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Resumo da Semana | 29/04/22: Ibovespa fecha em queda de -2,9%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 22/04 a 29/04

Fonte: Bloomberg, XP Research

Ibovespa: -2,9% | 107.876 pontos

Em uma semana de quedas fortes nos mercado globais, o Ibovespa encerrou com uma baixa de -2,9% aos 108 mil pontos, encerrando o mês de abril em -10,1%, o primeiro mês negativo no ano. Em abril, os mercados lá foram também tiveram um período difícil, o Nasdaq teve o pior mês desde outubro de 2008, e o S&P 500 teve o pior mês desde março de 2020.

Na economia doméstica tivemos a divulgação da prévia do IPCA-15 para o mês de abril, que ficou em 1,73%, o maior valor desde 1995, porém ainda assim abaixo das expectativas.

Já nos EUA, a semana foi de grande importância para a temporada de resultados, com a divulgação dos resultados das big techs americanas. Destaque para a Amazon que caiu -14% na sexta-feira, o que contaminou o humor dos mercados ao final da semana. Outro destaque corporativo foi a compra da empresa Twitter pelo bilionário Elon Musk, pelo valor de aproximadamente US$44 bilhões.

Na economia americana, destaque para a divulgação do PIB, que recuou -1,4% em termos anualizados no primeiro trimestre de 2022, dados muito abaixo do consenso, que apontava um crescimento de 1,1% no período. Essa retração da atividade econômica dos EUA pode ser atribuída a fatores pontuais, como a balança comercial, e não a uma tendência de recessão. Devido a esses fatores, o encolhimento do PIB no primeiro trimestre não deve alterar os planos do Federal Reserve de acelerar o ritmo de alta dos juros no país, que se reunirá na semana que vem.

Mais um dado econômico americano importante dessa semana foi índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), medida preferida de inflação do Fed. O resultado da inflação núcleo, que exclui alimentos e energia, foi praticamente em linha com o esperado, com uma alta de 5,2%.

Outro fator que preocupou investidores foi a política de zero-Covid da China, que já prejudica as perspectivas de recuperação econômica global e intensifica os problemas nas cadeias produtivas globais. O medo de mais um lockdown se intensificou com a expansão dos testes em massa na cidade de Pequim. Por outro lado, o governo chinês reafirmou que implementará políticas para estimular a economia.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com alta de +3,1% em relação ao Real, em R$ 4,98/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -10bps na semana, atingindo 12,09%.

Fonte: Bloomberg, XP Research
Fonte: Bloomberg, XP Research

O que esperar para semana que vem?

O principal evento econômico da semana será a definição da taxa de juros americana pelo FOMC, Comitê de Política Monetária do Fed. O mercado espera uma elevação de 0,5 p.p., levando a taxa de juros para o intervalo de 0,75% a 1%. Outros destaques serão a inflação ao produtor e a taxa de desemprego na Europa para março, além de dados de emprego de abril nos EUA. Teremos ainda a divulgação dos índices de gerentes de compras de países desenvolvidos, importantes indicadores de atividade econômica.

No Brasil, o destaque será o Copom, que irá definir a taxa básica de juros (esperamos alta de 1pp, que deve levar a Selic para 12,75% a.a.). Além disso, serão divulgados o IBC-Br (proxy do PIB) de fevereiro e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a março, estatísticas fiscais de fevereiro e o IGP-DI de abril.

Ações

Atribuímos a performance positiva à alta do petróleo no mercado internacional (+6% em reais) e à compra de 90% da fatia da Petrobras no campo de Albacora Leste.

Sem notícias específicas. Atribuímos a alta à performance positiva dos preços de petróleo na semana.

Atribuímos a performance positiva das ações aos resultados operacionais e financeiros do 1T22 acima das expectativas.

Acreditamos que o resultado forte da Multiplan influenciou positivamente na performance das ações, trazendo uma leitura de que o resultado do 1T22 de IGTI também deve ser bem positivo, seguindo a mesma tendência.

Acreditamos que a performance reflete resultados melhores que o esperado para o 1T22, implicando em melhor perspectiva de geração de caixa para o ano de 2022 (clique aqui para saber mais).

Houve aumento da preocupação do mercado quanto ao impacto que o piso salarial da enfermagem possa ter sobre as margens da empresa caso seja aprovado. Adicionalmente, os resultados do 1T22, que serão divulgados no dia 16 de maio, devem vir fracos – conforme explicamos em nosso relatório.

Atribuímos a performance negativa ao movimento de alta das taxas de juros futuras.

Atribuímos a performance negativa das ações à pane no sistema da companhia, que deixou os clientes do banco digital sem acesso às suas contas.

Atribuímos a performance negativa à preocupações quanto a dinâmica de rentabilidade da marca Hering no curto prazo. Confira a nossa prévia de resultados aqui.

Vemos a performance negativa como reflexo de maiores preocupações em relação à safra de milho para o segundo semestre deste ano.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de -R$ 4,4 bilhões*.

*Até dia 27/04/2022.

Fonte: Bloomberg, XP Research

Performance das Bolsas mundiais na semana

Fonte: Bloomberg, XP Research

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