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Google e McKinsey fecham compra de créditos de remoção de carbono na Amazônia | Café com ESG, 20/10

Projeto de captura de carbono na Amazônia do Google e McKinsey em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de segunda-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,17% e o ISE avançando 0,84%.

• Do lado das empresas, (i) o Google e a McKinsey concordaram em comprar 320 mil toneladas métricas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos no primeiro projeto silvipastoril, sistema que integra árvores às pastagens, permitindo a continuidade da pecuária ao mesmo tempo que amplia o sequestro de carbono e reduz a pressão pelo desmatamento – os acordos de compra apoiarão uma iniciativa da Working Trees, empresa de tecnologia climática, para converter pastagens degradadas nas regiões do sudeste da Amazônia e do cerrado no Brasil; e (ii) segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da WEG, a companhia vê espaço para ampliar a nacionalização de componentes dos sistemas de armazenamento de energia em baterias à medida que o mercado brasileiro ganhe escala e previsibilidade de demanda – contudo, no curto prazo, Manfred prevê que as células continuarão sendo importadas, já que esses componentes são produzidos por uma cadeia global com escala e competitividade que ainda não existem no Brasil.

• Na política, a COP 17 da Biodiversidade acontece entre 19 a 30 de outubro na Armênia com expectativas de reunir representantes de cerca de 200 países – entre as principais frentes de discussão, a conferência precisa avaliar como os países avançaram na implementação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em 2022, acordo que estabelece 23 metas para deter e reverter a perda da biodiversidade até 2030.

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Brasil

Minerais críticos ampliam desafios socioambientais

“A corrida por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pela expansão das infraestruturas digitais, pode aprofundar desigualdades se não houver proteção ambiental, participação das comunidades atingidas e políticas de agregação de valor nos países produtores. A avaliação é de Elisangela Soldateli Paim, coordenadora do Programa Latino-Americano de Clima e Energia da Fundação Rosa Luxemburgo, uma organização alemã sem fins lucrativos dedicada a estudos sociais. Segundo a pesquisadora, um dos equívocos do debate sobre minerais críticos é associá-los exclusivamente à descarbonização da economia. “O que vemos é uma adicionalidade das energias renováveis, enquanto continuam os investimentos em petróleo e gás. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por minerais tanto para tecnologias ligadas à transição energética quanto para outros setores, como a indústria bélica e as infraestruturas digitais”, afirma. Paim avalia que o Brasil tem a oportunidade de transformar sua relevância estratégica em desenvolvimento econômico, desde que avance na industrialização da cadeia produtiva e preserve as salvaguardas socioambientais.”

Fonte: Valor Econômico; 20/10/2026

Google e McKinsey fecham acordo para comprar crédito de remoção de carbono na Amazônia

“Google e McKinsey concordaram em comprar 320 mil toneladas métricas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos no primeiro projeto silvipastoril do tipo, como parte dos compromissos assumidos por meio da Symbiosis Coalition, em uma abordagem emergente para a mitigação das mudanças climáticas. O sistema silvipastoril integra árvores às pastagens, permitindo a continuidade da pecuária, ao mesmo tempo que amplia o sequestro de carbono e reduz a pressão pelo desmatamento. Os acordos de compra de longo prazo anunciados nesta segunda-feira (19) apoiarão uma iniciativa da Working Trees, empresa de tecnologia climática, para converter pastagens degradadas em sistemas com diversas espécies nas regiões do sudeste da amazônia e do cerrado no Brasil, informou a coalizão. O acordo ajudará a financiar a recuperação de 8.700 hectares de pastagens degradadas e semidegradadas, como parte de um projeto mais amplo de 50 mil hectares, e representa uma das primeiras tentativas de implementar sistemas silvipastoris financiados por créditos de carbono em maior escala.”

Fonte: Folha de São Paulo; 19/10/2026

Aggreko compra seis térmicas da BBF em regiões isoladas do Amazonas

“A Aggreko adquiriu, da Brasil BioFuels (BBF), o Consórcio Geração Amazonas (CGA), que detém seis usinas termelétricas no Amazonas, com 11,4 megawatts (MW) de capacidade instalada no total. As termicas estão localizadas em Belém dos Solimões, em Tabatinga, Estirão do Equador e Palmeiras do Javari, em Atalaia do Norte, Feijoal, em Benjamin Constant, além de Envira e Ipixuna. Agora, a empresa tem 32 usinas nos sistemas isolados do estado e soma 149,1 MW de capacidade instalada. Segundo a companhia, a aquisição abre espaço para ampliar soluções que a Aggreko já utiliza no Amazonas, como monitoramento e atuação remotos, sistemas de armazenamento de energia (BESS) e projetos de hibridização, que combinam a geração térmica com fontes renováveis, como a solar e baterias. “A consolidação desses ativos reforça o compromisso da Aggreko com a confiabilidade do fornecimento de energia em regiões estratégicas do Brasil. Ao reunir 32 usinas, ampliamos nossa capacidade de aplicar tecnologia, conhecimento operacional e novas soluções energéticas na Amazônia”, disse o diretor-geral da Aggreko no Brasil, Marco Contin, em nota.”

Fonte: Eixos; 19/10/2026

WEG vê espaço para nacionalizar mais componentes de sistemas de baterias

“A fabricante de equipamentos catarinense WEG vê espaço para ampliar a nacionalização de componentes dos sistemas de armazenamento de energia em baterias à medida que o mercado brasileiro ganhe escala e previsibilidade de demanda. Segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, o avanço deve se concentrar nas etapas em que o país já possui competência e competitividade industrial. Hoje, boa parte dos equipamentos é importado principalmente de países asiáticos. No curto prazo, Manfred prevê que as células continuarão sendo importadas, já que esses componentes são produzidos por uma cadeia global com escala e competitividade que ainda não existem no Brasil. “A estratégia é nacionalizar as etapas em que o Brasil já possui competência e competitividade industrial”, afirmou em entrevista. Entre as áreas citadas estão os sistemas de conversão de potência e inversores, transformadores, painéis de média tensão, controle, automação e os sistemas de gerenciamento de energia, conhecidos pela sigla EMS. A estratégia também abrange engenharia, integração dos equipamentos e serviços.”

Fonte: CNN; 19/10/2026

Australiana conclui compra de projeto de terras raras e nióbio em MG

“A mineradora australiana Oceana Metals anunciou, nesta segunda-feira (19), a conclusão da aquisição do projeto Serra Negra, de terras raras e nióbio, localizado nos municípios de Patrocínio e Guimarânia, em Minas Gerais. A operação foi realizada por meio da compra de 100% da Songeo Mineração, empresa responsável pelo empreendimento. A Oceana pagou US$ 2,95 milhões em dinheiro e emitiu aproximadamente 15,5 milhões de ações. O acordo também prevê pagamentos adicionais de até US$ 2,25 milhões, condicionados ao avanço das pesquisas minerais. O projeto está localizado em um complexo geológico com aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro. Segundo a companhia, a área conhecida de mineralização de terras raras mais que dobrou após a reanálise de sondagens históricas, ultrapassando 4,5 quilômetros quadrados. Resultados divulgados anteriormente pela empresa identificaram intervalos de 50 metros com concentração média de 4% de óxidos totais de terras raras e de 22 metros com teor de 4,7%. Atualmente, quatro sondas estão em operação no empreendimento. A companhia conduz um programa de aproximadamente 20 mil metros de perfurações e pretende divulgar, nos próximos meses, a primeira estimativa oficial de recursos minerais de Serra Negra.”

Fonte: CNN; 19/10/2026

Âmbar Energia, da J&F, reforma usina no Amazonas para operar com gás e solar

“A Âmbar Energia, controlada pela holding J&F, investiu R$ 59 milhões para reconfigurar uma usina termelétrica no Amazonas para operar com duas fontes, gás natural e energia solar, anunciou a companhia nesta segunda-feira (19). A unidade localizada em Codajás, de 5,4 megawatts (MW) de capacidade, está sendo integrada a uma planta fotovoltaica com capacidade de 9,7 megawatts-pico (MWp), em projeto com conclusão está prevista para dezembro, disse a Âmbar. A ideia da usina “híbrida” é que os painéis solares assumam parte da geração durante o dia, reduzindo a necessidade de queima de gás, que será utilizado principalmente para geração à noite. Segundo a empresa de energia, que pertence aos irmãos Batista, o projeto é o primeiro do Amazonas a operar com energia solar e gás para atendimento dos chamados “sistemas isolados”, comunidades que não recebem energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) e dependem majoritariamente de geração termelétrica local.”

Fonte: Valor Econômico; 19/10/2026

BNDES aprova R$ 250 milhões para investimento da Belterra

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 250 milhões via Fundo Clima para a Belterra transformar 4 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia em sistemas agroflorestais (SAFs) com foco na produção de cacau. O investimento total no projeto é de R$ 302 milhões. Fazendas de produtores rurais parceiros da Belterra no Pará, situados nas proximidades da rodovia Transamazônica e de Carajás, e no município de Alta Floresta (MT), tocarão o projeto. O financiamento vence em 15 anos, e tem cinco anos de carência. É a segunda transação do Fundo Clima com o Grupo Belterra. Em 2025, a empresa contratou R$ 100 milhões para um projeto de 2.750 hectares de agroflorestas em quatro Estados. A nova operação integra o projeto Arco da Restauração, criado pelo banco de fomento para recuperar áreas desmatadas no sul da Amazônia, no chamado Arco do Desmatamento. O projeto está dentro do programa BNDES Florestas, para restaurar e conservar vegetação nativa. “O apoio do BNDES nos permite dar um novo salto de escala e reforça a estratégia de crescimento da Belterra. Estamos construindo uma nova base produtiva para o cacau brasileiro, em parceria com a indústria do chocolate e com produtores da Amazônia e da Mata Atlântica, transformando áreas degradadas em sistemas agroflorestais que geram renda, trabalho e floresta em pé. Cada hectare recuperado é um hectare que volta a produzir, a gerar renda e a abrigar biodiversidade”, afirmou Valmir Ortega, CEO da Belterra Agroflorestal.”

Fonte: Globo Rural; 19/10/2026

Queimadas afligem Amazônia e exigem compromisso ambiental

“A menos de um mês do aniversário de um ano da COP30, realizada em Belém (PA), a Amazônia está novamente em chamas. Levantamento oficial constatou que o desmatamento na região foi o menor em quase 40 anos, um avanço importante, mesmo se considerado que a derrubada de florestas ainda é muito alta, apenas é menor que os níveis alarmantes de antes. Mas a boa notícia foi em parte ofuscada pelo aumento das queimadas, que encobre há dias Manaus, e paralisou algumas atividades. O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), informou que o desmatamento teve queda histórica de 42% na Amazônia Legal e diminuiu 23,8% no Cerrado. O registro é de 1 de agosto de 2025 a 31 de julho de 2026, usado como referência para a mensuração da derrubada de florestas no Brasil. Na Amazônia, o desmatamento somou 3.355 km2, a menor área desde que o levantamento foi iniciado, em 1988. No Cerrado, onde o Código Florestal é menos restrito, foram 5.516 km2 de vegetação nativa perdida, também o valor mais baixo da série histórica, esta iniciada em 2013.”

Fonte: Valor Econômico; 20/10/2026

Agro defende medidas concretas para enfrentamento de mudanças climáticas na COP 31

“A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, nesta quinta-feira (15/10), o posicionamento do setor agropecuário brasileiro para a 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia. Segundo a entidade, a COP 31 terá o desafio de avançar simultaneamente em temas como financiamento, transparência, adaptação, agricultura e mitigação, em meio a um cenário internacional marcado também por disputas comerciais, conflitos e riscos às cadeias de suprimento de alimentos e insumos. A principal questão em discussão no encontro, para a CNA, é como transformar compromissos e metas climáticas em instrumentos que funcionem na prática e em medidas concretas para ampliar a adaptação, a mitigação e a sustentabilidade da produção agropecuária.”

Fonte: Um Só Planeta; 19/10/2026

Internacional

Microsoft desiste de alugar data center da Nscale no Reino Unido por gargalos de energia

“A Microsoft desistiu de um acordo para alugar capacidade computacional em um data center da Nscale no Reino Unido em razão de problemas no fornecimento de energia elétrica, impondo um revés à fornecedora de infraestrutura para inteligência artificial no momento em que a empresa se prepara para abrir seu capital. A Nscale havia informado no ano passado a aquisição de um terreno em Loughton, nos arredores de Londres, para a construção de seu primeiro data center em solo britânico. Pelo acerto inicial, a Microsoft arrendaria as instalações de 50 megawatts (MW) equipadas com cerca de 23 mil chips Nvidia GB300 para sustentar as operações de computação em nuvem do Microsoft Azure. Um porta-voz da Microsoft afirmou que a companhia permanece comprometida com a parceria mantida com a Nscale e ressaltou que a rescisão se restringiu exclusivamente a essa unidade específica.”

Fonte: Valor Econômico; 19/10/2026

Volvo monta unidade voltada a oferecer veículos e serviços para setor de mineração

“A Volvo está criando uma nova unidade de negócios dedicada exclusivamente ao setor de mineração para capturar oportunidades de crescimento no segmento. A fabricante sueca de caminhões informou nesta segunda-feira (19) que a recém-criada unidade Volvo Mining tem como objetivo reunir as capacidades técnicas e o portfólio de produtos do grupo sob uma estrutura comercial única e integrada voltada a clientes mineradores. A Volvo Mining comercializará caminhões da marca, equipamentos de construção pesada e soluções autônomas tanto para mineradoras quanto para suas empreiteiras terceirizadas. “À medida que a mineração entra em uma nova fase de expansão e transformação, a Volvo Mining fornecerá o foco necessário para ajudar os clientes a atender à crescente demanda por produtividade, segurança e resiliência”, destacou a companhia.”

Fonte: Valor Econômico; 19/10/2026

Japão planeja certificações para data centers e serviços em nuvem para conter riscos

“O Japão estabelecerá um sistema para certificar a segurança de data centers e serviços em nuvem. A proposta é incentivar o uso de tecnologias seguras em setores como finanças e saúde, ao mesmo tempo em que bloqueia riscos provenientes da China, da Rússia e de outros países que suscitam preocupações, apurou o “Nikkei Asia”. O novo sistema, a ser implementado após o ano fiscal de 2027, abrangerá operadores de data centers situados no Japão e provedores de serviços em nuvem que mantêm servidores dentro do país. Espera-se que o sistema leve em conta fatores como a estrutura de propriedade das empresas, procedimentos de gestão de risco para prevenir vazamentos de dados e os fornecedores de equipamentos. O governo recomendará que instituições financeiras, estabelecimentos de saúde, institutos de pesquisa e outras organizações que lidam com informações pessoais sensíveis — as quais possuem implicações para a segurança nacional — contratem apenas provedores de data centers e serviços em nuvem certificados. O governo planeja propor alterações na Lei de Promoção da Segurança Econômica durante a sessão parlamentar ordinária que terá início em janeiro.”

Fonte: Valor Econômico; 20/10/2026

Pressão política ameaça balanço científico do clima

“O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) enfrenta um impasse sobre a definição do calendário de divulgação de seus relatórios mais importantes. Pesquisadores afirmam que um grupo de países produtores de petróleo e emergentes, entre eles China, Rússia e Arábia Saudita, tenta travar o trabalho do principal órgão científico das Nações Unidas para a crise do clima. Membros do painel se reuniram na semana passada em Adis Abeba, capital da Etiópia, para definir o cronograma de publicação dos relatórios de referência sobre a crise climática e o orçamento para a produção dos documentos. Mas a reunião terminou sem uma decisão final, e não há previsão para um novo encontro. O plano original do painel era aprovar e publicar os relatórios até setembro de 2028, a tempo da COP33, que acontece em novembro daquele ano. A conferência vai promover a segunda edição do Global Stocktake, um mecanismo do Acordo de Paris que avalia o progresso coletivo dos países em direção às metas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC. Os relatórios formulados pelo IPCC são a base científica para essa avaliação e, consequentemente, para o engajamento dos governos na convergência para os seus compromissos.”

Fonte: Capital Reset; 19/10/2026

Começa hoje a COP17 da biodiversidade: o que está em jogo até 2030

“Na capital da Armênia, Yerevan, uma conferência da ONU coloca em discussão o futuro dos oceanos e das florestas. De 19 a 30 de outubro, a cidade recebe a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), conhecida como COP17 da Biodiversidade. A expectativa é que representantes de cerca de 200 países se reúnam ao longo das próximas duas semanas para avaliar a direção — e o ritmo — com que as nações adaptam suas estratégias de conservação e uso sustentável dos recursos naturais. Entre suas principais frentes, a conferência precisa avaliar como os países avançaram na implementação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em 2022. O acordo estabelece 23 metas para deter e reverter a perda da biodiversidade até 2030, entre elas restaurar ao menos 30% das áreas de ecossistemas degradados, reduzir pela metade a introdução de espécies exóticas invasoras e conservar 30% das áreas terrestres, de águas continentais e costeiras/marinhas. Essa última, relacionada à conservação de áreas aquáticas, está entre os temas de maior atenção na COP17. Uma pesquisa realizada antes da conferência, com mais de 20 mil pessoas em 20 países, aponta que 79% dos entrevistados querem que os governos atuem mais rapidamente na proteção dos oceanos, enquanto 95% acreditam que as áreas de conservação devem ser efetivamente gerenciadas.”

Fonte: Exame; 19/10/2026

Proteção dos oceanos está longe da meta global e será tema central na COP17 da Biodiversidade

“A proteção dos oceanos está entre os desafios que estarão em pauta na 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), também conhecida como a “Cop da Biodiversidade”, que será realizada de 19 a 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia. Às vésperas do encontro, uma pesquisa global com 20.001 pessoas em 20 países mostra que 79% dos entrevistados consideram que os governos precisam agir mais rapidamente para proteger o ambiente marinho. O levantamento também aponta que 95% consideram importante que as áreas destinadas à conservação sejam efetivamente geridas, e não protegidas apenas formalmente. A COP17 será marcada pela primeira avaliação global do progresso coletivo na implementação do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, adotado em dezembro de 2022. O acordo estabelece 23 metas para deter e reverter a perda de biodiversidade até 2030, além de quatro objetivos de longo prazo para 2050. O relatório State of Biodiversity Action, elaborado no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, reúne informações de relatórios nacionais, estratégias de biodiversidade, indicadores globais, avaliações científicas e diferentes fontes de conhecimento.”

Fonte: Um Só Planeta; 19/10/2026

UE desiste de pressionar por proibição global de perfuração no Ártico

“A UE abandonará seus esforços para obter uma proibição global da extração de petróleo e gás no Ártico, como parte de uma nova estratégia que se concentra nos riscos à segurança na região polar. Em 2021, o bloco de 27 países defendeu uma proibição internacional a novas atividades de extração de petróleo e gás no Ártico, fundamentando-se em questões ambientais. Uma nova estratégia, a ser anunciada na terça-feira, manterá a oposição da UE à extração de petróleo e gás no Ártico, mas encerrará os esforços para alcançar um acordo global que impeça a exploração de hidrocarbonetos na região. Essa mudança de postura ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas no Ártico, com a Rússia, a China e os EUA disputando a supremacia na área. O movimento também evidencia o fracasso dos esforços multilaterais para limitar o aquecimento global, bem como uma alteração nas prioridades da UE desde a elaboração de sua estratégia anterior para o Ártico. A nova estratégia mantém a ambição de garantir que “petróleo, carvão e gás permaneçam no subsolo” na região, mas abandona os compromissos assumidos em 2021 de “trabalhar com parceiros em prol de uma obrigação jurídica multilateral que impeça o desenvolvimento de novas reservas de hidrocarbonetos”. O jornal Financial Times (FT) havia noticiado, em abril, que a UE cogitava deixar de pleitear uma proibição internacional.”

Fonte: Financial Times; 19/10/2026

Mundo se depara com a realidade da natureza em conferência da ONU sobre biodiversidade

“Líderes mundiais, diplomatas e especialistas em natureza reúnem-se na Armênia esta semana para avaliar o ritmo insuficiente dos esforços para conter a perda de biodiversidade; os países estão longe de atingir a maioria das metas globais, e divergências sobre o financiamento permanecem sem solução. A 17ª “Conferência das Partes” da ONU, conhecida como COP17, representa a primeira grande revisão do progresso alcançado no âmbito do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal — um acordo histórico firmado em 2022 que visa proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. A COP31, voltada para questões climáticas, terá início em 9 de novembro em Antalya, na Turquia. Embora a previsão seja de que o mundo alcance cerca de 27,5% de proteção das áreas terrestres até 2030, cientistas alertam que muitas das metas mais amplas, necessárias para frear a perda de biodiversidade, estão longe de serem cumpridas. Desde o uso de agrotóxicos e a pesca insustentável até a concessão de subsídios para diversas atividades nocivas, a degradação dos ecossistemas ameaça a produção de alimentos, a segurança hídrica e a estabilidade econômica em todo o planeta. Segundo uma minuta de relatório da ONU, os países não estão, no momento, no caminho certo para atingir 22 das 23 metas estabelecidas no Marco de Kunming-Montreal.”

Fonte: Reuters; 19/10/2026

Itália está ficando para trás nas metas de transição energética para 2030, aponta relatório

“A Itália atingiu apenas 15% de suas metas de transição energética para 2030, informou o think tank sobre mudanças climáticas ECCO, na segunda-feira, em um relatório anual de monitoramento. O país tem apresentado um progresso “positivo, porém insuficiente” no setor de energias renováveis, tendo instalado cerca de 7 gigawatts (GW) de nova capacidade no ano passado — um volume abaixo dos 10 GW anuais necessários para alcançar as metas de 2030. Segundo o ECCO, o crescimento das energias renováveis ​​ainda é freado pela lentidão nos processos de licenciamento e por filas de conexão à rede elétrica, que estão sobrecarregadas devido a pedidos de natureza especulativa. O relatório acrescenta que, em 2025, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram cerca de 9 milhões de toneladas métricas de CO2 equivalente em comparação ao ano anterior. Para cumprir as metas da União Europeia (UE) de energia e clima para 2030, a Itália precisa reduzir suas emissões em aproximadamente 95 milhões de toneladas de CO2 equivalente em relação aos níveis de 2025 — o que equivale a cerca de 25% do total das emissões nacionais. A Itália também está longe de atingir sua meta de ampliar a frota de veículos elétricos: no ano passado, havia cerca de 445 mil unidades em circulação, um número muito aquém do objetivo de 4,3 milhões até 2030. O ECCO também apontou atrasos no cumprimento de metas da transição ecológica em áreas como edificações, indústria, eliminação gradual do uso de gás e eletrificação do consumo de energia.”

Fonte: Reuters; 19/10/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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