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Ministério de Minas e Energia adia reunião do CNPE sobre aumento do etanol na gasolina para E32 | Café com ESG, 24/06

CVM, CNPE e acordo da Tesla em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,52% e 1,05%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) propôs ao Ministério da Fazenda caminhos para superar o impasse com a CVM sobre a divulgação de informações financeiras de sustentabilidade e clima pelas empresas de capital aberto – de forma geral, o conselho propõe restabelecer a obrigatoriedade de reportes alinhados aos padrões IFRS S1 e S2, que a autarquia revogou em maio, mas com o prazo de início de vigência alterado de 2026 para 2028; e (ii) o governo desmarcou uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para hoje, que discutiria ⁠o aumento da mistura ⁠do etanol na gasolina de 30% para 32%, segundo ‌informações da assessoria ‌do Ministério de Minas e Energia – a pasta disse que a reunião foi adiada “por motivos de agenda”, e uma nova ‌data será divulgada em breve.

• No internacional, a empresa de energia NatPower e a Tesla anunciaram, nesta terça-feira, que chegaram a um acordo para construir 25 gigawatts-hora de armazenamento em baterias na Itália e no Reino Unido, a primeira fase de um projeto avaliado em até US$ 5 bilhões – nos termos do acordo plurianual, a NatPower utilizará o sistema de armazenamento em baterias Megapack da Tesla.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
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Brasil

Após parcerias com big techs, Re.green estreia no setor de saúde com a Novo Nordisk

“Durante a Semana do Clima de Londres, a startup brasileira de restauração ecológica Re.green anunciou uma parceria de 20 anos com a farmacêutica Novo Nordisk para restaurar cerca de 500 hectares de áreas degradadas na Amazônia. O projeto, localizado em Paragominas, no Pará, deverá gerar aproximadamente 87 mil créditos de remoção de carbono ao longo do contrato. O anúncio marca a entrada da re.green no setor de saúde, após acordos firmados inicialmente com empresas de tecnologia e outros como telecomunicações e alimentos. Nas últimas semanas, foram emitidos os primeiros créditos de carbono provenientes de um projeto com a Microsoft. O CEO Thiago Picolo reforçou à EXAME que a estratégia tem sido buscar parcerias com empresas líderes em seus segmentos para ampliar as fontes de financiamento da restauração florestal. “Esse é o maior ineditismo, mostrar que a agenda pode ser transversal para diferentes atividades econômicas”, destaca. A Novo Nordisk, uma das maiores farmacêuticas do mundo, passa a integrar o grupo de empresas que aposta em projetos de restauração florestal como parte de suas estratégias de descarbonização. A companhia tem como meta alcançar emissões líquidas zero de carbono em suas operações e cadeia de valor até 2045. Nesse contexto, o apoio à restauração de ecossistemas é uma das frentes utilizadas para reduzir seu impacto climático e ambiental. Para Picolo, a aproximação com o setor de saúde faz sentido pela relação entre conservação ambiental e bem-estar humano.”

Fonte: Exame; 23/06/2026

Fundo para transição energética da Petrobras, BNDES e Finep passa a receber propostas

“A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Petrobras e a BNDESPAR assinaram, nesta terça-feira (23/6), a nova etapa na estruturação do Fundo de Investimento em Participações (FIP) voltado à Transição Energética e Descarbonização, que passa a receber e avaliar oportunidades de investimentos. A assinatura ocorreu durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro. Com capital-alvo de até R$ 500 milhões, o fundo pretende ampliar o financiamento a tecnologias inovadoras, em áreas como energias renováveis, biocombustíveis, e-fuels, hidrogênio de baixo carbono e derivados, captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS), armazenamento de energia e eletromobilidade, além de soluções para descarbonização de operações. De acordo com as organizações, startups, micro, pequenas e médias empresas poderão apresentar soluções à Valetec, gestora do fundo. O foco será empresas com Produto Mínimo Viável (MVP) validado e potencial de crescimento. As startups alvo devem possuir ao menos soluções validadas e início de receitas recorrentes (de Seed a Series B). A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho de 2023, para formação da Comissão Mista BNDES-Petrobras, voltada para as áreas de óleo e gás, com focos em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança. A Petrobras planeja investir até R$ 250 milhões, limitado a 49% do fundo, o BNDES até R$ 125 milhões, limitado a 25% do fundo, e a Finep, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 60 milhões.”

Fonte: Eixos; 23/06/2026

CFC apresenta à Fazenda ‘terceira via’ para reverter recuo da CVM 

“O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) propôs ao Ministério da Fazenda caminhos para superar o impasse com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a divulgação de informações financeiras de sustentabilidade e clima pelas empresas de capital aberto. Em ofício enviado ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho propõe restabelecer a obrigatoriedade de reportes alinhados aos padrões IFRS S1 e S2, que a autarquia revogou em maio, mas com o prazo de início de vigência alterado de 2026 para 2028. A manifestação, enviada no fim da semana passada, soma-se à reação contrária de entidades dos mercados de capitais e financeiro à Resolução 244, que desmontou o cronograma desenhado pela Resolução 193, de 2023. Essa não é uma reação qualquer: o CFC integra a coordenação do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), o órgão que elabora e faz a tradução técnica para o ordenamento brasileiro das normas do International Sustainability Standards Board (ISSB). Foi o CBPS quem editou os pronunciamentos CBPS 01 e 02, equivalentes ao IFRS S1 e S2. A escolha do destinatário também tem alvo certo. Em vez de dialogar diretamente com a CVM, o CFC apela à Fazenda, por esta ser a interlocutora que a própria Resolução 193 reconhecia como ponte entre a agenda de transformação ecológica do governo e a de finanças sustentáveis da autarquia. O conselho pede que a pasta avalie a proposta “em articulação com a CVM” e coloca o CBPS à disposição para modelar os dispositivos normativos. “Entendemos que o Ministério da Fazenda é o interlocutor natural para a construção coordenada de uma trajetória de convergência que resguarde, a um só tempo, a previsibilidade regulatória e a credibilidade internacional conquistada pelo país”, diz o ofício. O Ministério da Fazenda analisa se a mudança abrupta da CVM seguiu os ritos necessários e se cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atuar no caso.”

Fonte: Capital Reset; 23/06/2026

Carros eletrificados desvalorizaram mais de 50% no Brasil, aponta levantamento

“Os primeiros carros eletrificados que chegaram ao mercado brasileiro, incluindo modelos totalmente elétricos e versões híbridas, tiveram desvalorização de mais de 50%. Em poucos anos, vários deles perderam boa parte de seu valor de mercado, considerando o preço atual da tabela Fipe em comparação com o preço de lançamento. Um levantamento feito pelo site Mundo do Automóvel para PCD aponta que modelos como Renault Kwid E-Tech, Nissan Leaf e Jeep Compass 4xe perderam mais da metade de seu valor em poucos anos. A desvalorização é explicada por alguns motivos, começando pela rápida evolução dos modelos oferecidos ao consumidor brasileiro. Carros como o Nissan Leaf, pioneiro no segmento, tem tecnologia desatualizada e autonomia baixa em comparação com outros carros que vieram depois. A chegada de tantas marcas chinesas com preços agressivos e tecnologia eletrificada de ponta também prejudicaram modelos mais antigos. Fabricantes tradicionais tiveram que fazer ajustes de preço, enquanto modelos pioneiros perderam espaço frente à concorrência de marcas como BYD e GWM. Entre os casos analisados pelo site, o destaque entre os elétricos é o Renault Kwid E-Tech. Hoje vendido por cerca de R$ 64 mil, segundo a Tabela Fipe, custava R$ 142.990 em 2022, quando chegou ao mercado. É uma desvalorização de 55,2%. O Nissan Leaf, que chegou custando R$ 195.900, hoje vale R$ 90.497, perda de 53,8% do preço original. Entre os modelos híbridos, um caso exemplar é o Jeep Compass 4xe. Vendido inicialmente por R$ 349 mil, o SUV híbrido plug-in tem valor médio atual de R$ 177.777, redução próxima de 49,1% do valor original.”

Fonte: Estadão; 23/06/2026

Empresas veem alta da incerteza regulatória após CVM recuar sobre informações de sustentabilidade

“A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de desobrigar as empresas de capital aberto de divulgar informações sobre sustentabilidade conforme padrões internacionais gerou um aumento da incerteza regulatória. É o que mostra uma pesquisa com representantes de 34 companhias listadas realizada pelo CBPS Hub, comunidade que reúne profissionais de 145 empresas, e pelo grupo de trabalho de empresas pioneiras da Comissão Brasileira de Acompanhamento do Relato Integrado (CBARI). Para 38% das organizações respondentes, o aumento da incerteza regulatória é o principal impacto da resolução 244 da CVM, que retirou a obrigatoriedade da divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade nos moldes definidos pelo Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB). A maioria das empresas representadas tem faturamento anual de R$ 1 bilhão a R$ 5 bilhões. As informações foram coletadas por meio de um formulário eletrônico. Já a redução de custos de conformidade é o efeito mais significativo na visão de 29% dos participantes da pesquisa. A reavaliação da estratégia de sustentabilidade foi citada em primeiro lugar por 15%, ao passo que 9% veem a revisão de projetos e investimentos em andamento como o principal desdobramento da medida; 9% consideram outros efeitos mais importantes. Entre as participantes, 94% afirmam já ter realizado algum investimento para se adequar aos padrões do ISSB e 35% classificam os aportes feitos como “significativos”, 29% como “moderados” e outra parcela de 29% como “pontuais”. Após a decisão da CVM, 53% das participantes ainda avaliam como procederão com relação às informações de sustentabilidade; 18% já optaram por manter a divulgação do relatório; 18% não divulgarão e suspenderão todos os trabalhos; e 12% não divulgarão, mas manterão todo o processo. Entre as que decidiram manter a publicação das informações, a preparação para futuras exigências regulatórias é o principal motivo para uma maioria, de 32%. No final de maio, a CVM alterou a Resolução 193 e eliminou a obrigação de companhias abertas adotarem esse tipo de reporte de sustentabilidade após um período inicial voluntário. As empresas teriam de apresentar as informações referentes ao exercício de 2026 já no próximo ano.”

Fonte: Valor Econômico; 23/06/2026

GWM fará novo investimento em uma segunda fábrica no país

“Nos próximos dias, a GWM vai anunciar a construção de uma fábrica em Aracruz (ES). Será a segunda unidade industrial da montadora chinesa no país. A primeira, em Iracemápolis (SP), foi inaugurada há apenas dez meses. O plano dos chineses é que a segunda operação seja mais robusta e, com área bem maior, possa também abrigar fornecedores no entorno, segundo o diretor de operações da GWM Brasil, Diego Fernandes. O valor do investimento na nova fábrica ainda está em fase de definição, disse Fernandes em entrevista ao Valor. Mas, segundo ele, trata-se de um novo aporte. Ou seja, serão recursos que se somarão aos R$ 10 bilhões do plano de investimentos inicialmente anunciado pela montadora para o período entre 2022 e 2032 – o maior valor entre os programas das chinesas no país. Dos R$ 10 bilhões, R$ 4 bilhões já foram aplicados, segundo Fernandes, incluindo a compra da fábrica de Iracemápolis, que pertencia à Mercedes-Benz. A primeira fábrica de veículos do Espírito Santo será instalada num terreno doado pelo Estado, que totaliza 1,7 milhão de metros quadrados no parque industrial de Aracruz, uma região que já abriga importantes produtoras de celulose. O governo do Espírito Santo chegou a divulgar a novidade em janeiro, quando foi assinado um termo de compromisso de investimento com a GWM que, na época, não confirmava já ter decidido pelo Estado. A escolha pelo Espírito do Santo, segundo Fernandes, foi tomada depois de diversas visitas ao Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Aracruz ofereceu, diz o executivo, as melhores condições, principalmente pela proximidade com o porto, o que ajuda não apenas para a importação, hoje, como para os futuros planos de exportação da companhia. Ontem foi um dia de intensa agitação no setor automotivo por conta da decisão do governo de estender o prazo de cotas de importação de carros semimontados isentos de imposto. Mas, enquanto isso, a direção da GWM reforçava planos justamente no sentido contrário, para elevar o índice de nacionalização dos carros produzidos no Brasil.”

Fonte: Valor Econômico; 24/06/2026

Viagem à China é para mobilizar capital para descarbonização da nossa economia, diz Durigan

“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a missão oficial à China, que ele lidera nesta semana, vem como estratégia para avançar em diálogos sobre a integração financeira entre o Brasil e o país asiático e “mobilizar o capital necessário para a descarbonização” da economia brasileira. “Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da nossa economia, estamos modernizando nossa relação institucional, como demonstra a criação inédita da nossa adidância tributária em Pequim. É uma agenda focada em trazer investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer cadeias de valor integradas”, afirmou o ministro por meio de nota. O ministro tem previsão de chegada na China na tarde desta terça (23/6), e sua primeira agenda oficial deve ser a participação no Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, na quarta-feira (24). Ele deve focar nas negociações do Plano de Bonds do Tesouro Nacional e também para divulgar os leilões do Eco Invest. O Eco Invest Brasil é uma forma de financiamento, lançada há cerca de dois anos, para direcionar capital a setores ligados à transformação ecológica. Ele funciona por “leilões” com linhas temáticas, combinando instrumentos voltados tanto ao mercado de equity e formação de fundos quanto uma linha de “blend” para dívida. O governo brasileiro está trabalhando com a possibilidade de fazer novas emissões de títulos na Ásia, incluindo a China, como continuidade da estratégia de diversificar suas captações fora do dólar. “O Brasil e a China vivem um momento de profunda convergência em torno da transição ecológica e do desenvolvimento sustentável. Nossa missão à Ásia tem o propósito claro de estreitar essa parceria, apresentando ao mundo oportunidades concretas, como o programa Eco Invest Brasil, e avançando no diálogo sobre a integração financeira, inclusive na troca de informações”, afirmou.”

Fonte: Eixos; 23/06/2026

Governo adia reunião do CNPE que discutiria aumento da mistura de etanol na gasolina

“O governo desmarcou uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para quarta-feira, 24, que discutiria ⁠o aumento da mistura ⁠do etanol na gasolina de 30% para 32%, segundo ‌informações da assessoria ‌do Ministério de Minas e Energia. Em ‌nota nesta terça-feira, a pasta disse que a reunião foi adiada “por motivos de agenda”, e uma nova ‌data será divulgada em breve. O aumento do percentual obrigatório de etanol na ‌gasolina vem sendo tratado pelo governo há ‌meses, enquanto o ‌setor espera uma decisão, ⁠que já foi adiada algumas vezes. Autoridades afirmaram anteriormente que a discussão sobre o tema no CNPE seria uma mera formalidade, uma vez que já teria apoio para ser implementada.”

Fonte: NovaCana; 23/06/2026

Internacional

Calor extremo atinge 1 bilhão de pessoas a mais do que atingia na década de 1970, aponta estudo

“O calor extremo atinge mais pessoas, por mais tempo, e mais frequentemente do que na década de 1970 devido às mudanças climáticas, indicou um estudo publicado na revista Nature Climate Change nesta segunda-feira (22/6). De acordo com o levantamento feito por Rebecca Emerton e colegas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a porcentagem de pessoas no mundo que sofre exposição a pelo menos um dia de estresse térmico extremo por ano cresceu de 16% para 22%, o que, levando em conta o aumento da população mundial no período, significa um bilhão de pessoas a mais sofrendo com temperaturas extremamente altas. O estresse térmico é definido no estudo como a quantidade de calor que afeta uma pessoa. Além da temperatura, outros fatores devem ser levados em conta, como umidade, vento, radiação solar e a resposta do organismo de cada indivíduo. Por isso, o Índice Climático Térmico Universal (UTCI, na sigla em inglês) classifica dez categorias de estresse térmico, do frio ao calor extremo, com base nos impactos sobre o corpo humano. O estudo de Emerton e equipe traz outros dados alarmantes. Na década de 1970, 55% da população mundial enfrentava pelo menos 90 dias de estresse térmico considerado “forte” por ano; esse número subiu para 70% atualmente (ou seja, cerca de 5,8 bilhões de pessoas). O número de dias de estresse térmico aumentou, com algumas regiões registrando até 50 dias adicionais de estresse térmico por ano e uma temporada de estresse térmico mais prolongada. Além disso, as noites mais quentes do ano estão se aquecendo mais rapidamente (aumento de 0,32 °C por década) do que os dias mais quentes (0,27 °C por década) na média global, e os eventos combinados de dias e noites de estresse térmico estão se tornando mais frequentes, severos e prolongados em todos os continentes, principalmente na Europa e na África.”

Fonte: Eixos; 23/06/2026

NatPower e Tesla fecham acordo de de US$ 5 bi em armazenamento em baterias

“A empresa de energia NatPower e a Tesla anunciaram, nesta terça-feira (23), que chegaram a um acordo para construir 25 gigawatts-hora de armazenamento em baterias na Itália e no Reino Unido, a primeira fase de um projeto avaliado em até US$ 5 bilhões. Países em toda a Europa estão intensificando projetos de armazenamento de energia em baterias para ajudar a equilibrar a implantação da capacidade de energia renovável intermitente. Nos termos do acordo plurianual, a NatPower utilizará o sistema de armazenamento em baterias Megapack da Tesla. A NatPower também usará a tecnologia de negociação da Tesla, que gerencia quando comprar e vender eletricidade. Serão construídos cinco projetos iniciais, que constituem a primeira fase de um programa cuja meta final é ultrapassar 100 GWh de capacidade de armazenamento, com um custo de construção entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, informaram as empresas. Elas acrescentaram que a receita poderá ultrapassar US$ 15 bilhões ao longo de 20 anos. “O setor tem acesso à tecnologia e ao capital, mas ainda enfrenta dificuldades para entregar infraestrutura de forma consistente e dentro dos prazos exigidos. O que construímos com a Tesla é um ecossistema que permite o alinhamento entre capital e execução, e que pode ser replicado em vários mercados”, disse Fabrizio Zago, presidente-executivo da NatPower.”

Fonte: Valor Econômico; 23/06/2026.

Mineradora americana de terras raras Energy Fuels compra grupo alemão de ímãs por US$ 1,9 bilhão

“A Energy Fuels, mineradora americana de terras raras e urânio, está adquirindo uma importante fabricante alemã de ímãs por US$ 1,9 bilhão, em meio à intensificação da corrida para criar cadeias de suprimento de terras raras independentes da China. A Energy Fuels, listada na bolsa de Nova York, comprará a Vacuumschmelze (VAC) da empresa americana de private equity Ara Partners por US$ 718 milhões em dinheiro e quase 66 milhões de ações recém-emitidas da Energy Fuels — o que conferirá à Ara uma participação de 19,9% na mineradora. A operação ocorre no momento em que governos ocidentais, liderados pelos EUA, trabalham para reduzir sua dependência da China em relação a terras raras e aos ímãs que utilizam esses minerais. As terras raras são usadas em tudo, desde automóveis até caças militares; Pequim domina atualmente a cadeia de suprimentos e, nos últimos anos, tem usado sua posição de forma estratégica e agressiva (como arma geopolítica). A transação é a mais recente de uma série de negócios no setor de terras raras, à medida que empresas como as americanas MP Materials e USA Rare Earth correm para desenvolver suas próprias cadeias de suprimento integradas, do tipo “da mina ao ímã”. “Este é um momento transformador para a Energy Fuels e para a cadeia global de suprimento de terras raras”, afirmou Ross Bhappu, presidente e CEO da Energy Fuels. Erik Eschen, presidente e CEO da VAC, disse que as empresas estarão “em uma posição privilegiada para atender à demanda em rápido crescimento em diversos setores, incluindo automotivo, aeroespacial, defesa, data centers de hiperescala, robótica, semicondutores e outros”. A VAC possui operações na Europa, nos EUA e na Ásia, sendo uma das poucas fabricantes de ímãs em operação no Ocidente, com mais de 1.000 clientes. Na corrida para ampliar a escala, as empresas têm demonstrado disposição para pagar prêmios elevados por negócios operacionais de terras raras. As operações da VAC — excluindo uma nova instalação em Sumter, na Carolina do Sul — geraram US$ 29 milhões em lucro ajustado em 2025. Espera-se que a instalação de Sumter gere entre US$ 130 milhões e US$ 140 milhões em lucro ajustado anualmente após atingir sua capacidade total, informaram as empresas na terça-feira.”

Fonte: Financial Times; 23/06/2026

80% dos data centers no mundo estão expostos a riscos climáticos extremos, aponta estudo

“Quase 80% dos data centers no mundo estão expostos a riscos climáticos extremos, como enchentes, ventos intensos e incêndios florestais, segundo um novo levantamento da empresa de análise de risco climático First Street. O estudo também aponta que 54% dos mercados globais de infraestrutura digital enfrentam riscos climáticos crônicos, como calor extremo e seca. A análise, que avaliou 97 mercados globais de data centers, sugere que a expansão dessa infraestrutura crítica da economia digital ocorre, em muitos casos, em regiões já consideradas vulneráveis a eventos climáticos intensificados. De acordo com o relatório, a exposição a eventos extremos pode levar a interrupções de operação, aumento do tempo fora do ar e elevação dos custos de seguro e manutenção. O estudo também destaca que fatores climáticos crônicos, como ondas de calor recorrentes e escassez hídrica, afetam diretamente o funcionamento dos sistemas de resfriamento, elevando o consumo de energia e água. “Onde você constrói um data center determina uma grande parte do custo de operação pelos próximos 20 ou 30 anos”, afirmou Jeremy Porter, economista-chefe da First Street, em entrevista ao The Guardian. Segundo ele, variáveis climáticas como resfriamento, disponibilidade de água e confiabilidade operacional ainda são subestimadas em avaliações de investimento, que tendem a priorizar perspectivas de crescimento. O relatório também chama atenção para a limitação de modelos tradicionais de precificação de risco, baseados em séries históricas. “O clima não está mais se comportando como o registro histórico indicaria”, disse Matthew Eby, CEO da First Street, ao destacar que ondas de calor, secas e estresse hídrico tornam esses modelos insuficientes para capturar o risco atual.”

Fonte: Exame; 24/06/2026

Reino Unido quer barrar importação de produtos agrícolas de terras desmatadas ilegalmente

“O governo britânico anunciou que vai aplicar medidas para impedir a compra de produtos estrangeiros importados originados de terras desmatadas ilegalmente. A proposta de legislação, inspirada no Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês), foi apresentada durante a London Climate Action Week nesta terça-feira (23/6). Na proposta, empresas britânicas que compram commodities como soja, café, óleo de palma e cacau terão que garantir que os produtos não tenham sido produzidos em áreas de desmatamento ilegal. A regra, porém, difere da EUDR a respeito do desmate legal, já que a regra do bloco europeu barra a compra de produtos de áreas desmatadas mesmo dentro da lei, com data de corte em 2020. “É por isso que lideramos pelo exemplo e examinamos minuciosamente as nossas próprias cadeias de abastecimento. A eliminação de produtos ligados ao desflorestamento ilegal não só ajuda a proteger ecossistemas preciosos, mas é boa para a nossa resiliência coletiva e para a prosperidade a longo prazo”, disse Mary Creagh, ministra do meio-ambiente do país. Segundo o governo, as empresas, a sociedade civil e parceiros internacionais serão consultados ao longo do ano para formar os detalhes da legislação, que é esperada para entrar em vigor em 2027.”

Fonte: Globo Rural; 23/06/2026

Bangladesh afirma que meta de US$ 300 bilhões em financiamento climático é insuficiente e pede mais apoio

“Na terça-feira, Bangladesh pediu mais recursos e um apoio mais ágil para os países em desenvolvimento que enfrentam ameaças crescentes decorrentes das mudanças climáticas, afirmando que a meta global de financiamento climático de US$ 300 bilhões por ano é insuficiente para atender às suas necessidades. Ao discursar na Reunião Anual dos Novos Campeões do Fórum Econômico Mundial em Dalian, na China — sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o cargo —, o primeiro-ministro Tarique Rahman instou as nações ricas a honrarem seus compromissos climáticos antes das próximas negociações da ONU sobre o clima, previstas para novembro. Bangladesh, um dos países mais vulneráveis ​​do mundo às mudanças climáticas, busca apoio para financiar projetos que ajudem o país a lidar com o aumento de inundações, ciclones, erosão fluvial e intrusão de água salgada, ao mesmo tempo em que implementa uma ambiciosa agenda climática interna. Os países haviam concordado em aumentar a oferta anual de financiamento climático para US$ 300 bilhões até 2035 durante a cúpula climática da ONU em 2024, mas Rahman afirmou que esse montante não é suficiente para suprir as necessidades de mitigação e adaptação dos países em desenvolvimento. Ele defendeu uma maior mobilização do Fundo Verde para o Clima da ONU e instou os governos a tornarem o financiamento climático mais acessível. “O Fundo de Perdas e Danos precisa passar da promessa à ação concreta, oferecendo apoio acessível e previsível às nações afetadas”, disse ele. Rahman afirmou que as medidas de adaptação — cruciais para países como Bangladesh — devem caminhar lado a lado com os esforços de redução de emissões, destacando iniciativas internas que incluem a dragagem de 20.000 km de rios e canais para reduzir inundações e o plantio de 250 milhões de árvores. “Nenhum país consegue construir resiliência climática sozinho”, disse ele, defendendo parcerias globais mais robustas que abranjam financiamento, tecnologia e ações práticas.”

Fonte: Reuters; 23/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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