Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quinta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 1,03% e 1,46%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Gasmig abriu uma nova chamada pública para fechar novos contratos de longo prazo para aquisição de biometano produzido em Minas Gerais, com o objetivo de ampliar o uso do gás renovável na rede de distribuição da companhia – as propostas da nova chamada devem ser enviadas até 23 de outubro e considerar fornecimento firme e contínuo, sem sazonalidade, em contratos de até dez anos; e (ii) segundo estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), data centers devem demandar 30 TWh de eletricidade em 2036, um aumento de 10 vezes o consumo atual, de 3 TWh – o plano também estima o crescimento do consumo pela eletromobilidade para 15 TWh em 2036 (vs. 1 TWh em 2026), impulsionado pela redução do preço dos veículos elétricos e a expansão da infraestrutura de recarga.
• No internacional, uma nova atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou de 63% para 81% a probabilidade de que o atual El Niño alcance intensidade “muito forte” nos próximos meses – a atualização aumenta as chances de impactos relevantes sobre a produção agrícola em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil.
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Brasil
Empresas
Além de fabricar SAF, JetBio quer transformar etanol em diesel verde
“Anunciada como a maior fabricante de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de etanol do mundo – rota tecnológica conhecida como alcohol-to-jet (AtJ) –, a JetBio está de olho em mais um outro mercado: o de diesel verde. Segundo informações do portal TheAgriBiz, a empresa estaria negociando para licenciar uma tecnologia desenvolvida pela Honeywell UOP que permitiria diversificar a atuação da biorrefinaria que o grupo pretende começar a construir em Paulínia (SP). Prevista para entrar em operação em 2030, a unidade deverá ter capacidade para fabricar até 770 mil toneladas – cerca de 1 bilhão de litros – de biocombustíveis por ano. Os investimentos previstos pela empresa de origem norte-americana são de US$ 2 bilhões, equivalente a cerca de R$ 10 bilhões pelo câmbio de hoje.”
Fonte: NovaCana; 08/10/2026
Sobra de energia abre espaço para Brasil processar dados de fora, diz Odata
“O excedente de geração de energia no Brasil e as dificuldades de abastecimento para novos data centers nos Estados Unidos podem abrir uma oportunidade para o país processar dados de clientes estrangeiros e exportar serviços digitais. A avaliação é de Ricardo Alário, CEO da Odata, que defende o aproveitamento dessa combinação para ampliar a participação brasileira no mercado internacional, impulsionado principalmente pelo avanço da inteligência artificial. Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, o executivo apresentou a oportunidade de ampliar a infraestrutura de processamento, hoje voltada principalmente ao atendimento de consumidores locais, para receber também a demanda de outros países. “Vamos colocar data centers que vão processar dados e exportar para o resto do mundo. É isso que o Redata veio acelerar em um mercado que já vinha em forte crescimento”, disse. O Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), sancionado em setembro, prevê incentivos fiscais para investimentos na instalação, modernização e ampliação desses empreendimentos no Brasil.”
Fonte: CNN; 08/10/2026
Fusões e aquisições na mineração brasileira somam US$ 8,2 bi desde 2025
“As fusões e aquisições envolvendo ativos de mineração no Brasil somam US$ 8,2 bilhões desde janeiro de 2025, em um movimento impulsionado pela disputa global por minerais críticos e pela revisão de portfólio de grandes mineradoras. Levantamento da Alvarez & Marsal (A&M) identificou 13 transações com valores divulgados entre janeiro de 2025 e 2 de outubro deste ano, além de mais de uma dezena de operações menores ou sem cifras públicas. Apenas em 2026, foram anunciados US$ 5,9 bilhões em negócios, 2,6 vezes os US$ 2,3 bilhões registrados em todo o ano passado. Das 13 operações, oito, que somam US$ 4,6 bilhões, já foram concluídas. Outras cinco, avaliadas em US$ 3,6 bilhões, ainda dependem de fechamento ou aprovações. Para Rafael Marchi, sócio-diretor da A&M Infra, a aceleração dos negócios ocorre em um momento em que a importância estratégica dos recursos minerais passou a influenciar diretamente a movimentação de capital. “Toda a discussão geopolítica e estratégica está sendo transformada em números. Há uma procura pelo Brasil num timing muito bom”, afirmou à CNN. O principal exemplo está nas terras raras. Apenas duas transações envolvendo o grupo de elementos — a compra da Serra Verde pela americana USA Rare Earth e o acordo da australiana Lynas para adquirir a Meteoric Resources — representam 42% de todo o valor levantado pela A&M.”
Fonte: CNN; 08/10/2026
Gasmig abre nova chamada pública para contratos de longo prazo de biometano
“A Gasmig abriu uma nova chamada pública para fechar novos contratos de longo prazo, para aquisição de biometano produzido em Minas Gerais. O objetivo é ampliar o uso do gás renovável na rede de distribuição da companhia. Em entrevista ao podcast gas week, em julho, o presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, afirmou que a distribuidora espera contratar até 250 mil m³/dia de biometano em ondas, nos próximos anos. Na primeira chamada pública aberta pela companhia, este ano, a empresa celebrou contrato com a GeoMit. As propostas da nova chamada devem ser enviadas até 23 de outubro e considerar fornecimento firme e contínuo, sem sazonalidade, em contratos de até dez anos. Corredores rodoviários: entrega em um raio de até 20 km de novos postos que poderão ser implantados pela Gasmig em trechos ainda não atendidos da BR-040 (Belo Horizonte–Paracatu), BR-050 (Uberaba–Araguari), BR-262 (Belo Horizonte–Uberaba) e BR-135 (Belo Horizonte–Montalvânia). Injeção na rede de distribuição: entrega em um raio de até 20 km da rede. Montes Claros: fornecimento em um raio de até 20 km do município. As propostas poderão incluir o custo de transporte rodoviário até pontos próximos à rede da Gasmig na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Sul de Minas e em Montes Claros, além dos novos postos. Nesses casos, o edital estabelece que o transporte seja feito por caminhões movidos a gás.”
Fonte: Eixos; 08/10/2026
Data centers devem demandar dez vezes mais eletricidade em 2036, estima PDE
“Os data centers devem demandar 30 TWh de eletricidade em 2036, estima o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), divulgado nesta quinta-feira (8/10) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Atualmente, os data centers demandam 3 TWh. O documento está em consulta pública e traz as principais perspectivas para a oferta e a demanda de energia no Brasil entre 2027 e 2036. O plano estima o crescimento do consumo pela eletromobilidade de 1 TWh, em 2026, para 15 TWh, em 2036. A demanda deve ser de 9,4 TWh para veículos leves, 4,6 TWh para ônibus urbanos e 0,7 TWh para caminhões. O crescimento será impulsionado pela redução do preço dos veículos elétricos e a expansão da infraestrutura de recarga. Já a produção de hidrogênio deve consumir 3 TWh daqui a dez anos. Segundo o PDE, a demanda elétrica da atividade deve começar em 2031, por causa do prazo mais longo para desenvolvimento dos investimentos. O consumo total de eletricidade no país deve crescer a uma taxa média de 3,4% ao ano durante a próxima década, chegando a 979 TWh. Atualmente, o consumo é de 702 TWh. O atendimento será majoritariamente realizado pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), e a autoprodução deve fornecer 10% do total.”
Fonte: Eixos; 08/10/2026
Agenda de empresas: Brava Energia divulga produção de setembro; Rumo assina financiamento com BNDES
“Brava Energia; A Brava Energia produziu 82,9 mil barris de óleo equivalente por dia em setembro, em média, volume 1,6% superior ao registrado no mês anterior. PetroReconcavo; A PetroReconcavo atingiu produção de 23,5 mil barris de óleo equivalente por dia em setembro, volume 1,3% inferior ao registrado no mês anterior. Helbor; A gestora da Caixa Econômica Federal, a Caixa Asset, reduziu sua participação acionária na Helbor para o equivalente a 4,19% do total de ações da construtora. Westwing; O fundo de investimento Oriz Albright, acionista da Westwing, pediu a convocação de assembleia geral extraordinária para que seja analisada proposta de redução do capital social da empresa em R$ 30 milhões. Rumo; O conselho de administração da Rumo aprovou a assinatura, pela Rumo Malha Paulista, de um financiamento de até R$ 181 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O crédito será concedido por meio das linhas do Fundo Clima e da Finame.”
Fonte: Valor Econômico; 08/10/2026
Política
“O mandato de quatro anos do diretor Daniel Maia, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), encerra-se no próximo sábado (10), e a agência definiu o sucessor temporário, até a escolha de um nome em definitivo. Segundo a ANP, o atual superintendente de fiscalização do abastecimento, Julio Nishida, assumirá a partir da terça-feira (13) o cargo de diretor substituto, por um período de 180 dias ou até a indicação, pelo presidente da República, de um novo nome. O novo nome ainda depende de ser sabatinado pela Comissão de Infraestrutura do Senado e aprovado pelo plenário daquela Casa. Maia, por sua vez, cumprirá quarentena obrigatória de seis meses antes de voltar a atuar no mercado. A figura do diretor substituto foi criada para evitar a vacância do cargo: a legislação prevê que diretorias vagas nas agências reguladoras devem ser ocupadas por servidores até a posse de um novo nome com mandato fixo, de quatro anos. O tempo de atuação do diretor substituto no cargo é deduzido do mandato.”
Fonte: Valor Econômico; 08/10/2026
ANEEL aprova novas regras para cortes de geração de energia
“A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, em 6 de outubro, nova regulamentação para os cortes obrigatórios de geração de energia elétrica, conhecidos como curtailment. A decisão encerra discussão iniciada há sete anos no âmbito da Consulta Pública nº 45/2019 e estabelece novos critérios para a atuação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), buscando conferir maior previsibilidade à realização dos cortes e à distribuição de seus impactos entre os agentes do setor. Entre as principais mudanças, a norma estabelece que os cortes decorrentes de sobreoferta de energia serão compartilhados entre diferentes fontes de geração. A participação da componente hidráulica associada à geração hidrelétrica com energia vertida turbinável (EVT) será incorporada de forma progressiva, em patamares de 25%, 50%, 75% e 100%. Para a autoprodução, em regra, a restrição deverá atingir somente a parcela de geração que exceder o consumo local, admitindo-se exceções relacionadas à segurança e à confiabilidade do sistema. A regulamentação também diferencia a realização física dos cortes por razões elétricas da distribuição de seus efeitos econômicos. O ONS continuará determinando as restrições nos pontos em que forem mais eficientes para preservar a segurança do sistema, enquanto seus impactos serão distribuídos entre os agentes elegíveis. A norma ainda reforça mecanismos de governança e transparência, com auditoria independente, divulgação de dados e parâmetros e relatórios periódicos do ONS e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).”
Fonte: Valor Econômico; 08/10/2026
Internacional
Empresas
GM pede mudança na lei para ampliar linha de importados
“A General Motors trata a China como essencial para seu futuro na América do Sul, mas não quer deixar as origens norte-americanas de lado. Por isso, tenta aprovar junto aos órgãos reguladores do Brasil, mudanças nas normas de homologação para poder importar veículos dos Estados Unidos. É o caso do Cadillac Escalade, que tem ótimos números de vendas no país, mas atualmente é oferecido apenas via importação independente. Caso a GM consiga destravar a burocracia, a ideia é rechear o portfólio não apenas da Cadillac. Segundo o vice-presidente da GM na América do Sul, Fabio Rua, há interesse em trazer SUVs grandes da Chevrolet, como Suburban e Tahoe, além de modelos da GMC. Em março, Autoesporte publicou um artigo mostrando o desejo da GM de vender o Escalade V8 no Brasil e os impeditivos para que isso acontecesse. Agora, além de confirmar o interesse em uma linha importada ainda maior, também podemos dizer que a empresa já trabalha para que as normas de segurança do padrão americano sejam reconhecidas no Brasil. Não se trata de afrouxar regras de segurança, mas de validar as normas praticadas nos Estados Unidos. “Ter uma normativa diferente não faz dos carros norte-americanos menos seguros que os europeus”, disse Rua. Um exemplo dado pelo executivo é a obrigatoriedade na lei brasileira de carros de passeio oferecerem encostos de cabeça para todos os ocupantes.”
Fonte: Valor Econômico; 09/10/2026
Executiva da BYD afirma que maior desafio para expansão é a geopolítica
“O principal desafio à expansão da BYD é a geopolítica, afirmou Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, nesta quinta-feira (8), meses depois que o presidente da empresa chinesa declarou que a meta é se tornar a maior montadora do mundo em cinco anos. “Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, disse Li em evento do Milken Institute realizado em Cingapura. Li afirmou que a empresa decidiu não vender carros de passeio nos Estados Unidos por enquanto, apesar de já estar presente no país há “muito tempo”, pois a situação é “complicada”. “Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento.” Li disse que a BYD não tem planos de fazer parcerias com outras empresas chinesas, dada sua liderança em diversas áreas, como armazenamento de energia e painéis solares. “Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis”, afirmou ela.”
Fonte: Valor Econômico; 08/10/2026
Startup de Houston busca reduzir o domínio da China sobre metal crítico
“O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, discutiram a cooperação de longo prazo durante a cúpula realizada no mês passado; no entanto, apesar de toda a pompa e cerimônia, a maioria das disputas comerciais entre Washington e Pequim permaneceu sem solução. As restrições da China à exportação de minerais críticos continuam sendo uma questão urgente. Pequim intensificou o uso estratégico — como arma — das cadeias de suprimentos globais que domina após a imposição de tarifas por Washington no ano passado, uma medida que abalou a indústria americana. Esses materiais críticos, que incluem elementos de terras raras, além de outros metais e minerais, são indispensáveis para a fabricação de ímãs, hardware de alta tecnologia e equipamentos de defesa. Agora, os EUA buscam esses metais em escala global e desenvolvem fontes internas para romper o domínio chinês sobre a cadeia de suprimentos. É nesse cenário que entra a Hertha Metals, uma startup de tecnologia sediada em Houston. Fundada pela engenheira do MIT Laureen Meroueh, a empresa desenvolveu um método para produzir ferro de alta pureza, essencial para os ímãs utilizados em uma vasta gama de produtos, desde veículos elétricos e robôs humanoides até os estojos dos AirPods da Apple.”
Fonte: Financial Times; 08/10/2026
Política
China acelera ‘data centers’ para dominar negócios de IA
“A China está construindo centros de dados em ritmo acelerado em seu interior rico em energia, com Pequim tentando transformar a abundância de eletricidade e as terras baratas em uma vantagem na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial. O esforço está criando grandes novos polos de computação, como Ulanqab, na Mongólia Interior, onde 89 centros de dados já foram construídos ou estão planejados. A expansão da infraestrutura de IA está entre as mais rápidas do mundo. Pequim definiu o avanço da IA como uma prioridade estratégica nacional, como forma de aumentar a produtividade econômica, consolidar a influência política interna e assegurar a influência global da China, garantindo que uma parcela cada vez maior do mundo dependa da sua tecnologia. Embora a China tenha dificuldades para obter chips avançados em quantidade suficiente para atender à demanda crescente por IA, o país conseguiu mobilizar as terras, a eletricidade e a capacidade de construção necessárias para erguer os centros de dados que abrigam esses chips. A China já dispõe de 24 gigawatts de capacidade operacional de computação em centros de dados, mais que o restante da Ásia somado, mas menos da metade dos 56 GW dos Estados Unidos, segundo a SemiAnalysis, consultoria especializada em chips. Outros 50 GW estão em construção ou foram anunciados. Ulanqab, uma remota cidade agrícola conhecida por suas batatas e petiscos de iogurte, está entre os exemplos mais marcantes dessa expansão. Cerca de 15 GW de capacidade de computação foram destinados à cidade, tornando-a o polo de centros de dados que mais cresce na Ásia, segundo um executivo de uma importante operadora do setor na região, que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do tema.”
Fonte: Valor Econômico; 09/10/2026
“Na quinta-feira, a Alta Corte de Londres negou aos autores da ação a permissão para recorrer de sua decisão de julho, que, em grande parte, favoreceu algumas das maiores montadoras do mundo em relação às emissões de motores a diesel. No entanto, advogados que representam cerca de 1,6 milhão de autores afirmaram que solicitariam o recurso diretamente ao Tribunal de Apelação, em uma tentativa de retomar as ações judiciais iniciadas na esteira do escândalo “Dieselgate” da Volkswagen. Após um julgamento iniciado em outubro de 2025, foram rejeitadas a maioria das alegações de que 20 veículos de teste — fabricados pela Mercedes-Benz, Ford, Nissan, Renault e pelas marcas Peugeot e Citroën (pertencentes à Stellantis) — estavam equipados com “dispositivos de manipulação” ilegais. A juíza Sara Cockerill negou aos autores a permissão para recorrer de sua decisão, embora os advogados deles tenham declarado que recorreriam diretamente ao Tribunal de Apelação. Ela acrescentou que apresentaria a fundamentação completa de sua decisão em uma data posterior. Martyn Day, sócio sênior do escritório de advocacia Leigh Day — um dos que representam os autores —, afirmou: “Embora estejamos obviamente decepcionados com a decisão, isso está longe de ser o fim da linha para os 1,6 milhão de clientes que movem ações judiciais relacionadas ao Dieselgate”.”
Fonte: Reuters; 08/10/2026
Agência dos Estados Unidos eleva chance de El Niño muito forte e alerta agro
“A nova atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acendeu um sinal de alerta para o agronegócio global. A agência elevou significativamente a probabilidade de que o atual El Niño alcance intensidade “muito forte” nos próximos meses, aumentando as chances de impactos relevantes sobre a produção agrícola em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil. Segundo a nova projeção divulgada nesta semana, há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria de El Niño muito forte entre outubro e dezembro deste ano, acima dos 63% estimados no mês anterior. A NOAA também estima 97% de chance de que o fenômeno permaneça ativo até o início de 2027, indicando um evento mais intenso e mais duradouro do que se previa anteriormente. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação atmosférica e os padrões de chuva em diversas partes do planeta. No Brasil, os efeitos variam conforme a região, podendo beneficiar algumas culturas e prejudicar outras.”
Fonte: NovaCana; 08/10/2026
Cingapura não atingirá meta de importação de energia verde para 2035, diz Wood Mackenzie
“Cingapura provavelmente não atingirá sua meta para 2035 de importar 6 gigawatts de eletricidade de baixo carbono, segundo um relatório divulgado na quarta-feira pela empresa de pesquisa e consultoria Wood Mackenzie. O país aprovou uma capacidade de importação de 9,25 GW distribuída por seis corredores, mas nenhum dos projetos alcançou o fechamento financeiro ou iniciou a construção, acrescentou o relatório. Eis os principais pontos do documento: Cingapura gera até 95% de sua eletricidade a partir de gás natural. Até 2035, a energia verde importada deverá representar 15% de sua matriz de geração elétrica — cerca de metade da meta da EMA (Autoridade do Mercado de Energia), que prevê que as importações supram aproximadamente um terço da demanda projetada (ou seja, 6 GW). Os principais obstáculos incluem regimes de licenciamento de exportação, a bancabilidade dos projetos, o financiamento de linhas de transmissão transfronteiriças e a ausência de um mecanismo que permita aos compradores reivindicar o valor do carbono associado à energia importada. A Malásia é o único corredor com uma perspectiva viável de entrega nesta década, graças a uma interconexão existente com capacidade de até 1 GW. Em agosto, a EMA aprovou a importação de 900 MW provenientes de Johor, na Malásia — incluindo 300 MW para a Sembcorp Utilities, cujo fornecimento de energia poderá começar em 2029. Sarawak (Malásia), que já garantiu um fornecedor de cabos, projeta de forma realista o início da operação comercial para meados da década de 2030. A Indonésia responde por 37% dos projetos aprovados, mas o avanço estagnou devido a exigências de licenciamento de exportação e regras de conteúdo local.”
Fonte: Reuters; 08/10/2026
Conter o aumento da temperatura global é uma questão de sobrevivência, diz o presidente da COP31
“Limitar o aquecimento global é uma questão de sobrevivência, e muitos países estão se esquivando de sua responsabilidade de reduzir as emissões; essa foi a declaração feita na quinta-feira pela autoridade que preside a próxima grande conferência climática da ONU, durante o último dia do evento preparatório. “Vivemos um momento em que todos estão fugindo da responsabilidade”, disse Murat Kurum, ministro do Clima da Turquia e presidente da conferência COP da ONU deste ano (COP31), em uma coletiva de imprensa. “Não temos um minuto sequer, nem um dia sequer a perder.” Ele falava no encerramento da pré-COP, evento que reuniu milhares de delegados em Fiji nesta semana e levou um grupo de 30 países a Tuvalu, antes da conferência principal que será realizada em Antalya, na Turquia, em novembro. Ao comentar sua visita, na terça-feira, a Tuvalu — uma pequena nação insular de atóis situada em baixa altitude —, Kurum afirmou que mães e crianças enfrentam ameaças crescentes a cada maré alta. As nações insulares do Pacífico buscaram aproveitar a pré-COP realizada em sua região para incluir suas prioridades na agenda da COP31. Entre essas prioridades estão um melhor acesso a financiamento para projetos de resiliência, a proteção dos oceanos e a contenção do aquecimento global em até 1,5 grau Celsius (2,7 graus Fahrenheit) acima dos níveis pré-industriais — uma meta que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente considera impossível de alcançar a curto prazo, mas que poderia ser atingida ao longo do tempo com a redução das emissões.”
Fonte: Reuters; 08/10/2026
Estoque de minerais críticos dos EUA corre o risco de elevar preços, alertam grupos de defesa
“Empresas do setor de defesa alertaram que uma iniciativa dos EUA para formar estoques de minerais críticos poderia elevar os preços e gerar uma concorrência indevida com compradores industriais por materiais escassos. O governo dos EUA deve “agir com cautela” para evitar distorções no mercado, afirmou a Aerospace Industries Association (AIA) em um relatório divulgado na quinta-feira, apresentando as opiniões de seus associados. Neste ano, o Export-Import Bank dos EUA anunciou o “Project Vault”, um plano de US$ 12 bilhões para criar uma reserva estratégica doméstica de metais, destinada a suprir as indústrias civis em momentos de escassez. A iniciativa ocorre em um cenário de corrida internacional acelerada por recursos e de guerra comercial entre EUA e China — conflito que levou Pequim a restringir o acesso a diversos metais vitais para tecnologias modernas. Segundo a associação do setor, os membros da AIA demonstraram preocupação com a possibilidade de o Project Vault “competir” com compradores corporativos por minerais críticos “em meio a uma oferta global já restrita, o que poderia resultar em aumento de preços e volatilidade para as empresas”.”
Fonte: Financial Times; 08/10/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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