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Agência Nacional de Mineração abre consulta pública para regras de segurança para pilhas de rejeitos | Café com ESG, 15/10

Rejeito do processo de mineração em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território negativo, com o IBOV e ISE recuando 0,18% e 0,40% respectivamente.

• No Brasil, (i) a White Martins anunciou o início de suas operações de comercialização e distribuição de biometano – a companhia já atua, desde os anos 2000, na distribuição de gás natural liquefeito (GNL) off-grid, e amplia, agora, sua presença no mercado a partir do fornecimento do gás renovável; e (ii) o BNDES aprovou um financiamento de R$ 181,8 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver tecnologia de propulsão híbrida que será aplicada em uma futura versão eletrificada de um veículo com lançamento em 2027 – o projeto faz parte do ciclo de investimentos da marca para o país de R$ 5,8 bilhões entre 2025 e 2027.

• Ainda no país, a Agência Nacional de Mineração (ANM) colocou em consulta pública uma minuta de resolução que estabelece critérios específicos para pilhas de rejeito (o que sobra após o processamento do minério) e de rochas sem valor comercial retiradas para permitir o acesso ao minério, chamadas de estéril – a proposta também abrange pilhas de minério extraído, produtos resultantes do processamento mineral e estruturas de lixiviação, processo que utiliza soluções químicas para separar os minerais de interesse da rocha.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Minerais críticos já atraem R$ 39 bilhões em investimentos

“Os dez principais projetos envolvendo minerais críticos no Brasil já somam investimentos de R$ 39,4 bilhões, segundo levantamento feito junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e empresas do setor. A lista inclui grandes obras, em diferentes estágios, da implantação à produção, e também diversos tipos de minérios. A expectativa é que o novo marco do segmento, aprovado no mês passado, atraia ainda mais aportes. Apesar do otimismo, acesso a financiamento e mão de obra especializada são apontados como gargalos por empresários e especialistas para o desenvolvimento dessa indústria. A lei que estabelece a política para minerais críticos os define como necessários para a economia nacional e cuja disponibilidade seja insuficiente ou instável devido à deficiência de produção interna ou elevada dependência de importações. Quando as reservas desses minerais estão concentradas em fornecedores únicos ou em áreas de riscos geopolíticos, eles também são considerados críticos, especialmente se sua escassez trouxer risco à transição energética, segurança alimentar e soberania nacional ou tecnológica.”

Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026

Gol reduz operação com alta de preço do combustível

“A Gol decidiu avançar com uma redução de sua operação por causa da disparada do preço do combustível de aviação. Segundo fontes, o ajuste afetou sobretudo o braço internacional, com destaque para a Flórida, com cerca de 18 voos semanais que partem de três cidades do Brasil deixando de ser feitos a partir de fevereiro – a operação é feita com o Boeing 747 MAX. Do lado doméstico, o ajuste já fez saírem do cronograma algumas rotas e o grupo ainda avalia novos cortes. Além disso, a Gol comunicou seus tripulantes por e-mail sobre a abertura de vagas para licença não remunerada e trabalho em regime “part-time” (regime parcial de trabalho) nos meses de novembro e dezembro. Para além do combustível, a empresa sofre com o atraso na chegada das aeronaves Airbus A330, que vão ser usadas nos voos internacionais – hoje, a operação tem sido feita com modelos arrendados da Wamos, parte da holding Abra junto com a Gol. A revisão de planos da Gol se soma a diversas medidas adotadas por empresas do Brasil nos últimos meses para tentar se proteger da disparada do petróleo. Conforme fontes próximas à Gol, a previsão para este ano era de crescimento na casa de 13% na oferta de assentos domesticamente. Ajustes feitos nos últimos meses levaram essa oferta prevista para uma alta na casa de 7%. No ano que vem, apesar dos cortes, a oferta deverá ficar estável contra 2026.”

Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026

Australiana Viridis avança em projeto para extrair terras raras em MG, mas enfrenta resistência de moradores

“A mineradora australiana Viridis está iniciando as encomendas de equipamentos para sua operação de extração de terras raras em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, apesar de protestos de moradores da região contra o projeto. Com investimento de US$ 450 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), a companhia quer se posicionar como uma das primeiras companhias a ter um projeto robusto de terras raras no Brasil. A empresa já tem um acordo comercial com a belga Solvay, responsável pelo processo de refino do produto que será retirado pela Viridis na região. Os elementos de terras raras (como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio) são usados no desenvolvimento de ímãs de alta intensidade, adotados em motores elétricos, geradores eólicos e equipamentos de ressonância magnética.”

Fonte: Folha de São Paulo; 15/10/2026

Desenvolve SP e Möbius criam FIDC de R$ 70 milhões para financiar data centers

“A Desenvolve SP e a gestora Möbius Capital estão lançando um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) de R$ 70 milhões para financiar empresas de infraestrutura digital no Estado de São Paulo. O fundo terá como foco provedores regionais de internet e operadores de data centers de pequeno porte, especialmente em cidades do interior com menor oferta de conectividade e serviços tecnológicos. A agência de fomento paulista subscreverá R$ 50 milhões em cotas seniores, equivalentes a 71,4% do patrimônio previsto para o FIDC, enquanto a Möbius ficará com R$ 20 milhões em cotas subordinadas, ou 28,6% do total. Na estrutura, as cotas subordinadas absorvem primeiro eventuais perdas da carteira, funcionando como uma camada de proteção para as cotas seniores, que têm prioridade no recebimento de amortizações e rendimentos, conforme as regras do fundo. Assim, a gestora assume a primeira parcela do risco de crédito das operações, enquanto a Desenvolve SP ocupa a posição prioritária na distribuição dos recursos.”

Fonte: Valor Econômico; 14/10/2026

Zilor obtém certificação internacional para fornecimento de etanol ao setor de navegação

“A Zilor informou, em nota, que obteve a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono da União Europeia (ISCC EU, na sigla em inglês) para produzir e fornecer etanol ao mercado de biocombustíveis do bloco e ao setor de navegação. O reconhecimento foi concedido à unidade São José, em Macatuba (SP), e habilita a companhia a disputar novos mercados de combustíveis renováveis voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Com a certificação, a Zilor passa a ter mais de 50 mil hectares certificados e capacidade para processar cerca de 3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar dentro do escopo do selo, segundo a empresa. A certificação, emitida pela Control Union, atesta que a unidade atende a critérios internacionais de rastreabilidade, sustentabilidade e redução de emissões exigidos para combustíveis renováveis comercializados nesses mercados.”

Fonte: Eixos; 14/10/2026

White Martins entra na comercialização e distribuição de biometano no Brasil

“A White Martins anunciou nesta quarta-feira (14/10) o início de suas operações de comercialização e distribuição de biometano no Brasil. A companhia já atua, desde os anos 2000, na distribuição de gás natural liquefeito (GNL) off-grid, a partir da planta de Paulínia (SP), e amplia, agora, sua presença no mercado a partir do fornecimento do gás renovável. O projeto prevê, inicialmente, a entrega de 130 mil m³/mês de biometano para a Cebrace. O biocombustível substitui parte do consumo de gás natural do forno de vidro plano da unidade de Barra Velha (SC). O fornecimento é viabilizado por meio de um acordo estratégico com o Grupo Energisa, que produz o biometano a partir do processamento de resíduos agroindustriais na planta de biodigestão localizada em Campos Novos (SC). A White Martins informou que pretende ampliar a oferta para outros clientes industriais da região de Santa Catarina. Para o transporte do biometano até a Cebrace, a White Martins utiliza caminhões abastecidos com uma mistura composta por 50% de biometano e 50% de Gás Natural Comprimido (GNC).”

Fonte: Eixos; 14/10/2026

BNDES aprova R$ 181,8 milhões para desenvolvimento de veículo híbrido da Renault no Paraná

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 181,8 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver tecnologia de propulsão híbrida. A nova tecnologia será aplicada em uma futura versão eletrificada de um veículo com lançamento em 2027. O projeto faz parte do ciclo de investimentos da marca para o país de R$ 5,8 bilhões entre 2025 e 2027. A iniciativa, que está sendo conduzida nas instalações da empresa em São José dos Pinhais (PR), integra a estratégia da montadora de renovação de seu portfólio nos próximos anos. “O desenvolvimento de novas tecnologias para veículos híbridos flex contribui para deixar o país bem-posicionado no processo de transição energética pelo qual passa o setor automotivo”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota. Segundo o diretor financeiro da Renault Geely do Brasil, Milton Trein, o projeto contribui para elevar a competitividade da marca. “A operação reforça a atratividade do Brasil para investimentos em inovação, ao viabilizar o desenvolvimento local de tecnologias estratégicas”, disse Trein, em nota.”

Fonte: Eixos; 14/10/2026

Australiana encontra 91 metros com alto teor de terras raras em MG

“A australiana Power Minerals identificou um intervalo de 91 metros com teor médio de 7,7% de TREO (óxidos totais de terras raras), incluindo 1,39% de óxidos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes (MREO), em uma nova sondagem no projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas (MG). Os resultados, divulgados nesta quarta-feira (14), incluem um trecho de 62 metros com concentração de 11,1% de TREO e 2% de MREO, além de um intervalo de 23,1 metros com teores ainda mais elevados, de 17,5% e 3,2%, respectivamente. A companhia também identificou uma amostra de dois metros com concentração de 22,6% de óxidos totais de terras raras, o segundo maior teor individual já registrado no projeto. Os resultados foram obtidos no furo MFSR-055, realizado como parte da campanha de exploração conduzida pela mineradora para determinar a extensão, a profundidade e a continuidade da mineralização de terras raras no depósito. Na prática, as perfurações permitem à mineradora investigar o que existe abaixo da superfície, em quais profundidades estão concentradas as terras raras e se o minério se estende por diferentes áreas do terreno. Ao retirar amostras de rocha e analisá-las em laboratório, a empresa consegue identificar a concentração dos minerais e reunir informações para calcular quanto material pode ser aproveitado em uma futura mina.”

Fonte: CNN; 14/10/2026

Políticas buscam acelerar economia circular

“O desafio da competitividade tem inegavelmente forçado a reorientação dos setores produtivos brasileiros a práticas alinhadas às agendas ambiental e climática. Nessa vereda, nenhum objetivo mostra-se mais instigante para as empresas dependentes, na origem, de matérias-primas não renováveis do que a substituição de seu consolidado modelo de produção linear pela lógica circular. Embora atrasado, em relação a economias desenvolvidas e parte das latino-americanas, tal caminho foi acelerado a partir da adoção de políticas públicas federais nos últimos quatro anos e pelas experiências de longa data de segmentos privados e do setor da reciclagem. Ainda neste ano, o governo Lula pretende ver aprovada pelo Congresso a Estratégia Nacional de Economia Circular (PL 1.874/2022), cujas principais medidas estão em vigor desde 2024, graças ao decreto 12.082. “No Brasil, a tarefa de deslanchar a economia circular requer mais cuidado do que em outros países porque não diz respeito apenas à agenda ambiental. Com 800 mil catadores envolvidos no processo de reciclagem, esse modelo abarca uma agenda social bastante sensível”, avalia Julia da Cunha Cruz, secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Fonte: Valor Econômico; 15/10/2026

Mineradoras terão regras de segurança para pilhas de rejeitos 

“Desde as tragédias envolvendo o rompimento das barragens em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019), cresceu no setor de mineração o empilhamento a seco de rejeitos. O uso dessa alternativa, porém, não tem regras de segurança próprias. Em resposta a esse vácuo regulatório, a Agência Nacional de Mineração (ANM) colocou em consulta pública uma minuta de resolução que estabelece critérios específicos para pilhas de rejeito (o que sobra após o processamento do minério) e de rochas sem valor comercial retiradas para permitir o acesso ao minério, chamadas de estéril. A proposta também abrange pilhas de minério extraído, produtos resultantes do processamento mineral e estruturas de lixiviação, processo que utiliza soluções químicas para separar os minerais de interesse da rocha. As pilhas são reguladas pela Norma Reguladora de Mineração nº 19 (NRM-19), de 2001. A agência, porém, considera essas regras genéricas diante da diversidade, da altura e do volume das estruturas em operação. A minuta propõe critérios para classificar os riscos dessas estruturas, novos controles técnicos e criação de um sistema digital de acompanhamento. A maioria das obrigações segue um modelo semelhante ao aplicado para as barragens de mineração (reguladas pela Resolução ANM nº 95/2022).”

Fonte: Capital Reset; 14/10/2026

Internacional

American Electric Power investirá US$ 4 bi em usina de células de combustível para atender à demanda do Google

“A American Electric Power (AEP) planeja investir cerca de US$ 4 bilhões em um projeto de geração por células de combustível no Estado de Wyoming para suprir a crescente demanda de energia do Google. A companhia informou nesta quarta-feira (14) que a controlada da Alphabet vai adquir energia da usina Cheyenne Fuel Cell por meio de um contrato de compra e venda de energia com prazo de 20 anos. O empreendimento tem como objetivo atender às crescentes necessidades energéticas do Google na região metropolitana de Cheyenne, no Wyoming, detalhou a AEP. A instalação utilizará tecnologia de células de combustível desenvolvida pela Bloom Energy, projetada para rápida implantação e para fornecer energia confiável e sob demanda. “Este projeto demonstra como estamos criando novas oportunidades para atender às crescentes demandas energéticas dos clientes, tanto dentro quanto fora de nossa área tradicional de atuação”, afirmou o diretor-presidente da AEP, Bill Fehrman.”

Fonte: Valor Econômico; 14/10/2026

Gigantes chinesas do setor solar cortaram mais 40 mil empregos no ano passado, em meio à persistência do excesso de capacidade

“Os maiores fabricantes de energia solar da China reduziram seu quadro de funcionários em mais um quinto no ano passado, segundo documentos apresentados pelas empresas, uma vez que a promessa de Pequim de combater o excesso de capacidade ainda não conseguiu tirar o setor dos prejuízos. Longi Green Energy (601012.SS), Trina Solar (688599.SS), Jinko Solar (688223.SS), JA Solar (002459.SZ) e Tongwei (600438.SS) empregavam 154.061 pessoas ao final de 2025 — 40.589 a menos do que um ano antes, conforme apurou a Reuters ao analisar os documentos dessas companhias. Essa redução de 21% no quadro de funcionários segue-se a uma queda de 31% registrada em 2024, conforme noticiado pela Reuters no ano passado. Entre 2024 e 2025, as cinco empresas cortaram cerca de metade de sua força de trabalho. Nenhuma delas anunciou publicamente demissões durante esse período, e nenhuma respondeu aos pedidos de comentário. Os cortes de empregos revelam um paradoxo: o setor de energia solar está em plena expansão — especialmente porque a crise no Estreito de Ormuz reforça o argumento da segurança energética em favor das fontes renováveis ​​—, mas os fabricantes chineses continuam operando no prejuízo. As empresas chinesas do setor criaram uma capacidade produtiva suficiente para atender a cerca de duas vezes a demanda global; no entanto, vêm acumulando perdas — tanto individual quanto coletivamente — há anos, apesar do volume recorde de instalações.”

Fonte: Reuters; 14/10/2026

Veículos elétricos deslocam US$ 20 bi em gastos com petróleo após crise no Oriente Médio

“O uso de carros elétricos substituiu o consumo de cerca de 200 milhões de barris de petróleo bruto entre março e agosto deste ano e ajudou países importadores de petróleo a economizar US$ 20 bilhões nos primeiros seis meses da crise global causada pela guerra no Oriente Médio, segundo cálculos do think tank Ember divulgados na manhã de quinta-feira (14/10). A eletrificação da frota reduz a exposição dos países às variações nos preços do petróleo. O movimento se intensificou desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. As vendas de veículos elétricos a bateria aumentaram 11% entre janeiro e agosto de 2026 em relação ao ano anterior, enquanto as vendas de veículos híbridos plug-in caíram 12% e as de veículos com motor a combustão interna recuaram 6%. Veja os dados completos. A China concentrou a maior parte da substituição de combustíveis fósseis por eletricidade no transporte, com o deslocamento do equivalente a US$ 14 bilhões em custos com petróleo. Já a União Europeia economizou US$ 3,1 bilhões em combustíveis fósseis com a eletrificação da frota, sendo a maior parte na Alemanha e na França. Desta vez, no entanto, a eletrificação também está ganhando força em outras regiões, incluindo a América Latina e a Oceania.”

Fonte: Eixos; 14/10/2026

UE adia por um ano as regras sobre metano em importações de petróleo e gás

“A Comissão Europeia propôs, na quarta-feira, um adiamento de um ano na aplicação das normas da União Europeia (UE) sobre emissões de metano provenientes de importações de petróleo e gás, após sofrer pressão de governos como os da França e dos Estados Unidos. As normas, que deveriam entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, exigiriam que os fornecedores estrangeiros de petróleo e gás para a UE monitorassem e relatassem as emissões de metano — um potente gás de efeito estufa. Com as alterações propostas, as regras passariam a vigorar em 2028. Os importadores de petróleo e gás teriam até 31 de maio de 2029 para comprovar que suas importações de petróleo, gás e carvão referentes ao ano anterior estavam em conformidade com normas de monitoramento e relato de metano equivalentes às da UE — o que significa que seus fornecedores estrangeiros precisariam fornecer essas informações. “Este adiamento de um ano nas disposições relacionadas às importações visa ajudar a evitar pressões adicionais sobre a segurança do abastecimento de combustíveis fósseis importados, no atual contexto geopolítico”, afirmou a Comissão em um comunicado. O metano é o segundo maior contribuinte para as mudanças climáticas, atrás apenas do dióxido de carbono. A legislação da UE — pioneira no mundo — foi criada para combater essas emissões, que escapam para a atmosfera a partir de infraestruturas de petróleo e gás com vazamentos ao redor do globo. No entanto, a lei tem enfrentado uma pressão política crescente, especialmente após o conflito envolvendo o Irã ter desestabilizado o fornecimento global de energia e intensificado as preocupações quanto à disponibilidade de combustíveis neste inverno.”

Fonte: Reuters; 14/10/2026

Agência dos EUA vai realocar metas de biocombustíveis de pequenas refinarias isentas

“A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) quer que as maiores refinarias de petróleo compensem os volumes de biocombustíveis que deixarão de ser consumidos pelas pequenas refinarias isentas de suas obrigações relativas à Norma de Combustíveis Renováveis (RFS). No final de agosto, a EPA concedeu a 29 refinarias uma redução no número de créditos que elas precisariam comprar durante o ciclo 2025 do programa norte-americano de biocombustíveis. De um total de 34 pedidos, 18 foram atendidos integralmente e 11, parcialmente.”

Fonte: NovaCana; 14/10/2026

UE busca aproximação com Vietnã para ter acesso a minerais críticos

“A União Europeia busca garantir mais minerais críticos do Vietnã para reduzir sua dependência da China, em meio a preocupações de que o abastecimento atual possa estar em risco, segundo documentos internos da UE vistos pela agência de notícias Reuters. O Vietnã possui depósitos substanciais de minerais críticos, incluindo tungstênio, terras
raras, antimônio, bismuto e bauxita, da qual o gálio pode ser extraído como subproduto. As exportações para o bloco europeu têm se limitado, em grande parte, ao tungstênio e ao antimônio, ambos usados no setor de defesa, como em munições e explosivos. Bloco europeu almeja diminuir dependência da China e ter acesso a jazidas vietnamitas. Ao mesmo tempo, Vietnã espera fechar acordo de livre comércio com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein “Considerando a necessidade da Europa de se rearmar e reduzir riscos o mais rapidamente possível, a UE não pode se dar ao luxo de ignorar o Vietnã como potencial fornecedor de matérias-primas críticas, tendo em vista suas abundantes reservas, sobretudo de terras raras e tungstênio”, afirmou a delegação da UE que elaborou o documento.”

Fonte: Folha de São Paulo; 14/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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