Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quinta-feira fechou em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,58% e 0,26%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce) definiu ontem uma lista com 27 minerais considerados críticos e estratégicos para a industrialização no país – na relação, destaque para terras raras, grafita, lítio e urânio, classificados como de alta prioridade para o governo; e (ii) as alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo para o ano de 2027 podem beneficiar a indústria de carros elétricos, de acordo com Rafael Barbosa, pesquisador associado da FGV – segundo a medida provisória, veículos com registro de versão sustentável concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terão taxa zero.
• No internacional, após os democratas conquistarem maioria no Senado e na Câmara, os projetos de data centers para inteligência artificial em Estados americanos como Texas, Ohio e Georgia podem ficar mais caros para gigantes de tecnologia – na gestão democrata, os projetos de data centers de grande escala, os “hyperscalers”, devem ser submetidos a uma regulamentação mais rígida sobre impacto ambiental, social e uso de energia limpa.
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Brasil
Empresas
ONG defende uso de compra pública para impulsionar agenda sustentável
“As compras públicas movimentaram R$ 1,2 trilhão em 2024, somando os gastos da União, dos estados e municípios. O valor é equivalente a 10,2% do PIB e releva o potencial que o setor público tem para influenciar mercados e estimular soluções mais sustentáveis. A dimensão destes recursos deixa claro que as compras públicas são um instrumento estratégico para a transformação econômica e quanto podem impulsionar uma agenda mais sustentável, resiliente e ecológica. Outro dado importante é que a participação dos municípios no total de compras públicas praticamente dobrou em uma década. Esta fatia era de 22,6% em 2013 e passou a ser 43,4% em 2024, chegando a quase R$ 520 bilhões. Estes dados estão no estudo “Quanto compra o Estado brasileiro?” produzido pelo Instituto Jataí com apoio da Open Society Foundations.”
Fonte: Valor Econômico; 06/11/2026
Leilões de baterias, entre a necessidade do sistema e a oportunidade industrial
“Os leilões de baterias previstos para dezembro colocam duas questões em debate: qual serviço o Sistema Interligado Nacional (SIN) precisa e como a contratação pode gerar capacidades industriais no Brasil. A análise deve começar pelo produto efetivamente contratado: disponibilidade de potência. Embora baterias possam operar com flexibilidade, ela não é o produto principal desses certames. Essa distinção orienta a avaliação dos benefícios, dos custos e da política de conteúdo nacional. O sistema precisa equilibrar oferta e demanda e manter o atendimento nos momentos críticos, diante de mudanças na geração, no consumo e nas condições da rede. A expansão eólica e solar integra essa transformação, mas não explica sozinha os desafios: também importam a evolução da demanda, a localização da transmissão e o perfil das usinas existentes.”
Fonte: Eixos; 06/11/2026
Imposto seletivo beneficia setor de carros elétricos, mas prejudica consumo e emprego, avalia Ibre
“As alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo para o ano de 2027 podem beneficiar a indústria de carros elétricos, de acordo com Rafael Barbosa, pesquisador associado da FGV Ibre. Segundo a medida provisória assinada na noite de quarta-feira (4), veículos com registro de versão sustentável concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terão taxa zero. “Esse setor tem uma clara indicação de que é a hora de expandir a produção porque provavelmente nos próximos anos vai haver uma demanda muito forte para esses produtos”, diz. No entanto, Barbosa afirma que setores como o de carros muito poluentes, como os movidos à diesel, de bebidas alcoolicas, bebidas açucaradas e a indústria tabagista serão afetados. “Os produtos que foram sobretaxados tendem a perder. E é claro, esses setores têm trabalhadores. É importante que a gente pense nos trabalhadores, nesse caso, as empresas que eles trabalham venham a ter dificuldades”, diz Barbosa.”
Fonte: Valor Econômico; 05/11/2026
Gasmig vê espaço para certificado de garantia do biometano estadual em Minas Gerais
“A Gasmig vê espaço para a criação de um certificado de garantia do biometano estadual, em Minas Gerais, alternativo ao CGOB, de nível federal. Em entrevista ao estúdio eixos, durante a EVEx Lisboa 2026, a diretora Administrativa da Gasmig, Marise Grinstein, disse que a distribuidora mineira quer tratar do assunto com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula as emissões do CGOB – cuja aposentadoria é usada por produtores e importadores de gás natural, para fins de cumprimento do mandato de biometano do Combustível do Futuro. Ela conta que, nos contratos para aquisição de biometano, a Gasmig ficará com uma parte dos CGOBs emitidos pelos produtores do gás renovável.”
Fonte: Eixos; 05/11/2026
Edital do leilão de baterias permite absorver mudanças no rateio dos custos, diz diretora da Aneel
“O edital do leilão de sistemas de armazenamento de energia de dezembro foi desenhado para absorver a nova resolução sobre o rateio dos custos das baterias ou até mesmo eventuais mudanças na legislação sobre o tema, defende a diretora substituta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ludimila Lima. Em entrevista ao estúdio eixos, durante a EVEx Lisboa 2026, a diretora conta que a agência espera concluir até meados de novembro a consulta pública sobre a base de custeio e a metodologia de rateio do Encargo de Reserva de Capacidade associado à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias.”
Fonte: Eixos; 05/11/2026
Data centers em SP podem limitar envio de energia ao Sul, aponta ONS
“A expansão de data centers em São Paulo poderá restringir a transferência de energia para o Sul e aumentar a necessidade de geração na própria região, especialmente nos períodos de maior consumo, aponta o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). A avaliação consta do Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo (PAR/PEL), para o ciclo de 2027 a 2031. Segundo o relatório, a entrada de grandes consumidores tende a esgotar os recursos disponíveis para controlar a tensão e intensificar os fluxos na rede de transmissão paulista. Esses efeitos impactam a capacidade máxima de envio de energia do subsistema Sudeste/Centro-Oeste para o Sul. O tomo de São Paulo mostra que o aumento desse intercâmbio piora o perfil de tensão da malha analisada. Em uma simulação para o verão de 2031, com carga máxima noturna e recebimento de 12.500 megawatts (MW) pelo Sul, o ONS identificou tensão abaixo do limite inferior nas subestações Fernão Dias e Campinas. Nesse cenário, as restrições aparecem mesmo com a rede completa, sem depender da ocorrência de falhas.”
Fonte: CNN; 05/11/2026
Política
Terras raras, lítio e urânio: governo define lista com 27 minerais críticos e estratégicos
“O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce) definiu nesta quinta (5/11) uma lista com 27 minerais considerados críticos e estratégicos para a industrialização no Brasil. Entre eles estão terras raras, grafita, lítio e urânio, classificados como de alta prioridade para o governo. Foi a primeira reunião do conselho criado pela Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) para selecionar projetos prioritários. O encontro contou com a presença do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). Segundo a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, a lista é baseada em levantamentos que já existiam nos Ministérios de Minas e Energia (MME) e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), além de organizações da indústria e BNDES. Estar entre os 27 minerais críticos e estratégicos significa poder acessar incentivos como o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), criado para compartilhar riscos, alavancar o crédito bancário e superar o desafio do financiamento nas fases iniciais de pesquisa e mineração.”
Fonte: Eixos; 05/11/2026
Governo publica critérios para enquadramento de minerais críticos e estratégicos
“O governo publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira (4/11), o decreto que estabelece critérios econômicos, socioambientais e climáticos para a definição de minerais críticos e estratégicos. Para ser enquadrada como mineral crítico, a substância deve ser necessária a setores-chave da economia nacional, ter limitação de disponibilidade e a possibilidade de sua escassez deve representar risco relevante à economia do Brasil. Já para o enquadramento como mineral estratégico, a substância deve demonstrar relevância nacional, com reservas significativas; e essencialidade para economia, desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento regional ou redução das emissões de gases de efeito estufa na respectiva cadeia produtiva. Os minerais críticos e estratégicos poderão ser classificados em classes de prioridade, a fim de orientar a implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A classificação levará em conta critérios como risco geopolítico; concentração de oferta; substituibilidade; posição brasileira na cadeia produtiva; e a dependência e vulnerabilidade do país.”
Fonte: Eixos; 05/11/2026
Coalizão propõe tratar descarbonização como questão de cadeia de valor
“Uma transportadora pode decidir eletrificar seus caminhões, mas não vai longe sem pontos de recarga, rede com capacidade e energia a preço competitivo. Uma mineradora que troque o diesel por um biocombustível depende de alguém que produza, armazene e entregue esse combustível na mina. É essa interdependência que a Coalizão Brasil pela Transição Climática tenta transformar em método. Coordenada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), ela reúne 270 organizações e apresentou a segunda fase de seu trabalho ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. A novidade é que as agendas de agronegócio, transportes, mineração e setor elétrico deixaram de correr em paralelo e passaram a ser planejadas em conjunto. “Passamos a identificar o que um setor precisa entregar para viabilizar a transformação dos demais”, diz Daniela Mignani, diretora-executiva de gestão do CEBDS. “Cada empresa mantém suas decisões de investimento, mas passa a contar com uma agenda comum para enfrentar obstáculos que não consegue resolver sozinha.””
Fonte: Capital Reset; 05/11/2026
OCB divulga documento com propostas para discussão da agenda climática na COP31
“A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgou nesta quarta-feira, 4, o “Manifesto do Coop para a COP31”, com propostas do cooperativismo brasileiro para a implementação da agenda climática global. No documento para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que será realizada de 9 a 20 de novembro na Turquia, a entidade apresenta propostas a partir de cinco vertentes principais: segurança alimentar, financiamento climático, transição energética, bioeconomia e mitigação de riscos climáticos. De acordo com a OCB, as propostas dão continuidade aos princípios defendidos pelo cooperativismo brasileiro na COP30, em Belém do Pará, no ano passado. Ao mesmo tempo, a organização destaca a necessidade de disponibilização de crédito para que as soluções sustentáveis previamente discutidas ganhem adesão.””
Fonte: NovaCana; 05/11/2026
Internacional
Empresas
“Mais de 100 empresas europeias alertaram que as reformas propostas para o mercado de carbono da União Europeia podem elevar drasticamente os custos para indústrias de uso intensivo de energia, antes mesmo de elas disporem dos meios necessários para a descarbonização, o que ameaça os investimentos e a produção na Europa. Uma carta conjunta, à qual a Reuters teve acesso, ressalta a crescente preocupação com os custos da transição ecológica europeia, em um momento em que as empresas industriais enfrentam preços elevados de energia e a concorrência global.””
Fonte: Reuters; 05/11/2026
Setor de energia renovável ganha impulso com a ‘clareza’ dos resultados das eleições nos EUA
“A maior desenvolvedora de projetos eólicos offshore do mundo afirmou ver com bons olhos a clareza dos resultados das eleições de meio de mandato nos EUA, que impulsionaram as perspectivas de mercado para grupos de energia renovável anteriormente prejudicados pela administração Trump. As ações da Ørsted e de outras empresas do setor de energias renováveis subiram esta semana, após os Democratas conquistarem o controle total do Congresso, elevando as expectativas de um cenário político mais favorável à indústria. A Ørsted foi um dos principais destaques entre as empresas europeias, com suas ações registrando uma alta de mais de 12% na semana, enquanto a EDP Renewables subiu quase 9%. Nos EUA, a First Solar avançou 11%, e a NextEra Energy — a maior concessionária de energia elétrica do mundo — teve uma valorização de 6% ao longo da semana. Rasmus Errboe, executivo da Ørsted, declarou na quinta-feira que, embora ainda seja cedo para prever como o resultado das eleições afetará as políticas voltadas ao setor, “valorizamos o fato de ser um resultado claro”.”
Fonte: Financial Times; 05/11/2026
Política
Parlamentares europeus flexibilizam metas de emissão de CO2 de veículos
“Parlamentares da União Europeia aprovaram nesta quarta-feira, 4, propostas para flexibilizar as metas do bloco relativas às emissões de veículos e às frotas corporativas, aliviando as exigências às montadoras para maximizar as vendas de veículos com emissão zero a partir de 2035. A UE tinha o objetivo de encerrar as vendas de carros com motor de combustão interna até 2035. Porém, sob pressão do setor, a Comissão Europeia propôs, no final do ano passado, suavizar a meta para os carros para uma redução de 90% nas emissões de CO2, com 10% compensados pelo uso de aço de baixo carbono e combustíveis alternativos. A comissão de meio ambiente do Parlamento Europeu apoiou, em vez disso, uma proposta de três grupos partidários tradicionais para uma redução de 87,5%, com um complemento de 7,5% proveniente da produção com uso de aço de baixo carbono fabricado na UE, elevando a redução total para 95%. Veículos elétricos de pequeno porte ou com alta eficiência energética também se qualificariam para os chamados “supercréditos”, que facilitam o cumprimento dessas metas pelas montadoras.””
Fonte: NovaCana; 05/11/2026
Democratas apertam o cerco a data centers de IA
“Os projetos de centros de dados para inteligência artificial em Estados americanos como Texas, Ohio e Georgia devem ficar mais caros para gigantes de tecnologia. Na gestão democrata, os projetos de data centers de grande escala, os “hyperscalers”, serão submetidos a uma regulamentação mais rígida sobre impacto ambiental, social e uso de energia limpa. Para especialistas ouvidos pelo Valor, as big techs não devem desacelerar investimentos em projetos que já foram contratados com base em queima de caixa e endividamento crescente, o que vem preocupando investidores. “As medidas em Estados sob a gestão do partido democrata podem envolver redução ou cancelamento de incentivos fiscais, tornando os projetos mais caros já que as big techs alavancadas não podem diminuir o ritmo dos projetos”, diz o diretor de investimentos do banco suíço EFG, Luis Ferreira. “O Texas, em particular, concentra 25% do pipeline de data centers nos EUA”, ele destaca. A possibilidade de encarecimento ou redução no ritmo da ampliação de centros de dados nos EUA gerou volatilidade e queda nos papéis de Nvidia, Intel e Broadcom nesta quarta-feira (4). A governadora democrata eleita no Texas, Gina Hinojosa, promoveu uma virada histórica em um reduto republicano há 36 anos. A nova gestão deve mexer nos incentivos de empresas como Tesla, SpaceX e Oracle, que transferiram sedes para o Estado incentivadas pelo presidente Donald Trump, bem como em projetos bilionários de data centers de empresas como Meta, Alphabet, Microsoft e OpenAI. Hinojosa fez campanha por uma pausa em novos projetos até que o Estado adote regras mais rígidas.”
Fonte: Valor Econômico; 05/11/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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