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União Europeia impõe teto de importação de veículos híbridos a partir de dezembro | Café com ESG, 13/10

Política para competitividade veículos elétricos em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em território positivo, com o Ibovespa e o ISE avançando 8,79% e 13%, respectivamente. O pregão de sexta-feira também fechou em alta, com o IBOV subindo 1,36%, e o ISE 1,93%.

• No Brasil, (i) a TransJordano inaugurou em Sumaré (SP) o Corredor Verde, projeto criado para ampliar a utilização do biometano no transporte rodoviário de cargas e estruturar um novo eixo de abastecimento entre o interior paulista e a região do Porto de Santos – segundo a companhia, a iniciativa inaugura o início da implantação de um projeto que prevê 100 caminhões movidos a biometano até dezembro de 2026; e (ii) segundo levantamento do Instituto Locomotiva, nove a cada dez brasileiros já enxergam a compra de um carro elétrico como uma alternativa de mobilidade, principalmente devido à alta no preço dos combustíveis – contudo, o instituto pondera que, embora o interesse seja elevado, ainda há uma distância entre considerar a compra e acessar a tecnologia.

• No internacional, a União Europeia estabelecerá um limite de importação máximo de 350 mil veículos híbridos chineses por ano, com esse limite aumentando 6% ao ano durante quatro anos – o acordo, que entrará em vigor já a partir de 1º de dezembro, será aplicado a todas as importações de veículos híbridos, e não apenas às originárias da China, a fim de cumprir o princípio de não discriminação da OMC.

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Brasil

Terras raras atraem ao menos 18 empresas estrangeiras e somam mais de R$ 17 bi em investimentos

“A compra da Meteoric Resources, anunciada no fim de setembro pela também australiana Lynas, em um acordo de R$ 3,5 bilhões para explorar terras raras no sul de Minas Gerais, é o episódio mais recente de uma corrida estrangeira atrás dos minerais críticos no Brasil. Ao menos 18 empresas internacionais têm hoje processos minerários em andamento para pesquisar ou explorar terras raras no país. Companhias da Austrália lideram presença no país, seguidas por operações com origem no Canadá e nos EUA Compra da Meteoric pela Lynas amplia disputa e põe à prova nova política brasileira de industrialização. Juntos, esses projetos somam mais de US$ 3,5 bilhões (R$ 17,5 bilhões), entre investimentos já realizados e estimativas iniciais para implantação. Como boa parte dos planos ainda está em fase de pesquisa, o que está por vir sinaliza que essa cifra será superada rapidamente.”

Fonte: Folha de São Paulo; 12/10/2026

Australiana compra projeto de terras raras próximo de mina da Serra Verde

“A australiana Alvo Minerals anunciou a assinatura de um contrato definitivo para adquirir, em etapas, até 100% da brasileira Mata Azul S.A., responsável pelo projeto de terras raras Bluebush, em Goiás, localizado a cerca de 40 quilômetros da mina Serra Verde, recentemente adquirida pela americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. A companhia, no entanto, já desenvolve trabalhos de exploração em Bluebush desde 2023, quando firmou um memorando de entendimento com a Mata Azul. O novo contrato, divulgado na quinta-feira (8), formaliza as condições negociadas anteriormente e consolida a presença da australiana na região, onde reúne uma área de 9.859 hectares. O projeto está localizado na porção norte do granito Serra Dourada, a mesma formação geológica que abriga a operação da Serra Verde, uma das principais produtoras de terras raras pesadas fora da Ásia. A operação será realizada por meio da subsidiária brasileira Lanta Resources Ltda. e prevê a aquisição gradual de participações na Mata Azul, condicionada ao avanço dos estudos técnicos do projeto. Na primeira etapa, a Alvo poderá assumir 51% da companhia mediante a apresentação de uma estimativa inaugural de recursos minerais e o pagamento de US$ 800 mil, em até 18 meses. A participação poderá chegar a 80% após a conclusão de estudos adicionais e pagamentos que totalizam US$ 2,6 milhões nas três primeiras etapas. A australiana também terá a opção de adquirir os 20% restantes, por um valor calculado com base na avaliação econômica do projeto e limitado a US$ 20 milhões.”

Fonte: CNN; 09/10/2026

Gasmig abre chamada para fornecimento de biometano em Minas Gerais

“A Gasmig (Companhia de Gás de Minas Gerais) abriu uma nova chamada pública para fornecimento de biometano no estado. As empresas interessadas têm até 23 de outubro para apresentar propostas, com possibilidade de contratos de até dez anos. A iniciativa contempla três modalidades de fornecimento: entrega em pontos localizados a até 20 quilômetros da rede de distribuição da Gasmig, na região de Montes Claros e nas proximidades de novos postos que poderão ser implantados em corredores rodoviários estratégicos. Os postos estão previstos para trechos ainda não atendidos das rodovias BR-040, entre Belo Horizonte e Paracatu; BR-050, entre Uberaba e Araguari; BR-262, entre Belo Horizonte e Uberaba; e BR-135, entre Belo Horizonte e Montalvânia. O biometano deverá atender aos padrões de qualidade da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), e sua produção deverá estar autorizada antes do início das entregas. As propostas serão avaliadas com base no preço, na capacidade efetiva de fornecimento, na localização das plantas produtoras e em outras condições vantajosas para a Gasmig. Em nota, a companhia ressalta que a chamada pública não implica obrigação de contratação.”

Fonte: CNN; 09/10/2026

Conselho da Priner aprova aumento de capital de até R$ 220 milhões

“O conselho de administração da Priner aprovou, na quinta-feira (8), um aumento do capital social da companhia em até R$ 220 milhões. A operação deve se dar mediante a emissão de até 11 milhões de novas ações ordinárias, ao preço unitário de R$ 20. As informações foram divulgadas pela empresa em comunicado ao mercado na noite de ontem. O aumento terá homologação parcial se houver a subscrição de ao menos 5 milhões de papéis, o que corresponderia a R$ 100 milhões. A subscrição das ações será privada, e os acionistas da Priner terão direito de preferência. Após o prazo do direito de preferência, haverá procedimento de subscrição de sobras. Segundo a companhia, os recursos líquidos captados serão destinados para o incremento do fluxo de caixa da companhia, “incluindo o financiamento do crescimento orgânico contratado para 2027 de suas controladas, sobretudo no segmento de mineração”, afirma. O conselho de administração aprovou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre o aumento do limite do capital autorizado.”

Fonte: Valor Econômico; 09/10/2026

Pesquisa mostra que 87% dos motoristas considerariam a compra de um carro elétrico

“Nove a cada dez brasileiros já enxergam a compra de um carro elétrico como uma alternativa de mobilidade, principalmente devido à alta no preço dos combustíveis. Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 87% dos motoristas “provavelmente” ou “com certeza” considerariam adquirir um veículo elétrico. A economia com combustível aparece como o principal fator que estimularia a compra, citada por 78% dos entrevistados dispostos a fazer o investimento. Para a maioria (76%), mesmo se o preço de aquisição for mais alto, um carro elétrico se paga no longo prazo. O instituto pondera que, embora o interesse seja elevado, ainda há uma distância entre considerar a compra e acessar a tecnologia. Se os carros elétricos se tornarem mais acessíveis – compatíveis com o orçamento do brasileiro médio – a intenção de compra tende a crescer significativamente: 84% dos entrevistados afirmam que certamente considerariam adquirir um modelo elétrico se o preço fosse mais baixo.”

Fonte: NovaCana; 09/10/2026

Empresa transforma resíduo de siderurgia em fertilizante — e quer exportar modelo

“A Harsco Environmental não é uma siderúrgica, mas vive dentro delas. A empresa americana presta serviços de gestão ambiental a usinas, processando os resíduos gerados na fabricação do aço. Ao lado desse negócio principal, a empresa desenvolveu no Brasil uma atividade que até agora era acessória: transformar a escória, um dos principais rejeitos da siderurgia, em fertilizante para lavouras e em material para pavimentar ruas e rodovias. Essa atividade acaba de se tornar uma nova divisão global de negócios, chamada de ecoprodutos e inovação. A aposta é na economia circular: o que “sobra” da produção dos clientes se transforma em novos produtos para lavouras e pavimentação. Para comandar a nova unidade, a empresa escolheu o brasileiro Wender Alves, que presidia a operação da Harsco Environmental na América Latina e comandou a expansão dos dois carros-chefe da nova divisão: o AgroSilício e a Neobrita. A nova área ainda não tem orçamento definido e está em fase de testes. “É quase como se fosse uma startup, com a Harsco Environmental sendo uma incubadora”, diz o executivo. Por enquanto, os ecoprodutos são um negócio pequeno dentro da empresa. Em 2025, a Harsco Environmental faturou US$ 1,02 bilhão globalmente, dos quais US$ 950,8 milhões vieram de serviços ambientais e logísticos prestados às siderúrgicas. Os ecoprodutos somaram US$ 50,8 milhões, cerca de 5% do total, segundo o relatório anual da companhia.”

Fonte: Capital Reset; 09/10/2026

Corredor Verde inicia operação e cria eixo de biometano entre interior paulista e Porto de Santos

“A TransJordano inaugurou nesta quarta-feira, 7, em Sumaré (SP), o Corredor Verde, projeto criado para ampliar a utilização do biometano no transporte rodoviário de cargas e estruturar um novo eixo de abastecimento entre o interior paulista e a região do Porto de Santos. Segundo a companhia, a iniciativa terá aproximadamente 450 quilômetros, conectando Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, com pontos de abastecimento distribuídos ao longo desse trajeto. A inauguração dá início à implantação operacional de um projeto que prevê 100 caminhões movidos a biometano até dezembro de 2026. O primeiro ponto começa a funcionar em Sumaré neste mês, seguido por Ribeirão Preto, em novembro, e Cubatão, em dezembro. Os veículos terão autonomia de até 700 quilômetros, ampliando o alcance das operações a partir de cada uma das bases. Durante o evento foi realizado o primeiro abastecimento a biometano da nova frota. O momento simbolizou o início prático da operação do Corredor Verde e marcou a transição do projeto para uma nova etapa, com os primeiros caminhões entrando em rota e a ampliação gradual da frota prevista até o fim do ano.”

Fonte: NovaCana; 09/10/2026

Estados reagem com regulação à expansão dos data centers

“A expansão dos investimentos em data centers no Brasil começa a provocar uma reação regulatória nos Estados, com propostas que vão da concessão de incentivos locais a novas exigências sobre uso de água, licenciamento ambiental e transparência. Dos 16 projetos apresentados nas assembleias estaduais em 2026, oito criam restrições ou ônus aos empreendimentos. As propostas favoráveis eram maioria no ano passado, segundo levantamento da Innova Assuntos Públicos obtido com exclusividade pelo Valor. O estudo mapeou 20 projetos de lei e de lei complementar sobre data centers em 11 assembleias legislativas entre 2025 e outubro de 2026. Em todo o ano de 2025 foram registradas quatro iniciativas, valor que saltou para 16 no acumulado deste ano até outubro. Dos 20 projetos, nove são restritivos, sete favoráveis, dois misturam incentivos e exigências e dois são considerados neutros. O estudo associa a reação aos data centers ao aumento da insatisfação popular com a expansão deles nos Estados Unidos e à mobilização de movimentos sociais locais. O avanço de investimentos ou anúncios nos Estados, possivelmente aliado a estratégias consideradas insuficientes de comunicação com a população local, também é apontado como um dos fatores que ajudam a explicar o crescimento dessas propostas.”

Fonte: Valor Econômico; 13/10/2026

Brasil pode contar com 13 GW de flexibilidade no setor elétrico com baterias, reversíveis e resposta da demanda 

“O Brasil pode ter mais de 13 gigawatts (GW) de flexibilidade operativa no setor elétrico até 2036 com o aumento da participação de baterias e usinas reversíveis e do uso do mecanismo de resposta da demanda, indica a consulta pública do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), divulgado na quinta-feira (8/10). Desse total, as baterias podem contribuir com 7,2 GW, aumento em relação aos 6,6 GW previstos no documento no ano anterior. Os dois primeiros leilões de reserva de capacidade para a contratação de baterias, marcados para dezembro, serão um importante marco para a confirmação do espaço para esses projetos no Sistema Interligado Nacional (SIN). Outra contribuição importante virá da resposta da demanda, modelo pelo qual grandes consumidores são remunerados para deslocar o horário de consumo. A contribuição prevista é de 4 GW, ante 3,2 GW no plano anterior. Já as hidrelétricas reversíveis podem somar mais 2 GW, mas a viabilização desses recursos depende da capacidade dos arranjos de mercado e dos mecanismos de contratação de reconhecer adequadamente os diferentes atributos e serviços que podem ser prestados ao sistema por essas fontes, indica a EPE.”

Fonte: Eixos; 09/10/2026

ANP mantém proibição de venda de biodiesel entre distribuidoras por dois anos

“A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta-feira (9/10) a manutenção da proibição da venda de biodiesel entre distribuidoras pelo prazo de dois anos. Dentro deste prazo, a área técnica da agência deverá apresentar uma proposta de solução definitiva para o tema. A venda de biodiesel entre distribuidoras foi suspensa em maio de 2025. Na ocasião, a decisão foi tomada após o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) pedir a suspensão temporária da adição de 14% de biodiesel no óleo diesel por até 90 dias — o que foi rejeitado pela diretoria. Em dezembro de 2025, a suspensão foi prorrogada por mais seis meses. Agora, os diretores decidiram manter a proibição pelo prazo de dois anos. Segundo o relator da proposta, diretor Daniel Maia, não foram identificados fatos novos durante todo esse período que indicassem uma mudança de posicionamento da agência sobre o tema.”

Fonte: Eixos; 09/10/2026

Governo zera impostos sobre gasolina, dá subvenção ao diesel e anuncia benefícios para etanol

“O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira, 9, a ampliação do subsídio para gasolina, a 16 dias do segundo turno das eleições. A desoneração será de R$ 0,89 por litro, o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina. Foram anunciados, ainda, uma subvenção extra para o diesel e um aumento no apoio ao etanol. Ao todo, as medidas terão impacto de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas em um mês. De acordo com a equipe econômica, a desoneração do etanol hidratado, de R$ 0,19 por litro, será mantida. Além disso, foi ampliada a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas de produtores desse combustível, que sobe de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro – é uma forma de manter sua competitividade em relação à gasolina. Os cortes iniciais haviam sido instituídos por decreto assinado em 9 de setembro, com vigência de 30 dias.”

Fonte: NovaCana; 09/10/2026

Internacional

Volkswagen cobra apoio da Europa em reestruturação contra montadoras da China

“O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, espera que os formuladores de políticas europeus criem as condições necessárias para garantir o sucesso da reestruturação da montadora alemã, afirmou ele neste domingo (11), em meio aos esforços de Bruxelas para proteger a indústria de concorrentes chineses de baixo custo. Em um evento intitulado “Pela Europa”, na véspera do Salão do Automóvel de Paris, Blume disse que a Volkswagen estava trabalhando para reduzir a complexidade em toda a empresa, cujas marcas vão da generalista VW a grifes de luxo como Porsche e o CEO da companhia, Oliver Blume diz que políticas industriais precisam reforçar a competitividade de montadoras europeias Bruxelas discute barreiras enquanto BYD e Leapmotor ganham espaço no bloco Lamborghini, no que chamou de “o maior programa de transformação de nossa história”.”

Fonte: Folha de São Paulo; 12/10/2026

Data center de R$ 75 bi do Google na Índia divide cidade entre receita e temor ambiental

“”Dados não se bebem”, proclama um cartaz. Em outro, o logotipo do Google aparece algemado. Às margens do golfo de Bengala, na Índia, cresce a oposição ambiental aodata center que a gigante tecnológica americana pretende
instalar para alimentar seus sistemas de IA. A cidade de Visakhapatnam, no sudeste da Índia, foi escolhida pelo Google para abrigar aquele que deverá ser seu maior centro de dados fora dos Estados Unidos, com capacidade de 1 gigawatt. O investimento prometido, de cerca de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões), foi recebido de braços abertos pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, decidido a inserir plenamente seu país na corrida mundial pela inteligência artificial.”

Fonte: Folha de São Paulo; 12/10/2026

TotalEnergies e KKR fecham acordo de US$ 1,2 bi para incluir ativos solares em empresa conjunta

“A TotalEnergies e a gestora KKR fecharam um acordo para adicionar 700 megawatts (MW) de energia solar à sua empresa conjunta de energia renovável, em uma transação avaliada em US$ 1,2 bilhão, incluindo dívidas. A operação, que envolve três ativos solares localizados no Texas e em Ohio, expande o portfólio da “joint venture” criada pelas empresas em 2025, que contava previamente com 1,4 gigawatt (GW). A previsão é que os ativos entrem em operação comercial até o primeiro trimestre de 2027. A eletricidade a ser gerada pelos empreendimentos já foi comercializada ou será distribuída e comercializada pela TotalEnergies, informou a petrolífera francesa.”

Fonte: Valor Econômico; 12/10/2026

Uma nova era nas finanças climáticas: do investimento em soluções ao financiamento de transições sistêmicas

“Durante muitos anos, uma parte importante da agenda climática esteve concentrada em identificar, desenvolver e provar a efetividade das soluções de que precisaríamos para descarbonizar a economia. Foi preciso entender quais caminhos seriam mais efetivos, demonstrar sua viabilidade, convencer empresas, investidores e governos e mobilizar capital para tecnologias e modelos de negócio ainda emergentes. Esse esforço produziu avanços importantes. Segundo o World Economic Forum, já temos 90% das tecnologias de que precisamos para enfrentar a crise climática. Isso não significa que todas estejam maduras, economicamente competitivas ou prontas para ganhar escala. O desafio está mudando: não se trata apenas de encontrar soluções, mas de criar as condições para que sejam implementadas, adotadas e escaladas na velocidade necessária. Na Climate Week de Nova York deste ano, senti essa mudança de forma particularmente clara. As soluções continuam no centro da agenda — e ainda precisamos de muita inovação e investimento. Mas, ao entrarmos na era da implementação, a pergunta que dominou as conversas foi: se grande parte das soluções já existe, como asseguramos que avancem na velocidade e na escala necessárias?”

Fonte: Valor Econômico; 09/10/2026

Data centers estão dispostos a pagar 200 euros por MWh na Europa

“A disposição de data centers para pagar por energia está muito alta e os projetos conseguem manter bons retornos financeiros mesmo quando as negociações na Europa chegam aos 200 euros por megawatt-hora (MWh), segundo cálculos do banco de investimentos SB1 Markets. “Essa demanda é real”, disse o vice-presidente do SB1 Markets, Alexander Askling, em participação no evento Green Power Sweden, em Estocolmo, esta semana. Askling apontou que o consumo de energia por esses projetos pode elevar a demanda elétrica apenas na Suécia em 25% nos próximos anos. A Aurora Energy Research estima que o consumo adicional no país devido ao aumento do processamento de dados chegará a 10 terawatt-hora até 2030. “Mas se eu apresentar um cenário semelhante para a Finlândia ou a Noruega, essa tendência está ainda mais acentuada”, disse o chefe de pesquisa para países nórdicos e bálticos da Aurora, Alexander Esser, durante o evento.”

Fonte: Eixos; 09/10/2026

UE vai limitar as importações de carros híbridos chineses a 350 mil por ano

“A União Europeia estabelecerá um limite máximo de 350 mil veículos híbridos chineses por ano, em uma medida de salvaguarda que entrará em vigor já a partir de 1º de dezembro. O limite de 350 mil veículos será válido para o primeiro ano de aplicação da medida e, a partir do segundo ano, aumentará 6% ao ano, de acordo com um documento que descreve o plano e que foi consultado pela Bloomberg News. As medidas terão validade de quatro anos, período durante o qual ambos os países se comprometerão a respeitar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O chefe de Comércio da UE, Maros Sefcovic, reuniu-se com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, em Pequim na semana passada, enquanto o bloco busca reduzir um déficit comercial que ultrapassa 1 bilhão de euros (1,1 bilhão de dólares) por dia. As medidas de salvaguarda permitem que a UE restrinja produtos de um determinado setor caso haja um aumento repentino das importações para o bloco. De acordo com o documento, será aplicado um limite máximo a todas as importações de veículos híbridos, e não apenas às originárias da China, a fim de cumprir o princípio de não discriminação da OMC. A cota da China não será inferior à de qualquer outra fonte de importações de veículos híbridos.”

Fonte: Bloomberg Línea; 12/10/2026

África bate recorde de energia solar, mas dados oficiais não registram avanço, diz relatório

“A África registra recorde na instalação de painéis solares em 2026, com 17 GW (gigawatts) previstos até o final do ano, um aumento de 45% em relação a 2025 e o equivalente a 1,2 vez a capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu. No entanto, o avanço não aparece nas estatísticas oficiais por conta de limitações nos dados nacionais, dizem as organizações Ember e African Tech Futures Lab. Para contornar informações desatualizadas, as entidades analisaram as importações de placas solares da China, de onde vêm 94% dos painéis instalados no continente. Organizações usam números de importação de painéis para calcular geração e driblar estatísticas limitadas 36 dos 54 países do continente devem alcançar a maior instalação solar em 2026. Os números mostraram que nunca antes tantas placas chinesas entraram na África. O cálculo considera que 73% dos painéis são instalados até seis meses após a importação, em linha com as práticas do mercado. As organizações estimam que países africanos instalaram 12 GW solares em 2025, incluindo placas colocadas sobre telhados. Por outro lado, a Agência Internacional de Energia Renovável identificou só 3,8 GW naquele ano, considerando principalmente grandes parques solares.”

Fonte: Folha de São Paulo; 12/10/2026

UE lidera o combate à pressão de nações dependentes de combustíveis fósseis para adiar relatórios científicos sobre o clima

“A UE e ministros de mais de 30 países uniram forças em um esforço coordenado para barrar uma iniciativa da Arábia Saudita, da China e de outras nações dependentes de combustíveis fósseis de adiar relatórios científicos fundamentais sobre o aquecimento global. A principal autoridade científica em mudanças climáticas, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) — composto por centenas de especialistas internacionais —, deve se reunir na próxima semana para resolver um impasse de três anos em torno da próxima série de relatórios. Países como Arábia Saudita, Índia e China têm pressionado pelo adiamento de alguns desses relatórios para 2029, o que significaria que informações cruciais sobre as mudanças climáticas não estariam disponíveis para a conferência COP da ONU em 2028, quando está prevista uma avaliação crítica dos esforços de cada nação para enfrentar o problema. Ministros e autoridades — liderados pelo comissário de clima da UE, Wopke Hoekstra, por Katie White (Reino Unido), pela ministra canadense Julie Dabrusin, por Monique Barbut (França) e por Carsten Schneider (Alemanha) — divulgaram uma declaração na sexta-feira argumentando que as “informações em tempo hábil” contidas nos relatórios eram “extremamente necessárias”.”

Fonte: Financial Times; 9/10/2026

Cobre e alumínio superam terras raras em restrições globais à exportação

“O cobre e o alumínio são os metais mais frequentemente atingidos por novas restrições à exportação no mundo, superando até mesmo as terras raras, que estão no centro da disputa geopolítica entre China e Estados Unidos. Levantamento da Global Trade Alert identificou 55 medidas envolvendo o cobre e 49 relacionadas ao alumínio desde 2020, enquanto as terras raras foram afetadas por 18 restrições. Ao todo, foram identificadas 117 novas restrições comerciais adotadas por 35 jurisdições entre fevereiro de 2020 e setembro de 2026. Somente neste ano, foram registradas 14 novas medidas. Além do cobre e do alumínio, o ranking é composto por chumbo e níquel, com 31 restrições cada, prata (29), cromo (27), lítio (26) e cobalto (24). As terras raras aparecem apenas na 19ª posição entre os 27 grupos de minerais críticos afetados. O levantamento considera medidas que limitam as exportações, como exigências de licenciamento, cotas e proibições comerciais. Restrições relacionadas a sanções internacionais foram excluídas da análise.”

Fonte: CNN; 12/10/2026

Novas regras de Trump dificultarão o acesso de agricultores a recursos dos EUA para projetos de energia.

“As mudanças iminentes do presidente Donald Trump em um programa de energia rural — que distribuiu bilhões de dólares nos últimos anos — dificultarão o acesso de muitos agricultores a recursos para iniciativas como sistemas de energia solar e projetos de eficiência energética, segundo agricultores, empresas de energia e analistas. Essa é a mais recente medida de Trump para reduzir drasticamente o apoio governamental à energia renovável. Enquanto trabalhava nas alterações, o governo havia suspendido, neste ano, o recebimento de novas solicitações para o Programa de Energia Rural para a América (REAP, na sigla em inglês), do Departamento de Agricultura dos EUA. Na última década, o REAP ajudou a financiar mais de 19.000 projetos de energia de agricultores e pequenos empresários americanos, de acordo com a Coalizão Nacional de Agricultura Sustentável (NSAC). Os projetos incluem instalações de energia solar e eólica, biodigestores de dejetos animais e melhorias de eficiência energética. Entre 2014 e 2025, o REAP investiu mais de US$ 4,8 bilhões — entre subsídios e garantias de empréstimo — em projetos de energia renovável e eficiência energética, segundo uma análise da NSAC baseada em dados do Departamento de Agricultura (USDA). Desde que o Congresso dos EUA autorizou o REAP em 2008, o programa permitia que agricultores que ainda não haviam iniciado um projeto solicitassem subsídios que cobriam até metade dos custos. No entanto, sob as novas regras divulgadas na semana passada e que entram em vigor em 16 de outubro, os agricultores não podem solicitar financiamento antes de concluir o projeto e comprovar um ano de economia de energia. Os agricultores foram duramente afetados este ano pelas políticas tarifárias de Trump e pelo aumento dos custos de combustível e fertilizantes; a maioria terá dificuldade em acessar o programa, afirmou Richa Patel, especialista em políticas da NSAC, ressaltando que os projetos do REAP podem custar de alguns milhares a centenas de milhares de dólares.”

Fonte: Reuters; 09/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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