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Dados de inflação americana movimentam mercados; Ibovespa encerra a semana em alta de +5,9%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 05/08 a 12/08

Fonte: Bloomberg, Research XP

Ibovespa: 5,9% | 112.764 pontos

Com as temporadas de resultado do Brasil e dos EUA se encaminhando para o fim, mas ainda em uma semana repleta de resultados de empresas brasileiras – com 73% dos resultados do 2T22 acima das nossas expectativas até agora –  o Ibovespa reagiu bem aos números das companhias, que vieram mais consistentes do que o antecipado, e encerrou o período em alta de +5,9% aos 112 mil pontos. No Brasil, o IPCA de julho caiu 0,68% no mês, e acumula alta de 10,1% em 12 meses, abaixo dos 11,89% de junho. A leitura de julho foi fortemente influenciada pelo impacto das medidas de redução de impostos sobre os preços de energia elétrica, combustíveis e telecomunicações. Nossa equipe econômica mantém a projeção de 7,0% para o IPCA em 2022.

Nos EUA, a inflação ao consumidor, também conhecida como CPI, desacelerou para 8,5%, abaixo do esperado pelo mercado, embora permaneça em níveis historicamente muito elevados. O índice de preços ao produtor, também conhecido como PPI, desacelerou para 9,8%. Os dados de inflação foram vistos positivamente pelo mercado, reforçando as expectativas de que o Federal Reserve aumenta a taxa de juros em 50bps em sua próxima reunião, ao invés dos 75bps esperados anteriormente. Contudo, a percepção ainda é de que o Federal Reserve precisa aumentar agressivamente os juros levar a inflação à meta de 2%. Como reflexo dos dados de inflação americana melhores do que o esperado, o índice Nasdaq que voltou a entrar em território de bull market – que marca uma alta de 20% ou mais em relação a última baixa – encerrando o mais longo período de baixa do índice desde a crise financeira. Além disso, a pesquisa de sentimento do consumidor, realizada pela Universidade de Michigan, subiu a 55,1, contra 51,5 no mês anterior, superando os 52,5 esperados pelo mercado. O dado melhorou ainda mais em agosto em relação a junho, quando o índice tocou a mínima recorde de 50.

Por fim, na China, o tema também foi a inflação. O índice de preços ao consumidor, CPI, do país subiu 2,7% em julho, acima da leitura de 2,5% no mês anterior. Já o o índice de preços ao produtor, PPI, caiu para 4,2% de 6,1% no mês anterior. A queda nos preços ao produtor ocorre depois que uma série de bloqueios relacionados ao Covid nos principais centros industriais paralisaram a atividade econômica. A atividade fabril, em particular, ainda sofre com efeitos dos bloqueios, mostrando uma contração inesperada em julho. Ainda assim, a leitura do CPI foi a mais alta desde o final de 2020.

Perdeu algum resultado da semana? Confira abaixo os destaques

Fonte: Bloomberg, Research XP

Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com queda de -1,73% em relação ao Real, em R$ 5,07/US$. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de 34 bps na semana, atingindo 11,94%.

Fonte: Bloomberg, Research XP
Fonte: Bloomberg, Research XP

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque da semana será a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária dos EUA (o FOMC), assim como a inflação ao consumidor de julho e a segunda prévia do PIB do segundo trimestre da Zona do Euro.

No Brasil, teremos a proxy do PIB divulgada pelo Banco Central referente a junho e o monitor do PIB da FGV. No Congresso, seguem as discussões acerca do orçamento de 2023.

Ações

POSITIVO

Atribuímos a performance positiva do papel aos sólidos resultados no 2T22, beneficiada pela diversificação do seu portfólio, além de ter divulgado um aumento no seu guidance, mesmo com um cenário macro desafiador. Veja nossa análise aqui.

Atribuímos a alta à combinação de: (i) resultados do 2T22 reportados acima do esperado, com receitas recordes para a companhia (veja a nossa análise completa aqui); e (ii) uma dinâmica cambial favorável para a empresa na semana (USD/BRL -1,8%).

Atribuímos o desempenho positivo do papel ao forte resultado apresentado pela empresa durante essa semana, com destaque para as adições líquidas totalizando 139 mil beneficiários planos de saúde, conforme destacamos em nossa Revisão de Resultados do 2T22.

Atribuímos o desempenho positivo das ações ao sólido resultado reportado no 2T22, beneficiado principalmente pelo: (i) forte desempenho da Margem Financeira Bruta (NII); (ii) níveis de inadimplência controlados (a mais baixa do setor), e alto índice de cobertura (o melhor entre os bancos incumbentes); (iii) rentabilidade solida, lucro líquido recorrente atingiu R$ 7,8 bilhões implicando em um ROAE de 20,6%; e (iv) revisão para cima do guidance. Veja nossa análise completa aqui.

Atribuímos a performance positiva das ações à divulgação de resultados do 2T22, com uma dinâmica desafiadora de crescimento de receitas mais geração de caixa positiva no período. Veja nossa visão completa aqui.

Atribuímos a performance negativa à divulgação de resultados do 2T22 abaixo do esperado, impactados pela deterioração macro, apreciação cambial, pressão de custos e conflito entre Rússia e Ucrânia. Veja nossa análise completa aqui.

Atribuímos a performance à correção do preço da ação, após a alta do papel ao longo das últimas semanas, devido ao anúncio de pagamento de dividendos. Lembramos que, considerando os dividendos, a ação trouxe retorno positivo para os acionistas durante o período.

MRV

Atribuímos o desempenho negativo das ações ao resultado fraco no 2T22, prejudicado pela deterioração da operação CORE, que vem sofrendo com margem bruta mais pressionada. Veja a análise completa aqui.

Atribuímos a performance negativa à divulgação de resultados abaixo do esperado e rebaixamento da recomendação por uma casa de análise.

Atribuímos a performance à correção do preço da ação, após a alta do papel ao longo das últimas semanas, devido ao anúncio de pagamento de dividendos. Lembramos que, considerando os dividendos, a ação trouxe retorno positivo para os acionistas durante o período.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$ 3,2 bilhões.

*Até dia 10/08/2022

Fonte: Bloomberg, Research XP

Performance das Bolsas mundiais na semana

Fonte: Bloomberg, Research XP
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