importante em abril (+252% vs. a média do 4T19). Por outro lado, a rentabilidade foi negativamente afetada por despesas pontuais.

BRF (BRFS3): reportou resultados mais fortes do que o esperado no 1T20, com EBITDA ajustado de R$ 1.251 milhões acima da nossa expectativa de R$ 1.046 milhões, excluindo o impacto não recorrente da provisão para ação coletiva no valor de R$ 204 milhões. A margem EBITDA consolidada de 14% veio acima da nossa estimativa de 12,2% e do valor de 10,2% no 1T19.

Marfrig (MRFG3): A Marfrig apresentou fortes resultados no 1T20, com o EBITDA ajustado de R$ 1,2 bilhão, 10% acima da nossa expectativa (+109% A/A). A margem EBITDA ajustada de 9,1% ficou acima da nossa de 8%, e aumentou 358bps em relação ao 1T19, principalmente devido a: (i) forte demanda nos EUA; (ii) preços mais altos e fortes exportações, especialmente para a China; (iii) ganhos de eficiência operacional e reduções de custo na América do Sul e (iv) depreciação cambial.

Usiminas (USIM5): apresentou resultados ligeiramente melhores do que o esperado no 1T20, com o mercado doméstico de aço ainda desafiador. O EBITDA ajustado de R$503 milhões – excluindo R$66 milhões de itens não recorrentes – ficou 8% acima do nosso número, 1% acima do consenso, +7% T/T e +3% no comparativo anual. A elevação da dívida dado dólar mais forte foi parcialmente compensada pelos R$394 milhões recebidos da Previdência Usiminas. Logo, a alavancagem medida pela razão Dívida Líquida/EBITDA aumentou para 1,7x (de 1,6x no 4T19).

Magazine Luiza (MGLU3): O Magalu reportou resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre de 2020 (1T20). Com o fechamento temporário das lojas a partir da segunda quinzena de março, a companhia reportou uma queda de vendas no conceito mesmas lojas de -4,5% em relação ao 1T19 (+8,0% ex-COVID), acima da nossa projeção de -8,0% A/A. O crescimento de vendas online (GMV) foi de +72,6% A/A incluindo Netshoes (vs. 96,0% no 4T19) e apresentou uma aceleração muito significativa até o momento no 2T20.

Iguatemi (IGTA3): Os resultados vieram abaixo das nossas estimativas e do consenso de forma geral, com um FFO (Fluxo de Caixa Operacional) de R$ 49 milhões (21% abaixo de nós e 26% abaixo de consenso) e uma margem EBITDA de 65,6% (~100 bps abaixo da nossa estimativa e ~4,7 p.p. abaixo do consenso). A diferença para os nossos números reflete principalmente (i) custos e despesas ligeiramente superiores ao esperado, (ii) despesas financeiras líquidas mais altas (26% acima de nós) e (iii) a maiores despesas com IR e CSLL (196% acima da nossa estimativa), o que por sua vez reflete a reavaliação das projeções de lucro tributável, levando à baixa do ativo fiscal diferido no valor de R$ 13,1 milhões.

Itaú (ITUB4): reportou um resultado abaixo das expecativas, com lucro de R$ 3,9 bilhões (vs. R$ 5,9 bilhões estimados), queda anual de 43% e um retorno sobre patrimônio líquido de 12,6% (vs. 23% no 4T19). O lucro foi principalmente afetado por um maior provisionamento que visa enfrentar possíveis aumentos na inadimplência; o custo de crédito aumentou 165% anualmente para R$ 10,1 bilhões. Porém acreditamos que as atitudes conservadores adotadas pelo banco sejam necessárias, uma vez que 70% da carteira do banco é concentrada no mais arriscado segmento de varejo, e acreditamos que agora o banco esteja mais preparado para os eventuais efeitos desta crise. Reiteramos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 30,00 para o banco, uma vez que acreditamos que um eventual aumento na inadimplência já esteja precificado.

Gerdau (GGBR4): reportou EBITDA em R$1,2 bilhões, -6% e -10% abaixo das nossas estimativas e do consenso, respectivamente. Os principais fatores para o resultado mais fraco foram os volumes menores nas unidades de negócios da empresa – exceto na América do Norte. O FCF atingiu um valor negativo de R$441 milhões no período devido à recuperação de capital de giro no 1T20 (-R$1,02bn). Além disso, a empresa revisou sua expectativa para investimentos em 2020 de R$2,6 bilhões para R$1,6bn, após os impactos do Covid-19 sobre a demanda de aço em suas unidades de negócios.

BB Seguridade (BBSE3): reportou um fraco resultado neste primeiro trimestre de 2020, 12% abaixo das expectativas de mercado. O resultado foi principalmente impactado pelo resultado financeiro dos negócios de seguro e de previdência, que sofreram com a menor SELIC e descasamento entre ativos e passivos. Além disso, a seguradora descontinuou seu guidance para 2020 dada a incerteza causada pela pandemia do coronavírus.

Banco do Brasil (BBAS3): reportou resultados abaixo do esperado em R$ 3,4 bilhões neste primeiro trimestre de 2020 (1T20), 21% abaixo das nossas estimativas e 25% abaixo das estimativas de mercado e com um retorno sob patrimônio líquido de 12,3% (vs. 16,9% em 2019). A queda foi principalmente derivada de maiores custos de crédito que vieram em R$ 5,5 bilhões (vs. R$ 3 bilhões no 4T19 e R$ 3,1 bilhões no 1T19) e uma maior taxa efetiva de imposto em 25% (vs. ~16-17% no 4T19 e 1T19). O resultado, desconsiderando imposto e provisões, veio 16% maior anualmente e 10% maior trimestralmente em R$ 12 bilhões. Porém destacamos que o maior nível de provisionamento não foi prospectivo, uma vez que a cobertura permaneceu inalterada trimestralmente em ~200%. Não obstante, os administradores suspenderam o guidance devido as incertezas causadas pela pandemia do COVID-19.

Porto Seguro (PSSA3): acaba de postar um lucro abaixo do esperado neste primeiro trimestre de 2020 (1T20), caindo 24% anualmente para R$ 228 milhões. O retorno sobre patrimônio líquido veio em 12,3% (vs. 20,1% no 4T19 e 17,6% nno 1T19). A queda tem como fundamento o resultado financeiro que saiu de R$ 271 milhões no 1T19 para negativo R$ 2 milhões neste trimestre, impactado pelos investimentos em renda variável, que teve forte queda desde o início da crise do coronavírus.

EdP Energias do Brasil (ENBR3): divulgou resultados do 1T20, com um EBITDA ajustado em linha com nossas expectativas, mas abaixo do consenso de mercado. A principal surpresa negativa veio no segmento de geração hidrelétrica, reflexo da combinação de maior alocação sazonal de vendas no trimestre e da queda de preços de energia no mercado de curto prazo. Independente da reação das ações no pregão com o resultado, continuamos a ter uma visão positiva da EdP dentre as elétricas integradas, e mantemos recomendação de Compra.

Cielo (CIEL3): reportou um resultado negativo neste primeiro trimestre de 2020 (1T20), com lucro de R$ 167 milhões (vs. R$ 221 milhões no 4T19 e R$ 545 milhões no 1T19). Como a empresa mudou sua metodologia de incorporação da subsidiária Stelo, não foi possível consolidar estimativas. A queda reflete tanto o aumento na competição, quanto os efeitos já esperados de queda dos volume neste primeiro trimestre devido à pandemia do coronavírus. Reiteramos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5.00.

Bradesco (BBDC4): postou resultados abaixo do esperado neste primeiro trimestre de 2020 (1T20), com o lucro 34% abaixo das nossas estimativas e 38% abaixo das estimativas de mercado em R$ 3,8 bilhões (vs. R$ 6,6 bilhões no 4T19 e R$ 6.2 bilhões no 1T19) e retorno sob patrimônio líquido de 11% (vs. 20% em 2020). O resultado foi impactado principalmente por custo de crédito, que veio acima do esperado e cresceu 86% anualmente para R$ 6,7 bilhões e pelo segmento de seguros, que postou uma redução de 23% anualmente para R$ 2,9 bilhões. O guidance para 2020 foi cancelado. Embora o resultado tenha sido negativo, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 28,00, uma vez que acreditamos que o atual preço do banco é atrativo, com o papel sendo negociado a 1,4x seu valor patrimonial.

Omega Geração (OMGE3): O EBITDA ajustado (incluindo o EBITDA pró-rata em participações minoritárias) foi de em R$98,7 milhões, abaixo da nossa estimativa de R$136,9 milhões, refletindo principalmente uma menor margem de contribuição (receitas menos custos de energia) devido às menores velocidades do vento nos complexos de vento Delta e Assuruá, refletindo fatores climáticos que provocaram chuvas acima do esperado durante o período. Observamos que a temporada de ventos na região Nordeste dura de maio a dezembro, e a performance da companhia deve se recuperar a partir do 2T20.

Sabesp (SBSP3): divulgou resultados do 1T20 abaixo das nossas expectativas e do consenso de mercado, e esperamos uma reação negativa para as ações no curto prazo. Por outro lado, uma eventual queda implica em uma melhora do risco-retorno das ações no médio e longo prazo, tendo em vista que o preço atual não embute uma probabilidade de privatização da companhia.

Cyrela (CYRE3): apresentou resultados mais fracos no 1T20 e marginalmente abaixo das nossas estimativas, principalmente devido ao fato de sua linha de receita ter sido pressionada por um mix de vendas menos favorável e menor volume de projetos consolidados em suas demonstrações financeiras. Sobre o balanço patrimonial, a empresa registrou uma leve queima de caixa operacional de R$15 milhões, pressionada pelos gargalos nos repasses de seus projetos de baixa renda e menor volume de vendas de unidades prontas. Isso levou a empresa a uma alavancagem de 16,2% dívida líquida/ patrimônio líquido, que consideramos baixa.

Azul (AZUL4): resultados vieram levemente abaixo das nossas estimativas na parte operacional. A diferença refletiu principalmente uma receita unitária (RASK) abaixo da esperada (1% abaixo) e resultados financeiros piores que o estimado. A margem EBIT atingiu 6,2% (0,9 p.p. abaixo da nossa estimativa), uma redução de 7,5 p.p. a/a. As despesas financeiras foram pressionadas (i) por ~R$ 1,3 bilhão em perdas líquidas de hedge e (ii) por uma perda cambial não-caixa de R$ 4,2 bilhões (~70% pior que a nossa estimativa). A Azul também registrou uma perda de ~R$ 618 milhões relacionada à redução no valor justo da participação na TAP. Os resultados do 1T20 já refletiram parcialmente os impactos adversos da desvalorização do Real em relação ao Dólar e a queda na demanda.

SulAmerica (SULA11): SulAmerica postou resultados fracos neste primeiro trimestre de 2020 (1T20), com o lucro 68% abaixo do consenso de R$ 80 milhões (vs. R$ 224 milhões no 1T19) e um retorno sob patrimônio líquido de 4,5% no trimestre (vs. 17,6% no 4T19). O resultado negativo foi principalmente derivado de: i) menores receitas; ii) maior sinistralidade; e iii) menor resultado de investimento. O lucro antes do imposto foi ainda mais fraco, 77% abaixo do esperado em R$ 87 milhões, uma vez que a alíquota efetiva de imposto no trimestre foi inesperadamente baixa.

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Resultado abaixo do esperado, com EBITDA reportado 30% abaixo da nossa estimativa. O lucro operacional foi negativamente impactado por (i) maiores despesas relacionadas tanto à integração dos ativos na América Latina quanto aos gastos associados aos ajustes operacionais em meio à pandemia, e (ii) uma rentabilidade abaixo do esperado na operação internacional (Grupo Éxito). Por ora mantemos a nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 100 por ação, mas esperamos volatilidade no curto prazo. Veja mais detalhes e os nossos principais destaques abaixo.

Banrisul (BRSR6): divulgou um lucro abaixo do esperado neste primeiro trimestre de 2020 (1T20) de R$ 276 milhões (vs. R$ 320 mi no 1T19), implicando queda no ROE de 5,1 p.p. na comparação anual para 13,6%. A queda foi impulsionada principalmente pela margem financeira bruta, que caiu 9% anualmente para R$ 1,3 bilhão. Por outro lado, o banco registrou uma notável redução de 4,5% anualmente em despesas administrativas para R$ 920 milhões, além de também ter sido beneficiado por uma menor alíquota efetiva de impostos.

C&A Brasil (CEAB3): Esperamos uma reação neutra. Conforme antecipado, os resultados da C&A no primeiro trimestre de 2020 (1T20) foram pressionados pela crise desencadeada pelo COVID-19. A receita e o EBITDA reportados vieram levemente acima da nossa expectativa, em função dos resultados da operação financeira, apesar da forte queda de receita de -9,7% A/A no conceito mesmas lojas. Mantemos a nossa recomendação de Compra para as ações de C&A (CEAB3) e preço-alvo de R$15,00 para o final de 2020 .

Ambev (ABEV3): reportou resultado consolidado no 1T20 melhor do que o esperado, mas os volumes de cerveja no Brasil caíram 11,5% A/A, mais que nossas estimativas de -8,5% e o consenso -10%. Segundo a Ambev, o impacto total da pandemia de COVID-19 nos resultados futuros permanece muito incerto, mas o impacto nos resultados do 2T20 será substancialmente pior do que no 1T20. Em Abril, os volumes consolidados caíram 27%. Mantemos nossa recomendação Neutra e esperamos que as ações permaneçam pressionadas no curto prazo.

Gol (GOLL4): reportou resultados ligeiramente acima das nossas expectativas no 1T20. Em geral os resultados do 1T20 já refletem em parte os impactos referentes à redução da demanda e políticas mais restritivas de distanciamento social, bem como um câmbio desvalorizado. Acreditamos que o foco daqui para frente estará no gerenciamento da liquidez da companhia, bem como no fluxo de notícias relacionado à linha de crédito do BNDES e na evolução das políticas de distanciamento social no Brasil.

Copasa (CSMG3): Temos uma avaliação neutra dos resultados do 1T20 da Copasa, dado que vieram em linha com nossas estimativas. Continuamos a enxergar um cenário complexo para a concretização de uma eventual privatização da companhia nos ambientes federal e estadual. Soma-se a isso o fato da companhia ter aprovado para 2020 uma distribuição de proventos em 2020 de apenas 25% do lucro, o que é abaixo do potencial previsto no estatuto da companhia e de sua capacidade de remuneração a acionistas devido ao baixo endividamento da companhia. Assim sendo, continuamos a acreditar que há poucos motivos para se investir nas ações da Copasa, e mantemos recomendação Neutra, com preço-alvo de R$53/ação.

Vale (VALE3): EBITDA ajustado de US$3,0 bilhões, queda de -35% no trimestre, +5% vs. XPe e -1% vs. consenso. A geração de caixa de US$380 milhões foi -US$947 milhões abaixo do trimestre anterior devido ao menor EBITDA, apesar do menor investimento e pagamentos mais baixos relacionados à Brumadinho. Mantemos nossa recomendação de Compra para a Vale (preço-alvo de R$61/ação).

ISA CTEEP (TRPL4): anunciou seu resultado do 1T20 com EBITDA ajustado de R$ 596,5mi vindo em linha (+1,7%) com nossa estimativa de R$ 586,6mi. Na base anual o EBITDA teve um crescimento de +7,6% em função da variação positiva do IPCA na receita, da entrada em operação de novos projetos e de menores custos operacionais na comparação dos períodos.

Multiplan (MULT3): reportou resultados recorrentes modestos no 1T20, já refletindo os impactos adversos do fechamento dos shoppings no final do trimestre, o que se refletiu em receitas de aluguel e estacionamento mais fracas, queda de ~12% nas vendas mesmas lojas (SSS) e de ~9% no aluguel mesmas lojas (SSR). Apesar da performance fraca desses indicadores, em parte já esperada pelo mercado, acreditamos que o foco a partir de agora estará no monitoramento do fluxo de pessoas e das vendas dos shoppings uma vez que o funcionamento dos ativos for retomado, bem como na evolução da vacância e da inadimplência dos lojistas. Apesar do curto prazo desafiador, acreditamos que shoppings configurem um modelo de negócio mais defensivo em meio a um cenário de atividade incerta.

CSN (CSNA3): divulgou números em linha no 1T20, com EBITDA consolidado de R$1.331 milhões, 1% acima do nosso (-16% na comparação trimestral e -23% A/A). O destaque principal foi o menor volume de minério de ferro após fortes chuvas no período. O fluxo de caixa livre mais fraco (R$506 milhões) foi, principalmente, resultado da redução do EBITDA da mineração. A Dívida Líquida/EBITDA aumentou para 4,78x (de 3,77x no 4T) com o aumento do dólar. Vemos o perfil atual da dívida como o principal fator de risco para a companhia, aguardando desinvestimentos para a melhora do balanço.

Localiza (RENT3): reportou bons resultados referentes ao 1T20, em linha com nossas estimativas de forma geral, mas levemente abaixo do consenso de mercado. O lucro líquido atingiu ~R$ 231 milhões, ~2% acima da nossa estimativa. Os resultados foram positivamente impactados por (i) volumes fortes nas operações de aluguel de veículos, RAC, (+38% a/a) e aluguel de frotas, “Fleet”, (+20% a/a), (ii) pela menor depreciação de veículos (~37% abaixo da nossa estimativa no segmento de Fleet), mas parcialmente compensados (i) por tarifas mais baixas em RAC (4% abaixo da nossa estimativa), (ii) por despesas financeiras líquidas superiores às expectativas (44% acima) e (iii) por uma alíquota efetiva ligeiramente superior à esperada.

Vivara (VIVA3): conforme antecipado, os resultados da Vivara no primeiro trimestre de 2020 (1T20) foram pressionados pela crise desencadeada pelo COVID-19. No entanto, o EBITDA ajustado de R$30 milhões surpreendeu positivamente as nossas estimativas em 19% (10% acima do consenso de mercado).

JBS (JBSS3): A JBS divulgou resultados do 1T20 em linha com nossas expectativas, mas sólidos, com um EBITDA ajustado de R$ 3,9 bilhões, 2,5% acima do nosso (+ 23% A/A). A margem EBITDA ajustada de 6,9% veio ligeiramente acima da nossa expectativa de 6,7%, mas abaixo da margem de 7,2% no 1T19.

Suzano (SUZB3): reportou resultados operacionais acima do esperado no primeiro trimestre, com EBITDA de R$3,0 bilhões, 20% e 22% acima da nossa estimativa e do consenso, respectivamente (+23% T/T, +10% A/A). Os principais destaques foram: (1) volumes mais altos de celulose seguindo o movimento de desestocagem da Suzano e demanda saudável de tissue (papeis sanitários em geral) e (2) preços realizados mais fortes (+7% T/T) devido a um dólar mais alto.

EZTec (EZTC3): apresentou resultados marginalmente mais fracos no 1T20, impulsionados pela receita líquida abaixo do esperado devido à menor contribuição das vendas de lançamento de grandes projetos (como o EZ Parque da Cidade no 4T19), mas sem impactos na margem bruta no período. No balanço patrimonial, a EZTec registrou pequena geração de caixa de R$1,2 milhão no trimestre, reforçando sua forte posição de caixa de R$1,3 bilhão (vs. R$0,6 milhão de dívida bruta).

Movida (MOVI3): reportou resultados ajustados em linha no 1T20, mas com uma série de ajustes que visam refletir o cenário adverso. O lucro líquido ajustado foi de R$ 55 mm, menos de 1% abaixo de nossas estimativas e ~6% acima do consenso, enquanto a receita líquida atingiu ~R$ 1 bi, em linha tanto com as nossas estimativas quanto com as do consenso. A empresa registrou os seguintes itens para refletir o potencial efeito negativo da crise da covid-19 nos negócios: (i) um impairment de ~R$ 193 milhões na frota, o que implica em um valor alto de ~R$ 1,9 mil por veículo operacional, (ii) um impairment de R$ 50 milhões nas contas a receber e (iii) provisão de R$ 2 mm devido ao fechamento de lojas. Também houve um efeito fiscal negativo de negativo de R$ 7 mm devido à postergação do pagamento de JCP e um impacto positivo de R$ 83 mm devido ao imposto de renda diferido sobre os ajustes.

Carrefour Brasil (CRFB3): resultados neutros, abaixo do esperado. O EBITDA da operação alimentar (~80% do EBITDA total da companhia) veio em linha com as nossas estimativas. Entretanto, o Banco Carrefour reportou resultados abaixo do esperado, negativamente impactados por maiores provisões frente ao potencial aumento da inadimplência em meio à pandemia.

B3 (B3SA3): reportou lucro forte, porém esperado, neste primeiro trimestre de 2020 (1T20). O lucro recorrente veio em linha com o consenso em R$ 1,2 bilhão (vs. R$ 737 milhões no 1T19), impulsionado pelo aumento de 38% nas receitas para R$ 1,9 bilhão e pelo inesperado controle nos custos, que caíram 10% anualmente para R$ 598 milhões. Por outro lado, o resultado financeiro desapontou vindo negativo em R$ 112 milhões (vs. +R$ 21 milhões no 1T19). Destacamos também que a B3 reiterou 3 dos 4 itens de seu guidance alterou a quarta devido a mudanças de reclassificação.

Cemig (CMIG4): Temos uma avaliação mista dos resultados do 1T20 da Cemig, tendo em vista que vieram em linha do ponto de vista operacional (em termos de EBITDA), mas desapontaram nossas expectativas e as do consenso de mercado na linha de lucro, tendo em vista o prejuízo registrado no período. Entretanto, notamos que os principais fatores que levaram a companhia a registrar prejuízo – desvalorização da participação na Light e variação monetária associada à depreciação cambial – não possuem efeito caixa.

Unidas (LCAM3): Os resultados do Unidas no 1T20 vieram em linha com nossas estimativas, mas abaixo do consenso. O lucro líquido atingiu ~R$ 80 milhões, ~2% acima do nosso número e ~9% abaixo do consenso de mercado. Os resultados foram beneficiados por (i) mais um trimestre de forte crescimento de volumes no segmento de aluguel de veículos, RAC, (+42% a/a, vs. nossa expectativa de um crescimento de 37% a/a), mas foram parcialmente compensados ​​por (i) margens ligeiramente inferiores às esperadas e (ii) despesas financeiras líquidas ~13% mais negativas que as nossas. Embora reconheçamos que a empresa tenha conseguido entregar mais um trimestre de crescimento sequencial em RAC, as consequências relacionadas à disseminação da Covid-19 já refletiram negativamente nos resultados do 1T20, resultando em alavancagem operacional ligeiramente inferior à prevista e margem EBITDA negativa no segmento de vendas de seminovos.

Lojas Renner (LREN3): reportou resultados fracos no 1T20, conforme esperado. Com o fechamento temporário das lojas a partir da segunda quinzena de março, a companhia reportou uma queda de vendas no conceito mesmas lojas de -10,7% A/A. Entretanto, os impactos relacionados ao COVID-19 nas operações de varejo e financeira já eram amplamente antecipados pelo mercado. Dessa forma, apesar de reconhecermos que a perspectiva de curto prazo continua desafiadora em meio ao cenário atual, continuamos confiantes no potencial de ganho de participação de mercado da companhia no médio prazo.

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Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências previstas na Instrução CVM nº 598, de 3 de maio de 2018, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

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O agente autônomo de investimento não pode realizar consultoria, administração ou gestão de patrimônio de clientes, devendo atuar como intermediário e solicitar autorização prévia do cliente para a realização de qualquer operação no mercado de capitais. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de cliente. Antes de qualquer decisão, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. SAC. 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da XP Investimentos: www.xpi.com.br. A XP Investimentos se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas. O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

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