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Vitória democrata reabre debate sobre energia limpa nos EUA, com data centers em foco | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Eleições de meio de mandato nos EUA reabrem debate sobre políticas de energia limpa

Na mídia. Como uma vitória abrangente dos democratas poderia mudar a política energética dos EUA – Reuters, 4 de novembro (link)

Nossa visão. Nesta semana, os democratas garantiram o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Representantes nas eleições legislativas de novembro nos Estados Unidos, conquistando 7 cadeiras no Senado e cerca de 30 distritos na Câmara, segundo resultados preliminares. Quando o novo Congresso tomar posse em janeiro de 2027, chegarão ao fim dois anos de controle unificado dos republicanos. A mudança no Congresso pode trazer nova atenção a temas importantes da política energética americana, incluindo: (i) esforços para estender ou restabelecer créditos tributários para energia solar, eólica e manufatura doméstica de tecnologias limpas, que foram gradualmente eliminados pela legislação tributária de 2025; (ii) maior escrutínio sobre compromissos de investimento estrangeiro em projetos de gás natural e energia nuclear; e (iii) maior exigência e controle sobre a pegada ambiental de data centers, incluindo possíveis exigências de divulgação sobre consumo de energia e emissões. De forma geral, entendemos que o resultado dificilmente provocará uma reversão imediata da agenda energética da administração Trump, dada a capacidade de veto presidencial e os obstáculos políticos para avançar com mudanças legislativas relevantes. Ainda assim, o controle democrata do Congresso pode recolocar incentivos à energia limpa e a fiscalização ambiental no centro do debate político, potencialmente reduzindo o ritmo de novos recuos regulatórios. Nesse contexto, as perspectivas regulatórias para desenvolvedores de energias renováveis e fabricantes domésticos de equipamentos podem evoluir nos próximos anos, de válido acompanhamento à medida que o novo Congresso passa a assumir suas funções no início do próximo ano.

#2. Vitória democrata coloca a gestão dos data centers e sua pegada ambiental em destaque

Na mídia. Democratas apertam o cerco a data centers de IA – Valor Econômico, 5 de novembro (link)

Nossa visão. A vitória democrata elevou as preocupações de que uma supervisão ambiental mais rigorosa e processos de licenciamento mais exigentes para o desenvolvimento de data centers possam prolongar os cronogramas dos projetos. Esse cenário pressionou ações globais de tecnologia nesta semana, à medida que investidores reavaliaram as perspectivas para a infraestrutura voltada à inteligência artificial. Medidas já em discussão em estados governados por democratas indicam que um maior escrutínio pode incluir padrões ambientais e de licenciamento mais rígidos, alterações em incentivos fiscais e exigências para que os desenvolvedores assumam uma parcela maior dos custos de conexão à rede elétrica e das expansões de transmissão necessárias. Na Virgínia, por exemplo, discussões de política pública incluem propostas para que operadores de data centers financiem reforços e expansões da rede de transmissão, além de requisitos adicionais relacionados ao uso de água, ruído e zoneamento urbano. Embora reconheçamos que a vitória democrata, por si só, pode não afetar de forma material os investimentos já comprometidos nem a perspectiva de longo prazo para a demanda por infraestrutura de IA, ela pode trazer os impactos ambientais, elétricos e comunitários da expansão dos data centers para o centro do debate político. Como resultado, fatores como disponibilidade de energia, complexidade dos processos de licenciamento, aceitação das comunidades locais, custos de conexão à rede e exposição regulatória podem se tornar diferenciais competitivos cada vez mais relevantes para hyperscalers, concessionárias de energia e operadores de data centers.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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