IBOVESPA -0,44% | 170.506 Pontos
CÂMBIO +0,69% | 5,20/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em queda de 0,4%, aos 170.507 pontos, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. O movimento foi puxado principalmente pela queda dos preços das commodities. O Brent recuou para abaixo de US$ 75/barril pela primeira vez desde o início do conflito no Oriente Médio, pressionando as ações do setor de petróleo, enquanto Vale e siderúrgicas acompanharam a queda do minério de ferro.
C&A (CEAB3, +8,6%) liderou os ganhos do índice após um relatório de um banco de investimentos que adotou um tom positivo em relação às ações da companhia. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -4,2%) acompanhou a queda do minério de ferro. As petroleiras também estiveram entre os destaques negativos, com Prio (PRIO3, -3,8%) e Petrobras (PETR3, -3,0%; PETR4, -2,9%) pressionadas pelo recuo dos preços do petróleo em meio ao avanço das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira em forte queda ao longo da curva, acompanhando o recuo do petróleo e o movimento global de fechamento das taxas. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries cederam de forma relevante, com a T-note de 2 anos a 4,15% (-6bps), a T-note de 10 anos a 4,41% (-10bps) e o T-bond de 30 anos a 4,86% (-8bps), refletindo o alívio nas expectativas inflacionárias em meio à queda da commodity e à expectativa pelo PCE.
No Brasil, a curva de DI apresentou fechamento expressivo, com o DI jan/27 a 14,13% (-7bps), o DI jan/29 a 14,36% (-27bps) e o DI jan/31 a 14,35% (-24bps), em movimento alinhado ao ambiente externo mais benigno, apesar da depreciação cambial, enquanto os investidores seguem à espera do Relatório de Política Monetária para calibrar as apostas para a trajetória da Selic. A curva de NTN-B apresentou estabilidade, com a B29 permanecendo ao redor de 8,75%, a B35 de 8,20% e a B50 de 7,58%.
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,8%; Nasdaq 100: +2,2%), impulsionados pelos resultados acima do esperado da Micron, que renovaram o otimismo com o setor de semicondutores e inteligência artificial. A Micron dispara mais de 16% no pré-mercado após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas, enquanto Qualcomm (+12%) e outras empresas ligadas à cadeia de semicondutores também registram fortes ganhos.
Na Europa, o Stoxx 600 avança 0,6%, apoiado principalmente pelo setor de tecnologia. Na China, os mercados fecharam mistos, com o CSI 300 avançando 1,6% e o Hang Seng recuando 1,4%. No Japão, o Nikkei subiu 4,6%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul liderou os ganhos na Ásia com alta de 5,4%.
Os investidores também acompanham a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) de maio, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
IFIX
O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,31%, em pregão de desempenho negativo generalizado entre os segmentos. Os fundos de recebíveis recuaram 0,29%, acompanhando o tom mais pressionado do dia. Os fundos de tijolo cederam 0,31% no agregado, com Shoppings (-0,51%), Lajes Corporativas (-0,24%), Multiestratégia (-0,23%) e Ativos Logísticos (-0,20%) no campo negativo. Os Fundos de Fundos recuaram 0,12% e os Fundos Híbridos cederam 0,27%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram BROF11 (+2,0%), CACR11 (+1,4%) e GZIT11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por BTAL11 (-2,4%), LIFE11 (-2,3%) e TVRI11 (-1,8%).
Economia
Nos Estados Unidos, declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçaram a preferência por um Fed (banco central) mais dependente dos dados correntes e menos comprometido com orientações futuras, enquanto os dados mostraram fraqueza no mercado imobiliário e ampliação do déficit em conta corrente dos Estados Unidos no primeiro trimestre.
No Brasil, o governo manteve o cronograma de recomposição das tarifas de importação para veículos.
Na agenda de hoje, destaque para a terceira leitura do PIB do primeiro trimestre e o núcleo do deflator PCE nos Estados Unidos (indicador de inflação predileto do Fed). No Brasil, atenção ao Relatório de Política Monetária do Banco Central e ao IPCA-15 de junho.
Veja todos os detalhes
Economia
Relatório de Política Monetária e IPCA-15 são destaques na agenda de hoje
- Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, elogiou a proposta do novo presidente do Fed (banco central), Kevin Warsh, de reduzir o papel da orientação futura da política monetária e revisar a utilização do chamado “gráfico de pontos”, instrumento utilizado desde 2012 para comunicar as projeções de juros dos diretores da autoridade monetária. Bessent também destacou que o Fed deve permanecer atento tanto aos possíveis impactos inflacionários decorrentes do conflito com o Irã, via preços de energia, quanto aos efeitos potencialmente desinflacionários dos ganhos de produtividade associados à inteligência artificial. A sinalização reforça a possibilidade de uma condução monetária mais dependente dos dados correntes e menos vinculada a trajetórias previamente sinalizadas;
- As vendas de moradias novas nos Estados Unidos recuaram 7,3% em maio ante abril, para 580 mil unidades anualizadas, abaixo das expectativas e no menor nível desde janeiro. O resultado ocorre em um ambiente de custos de financiamento ainda elevados, com as taxas hipotecárias permanecendo próximas de 6,5%, além de preços imobiliários ainda pouco acessíveis para grande parte das famílias. Em paralelo, a implementação do pacote legislativo voltado à ampliação da oferta habitacional foi adiada em meio a divergências políticas. Em conjunto, os dados sugerem que o setor imobiliário continua sendo um dos principais focos de fragilidade da economia americana, sem sinais claros de recuperação consistente no curto prazo;
- O déficit em conta corrente dos Estados Unidos aumentou para US$ 226,8 bilhões no primeiro trimestre, equivalente a 2,9% do PIB, acima das expectativas do mercado. A deterioração foi explicada principalmente pela piora da balança de renda primária, com queda das receitas obtidas no exterior e aumento dos pagamentos realizados a investidores estrangeiros. O movimento mais do que compensou a melhora observada na balança comercial ao longo do período. Do ponto de vista macroeconômico, o dado indica uma piora da poupança externa líquida americana no início do ano, embora sem implicações imediatas relevantes para o dólar diante do papel central da moeda como principal reserva internacional;
- No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços manteve o cronograma de recomposição do imposto de importação para veículos, com elevação da alíquota para 35% a partir de julho. A manutenção da medida ocorre apesar da renovação temporária da cota de importação sem tributação para veículos elétricos desmontados, destinada a atender montadoras em processo de instalação no país;
- Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, os destaques ficam por conta da divulgação da terceira leitura do PIB do primeiro trimestre e do núcleo do deflator PCE, principal medida de inflação acompanhada pelo Fed (banco central). No Brasil, a atenção estará voltada para o IPCA-15 de junho e para o Relatório de Política Monetária do Banco Central, que deverá fornecer informações adicionais sobre o cenário econômico e os modelos utilizados na última decisão do Copom.
Empresas
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Saúde: XP Daily | Sua dose diária de notícias
- A recente aprovação parcial pela CMED indica que o produto está nas etapas finais do processo regulatório, o que pode permitir uma contribuição para a receita já a partir do 3T26.
- Olhando à frente, os principais marcos devem incluir a divulgação do teto de preço da Hypera, que esperamos ficar amplamente em linha com o Ozivy, da EMS, em torno de R$ 800.
- Embora reconheçamos que o ambiente competitivo tenha levado a uma precificação inicial mais agressiva do que o esperado, com desconto de cerca de 50% em relação ao produto de referência, seguimos vendo um perfil de rentabilidade atrativo.
- Os principais fatores de suporte incluem: (i) margem bruta estimada em cerca de 50%, refletindo o acordo de compartilhamento de receita com o fabricante; (ii) ausência de necessidade de capex upfront para o desenvolvimento do produto; e (iii) perfil de ticket elevado, o que deve permitir alavancagem operacional por meio de diluição de SG&A.
- Por fim, como nossas estimativas atuais não incorporam qualquer contribuição de semaglutida, vemos o produto como um vetor relevante de expansão de receita para a Hypera, apoiado por um mercado endereçável estimado em cerca de R$ 5 bilhões no Brasil.
- Mesmo em um cenário desafiador — caracterizado por maior concorrência e pressão de preços — acreditamos que o produto ainda deve gerar potencial de valorização, ao menos por meio de diluição incremental de SG&A. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de Compra e nosso preço-alvo de R$ 27.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- RBR Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11) | Desconto atrativo e histórico positivo de geração de valor (Research XP);
- Desconto patrimonial coloca XPSF11 entre os destaques da XP (EuQueroInvestir);
- Volta ao escritório redefine setor e eleva exigências sobre os prédios em São Paulo (Buildings);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- RBR Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11) | Desconto atrativos e histórico positivo de geração de valor
- Reiteramos a recomendação de COMPRA para o RBRX11, respaldada pelos seguintes fatores:
- Histórico sólido de geração de retorno, com desempenho superior ao dos pares;
- Nível de negociação atrativo, com desconto de aproximadamente 17% em relação à cota patrimonial (VM/VP de 0,83x);
- Dividend yield competitivo, de 13,3%, considerando a qualidade do portfólio e as perspectivas positivas identificadas para o fundo;
- Clique aqui para mais informações.
- ETF Brief: State Street encerra monopólio de 27 anos da Invesco nos ETFs de Nasdaq-100 enquanto a derrocada da IA na Coreia revive o escrutínio sobre o boom de US$ 290 bi em ETFs alavancados e ouro pode ver novas saídas com aposta em aperto do Fed
- State Street Ends Invesco’s 27-Year Monopoly on Nasdaq-100 ETFs (Bloomberg)
- Korea AI Rout Revives Scrutiny of $290 Billion Levered ETF Boom (Bloomberg)
- Leveraged ETFs Sell $6 Billion of Korean Chip Stocks, BI Says (Bloomberg)
- Gold ETFs could see fresh outflows on rising bets of Fed monetary tightening (Reuters)
- Allianz GI mantém foco na Ásia, nos mercados privados e nos ETFs UCITS ativos para crescer (Funds Society)
- Pequenos hoje, gigantes amanhã: a lição dos fundos imobiliários para os ETFs (Valor Investe)
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Concorrente da Verra, Isometric acelera certificação de créditos de carbono com IA | Café com ESG, 25/06
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com o IBOV recuando 0,44%, enquanto o ISE avançou 0,16%.
- No Brasil, o comitê executivo de gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos – o órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), com validade por seis meses a partir de 1º de julho.
- No internacional, (i) o governo do Reino Unido anunciou que adotará medidas para impedir a entrada no país de produtos agrícolas ligados ao desmatamento ilegal – segundo o governo, a política será discutida com empresas e parceiros internacionais e incluirá exigências obrigatórias de due diligence para as companhias, com expectativa de entrada em vigor da nova lei no ano que vem; e (ii) a certificadora britânica de créditos de carbono Isometric, concorrente da Verra, levantou US$ 40 milhões para expandir o uso de inteligência artificial no processo de certificação – segundo o diretor de produtos da companhia, a principal vantagem da empresa está na velocidade de emissão dos créditos, um dos pontos fracos da Verra, o que traz maior previsibilidade para os negócios.
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