IBOVESPA -0,05% | 173.205 Pontos
CÂMBIO +0,04% | 5,17/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira próximo da estabilidade, em leve queda de 0,05%, aos 173.205 pontos, em uma sessão de menor liquidez por conta da partida do Brasil na Copa do Mundo.
Braskem (BRKM5, +5,8%) foi o destaque positivo do dia, após a companhia obter decisão favorável da Justiça de São Paulo, que suspendeu por 60 dias as execuções judiciais movidas por seus credores. Na ponta negativa, Azzas 2154 (AZZA3, -3,2%) seguiu em queda, em continuidade à tendência negativa dos últimos dias — os papéis já acumulam recuo de 8,6% desde a última máxima registrada na última terça-feira (23 de junho).
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam sem direção única ontem. Nos EUA, as Treasuries encerraram próximas da estabilidade, com a T-note de 2 anos a 4,10% (+1bp), a de 10 anos a 4,37% (0bp) e o T-bond de 30 anos a 4,86% (-1bp). No Brasil, a curva fechou, com o DI jan/27 a 14,04% (-2bps), o DI jan/29 a 14,19% (-7bps) e o DI jan/31 a 14,27% (-10bps), refletindo a acomodação das expectativas no Focus, a deflação do IGP-M acima do esperado e a percepção de espaço para novos cortes da Selic. Já a curva de NTN-B ganhou inclinação, com a B29 a 8,56% (vs. 8,58%), a B35 a 8,12% (vs. 8,10%) e a B50 a 7,66% (vs. 7,57%).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam leve em alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,2%), sustentados pelo alívio geopolítico após o acordo entre EUA e Irã para suspender os ataques e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. Na Europa, o Stoxx 600 avança 1,1%, liderado pelo setor de tecnologia, enquanto o petróleo recua diante da expectativa de estabilização do conflito no Oriente Médio. Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para as altas do Nikkei (+0,9%) e do Kospi (+1,0%), impulsionado por planos do governo sul-coreano de ampliar investimentos em inteligência artificial. Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: -0,6%; CSI 300: +1,1%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,32%, em mais um pregão de desempenho positivo entre os segmentos. Os fundos de tijolo subiram 0,45% no agregado, impulsionados por Ativos Logísticos (+0,53%), Multiestratégia (+0,27%), Shoppings (+0,29%) e Lajes Corporativas (+0,78%). Os Fundos Híbridos avançaram 0,70% e os Fundos de Fundos subiram 0,54%. Os fundos de recebíveis, ficaram praticamente estáveis (-0,03%). Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ALZR11 (+2,2%), KNRI11 (+2,2%) e HABT11 (+2,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-16,6%), SPXS11 (-1,9%) e HCTR11 (-1,8%).
Economia
O Boletim Focus do Banco Central do Brasil trouxe mudanças sutis nas projeções das principais variáveis econômicas. A mediana das expectativas para o IPCA de 2027 aumentou de 4,15% para 4,17% (estava em 4,02% há um mês). As previsões de inflação em 2026 e 2028 permaneceram em 5,33% e 3,70%, respectivamente. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 14,00% no final deste ano e 12,00% no final do ano que vem. Para o final de 2028, a mediana das expectativas subiu de 10,25% para 10,50%.
No campo político, o governo divulgou os detalhes de uma nova etapa do programa Desenrola, direcionada a trabalhadores informais adimplentes. A iniciativa poderá alcançar até 500 mil trabalhadores sem vínculo formal, permitindo a renegociação de dívidas de crédito pessoal não consignado a uma taxa máxima de 1,99% ao mês, com possibilidade adicional de contratação de novo financiamento submetido ao mesmo teto de juros. Para viabilizar esse limite, o governo aportará R$ 3 bilhões na forma de funding aos bancos. Em sua segunda fase, o Desenrola permitirá a renegociação de dívidas de até R$ 15 mil, desde que o contrato tenha ao menos quatro parcelas já pagas e esteja adimplente ou com atraso máximo de 90 dias.
Hoje, a agenda doméstica traz a divulgação dos resultados do setor público consolidado (União, governos regionais e empresas estatais) em maio; esperamos déficit primário de R$ 47,8 bilhões. Além disso, atenções voltadas para a criação líquida de empregos formais (Caged) no mês passado. Nossa estimativa aponta para adição de 118 mil postos. Nos Estados Unidos, destaque para a publicação da abertura de vagas em maio (Jolts), além da confiança do consumidor (Conference Board) e do PMI de Chicago (sondagem empresarial) referentes a junho.
Veja todos os detalhes
Economia
Governo apresenta nova etapa do programa Desenrola, com foco em trabalhadores informais adimplentes
- Nos Estados Unidos, os principais índices acionários mostraram valorização expressiva ontem (S&P 500: 1,2%; Nasdaq: 2,1%), impulsionados por empresas de tecnologia. De acordo com a Bloomberg, os investidores aproveitaram a recente correção do setor de Inteligência Artificial (IA) para retomar posições. No que diz respeito ao noticiário geopolítico, o Presidente Donald Trump afirmou que as negociações de paz com o Irã voltarão a ocorrer hoje, em Doha, após os dois lados concordarem em suspender os ataques no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo (Brent) subiu cerca de 1% na segunda-feira, para 73 dólares por barril;
- No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central trouxe mudanças sutis nas projeções das principais variáveis econômicas. A mediana das expectativas para o IPCA de 2027 aumentou de 4,15% para 4,17% (estava em 4,02% há um mês). As previsões de inflação em 2026 e 2028 permaneceram em 5,33% e 3,70%, respectivamente. A mediana das projeções para o PIB de 2026 avançou ligeiramente de 1,98% para 1,99%; para o PIB de 2027, entretanto, houve recuo de 1,70% para 1,68%. O mercado continua a projetar a taxa Selic em 14,00% no final deste ano e 12,00% no final do ano que vem. Para o final de 2028, a mediana das expectativas aumentou de 10,25% para 10,50%;
- O governo central registrou déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, resultado pior que o déficit de R$ 40,2 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior e em linha com as expectativas. No acumulado do ano, o déficit alcançou R$ 44,4 bilhões, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em R$ -139,0 bilhões (-1,1% do PIB). A arrecadação tributária permaneceu resiliente em maio, com o desempenho favorável puxado especialmente pela tributação sobre lucro das empresas e pelas receitas previdenciárias, em um contexto de preços mais elevados do petróleo e mercado de trabalho robusto. Enquanto isso, as despesas discricionárias avançaram de forma expressiva no mês, movimento já esperado neste estágio do ciclo eleitoral. Os benefícios previdenciários também apresentaram alta relevante, refletindo a redução do estoque de requerimentos represados. Em nossa avaliação, as pressões sobre a despesa devem começar a arrefecer nos próximos meses. Projetamos que o governo central encerrará o ano com déficit primário de R$ 45,5 bilhões (-0,3% do PIB). Excluindo as despesas fora da meta, estimamos superávit primário de R$ 14,5 bilhões (0,5% do PIB), um pouco acima do limite inferior do intervalo de tolerância em torno da meta fiscal;
- No campo político, o governo divulgou os detalhes de uma nova etapa do programa Desenrola, direcionada a trabalhadores informais adimplentes. A iniciativa poderá alcançar até 500 mil trabalhadores sem vínculo formal, permitindo a renegociação de dívidas de crédito pessoal não consignado a uma taxa máxima de 1,99% ao mês, com possibilidade adicional de contratação de novo financiamento submetido ao mesmo teto de juros. A nova operação poderá corresponder a até 50% do saldo devedor do débito original, e a nova prestação mensal — considerando tanto o refinanciamento quanto eventual crédito adicional — não poderá exceder 90% da prestação da operação inicial. Para viabilizar esse teto de juros, o governo aportará R$ 3 bilhões na forma de funding aos bancos. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, esse montante será contabilizado como despesa financeira. Em princípio, o programa deverá ser liderado pelos bancos públicos. A estrutura contará ainda com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações), embora o aporte do Tesouro Nacional ocorra por meio de funding às instituições financeiras, e não via capitalização direta do fundo. Em sua segunda fase, o Desenrola permitirá a renegociação de dívidas de até R$ 15 mil, desde que o contrato tenha ao menos quatro parcelas já pagas e esteja adimplente ou com atraso máximo de 90 dias;
- Hoje, a agenda doméstica traz a divulgação dos resultados do setor público consolidado (União, governos regionais e empresas estatais) em maio; esperamos déficit primário de R$ 47,8 bilhões. Ademais, atenções voltadas para a criação líquida de empregos formais (Caged) no mês passado. Nossa estimativa aponta para adição de 118 mil postos. Nos Estados Unidos, destaque para a publicação da abertura de vagas em maio (Jolts), além da confiança do consumidor (Conference Board) e do PMI de Chicago (sondagem empresarial) referentes a junho.
Empresas
Brazil Telecom: Data Expert | Price Tracker
- Neste relatório, seguimos acompanhando as tendências de preços nos segmentos móvel e de fibra, destacando as principais mudanças.
- No móvel, os preços do pré-pago permaneceram inalterados, com a Vivo ainda oferecendo o menor preço por GB no plano de 30 dias. No Controle, Vivo e TIM aumentaram a franquia de dados em seus planos, com a Vivo atualmente apresentando o menor preço por GB nos planos de entrada. No pós-pago, os preços absolutos não mudaram na comparação mensal. Em fibra, não houve mudanças relevantes de preços.
- Metodologia: Coletamos as ofertas atuais de serviços móveis e de fibra nos sites oficiais das operadoras. Para o móvel, focamos em São Paulo. Para fibra, adotamos a mesma abordagem e adicionamos Campinas para melhor avaliar o posicionamento competitivo da Desktop. Os preços foram coletados no final do mês.
- Móvel: No pré-pago, os preços absolutos e os preços por GB/dia permaneceram inalterados mês a mês.
- No Controle, Vivo e TIM aumentaram sua franquia de dados em todos os planos. A Vivo passou a oferecer o menor preço por GB nos planos de entrada. Para Claro e NuCel, os preços de entrada (absolutos e por GB) permaneceram inalterados.
- No pós-pago, os preços absolutos não mudaram em junho, após os aumentos observados em abril (por Claro e TIM) e em março (por Vivo). A Claro fez um leve ajuste na franquia de dados do plano de entrada, enquanto Vivo e TIM mantiveram o preço por GB estável. O diferencial de preço do plano de entrada em relação à Vivo é de R$ 25 para a Claro e R$ 20 para a TIM.
- Fibra: Em São Paulo e Campinas, os preços absolutos de fibra se mantiveram amplamente estáveis, embora tenhamos observado alguns ajustes nas velocidades oferecidas (Mbps). A Desktop segue oferecendo os planos de entrada mais baratos.
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Potencial compra da Amil: Novo ciclo de investimento pode ser destravado
- Diversos jornais reportaram recentemente sobre a potencial compra de uma fatia da Amil pela Bain Capital e Advent International;
- Enquanto algumas reportagens sugerem que José Seripieri Filho (“Junior”) poderia vender uma participação minoritária e manter o controle da empresa, outras indicam que as gestoras de private equity poderiam buscar uma posição de controle, a uma avaliação de aproximadamente 10x EV/EBITDA (cerca de R$ 17 bilhões em EV);
- Como os termos da transação ainda permanecem incertos — incluindo o tamanho da participação a ser adquirida e se o investimento seria primário ou secundário — abordamos as principais questões levantadas pelos investidores sobre a possível estrutura da operação, suas implicações para o setor e as perspectivas da Amil;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Grupo Mateus recebe autuação de R$ 1,28 bilhão da Receita Federal (Valor Econômico);
- Energisa fecha acordo para entrada do Itaú na Denerge com aporte de R$ 1,4 bilhão (Valor Econômico);
- Plano Safra empresarial deve ter R$ 525 bilhões e corte de até 1,5 ponto nos juros (Globo Rural);
- Movida compra contratos de locação de veículos e da frota associada à Copel por R$ 100 milhões (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Este fundo imobiliário é compra para a XP e pode entregar dividendos de 14%; entenda os riscos (Money Times);
- URPR11 despenca 16,6% após anúncio de emissão; IFIX sobe 0,32% (Suno Notícias);
- Shoppings, logística e recebíveis dominam preferência dos investidores de Fundos (Buildings);
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- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- XP Asset reformula seu ETF de S&P 500: o USAL11 vira SPXU11 e passa a usar minicontratos futuros locais em vez de investir via ETF no exterior, mexendo na estrutura de custo do produto. (InfoMoney)
- China tech ETF sees record inflow despite global chip selloff (Bloomberg)
- Em meio à incerteza global, títulos soberanos despontam como alternativa de baixo risco (B3 Bora Investir)
- ETF de Bitcoin tem maior retirada mensal da história (TradingView)
- SPCH vence a corrida dos ETFs de SpaceX, com custo como fator decisivo (ETF.com)
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ESG
Atlas Lithium vai ampliar produção de lítio em Minas Gerais | Café com ESG, 30/06
- O pregão de segunda-feira fechou em território neutro, com o IBOV recuando 0,05% e o ISE avançando 0,2%.
- No Brasil, a Atlas Lithium anunciou nesta segunda-feira que recebeu a licença ambiental para ampliar o projeto de lítio que a mineradora detém no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, tido como o principal projeto de lítio da empresa no país – segundo a mineradora, a autorização acelerará a implementação do projeto, cuja previsão de entrada em operação é o último trimestre de 2027.
- No Internacional, (i) o Banco Mundial anunciou na segunda-feira que irá voltar atrás em sua meta de destinar 45% de seus recursos anuais de empréstimo a projetos com benefícios climáticos – contudo, o banco afirmou que prorrogará seu plano de ação sobre mudanças climáticas, previsto inicialmente para expirar hoje; e (ii) segundo um relatório do Energy Institute, os EUA foram responsáveis por cerca de um terço do aumento das emissões globais de carbono em 2025, à medida que os preços mais elevados do gás levaram as geradoras de energia a voltar a utilizar carvão – de forma geral, o consumo de carvão no país saltou 10% no ano passado, revertendo a tendência de migração para combustíveis mais limpos e contribuindo para elevar as emissões totais.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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