Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quarta-feira fechou em território misto, com o IBOV recuando 0,51% e o ISE avançando 0,62%.
• Do lado das empresas, o Google anunciou a maior compra de remoção de carbono da história da companhia, em parceria com a empresa Terradot, que atua no Brasil e nos Estados Unidos – o projeto deverá gerar 1 milhão de toneladas métricas de créditos de abatimento de metano até 2030 e 1 milhão de toneladas de créditos de remoção de carbono até 2040 a partir do intemperismo acelerado de rochas, processo pelo qual determinadas rochas absorvem CO₂ da atmosfera.
• Na política, (i) o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o leilão do Eco Invest concluído nesta quarta-feira deve mobilizar pelo menos R$ 7 bilhões para projetos de terras raras e minerais críticos – segundo Durigan, os R$ 7 bilhões destinados à cadeia de minerais críticos integram um volume de R$ 190 bilhões levantados para financiar iniciativas relacionadas ao que chamou de “indústria do futuro”; e (ii) o presidente Lula sancionou a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos com objetivo de transformar as reservas minerais brasileiras em uma indústria de maior valor agregado – o presidente também assinou o decreto que institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), que ficará responsável por definir e atualizar a lista de minerais críticos e estratégicos, indicar projetos prioritários, estabelecer diretrizes para habilitação aos incentivos e elaborar o plano nacional para o setor.
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Brasil
Empresas
Acionistas da Emae aprovam incorporação da totalidade de ações da empresa pela Sabesp
“Companhia de Saneamento Básico do Estado De São Paulo (Sabesp) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) divulgaram fato relevante na noite da quarta-feira (16) na qual informam que os acionistas da Emae aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária, a incorporação da totalidade das ações da empresa pela Sabesp. Em contrapartida, os acionistas da Emae receberão ações ordinárias da Sabesp. De acordo com o fato relevante, os acionistas da Emae (com exceção da Sabesp) receberão 1,31950000000 ações ordinárias de emissão da Sabesp para cada ação ordinária ou preferencial de emissão da EMAE detida na data da incorporação.”
Fonte: Valor Econômico; 17/09/2026
Google faz maior acordo para remoção de carbono com projeto no Brasil
“O Google anunciou nesta quarta-feira (16) que firmou a maior compra de remoção de carbono da história da companhia. A parceria será com a empresa Terradot, que atua no Brasil e nos Estados Unidos, e começará com projeto no Rio Grande do Sul. No futuro, as atividades devem se estender para outras áreas do território nacional. O valor da transação não foi divulgado. O acordo prevê a captura até 2030 de 1 milhão de toneladas de CO2 e (dióxido de carbono equivalente), a medida padrão dos gases de efeito estufa, por meio do corte nas Empresa Terradot aplicará pó de rocha em solos agrícolas e ajudará produtores de arroz a cortar emissões de metano. Segundo a Terradot, isso será feito com a prática de umedecimento e secagem alternados, que drena periodicamente os arrozais e reduz o uso de água. A empresa ajudará produtores gaúchos a adotar as técnicas. Outro 1 milhão de tonelada de CO e será removido até 2040 com a tecnologia de intemperismo acelerado de rochas, baseada na aplicação de pó de rochas vulcânicas trituradas em solos agrícolas.”
Fonte: Folha de São Paulo; 16/09/2026
Cortes na geração de energia solar e eólica superam 60% em 1 a cada 5 dias
“Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil registrou 51 dias em que os cortes de geração eólica e solar superaram 60% da produção potencial, segundo levantamento da consultoria Volt Robotics com base em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número representa uma alta de 21 dias a mais em relação aos 30 dias identificados no mesmo período de 2025 e equivale a aproximadamente um a cada cinco dias. Em 12 desses dias, as restrições ultrapassaram 80% da geração de referência das usinas analisadas, ante sete nos primeiros oito meses do ano passado. Os cortes de energia impostos pelo ONS são conhecidos pelo jargão “curtailment” para preservar a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico. O volume contabilizado corresponde à diferença entre a energia que os empreendimentos poderiam produzir, dadas as condições de vento, sol e disponibilidade dos equipamentos, e a geração efetivamente realizada após a restrição. “O Brasil investiu bilhões em geração renovável, muitas vezes incentivada por políticas públicas, mas hoje precisa desligar essas usinas porque faltou planejamento para garantir a entrega da energia gerada aos consumidores. Com isso, desperdiçamos energia limpa, barata e um enorme potencial para o país, principalmente para a região Nordeste”, disse o CEO da Volt Robotics, Donato Filho.”
Fonte: NovaCana; 16/09/2026
Política
Aquisição e pagamento de baterias
“O governo realizará o primeiro leilão para aquisição de baterias, em benefício da operação do sistema interligado nacional (SIN), em dezembro próximo. Três aspectos dessa compra devem ser observados: (i) qual será a potência e a capacidade de armazenamento a serem adquiridas; (ii) quais serão os agentes responsáveis pelo pagamento de seu custo e (iii) como interagirá esse novo agente com os demais elementos do SIN. Tais questões têm de ser urgentemente equacionadas, em vista do contexto disfuncional que o setor elétrico enfrenta: embora conte com 256 GW instalados enquanto a demanda máxima pouco supera os 110 GW, em certas horas a oferta é insuficiente e, em outras, parte da oferta não pode ser aproveitada. Portanto, a diferença entre oferta e demanda não indica segurança de suprimento e sim desperdício de recursos, que onera os consumidores e a economia do país. Instalações de armazenamento, por baterias ou usinas hidrelétricas reversíveis, possivelmente constituem a maneira mais apropriada para lidar com situações tais como a que o setor elétrico agora apresenta, pois permite que a oferta excedente em algumas horas seja transferida para o período no qual falta. Grandes cargas podem absorver sobras, mas geralmente precisam operar também nos horários de maior demanda; usinas destinadas a gerar apenas nesse período não aproveitam sobras que ocorrem em outras horas. O governo realizou, em abril, um leilão de capacidade (LRCap) para complementar a oferta no horário de maior demanda. Foram contratados cerca de 19 GW, dos quais 88% termelétricos. Realizará em dezembro outro leilão, de baterias (LRCap armazenamento) o que beneficiará a inserção da geração intermitente no SIN, reduzindo o curtailment, por aproveitar pelo menos parte da oferta de geração que vem sendo cerceada, com prejuízo financeiro e da utilização do parque gerador, sobretudo o eólico e o solar fotovoltaico centralizado. Este leilão já conta com perto de 300 GW de ofertas preliminares. Por haver tanto interesse dos fornecedores, será preciso estabelecer previamente a quantidade a ser adquirida.”
Fonte: Valor Econômico; 17/09/2026
Clima deveria ser prioridade na eleição, mostra pesquisa
“A crise do clima continua sendo uma preocupação importante para os brasileiros e o número de pessoas que se sente ameaçado pelos impactos da mudança climática já é alto. Em função disso, há uma forte demanda para que os candidatos a presidente apresentem propostas sobre o tema. Estes são alguns dos resultados da Pesquisa Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima, rede com 172 entidades da sociedade civil com atuação na agenda climática. “Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros” ouviu 1.800 pessoas com 18 anos ou mais, em todo o país, entre 17 e 30 de agosto. O questionário incluiu 32 perguntas sobre clima e ambiente e a presença destes assuntos na agenda pública e governamental. A intenção era investigar como os brasileiros enxergam a crise do clima, o papel do poder público, as prioridades e expectativas. Um dos consensos mais fortes é o que diz que a mudança do clima causa secas, chuvas fortes e ondas de calor (87% concordam) e que o cotidiano está sendo afetado pela crise (85%). Do total da amostra, 79% acreditam que o tema deva ter prioridade, mesmo que isso traga custos e 76% entendem que ainda há tempo para evitar o pior.”
Fonte: Valor Econômico; 17/09/2026
Book and claim: Brasil refina instrumentos de mercado para descarbonização
“A agenda brasileira de transição para a economia de baixo carbono vem desenhando uma sequência cada vez mais sofisticada de instrumentos de mercado para canalizar capital para a descarbonização. O mecanismo mais atual que amarra essa sequência tem nome: book and claim, a lógica de separar o atributo ambiental da entrega física do produto. Em agosto, o governo federal deu um passo relevante nessa direção com a publicação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, instituindo o CS-SAF, o Certificado de Sustentabilidade de Combustível Sustentável de Aviação, o primeiro certificado emitido via mecanismo de book and claim formalizado no Brasil. Book and claim é um modelo de cadeia de custódia: ele permite que o comprador desacople um atributo específico do produto físico (por exemplo, 1 tonelada de CO2 evitada, 1 MWh de energia renovável, 1 litro de combustível sustentável), formalize-o em um certificado dedicado e comercialize esse certificado separadamente. Comprador e vendedor não precisam estar conectados na mesma cadeia de valor. É um modelo testado e amplamente utilizado com sucesso no setor de eletricidade renovável, com os I-RECs, e especialmente valioso para setores hard to abate, como aviação e transporte marítimo. Em que pese o I-REC não ter status de ativo ambiental por ter nascido como padrão privado, hoje é operacional em mais de 70 países e contribuiu para que os certificados de atributos de energia renovável fossem reconhecidos pelo GHG Protocol e pelo CDP. O I-REC é prova de que essa arquitetura funciona em escala e resiste a auditoria, tornando a curva de aprendizado até o CS-SAF mais sólida.”
Fonte: Capital Reset; 16/09/2026
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta, que tem o objetivo de transformar as reservas minerais brasileiras em uma indústria de maior valor agregado, prevê um fundo garantidor de até R$ 2 bilhões e até R$ 5 bilhões em créditos fiscais, além de ampliar o controle estatal sobre operações consideradas estratégicas. A criação de uma política nacional ocorre em meio à corrida global por minerais críticos e estratégicos, insumos que assumiram um papel central na discussão da transição energética e da indústria de defesa. O Brasil é dono de uma das maiores diversidades minerais do mundo e ocupa posição privilegiada nesse cenário, mas ainda exporta quase tudo em estado bruto. A lei sancionada nesta quarta-feira foi aprovada no Senado no início deste mês e visa criar um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. O presidente também assinou o decreto que institui o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), vinculado à Presidência da República, que ficará responsável por definir e atualizar a lista de minerais críticos e estratégicos, indicar projetos prioritários, estabelecer diretrizes para habilitação aos incentivos e elaborar o plano nacional para o setor.”
Fonte: Valor Econômico; 16/09/2026
Leilão do Eco Invest mobiliza R$ 7 bilhões para minerais críticos e terras raras, diz Durigan
“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o leilão do Eco Invest concluído nesta quarta-feira (16) deve mobilizar pelo menos R$ 7 bilhões para projetos de terras raras e minerais críticos e estratégicos. Os recursos serão direcionados, por meio dos bancos vencedores no leilão, a empreendimentos voltados à inovação e ao desenvolvimento da cadeia no país. “Agora chegou a vez de mobilizar recursos, tanto públicos quanto privados, para projetos inovadores em terras raras e minerais críticos e estratégicos. Ontem foi concluído o leilão e já vamos ter R$ 7 bilhões dos bancos vencedores para mobilizar, em especial, empresas que estiverem comprometidas com inovação no Brasil”, afirmou. Segundo Durigan, os R$ 7 bilhões destinados à cadeia de minerais críticos integram um volume de R$ 190 bilhões levantados para financiar iniciativas relacionadas ao que chamou de “indústria do futuro”. O resultado foi antecipado pelo ministro durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília, para sanção da Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras. Segundo ele, os detalhes, incluindo os bancos vencedores, serão apresentados posteriormente pela pasta.”
Fonte: Valor Econômico; 16/09/2026
MME quer ampliar meta do RenovaBio em 2027 para 56 milhões de CBios
“O Ministério de Minas e Energia (MME) iniciou na terça-feira, 15, uma consulta pública sobre as metas anuais de redução de emissões de gases de efeito estufa do programa RenovaBio para o período de 2027 a 2036. A consulta ficará aberta por 45 dias, ou seja, até 29 de outubro. Conforme nota enviada pela pasta, a proposta prevê uma trajetória de descarbonização do setor de combustíveis que poderá alcançar, em 2036, uma redução de 12,1% na intensidade de carbono em relação ao nível registrado em 2018.”
Fonte: NovaCana; 16/09/2026
“A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) abrirá, em outubro, a consulta pública sobre as instruções de cadastramento de projetos de sistemas de armazenamento hidráulico (SAH) em procedimento competitivo, com foco em usinas reversíveis. Os SAH são considerados recursos estratégicos para a segurança energética e a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), por agregarem potência, flexibilidade operativa, apoio à integração de fontes renováveis variáveis e resiliência. A consulta pública será estruturada nos eixos de grau de maturidade do projeto, características técnicas e atributos, e custos e prazos. O plano de trabalho da EPE sobre o tema inclui ainda a articulação institucional com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a atualização de bases de custos e parâmetros econômico-financeiros, contribuições para as diretrizes de contratação e o tratamento dos impactos socioambientais.”
Fonte: Eixos; 16/09/2026
Internacional
Empresas
“O plano de reestruturação da Codelco, gigante estatal chilena do cobre, pode não ficar pronto antes do final de 2026, informou a empresa à Reuters na quarta-feira, sinalizando um atraso em uma estratégia muito aguardada para enfrentar anos de produção estagnada e custos crescentes. A previsão inicial era de que o plano de recuperação fosse apresentado em outubro. Quatro fontes a par do assunto afirmaram que ele poderia envolver uma redução de 5% a 20% na força de trabalho, enquanto a Codelco declarou ser muito cedo para especulações. Qualquer reestruturação na maior empresa do Chile teria repercussões muito além da Codelco, dado o papel fundamental da mineração na economia chilena, e contrariaria a promessa do presidente José Antonio Kast de reduzir o desemprego para cerca de 6% e recuperar pelo menos 300.000 postos de trabalho até 2030. “A Codelco está atualmente passando por um processo de diagnóstico para definir sua direção estratégica e elaborar um plano de recuperação. Esse trabalho já está em andamento e deve ser concluído até o final de 2026”, afirmou a empresa. O novo CEO da Codelco, Jorge Gómez, assumiu o cargo em julho, e a empresa ressaltou que esse tipo de revisão é bastante comum quando uma nova liderança assume o comando. Questionada sobre possíveis cortes de vagas, a Codelco acrescentou: “É muito cedo para especular ou antecipar quais decisões poderão surgir desse processo”. Há um debate de longa data no Chile sobre se a folha de pagamento da mineradora estatal estaria inchada em comparação com a de suas concorrentes do setor privado.”
Fonte: Reuters; 16/09/2026
“A Europa deve agir contra os fabricantes chineses de turbinas eólicas que se beneficiam de apoio estatal “desleal”, mas não pode se dar ao luxo de se isolar das cadeias de suprimentos globais, afirmou o chefe da Ørsted, desenvolvedora dinamarquesa de parques eólicos. Rasmus Errboe exaltou o setor de energia eólica como um “caso de sucesso industrial europeu” ao apoiar os esforços da UE para restringir fabricantes chineses que contam com grandes subsídios governamentais. “A concorrência precisa ocorrer em condições justas e equitativas”, disse ele ao Financial Times. “Nos últimos anos, vimos a Comissão Europeia muito mais ativa no combate a práticas comerciais desleais. Vejo isso como um desdobramento necessário e também natural.” Autoridades da UE estão empenhadas em proteger a indústria eólica europeia e evitar que ela tenha o mesmo destino da indústria de energia solar do continente, que foi dizimada pela concorrência de rivais chineses com preços mais baixos. A OCDE constatou que as empresas chinesas de energia solar receberam, por uma “margem significativa”, mais subsídios do que qualquer outro fabricante do setor. A Comissão está investigando atualmente a Goldwind, maior fabricante de turbinas do mundo, para apurar se a empresa se beneficiou de subsídios desleais para superar seus rivais europeus. O CEO da fabricante alemã de turbinas Nordex, José Luis Blanco, defendeu que empresas “não ocidentais” sejam proibidas de vender turbinas para a UE, com base em normas de segurança cibernética.”
Fonte: Financial Times; 16/09/2026
Política
Países da UE apoiam plano para conceder às indústrias mais licenças gratuitas de emissão de CO2
“Na quarta-feira, os países da União Europeia apoiaram propostas para conceder mais licenças de emissão gratuitas a indústrias de base nos próximos anos, visando ajudar empresas que enfrentam dificuldades a manterem-se economicamente competitivas. Os países da UE aprovaram uma proposta da Comissão Europeia para conceder às indústrias 121 milhões de licenças gratuitas de CO2 adicionais para o período de 2026 a 2030, com base na produção de calor e no consumo de combustível dessas empresas, informou o Conselho da UE em comunicado. Cálculos da Reuters indicam que isso poderia gerar uma economia de cerca de 8,25 bilhões de euros (9,52 bilhões de dólares) em custos de carbono para as empresas, além de conceder-lhes um volume de licenças gratuitas superior ao proposto inicialmente pela Comissão Europeia. Entre os beneficiários estariam fabricantes de produtos químicos, empresas de processamento de metais e fabricantes de cerâmica e vidro. No âmbito do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS), as indústrias de base são obrigadas a adquirir licenças para emitir CO2, o que cria um incentivo para minimizar as emissões. No entanto, existe também uma reserva de licenças gratuitas de CO2 destinada a ajudar as empresas a competir com rivais estrangeiros que não arcam com custos de emissão. O plano da UE acrescentará temporariamente licenças extras a essa alocação gratuita, embora o ETS tenha sido concebido para reduzir gradualmente as licenças gratuitas, garantindo assim a diminuição das emissões ao longo do tempo. Os países da UE negociarão as regras finais — conhecidas no jargão da UE como “parâmetros de referência de contingência” (ou fall-back benchmarks) do ETS — com o Parlamento Europeu. As negociações estão sendo aceleradas para que um acordo final seja alcançado ainda este ano.”
Fonte: Reuters; 16/09/2026
Espanha aumenta investimento planejado na rede elétrica para mais de € 17 bilhões até 2030
“O governo espanhol decidiu aumentar o investimento na rede de transmissão de eletricidade para mais de 17 bilhões de euros (19,6 bilhões de dólares) até 2030 — cerca de 30% a mais do que o planejado inicialmente —, afirmou na quarta-feira a ministra de Energia, Sara Aagesen, citando a crescente demanda por eletrificação. A rápida expansão da capacidade de energia renovável na Espanha, bem como a nova demanda proveniente de grandes consumidores de energia, como centros de dados, aumentaram a necessidade de investimentos nas redes elétricas. “Este é o maior investimento em redes na história deste país”, disse Aagesen. Ela também informou que um processo de consulta pública revelou um aumento significativo na demanda por conexões à rede elétrica por parte da indústria, do setor habitacional e de projetos de energia renovável. A demanda geral por eletricidade representou 41% das propostas recebidas na consulta, seguida por projetos de geração de energia (40%) e de armazenamento de energia (19%). O investimento visa apoiar as metas nacionais de transição energética e cumprir os objetivos estabelecidos no Plano Nacional de Energia e Clima para o período de 2023 a 2030. Aagesen também afirmou que a Espanha publicará em breve normas para criar um mercado de capacidade baseado em leilões para o sistema elétrico, aberto a empresas de geração e armazenamento de energia, bem como a alguns consumidores. Por meio desse mecanismo, os participantes receberiam uma compensação por se disponibilizarem a injetar eletricidade na rede ou por reduzirem o consumo durante períodos de pico de demanda ou situações de estresse do sistema.”
Fonte: Reuters; 16/09/2026
Países da AL traçam estratégias para enfrentar diferentes efeitos do El Niño
“Governos latino-americanos aceleram planos de contingência diante de um El Niño que pode se tornar um dos mais fortes já registrados. Mas, de um país para o outro da região, o mesmo fenômeno impõe desafios diferentes, que vão de enchentes e deslizamentos a secas e pressão sobre sistemas elétricos, segundo especialistas. “Não existe um padrão único de impactos do El Niño para toda a América Latina, e é importante enfatizar isso”, diz Barbara Tapia Cortes, chefe de Pesquisa e Informação Climática da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Em análise divulgada em 3 de setembro, a OMM afirmou que o El Niño está firmemente estabelecido e deve se intensificar até se tornar “muito forte” nos próximos meses. As previsões indicam ainda probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027. Em 10 de setembro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) atualizou para 75% a probabilidade de que, entre outubro e dezembro, o El Niño atinja um patamar de intensidade que superaria todos os episódios anteriores da série histórica iniciada em 1950, ante a estimativa de 69% do mês anterior. Cortes explica que, diante do que se sabe até o momento, o sul do Brasil e partes do sudeste da América do Sul, incluindo Paraguai, Uruguai e o norte da Argentina, provavelmente terão chuvas acima da média e maior risco de inundações nos próximos meses. Enquanto isso, partes da Colômbia, Venezuela e Guianas, além de áreas da Amazônia podem enfrentar menos chuva e temperaturas excepcionalmente altas. “Os efeitos dependem da região, da estação e da interação com outros fatores climáticos”, afirma a especialista.”
Fonte: Valor Econômico; 16/09/2026
Estudo documenta perda de gelo na Groenlândia e Antártida
“Nova pesquisa, com dados de satélite que retroagem à década de 1970, confirma a grande perda de cobertura de gelo na Groenlândia e na Antártida, as duas maiores áreas com essa característica permanente no planeta. O degelo tem contribuído para o aumento do nível do mar, globalmente. De acordo com os dados da pesquisa referentes a 27 satélites, entre 1979 e 2023, a Groenlândia e a Antártida perderam, de forma agregada, 11,3 trilhões de toneladas de gelo, o que se refletiu em aumento de 3,14 centímetros no nível marinho global. O estudo foi feito com base na mais longa série de registros de satélite sobre as mudanças na cobertura de gelo nas duas regiões. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas polares e, na avaliação do grupo, é mais um sinal sobre a mudança climática induzida pela ação humana. “Para colocar em contexto, 11,3 trilhões de toneladas de gelo se fossem colocadas em um cubo, seria necessário algo com 23 quilômetros de altura”, disse a cientista do clima Inès Otosaka, da Universidade Northumbria, na Inglaterra, a principal autora do estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Scientific Data.”
Fonte: Valor Econômico; 16/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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