IBOVESPA -0,27% | 183.476 Pontos
CÂMBIO +0,38% | 5,19/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,0% em reais e de 1,9% em dólares, por conta da depreciação de 0,8% do real, aos 182.477 pontos.
Azzas 2154 (AZZA3, +14,1%) foi o destaque positivo da semana, impulsionada por forte alta em meio às expectativas sobre o processo de avaliação de alternativas estratégicas para a Farm Rio. Por outro lado, RD Saúde (RADL3, -10,6%) foi o destaque negativo, após o Mercado Livre anunciar a entrada na venda de medicamentos com retenção de receita. Confira o resumo semanal.
Renda fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram a semana com direções mistas entre Estados Unidos e Brasil. Nos EUA, dados resilientes e a expectativa de manutenção do aperto monetário pelo Fed pressionaram os rendimentos das Treasuries. A T-note de 2 anos encerrou a 4,85% (+9 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos a 5,16% (+16 bps) e o T-bond de 30 anos a 5,49% (+16 bps).
No Brasil, a curva mostrou resiliência ao cenário externo, com expectativa de novos cortes da Selic e fechamento dos prêmios longos no fim da semana. O DI jan/27 encerrou a 13,55% (estável vs. semana anterior), o DI jan/29 a 13,83% (0 bps) e o DI jan/31 a 13,83% (-9 bps). A NTN-B apresentou abertura no curto e fechamento nos vértices longos, com a B29 a 7,49%, a B35 a 7,60% e a B50 a 7,31%.
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados pela alta do petróleo e por temores renovados com a segurança da inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,1%, impulsionado pelo setor de energia, na esteira da disparada do petróleo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 2,7%, pressionado por tombos de mais de 5% em Samsung Electronics e SK Hynix, o Nikkei 225 (Japão) caiu 1,4%, enquanto na China o CSI 300 recuou 2,2% e o Hang Seng avançou 0,5%.
O mercado repercute a rejeição de Trump à proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, sinalizando novos ataques ao país após as eleições de meio de mandato; o Brent sobe cerca de 3,6%, para perto de US$ 108 o barril, favorecendo o setor de energia na Europa. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a pausa no treinamento de modelos avançados anunciada pela OpenAI, depois que um agente de IA driblou controles de segurança e acessou a internet, pressionando semicondutoras como ASML e Infineon na Europa. Os investidores também voltam o foco à temporada de resultados, com divulgações de Nike e Micron ao longo da semana, além do payroll de setembro na sexta-feira. Confira os Top 5 temas globais.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira (25) com alta de 0,48%, aos 3.741,57 pontos. Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 0,23% na semana, refletindo o menor apetite por risco diante da proximidade das eleições, da alta expressiva das Treasuries e de seu impacto sobre os mercados globais.
Os fundos de recebíveis apresentaram a pior performance (-0,35%), pressionados pelas expectativas quanto aos efeitos da deflação de agosto sobre as distribuições dos veículos mais expostos ao IPCA. No entanto, o IPCA-15 de setembro reforça nossa percepção de que esse impacto tende a ser pontual e pode abrir oportunidades em fundos de elevada qualidade creditícia cujas cotas sejam pressionadas pelo evento.
Entre os fundos de tijolo (-0,04%), os ativos logísticos (-0,35%) registraram as maiores quedas, enquanto as lajes corporativas (-0,03%) ficaram praticamente estáveis e os shopping centers registraram alta (0,38%), após recuos mais expressivos nas últimas semanas. Quanto aos fundos de escritórios, entendemos que o desempenho no ano (-3,2%) reflete principalmente os riscos de juros e de mercado, pois os fundamentos do segmento permanecem favoráveis.
Entre as maiores altas do pregão de sexta-feira (25), destacaram-se TRBL11 (+3,6%), BCRI11 (+3,0%) e VRTA11 (+2,2%). Na ponta oposta, as principais quedas ficaram por conta de XPCI11 (-1,6%), GZIT11 (-1,0%) e MFII11 (-0,8%). Saiba mais.
Economia
O cenário internacional segue marcado por elevada incerteza geopolítica. Nos Estados Unidos, a semana será marcada por indicadores relevantes de atividade, emprego e inflação — incluindo Jolts, ADP, PCE e payroll — além de discursos de dirigentes do Fed, que poderão influenciar as expectativas para a política monetária.
No Brasil, o IPCA-15 de setembro avançou 0,70%, acima do esperado, elevando a inflação em 12 meses para 4,47%. A surpresa foi disseminada entre preços livres, com destaque para passagens aéreas. Diante desse resultado, a projeção para o IPCA de setembro foi elevada para 0,68%, e a estimativa de inflação de 5,0% para 2026 mantém viés de alta.
No campo fiscal, o governo prorrogou por 30 dias o subsídio de R$ 2,12 por litro ao diesel, medida inserida em um pacote de combustíveis estimado em R$ 7 bilhões mensais. Também foram anunciadas a proibição das plataformas de apostas e a criação do Desenrola 3.0, que permitirá à União adquirir até R$ 150 bilhões em dívidas atrasadas de famílias, com custo máximo de R$ 15 bilhões e impacto previsto a partir de 2027.
Na agenda da semana, atenções hoje para o Boletim Focus e para a nota do Banco Central sobre o setor externo (transações correntes de agosto). Ao longo da semana, serão divulgados a Pnad Contínua de agosto, o Caged de agosto, o resultado primário do Governo Central de agosto, as estatísticas fiscais e de crédito do Banco Central, o IGP-M de setembro e a produção industrial de agosto. Leia o Economia em Destaque.
Veja todos os detalhes
Economia
Governo brasileiro anuncia prorrogação de subsídio ao diesel
- O presidente Donald Trump rejeitou no sábado a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, considerando-a inaceitável. O plano condicionava a reabertura ao fim do bloqueio naval americano, ao descongelamento de ativos iranianos e ao encerramento das hostilidades “em todas as frentes”, incluindo o Líbano. Nesses termos, retomava o memorando de junho, que colapsou semanas depois. Em entrevista, Trump afirmou que o Irã esticou a corda e que espera a retomada das negociações ao longo desta semana, sem descartar a volta dos ataques. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse aguardar uma resposta “definitiva” dos EUA. Segundo o Axios, mediadores do Catar seguem conduzindo conversas separadas com as duas partes e podem se reunir com Araghchi e com o enviado americano Steve Witkoff já nesta segunda-feira;
- No Brasil, o IPCA-15 de setembro subiu 0,70% m/m, acima do consenso (0,55% m/m), acelerando de 4,24% para 4,47% em 12 meses. A surpresa altista refletiu, além da reversão do bônus de Itaipu, a alta dos preços livres, com destaque para passagens aéreas, gasolina, tubérculos, raízes e legumes e seguro de veículo; energia elétrica, higiene pessoal e itens de lazer compensaram parcialmente. A média dos núcleos avançou 0,34% e passou de 4,17% para 4,32% em 12 meses. A alimentação no domicílio voltou a subir (0,38%), encerrando três meses de quedas, e esperamos aceleração da inflação de alimentos no 4T26, diante dos efeitos do El Niño e da alta das carnes. Os serviços seguem como principal ponto de atenção: subiram 0,59%, puxados por passagens aéreas e transporte por aplicativo, com inflação em 12 meses avançando de 5,5% para 6,0%. Os serviços subjacentes e os intensivos em mão de obra também permanecem pressionados, compatíveis com um mercado de trabalho aquecido. Os bens industriais avançaram 0,43%, concentrados em cigarro após a alta do IPI, mas os industriais subjacentes mostraram moderação. Em suma, o IPCA-15 acelerou mais do que o esperado, com surpresa disseminada nos preços livres e serviços ainda resilientes. Elevamos nossa projeção para o IPCA de setembro de 0,58% para 0,68%, e a estimativa de 5,0% para o IPCA de 2026 segue com viés de alta;
- O Ministério da Fazenda publicou na sexta-feira portaria que prorroga por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel, em vigor desde domingo. A medida não eleva o subsídio. O objetivo é evitar que o valor recue para R$ 1,00 por litro com o fim da vigência da MP que amparava a parcela de R$ 1,12, já que o total passou a ser fixado com base na MP editada em setembro, que autoriza a Fazenda a definir o valor da subvenção. O governo justificou a decisão pela persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. O pacote de medidas para combustíveis anunciado em setembro tem custo estimado de R$ 7 bilhões por mês.;
- Em paralelo, o presidente Lula assinou na sexta-feira medida provisória que proíbe a operação das bets no país, com cronograma de bloqueio dos sites e devolução dos saldos aos apostadores ao longo de outubro. No mesmo evento, o governo lançou o Desenrola 3.0, que autoriza a União a comprar até R$ 150 bilhões em dívidas em atraso de famílias (de dois a quatro anos e meio, principalmente cartão de crédito e crédito pessoal não consignado, em estoque estimado de R$ 300 bilhões). A compra será feita por leilões com deságio mínimo de 90%, repassado aos devedores. O custo máximo, de R$ 15 bilhões, será registrado como despesa primária e acomodado por remanejamento de despesas no Orçamento, dentro do arcabouço fiscal. O leilão está previsto para novembro, com desembolso em 2027;
- Na agenda desta semana, destaque para os dados de emprego e inflação nos Estados Unidos: JOLTS (vagas abertas) de agosto, confiança do consumidor do Conference Board, relatório ADP, deflator do PCE de agosto (medida de inflação preferida do Fed), leitura final do PIB do 2T, ISM da indústria de transformação de setembro e o payroll de setembro. Diversos dirigentes do Fed, como Barkin, Goolsbee, Musalem e Williams, também devem discursar. Na China, saem os PMIs de setembro. Na Zona do Euro, destaque para os indicadores de confiança e para as prévias de inflação de setembro. No Brasil, hoje, atenções para o Boletim Focus e para a nota do Banco Central sobre o setor externo (transações correntes de agosto). Ao longo da semana, serão divulgados a Pnad Contínua de agosto (consenso: 5,3%), o Caged de agosto (mercado: 87 mil vagas), o resultado primário do Governo Central de agosto (consenso: déficit de R$ 14,2 bilhões), as estatísticas fiscais e de crédito do Banco Central, o IGP-M de setembro e a produção industrial de agosto.
Empresas
Mercado Livre (MELI34): aprofundando seu ecossistema no Brasil; Feedback do MELI Experience 2026
- Participamos do MELI Experience 2026 e saímos com uma visão construtiva sobre a continuidade da expansão do ecossistema da empresa no Brasil;
- O evento deste ano trouxe anúncios de produtos mais relevantes do que a edição de 2025, abrangendo logística, farma, social commerce e Mercado Pago;
- Embora algumas das principais iniciativas, especialmente a entrega em 60 minutos e os medicamentos sob prescrição, ainda estejam em estágio inicial e devam ter relevância limitada para o P&L no curto prazo, a mensagem mais ampla continua sendo de investimentos contínuos para aprofundar o engajamento tanto com compradores quanto com vendedores;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Embraer (EMBJ3): construindo um mix de maior retorno
- Estamos atualizando nossas estimativas para a Embraer, reiterando nossa recomendação de Compra e introduzindo um preço-alvo para o final de 2027 de US$90,00/ADS (R$116,00/ação);
- Apesar do forte desempenho de EMBJ (+30% desde nosso upgrade em Mar’26), continuamos vendo uma relação risco-retorno atrativa, sustentada por uma trajetória de crescimento visível até 2030E que não exige um novo ciclo de capex;
- Nosso cenário-base combina (i) entregas gradualmente maiores em todo o portfólio, (ii) preços mais fortes e margens estruturalmente mais saudáveis, particularmente em Aviação Executiva e Defesa;
- (iii) maior contribuição de Serviços junto à expansão da frota instalada e (iv) expansão do ROIC à medida que as plataformas atuais amadurecem;
- Embora a ação tenha passado por um re-rating junto ao fortalecimento da tese de investimento, sendo agora negociada a 19,3x P/E 2027E, vemos suporte adicional vindo de um potencial re-rating do setor aeroespacial à medida que os preços dos combustíveis e a economia das companhias aéreas se normalizem, além de uma trajetória de fluxo de caixa cada vez menos arriscada, com o FCF yield real se aproximando de ~9% até 2030E em nossas estimativas;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Os Vilela de Queiroz cortaram na própria carne pela Minerva – e estão com uma conta pesada (InvestNews);
- Oil price rise puts more pressure on government bonds (Financial Times);
- Nubank negocia compra da fintech britânica Monzo (InvestNews);
- No Brasil, cada vôo rende quase dois processos. Uma nova regra pode mudar isso (Brazil Journal).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs na Semana | IFIX recua e fundos de escritórios em destaque (Research XP);
- FIIs movimentam quase R$ 4,7 bi em ofertas e captações na semana (FIIs);
- Governança e alinhamento são desafios para FIIs (Clube FII News);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Data Centers em destaque: próximos passos após Redata no Brasil; Europa fortalece exigências de sustentabilidade | Brunch com ESG
- Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
- Nesta semana, destacamos: (i) Scala Data Centers destaca incentivos estaduais como fundamentais para destravar investimentos em data centers no Brasil; e (ii) Comissão Europeia propõe estrutura de divulgação de critérios de sustentabilidade para data centers
- Clique aqui para ler o conteúdo completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!