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Empresas chinesas avançam em cadeia global de suprimentos para baterias | Café com ESG, 22/10

China e seus investimentos em baterias em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,86% e 1,01%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a White Martins, empresa brasileira de fabricação de gases industriais e medicinais, iniciou suas operações de comercialização e distribuição de biometano no país, em projeto inicial de fornecimento de 130 mil m³ de biometano por mês para a Cebrace, uma das maiores fabricantes de vidro da América do Sul – segundo a companhia, a iniciativa apoia seus esforços de descarbonização por meio do uso de um combustível renovável que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90% quando comparado aos combustíveis fósseis convencionais; e (ii) o governo federal criou três subsecretarias e remanejou 23 cargos e funções de confiança para estruturar o funcionamento do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) – a nova estrutura ficará no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), responsável pela secretaria-executiva do conselho e tem como principais atribuições a aprovação de projetos considerados estratégicos e a análise de determinadas operações empresariais. 

• No internacional, empresas chinesas como CATL, BYD, Gotion, CALB e Sungrow estão construindo uma cadeia de suprimentos global para baterias fora de seu mercado doméstico, à medida que o Ocidente busca se proteger da alta de materiais, componentes e células prontas fabricadas na China – segundo dados da Climate Energy Finance, este ano empresas chinesas anunciaram investimentos de US$ 12 bilhões em 14 acordos fora do país.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

IA ainda é pouco utilizada nos conselhos de administração, mostra pesquisa

“O uso de ferramentas de inteligência artificial pelos conselhos de administração das empresas ainda é incipiente, apesar de toda a discussão e os investimentos que a nova tecnologia vem provocando. Além disso, são poucos os colegiados que se preocupam com os riscos do uso não padronizado das ferramentas ou adotam regras de governança para IA. Essa é a conclusão da pesquisa “Inteligência artificial, governança e ética nos conselhos de administração das empresas brasileiras”, realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e pelo Centro de Estudos em Ética, Transparência, Integridade e Compliance (FGVethics), da Fundação Getulio Vargas (FGVSP), obtida pelo Valor. A pesquisa ouviu 141 conselheiros de empresas de diferentes setores, regiões e portes. Do total, 55 conselheiros informaram atuar em colegiados nos quais havia utilização de IA. As respostas equivaleram a 58 conselhos, já que três deram informações referentes a mais de um colegiado. A maioria, 86 respondentes ou 61% da amostra, afirmou que o conselho do qual participam não usa ferramentas de inteligência artificial. “

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

El Niño pode afetar geração eólica em 2027, diz Tempo OK

“O El Niño pode afetar a geração eólica nos primeiros meses de 2027, apesar de poder favorecer parcialmente a geração entre novembro e dezembro de 2026, segundo a Tempo OK. A consultoria disse que o Nordeste, região que concentra mais usinas eólicas no país, tem registrado irregularidade dos ventos durante este ano, o que impacta a geração. “Uma queda de 4% no vento pode representar algo próximo de 10% a 12% a menos de energia. Mas a regularidade pesa tanto quanto a intensidade”, disse o meteorologista da Tempo OK Paulo Lombardi, em nota. A metereologista Ana Penna explica que, em anos de ocorrência do fenômeno, os ventos no Nordeste tendem a ficar acima da média durante o outono, especialmente na costa norte. Já no inverno e na primavera, a passagem de sistemas frontais pode alterar esse padrão e enfraquecer os ventos. A primavera de 2026 começou no Brasil no dia 22 de setembro e termina em 21 de dezembro.”

Fonte: Eixos; 21/10/2026

Aneel registra primeiro pedido de outorga para usina hidrelétrica reversível com ciclo fechado

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou o primeiro requerimento de outorga para um sistema de armazenamento de energia do tipo usina hidrelétrica reversível (UHR) no país. Trata-se da hidrelétrica Salto Timbé do Sul, da Amur, que ficará localizada em Timbé do Sul (SC) e terá potência instalada de 5,2 MW. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (21/10). A etapa precede a outorga da autorização e permite avançar em outras fases necessárias para a viabilização do empreendimento, como a obtenção de licenças ambientais e o atendimento a exigências de outros órgãos públicos. A hidrelétrica funcionará em ciclo fechado, utilizando dois ou mais reservatórios para realizar os ciclos de bombeamento e geração. Por isso, o empreendimento é considerado um sistema de armazenamento de energia O despacho tem validade de quatro anos.”

Fonte: Eixos; 21/10/2026

Primeiro leilão de gás da União tem 36 empresas habilitadas

“O primeiro leilão de gás da União, realizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), que ocorrerá nesta quinta-feira (22), terá com 36 proponentes habilitados para disputar os 110 lotes de gás natural que serão ofertados ao mercado. O certame está marcada para às 9h e será feito em formato on-line, por meio da plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Ao todo, cinco setores da indústria de base poderão participar. Serão ofertados 1,1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural da União, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027. O leilão, que oferecerá diretamente aos consumidores o gás natural processado pertencente à União, busca ampliar o número de agentes no mercado de gás, promovendo uma maior liquidez, e contribuir para a competitividade da indústria brasileira. O leilão ocorrerá em cinco etapas sequenciais, cada uma destinada a um segmento da indústria. Ao final de cada etapa do leilão, a CCEE divulgará os resultados da rodada, incluindo os vencedores e o preço médio do gás natural comercializado.”

Fonte: CNN; 21/10/2026

White Martins inicia comercialização de biometano no Brasil

“A White Martins iniciou suas operações de comercialização e distribuição de biometano no Brasil, atuando como parceira na conexão entre a oferta desse combustível renovável e a demanda da indústria. O projeto começa com o fornecimento de 130 mil m³ de biometano por mês para a Cebrace, uma das maiores fabricantes de vidro da América do Sul. Segundo a companhia, a iniciativa apoia seus esforços de descarbonização por meio do uso de um combustível renovável que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90% quando comparado aos combustíveis fósseis convencionais. O biometano fornecido pela White Martins é utilizado pela Cebrace na operação de seu forno de vidro plano na unidade de Barra Velha, em Santa Catarina, substituindo parte do consumo de gás natural e contribuindo para a redução da pegada de carbono do processo produtivo. O fornecimento é viabilizado por meio de um acordo com o grupo Energisa, responsável pela produção do combustível a partir do processamento de resíduos agroindustriais em sua planta de biodigestão localizada em Campos Novos, em Santa Catarina.”

Fonte: MegaWhat; 21/10/2026

Natura lança plano para reduzir impactos sobre a biodiversidade e avançar na regeneração ambiental

“A Natura anunciou nesta terça-feira (20), durante a COP da Biodiversidade, na Armênia, o lançamento de seu Plano de Transição em Natureza, documento que estabelece diretrizes para reduzir os impactos de suas operações sobre os recursos naturais e contribuir para a regeneração da biodiversidade. A estratégia considera toda a cadeia de valor da empresa, desde a extração de matérias-primas até o descarte de embalagens pelos consumidores. O plano busca integrar a conservação ambiental às decisões de negócio, com foco na redução de riscos, no uso responsável dos recursos naturais e no fortalecimento das relações com fornecedores e comunidades. Segundo a empresa, dados do modelo Integrated Profit & Loss (iP&L), utilizado para avaliar impactos nos capitais Natural, Humano, Social e Financeiro, indicam que, em 2025, a cada R$ 1 de receita, foram gerados cerca de R$ 4 em impacto positivo. O capital natural, porém, permanece com saldo negativo. O diagnóstico também aponta que 96,88% da pegada de biodiversidade da Natura está concentrada na cadeia de fornecedores. Por isso, o trabalho com esses parceiros aparece como uma das prioridades do plano.”

Fonte: Um Só Planeta; 21/10/2026

Economistas desenham fundo para dar escala à transição (a começar pelo agro)

“A agropecuária e a mudança do uso da terra (leia-se: desmatamento) respondem por cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa brasileiras. Parece óbvio, portanto, que esta deveria ser a atividade econômica prioritária para incentivos à descarbonização. Mas o agro brasileiro captou menos de 0,1% dos US$ 9 trilhões em dívida sustentável emitidos no mundo — cerca de US$ 6 bilhões, concentrados em poucas grandes empresas. É essa distância que o EcoA (Agregador de Ativos de Crédito Sustentável) quer encurtar. Apoiada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a proposta é mobilizar capital privado em larga escala para os planos de mitigação climática do Brasil. O mecanismo foi desenhado por dois economistas: Winston Fritsch, ex-secretário de política econômica da Fazenda, e Julieda Puig, ex-chefe global de compliance ESG do HSBC, ambos colunistas do Reset. O desenho teve validação conceitual de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); do BID Invest, braço de investimento privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento; e do Banco do Brasil, líder no financiamento do agro. A próxima etapa é de detalhamento técnico, financeiro, jurídico, operacional e de governança do mecanismo. Ou seja: fazer testes de risco e confirmar se o mecanismo para de pé.

Fonte: Capital Reset; 21/10/2026

Opções e elos na transição energética

“Diversos caminhos da transição energética no Brasil podem criar sinergias, sozinhos ou com apoio de políticas públicas que ajudem a integrar esforços e reduzir riscos. Por exemplo, os transportes usam quase 30% da energia bruta consumida no Brasil e emitem 250 milhões de toneladas de gás carbônico (MtCO2) — 15% das nossas emissões líquidas de CO2. Se 3/4 dos carros novos no Brasil forem híbridos — que economizam 40% do combustível na cidade e cuja tecnologia é dominável pelo país — pode-se cortar 20MtCO2/ano de emissões até 2035. O corte pode até dobrar, já que carros híbridos em linha podem ser mais baratos do que os elétricos puros (mesmo com preço das baterias caindo) e mais econômicos e duráveis que os de combustão convencional, exigindo pouco estímulo para as vendas crescerem e a renovação da frota acelerar. Também há 5+MtCO2 a evitar com caminhões e ônibus urbanos híbridos, cuja tração em linha movida a etanol está em homologação no MMA há algum tempo. Com alguma priorização, o Brasil poderia se tornar um líder global do carro híbrido em linha por uns 20 anos, criando ainda um mercado doméstico para ímãs permanentes (5kt/ano) que daria excelente lastro ao investimento na separação de terras raras no Brasil.”

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

O problema ambiental dos data centers

“A aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) representa um dos movimentos mais ambiciosos da política industrial brasileira dos últimos anos. O programa cria incentivos fiscais relevantes para a instalação e expansão de data centers no país, suspendendo tributos incidentes sobre equipamentos e componentes essenciais à infraestrutura digital. O objetivo é claro: posicionar o Brasil como destino global para investimentos em inteligência artificial, computação em nuvem e processamento de dados. A narrativa econômica é conhecida. O Brasil possui abundância relativa de energia renovável, mercado consumidor expressivo, conectividade internacional crescente e proximidade com centros urbanos relevantes da América Latina. Em um mundo cada vez mais dependente de infraestrutura digital, parece natural que o país pretenda capturar parte dos investimentos bilionários associados à nova corrida da inteligência artificial. Mas há uma questão que permanece menos explorada: a aprovação do Redata não encerra a discussão regulatória sobre data centers. Na verdade, inaugura uma agenda muito mais complexa. A pergunta relevante já não é se o Brasil conseguirá atrair data centers. A pergunta é se conseguirá fazê-lo sem reproduzir conflitos ambientais, energéticos e territoriais que já começam a surgir em outras jurisdições. “

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

Governo cria três subsecretarias para novo conselho dos minerais críticos

“O governo federal criou três subsecretarias e remanejou 23 cargos e funções de confiança para estruturar o funcionamento do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), criado em setembro para coordenar a política brasileira para o setor. A medida consta de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 16 de outubro e publicado no Diário Oficial da União na segunda-feira (19). A nova estrutura ficará no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), responsável pela secretaria-executiva do conselho. O colegiado, vinculado à Presidência da República, foi instituído pela Lei nº 15.506, sancionada em 16 de setembro, com o objetivo de ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de minerais críticos, como terras raras, lítio e níquel, e estimular o processamento desses recursos no país. Entre suas atribuições estão a aprovação de projetos considerados estratégicos e a análise de determinadas operações empresariais, incluindo mudanças de controle de mineradoras, transferências de direitos minerários e acordos internacionais de fornecimento.”

Fonte: CNN; 21/10/2026

Diesel segue puxando emissões de energia no Brasil

“O aumento no consumo de diesel nos transportes foi um fator determinante para a alta de 1,2% nas emissões do setor de energia em 2025, aponta o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (Seeg). De acordo com os dados divulgados nesta quarta (21/10), no ano passado, a produção e consumo de energia emitiu 427 milhões de toneladas de CO2e, ante 422 MtCO2e em 2024. No período, o consumo de diesel de petróleo cresceu 3% em 2025, e o de gasolina A (sem mistura com etanol), em 4%, e o de gasolina C também 4%. O etanol hidratado também teve alta de 4% no consumo, mas a expansão da frota compensou a elevação no uso do biocombustível. No total, o setor de transportes, principal usuário de combustíveis fósseis no Brasil, emitiu 228 MtCO2e, 1% a mais que em 2024, sendo 123 MtCO2e oriunda do transporte de carga e 105 MtCO2e do de passageiros. Este último chegou a reduzir seu impacto no levantamento anterior, graças ao etanol, mas voltou a registrar aumento em 2025. Na geração de eletricidade o aumento foi maior: 6% nas emissões de 2025 em relação a 2024, alcançando 45 MtCO2e, com acionamento de termelétricas.”

Fonte: Eixos; 21/10/2026

Brasil cai para 44º em ranking de previdência e tem 5ª pior nota de sustentabilidade

“O Brasil caiu da 40ª para a 44ª posição no Índice Global de Previdência Marsh CFA Institute de 2026, que avalia os sistemas públicos e privados de aposentadoria de 55 países. Apesar da queda no ranking, a pontuação brasileira melhorou ligeiramente, de 56,2 para 57 pontos, mantendo a classificação C. O pior desempenho do país está no quesito sustentabilidade, que mede a capacidade dos sistemas de manter o pagamento dos benefícios no longo prazo. Nesse indicador, o Brasil obteve 32,1 pontos, a quinta pior nota do levantamento, à frente apenas de Áustria, Itália, Turquia e Argentina. A Marsh é uma consultoria global especializada em riscos, investimentos e previdência”. A sustentabilidade da previdência brasileira praticamente não avançou em relação a 2025, quando havia recebido 31,8 pontos, apesar da reforma da Previdência pública aprovada em 2019, que endureceu as regras de aposentadoria e estabeleceu idades mínimas. Nos outros dois componentes do índice, a evolução foi desigual: a adequação dos benefícios recuou de 70,6 para 69,1 pontos, enquanto a integridade, que considera aspectos de regulação, governança e proteção dos participantes, avançou de 67,3 para 72,6 pontos. O levantamento, realizado pela Marsh em parceria com o CFA Institute, considera tanto os regimes públicos quanto os mecanismos privados de poupança para a aposentadoria. Segundo o estudo, o envelhecimento da população e a queda nas taxas de natalidade tornam necessário fortalecer o financiamento dos benefícios futuros e ampliar a previdência complementar. Na América Latina, o Chile lidera o ranking, com 79,2 pontos na avaliação geral e 73,5 em sustentabilidade, enquanto o México registra 71,2 e 64 pontos, respectivamente. O Brasil permanece distante dos dois países, especialmente na capacidade de financiar as aposentadorias no longo prazo.”

Fonte: Valor Econômico; 21/10/2026

Internacional

GM demora a entrar na corrida dos híbridos e vê liderança nos EUA ameaçada pela Toyota

“Após uma grande aposta em veículos elétricos que não obteve o sucesso esperado, a General Motors está se tornando uma das últimas grandes montadoras dos Estados Unidos a ingressar no mercado de veículos híbridos. Nesse segmento, sua principal concorrente, a Toyota, tem avançado para se aproximar da GM, líder em vendas de automóveis nos Estados Unidos. “Teremos híbridos em nosso portfólio, abrangendo diversos segmentos”, afirmou a executiva-chefe (CEO) da GM, Mary Barra, durante uma teleconferência sobre resultados financeiros na terça-feira. A empresa não forneceu detalhes sobre a linha planejada ou o cronograma de lançamento. Sob a gestão de Barra, que assumiu o cargo em 2014, a GM buscou liderar a transição para veículos elétricos. A meta era produzir 1 milhão deles no ano passado, contando com o impulso de subsídios à compra implementados pela administração do então presidente Joe Biden. “

Fonte: Valor Econômico; 22/10/2026

Fabricantes chineses de baterias correm para investir no exterior a fim de evitar barreiras ocidentais

“Empresas chinesas estão construindo uma cadeia de suprimentos global para baterias fora de seu mercado doméstico, à medida que o Ocidente busca se proteger de uma enxurrada de materiais, componentes e células prontas fabricadas na China. Na última década, as gigantes chinesas do setor de baterias — incluindo CATL, BYD, Gotion, CALB e Sungrow —, juntamente com seus fornecedores, investiram bilhões de dólares em suas operações na China, ampliando sua escala e aprimorando sua tecnologia de fabricação. Esses fabricantes conseguem construir uma “gigafábrica” ​​— termo do setor para instalações que produzem células usadas em veículos elétricos, centros de armazenamento de dados para inteligência artificial e sistemas de reserva para redes elétricas — na China por cerca de um terço do custo e três vezes mais rápido do que seria possível na Europa. Apesar dessas vantagens, os grupos chineses de baterias concluíram que o cenário global mudou — talvez de forma permanente — em direção ao protecionismo e à localização da produção, segundo diversos executivos do setor, analistas e autoridades governamentais estrangeiras. Essa constatação os obriga a acelerar a criação de uma cadeia de suprimentos de baterias completa fora da China. Este ano, empresas chinesas anunciaram investimentos de US$ 12 bilhões em 14 acordos fora do país, de acordo com dados da Climate Energy Finance, um grupo de pesquisa sediado em Sydney. Com isso, o total de investimentos desde 2023 chega a quase US$ 90 bilhões — sendo US$ 52 bilhões destinados à fabricação de células e US$ 38 bilhões à produção de materiais.”

Fonte: Financial Times; 21/10/2026

Planos climáticos reduzem custo de crédito para empresas, diz estudo

“Empresas que publicam planos detalhados para a transição climática costumam obter custos de empréstimos menores do que os de concorrentes que não divulgam esse tipo de documento, segundo estudo encomendado por uma força-tarefa de reguladores financeiros. A ITPN (International Transition Plan Network) constatou que, entre 2016 e 2023, empresas de capital aberto que publicaram planos completos para lidar com os impactos das mudanças climáticas e reduzir suas próprias contribuições para o aquecimento global pagaram taxas efetivas de juros anuais menores sobre suas dívidas em aberto. Em média, os custos de empréstimos foram 0,8 ponto percentual inferiores aos das empresas que não divulgaram esses planos. Analistas afirmam que investidores podem interpretar essas divulgações como um sinal de melhor gestão dos riscos climáticos e de maior confiabilidade da empresa.”

Fonte: Folha de São Paulo; 21/10/2026

Maersk realiza seu primeiro abastecimento comercial de navio com etanol

“A armadora holandesa Maersk realizou seu primeiro abastecimento comercial de um navio com etanol. A embarcação Maersk Halifax, primeiro navio de propulsão dual fuel adaptado da companhia, foi abastecida com 5 mil toneladas do biocombustível em Singapura. A companhia informou que o etanol usado tem certificação ISCC, que atesta a rastreabilidade da produção, mas não informou a origem do produto. Segundo a agência Argus, o produto foi fornecido pela brasileira Raízen. A operação foi realizada em colaboração com a Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura (MPA) e outros parceiros. A Maersk já fez testes de abastecimento de navios com etanol, mas apenas em caráter experimental. Foram testadas misturas de 10% de etanol, 50% e 100%, todas com sucesso. O navio Maersk Halifax não foi construído inicialmente para ser abastecido com combustíveis alternativos e passou por uma adaptação para receber combustíveis como etanol e metanol.”

Fonte: NovaCana; 21/10/2026

Meta cria nova classe de ações sem direito a voto para financiar inteligência artificial

“O conselho de administração da Meta aprovou a criação de uma nova classe de ações ordinárias Classe C, sem direito a voto, como parte de uma reformulação de sua estrutura de capital voltada a financiar os pesados investimentos em inteligência artificial, infraestrutura e crescimento futuro da companhia. Segundo a Meta, a nova classe de ações permitirá captar recursos para financiar investimentos, remunerar funcionários, realizar eventuais aquisições e atender a outras necessidades corporativas sem diluir o controle do fundador e CEO, Mark Zuckerberg. Em comunicado que acompanhou o balanço do terceiro trimestre, a companhia destacou que a transformação promovida pela inteligência artificial exige investimentos de grande escala para expansão de data centers, capacidade computacional e desenvolvimento de novos produtos, tornando necessária maior flexibilidade financeira. A empresa planeja distribuir um dividendo extraordinário de uma ação Classe C para cada ação Classe A e Classe B atualmente em circulação.”

Fonte: Valor Econômico; 21/10/2026

BCE afirma que IA e economia mais verde ajudam zona do euro a enfrentar choque energético

“A economia da zona do euro enfrentou o choque energético deste ano melhor do que o esperado. Uma menor dependência de combustíveis fósseis, um suporte fiscal mais robusto e um aumento nos investimentos em inteligência artificial (IA) ajudaram a sustentar o crescimento, informaram economistas do Banco Central Europeu (BCE) nesta quarta-feira. A avaliação, publicada em um blog do BCE, contribui para um debate crescente entre formuladores de políticas sobre se mudanças estruturais na economia global estão impulsionando o crescimento, os investimentos e as taxas de juros, após um período de relativa fraqueza. A zona do euro foi atingida por uma disparada nos preços do petróleo e do gás após a guerra no Irã desestabilizar os mercados de energia, reacendendo preocupações com a inflação e contribuindo para uma venda generalizada de títulos no mundo. Ainda assim, o bloco monetário continuou a crescer, e pesquisas com o setor empresarial indicam que a expansão permanece robusta.”

Fonte: Valor Econômico; 21/10/2026

Mundo caminha para aquecimento de 2,8°C, alerta ONU

“O mundo terá que triplicar suas ambições climáticas até 2035 se quiser limitar o aumento da temperatura a um pico de 1,8°C antes do fim do século, o que mantém viva a chance de retornar ao 1,5°C previsto pelo Acordo de Paris. Os esforços atuais apontam para um planeta em média 2,8°C mais quente em relação aos níveis pré-industriais. Os dados são do Emissions Gap Report, relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira (21) que faz um balanço anual das emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa. “Cada ano de aquecimento acima de 1,5°C aumenta os impactos e riscos climáticos, como as inundações mortais, ondas de calor e incêndios florestais”, diz Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O estudo vem para complementar o primeiro reconhecimento oficial da ONU, em setembro, de que o mundo vai aquecer mais do que 1,5°C, em média, nas próximas décadas. O relatório reforça esse ponto, e indica os caminhos para que o planeta limite esse aumento a um pico de 1,8°C, o que permitiria retornar ao 1,5°C até 2100. Para isso, seria necessário reduzir as emissões mundiais em 45% até 2035 em relação ao nível de 2025. O cumprimento das metas atuais dos países (chamadas de NDCs) só seria capaz de cortar as emissões entre 11% e 15% — e isso se elas forem alcançadas. A maioria dos principais emissores, porém, não faz o suficiente para cumprir as próprias metas.”

Fonte: Capital Reset; 21/10/2026

China sinaliza intenção de contestar tarifas sobre tecnologias limpas na COP31

“A China quer que a conferência COP31, que ocorrerá na Turquia no próximo mês, concentre-se no que o país denomina como o novo problema para a ação climática global: as tarifas impostas às suas tecnologias limpas. A 31ª edição da COP, com início marcado para o próximo mês em Antalya, deverá abordar questões como o financiamento climático para o mundo em desenvolvimento, bem — como o “novo problema” do unilateralismo e do protecionismo — uma crítica indireta, porém comum, à política comercial dos Estados Unidos e da União Europeia, afirmou Li Gao, vice-ministro do Ministério da Ecologia e Meio Ambiente, em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira. “Acreditamos que a conferência deve discutir, de forma aprofundada, os problemas antigos — a redução insuficiente de emissões e o apoio financeiro inadequado por parte dos países desenvolvidos —, bem como o novo problema do unilateralismo e do protecionismo, que comprometem os esforços coletivos globais”, declarou ele. A China é, de longe, a maior produtora mundial de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e carros elétricos necessários para reduzir as emissões. No entanto, essa tecnologia é cada vez mais vista como uma ameaça, em vez de uma oportunidade, por países preocupados com o impacto competitivo em suas indústrias locais.”

Fonte: Reuters; 21/10/2026

Quênia firma acordo de US$ 160 milhões para financiamento da conservação

“O governo do Quênia e um grupo de doadores firmaram um programa de conservação de US$ 160 milhões, voltado para a proteção de 173 mil quilômetros quadrados (17,3 milhões de hectares) de alguns dos ambientes naturais mais complexos e menos alterados do planeta. A iniciativa “Thamani Asili” — que, em suaíli, significa “valor da natureza” — concentrar-se-á em pontos críticos de biodiversidade, desde o Grande Vale do Rift até Maasai Mara, que abrigam milhares de elefantes, rinocerontes, leões e outras espécies. Detalhes divulgados na quarta-feira revelaram que o programa combinará US$ 80 milhões provenientes de dezenas de doadores — incluindo herdeiros bilionários das famílias Walton e Cargill — com um montante equivalente a ser aportado pelo governo queniano ao longo dos próximos 10 anos. Os recursos destinam-se a financiar novas áreas de conservação e a aprimorar a gestão de algumas já existentes, utilizando o modelo de “Financiamento de Projetos para a Permanência” (PFP, na sigla em inglês), que condiciona o repasse de verbas à implementação de mudanças fundamentais nas políticas governamentais.”

Fonte: Reuters; 21/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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