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Conselho da Petrobras aprova US$ 1,2 bilhão para produzir combustíveis renováveis em Cubatão | Café com ESG, 22/06

Vale e Petrobras em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em queda, com o Ibovespa caindo 1,63% e o ISE, 2,35%. Já o pregão de sexta-feira fechou em território neutro, com o IBOV e o ISE andando de lado (+0,03% e -0,01%, respectivamente).

• Do lado das empresas, (i) o conselho de administração da Petrobras aprovou sexta-feira um investimento de US$ 1,2 bilhão para produzir combustíveis renováveis na refinaria de Cubatão (SP) – o projeto prevê uma planta com capacidade para produção de até 15 mil barris por dia de bioQAV (um combustível sustentável de aviação) e de diesel renovável, com entrada em operação prevista para 2030; e (ii) o conselho de administração da Vale, reunido sexta-feira, aprovou a realização de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciar a destituição do presidente do colegiado, Daniel Stieler – a decisão atende a um pedido da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que detém cerca de 10% do capital social da Vale.

• Na política, o governo brasileiro publicou na última sexta o estudo que irá subsidiar a Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR), uma iniciativa que busca organizar iniciativas para desenvolver a cadeia desses insumos estratégicos para o país e o resto do mundo – o documento de 300 páginas reforça o discurso do governo Lula de que é preciso avançar na extração desses recursos, mas sem abrir mão da soberania.

Gostaria de receber os relatórios ESG por e-mailClique aqui.
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Brasil

Dependência da China exige cautela para expansão de baterias no Brasil, diz diretora da PSR

“O Brasil deveria evitar tratar as baterias como a solução definitiva para os desafios do sistema elétrico sem considerar a forte dependência externa da cadeia produtiva, especialmente da China. O alerta foi feito por Paula Valenzuela, diretora técnica da PSR, durante evento do iCS, CEBDS, Instituto E+ e PSR, realizado no Rio de Janeiro, na útlima terça (16/6), ao apresentar os principais resultados de um estudo sobre sistemas de armazenamento desenvolvido pela consultoria. Segundo a executiva, embora as baterias tenham potencial para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico e apoiar a integração de fontes renováveis, o país precisa refletir sobre os riscos estratégicos de depender quase integralmente da produção chinesa. “Bateria é lindo, cheiroso, todo mundo quer colocar, só que, em última instância, a gente depende muito da China. A China concentra hoje 85% do mercado de fabricação de baterias”, afirmou. Ela observou que o Brasil reúne condições favoráveis para participar de forma mais relevante dessa cadeia industrial, mas permanece concentrado na extração de matérias-primas e na etapa final de integração dos componentes. “O Brasil tem muito do que é necessário, onde a gente tem matéria-prima, participação bastante expressiva nas reservas, só que a gente para aqui. A gente não participa do refino, da fabricação de componentes, mas volta na ponta final integrando esses componentes”, disse. O estudo da PSR propõe uma discussão sobre políticas industriais de longo prazo voltadas ao desenvolvimento de uma cadeia nacional de baterias. “Deveríamos colocar uma coisa séria, coordenada para que o Brasil efetivamente entre também nessa esfera de refino e de fabricação”, afirmou. A diretora ressaltou, contudo, que essa estratégia envolve custos e desafios relevantes. “É claro que existe um trade-off, porque fazer isso vai demandar recursos, tempo, e o bonde está passando, e a China oferece essas coisas, inclusive, mais baratas no primeiro momento”, ponderou.”

Fonte: Eixos; 19/06/2026

Pontos de recarga para veículos elétricos ultrapassam marca de 25 mil no Brasil

“O Brasil alcançou a marca de 25.455 pontos públicos e semipúblicos de recarga para veículos elétricos em maio de 2026, mostra mapeamento da plataforma ePowerBay. De acordo com o balanço, houve um crescimento de 20,9% em relação ao levantamento realizado em fevereiro, quando a rede nacional contabilizava 21.060 pontos. Os dados também indicam uma mudança no perfil da infraestrutura. Embora os carregadores lentos ainda representem a maior parte da rede, os equipamentos rápidos foram os que mais cresceram no período. Entre fevereiro e maio de 2026, os carregadores rápidos (DC) passaram de 6.479 para 8.606 unidades, uma alta de 32,8% em apenas três meses. No mesmo intervalo, os carregadores lentos (AC) cresceram 15,5%, passando de 14.582 para 16.836 pontos. Com isso, a participação da recarga rápida no total da rede nacional subiu de 30,8% para 33,8%. De acordo com a ePowerBay, o avanço de carregadores ultrarrápidos, com potências que podem chegar a 480 kW e capacidade de atender múltiplos veículos simultaneamente, indica uma mudança de padrão no mercado. Isso porque a infraestrutura passa a ser desenhada para uso em escala, com maior conveniência e rotatividade de veículos por ponto instalado, ao invés de recargas ocasionais. O mapeamento mostra ainda que a expansão da rede de recarga ocorreu em todas as regiões brasileiras, mas com ritmos diferentes. Embora o Sudeste siga liderando em volume absoluto, o Norte registrou o maior crescimento proporcional do país, com alta de 31,1% no total de pontos. A região também liderou o avanço dos carregadores rápidos, que cresceram 51% em três meses, passando de 312 para 471 unidades.”

Fonte: Eixos; 19/06/2026

Regulação da Aneel deve impulsionar mercado de baterias mais do que leilão, avalia Atlas Renewable

“A regulamentação dos sistemas de armazenamento de energia aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tende a ter um impacto mais profundo sobre o desenvolvimento do mercado brasileiro de baterias do que o próprio LRCAP, previsto para o segundo semestre de 2026, na avaliação do presidente da Atlas Renewable Energy no Brasil, Fábio Bortoluzo. Segundo o executivo, a principal novidade para o setor não foi a abertura do leilão, mas sim a definição das regras permanentes para o armazenamento de energia. “A grande novidade, mais do que o leilão, foi a regulação ordinária, que saiu na Aneel na mesma semana. Acho que esse é o fato mais importante para o setor, porque não está limitado ao volume e à expectativa que o Ministério [de Minas e Energia] quer para o leilão, mas tem uma oportunidade muito maior que essa regulação potencialmente destrava”, afirmou em entrevista à agência eixos. A Aneel aprovou no dia 2 de junho as primeiras regras para o uso de baterias no sistema elétrico brasileiro, e no dia 3 de junho, o Ministério de Minas e Energia anunciou oficialmente as diretrizes do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias. Embora considere que ainda existam aspectos regulatórios a serem aperfeiçoados, Bortoluzo avalia que a decisão da Aneel representa um marco importante para destravar investimentos. “Entendemos que foi um sinal muito importante, e estamos avaliando como podemos utilizar já a bateria, por exemplo, nos ativos que temos, ou associados a projetos novos. Estamos ativamente olhando isso”, disse.”

Fonte: Eixos; 19/06/2026

Aliança Energia, da Vale, incorpora complexo eólico e aumenta capacidade instalada em 9%

“A Aliança Energia ampliou a capacidade instalada do parque gerador da empresa em 9% ao incorporar o complexo eólico Caetité, de 193 megawatts (MW) de potência. Com a operação, a empresa de energias renováveis da mineradora Vale passou a deter 2.382 MW de capacidade instalada. O complexo eólico foi adquirido pela Aliança Energia da Pontal Energy em dezembro de 2025, por um valor não divulgado na ocasião. O complexo localiza-se no Sudoeste da Bahia e possui 46 aerogeradores, cada um com potência de 4,2 MW. Caetité foi inaugurado em outubro de 2024 e está conectado à Subestação Igaporã III por meio de uma linha de transmissão de 230 quilovolts (kV), com cerca de 24 quilômetros de extensão. “Estamos ampliando nossa presença em um dos principais polos eólicos do país com um ativo já operacional”, disse em comunicado o gerente de desevolvimento da Aliança Energia, Carlos Henrique Afonso. A Aliança Energia surgiu em 2015 como uma joint-venture entre a Vale e a Cemig. Em agosto de 2024, a Vale comprou a participação da Cemig na Aliança, ficando com 100% das ações da empresa.”

Fonte: Valor Econômico; 21/06/2026

Conselho da Vale aprova assembleia para discutir destituição de presidente do colegiado

“O conselho de administração da Vale, reunido na tarde desta sexta-feira (19), aprovou a realização de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciar a destituição do presidente do colegiado, Daniel Stieler, apurou o Valor. A decisão atende a um pedido da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que detém cerca de 10% do capital social da Vale. Existe a expectativa de que a Vale divulgue ainda hoje informações ao mercado sobre a decisão do conselho. A AGE deve ser realizada em até 40 dias a partir da data da convocação. Até lá nada muda na composição do conselho, disseram fontes. Significa, portanto, que Stieler seguirá como presidente do colegiado. O Valor apurou que na reunião do conselho foi considerado apto a participar da assembleia, como candidato, o ex-presidente da Previ José Maurício Pereira Coelho, que substituiria Stieler como conselheiro até abril de 2027, quando todo o colegiado da Vale passará por nova eleição. A indicação de Coelho para o lugar de Stieler partiu da própria Previ. O colegiado da Vale também deu sinal verde para que Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie” e atual conselheiro da mineradora, seja indicado como candidato à presidência do conselho no lugar de Stieler. O nome de “Ollie” para o cargo também partiu da Previ. “Ollie” vai disputar a vaga para presidente do conselho com Marcelo Gasparino, atual vice-presidente do colegiado da Vale, que também foi indicado para concorrer ao cargo na AGE. Também ficou estabelecido que outros acionistas da Vale poderão indicar candidatos para a AGE. Não está descartado, portanto, que surjam outros nomes, apontados por investidores da empresa, para disputar as vagas de conselheiro e de presidente do colegiado, as quais seriam abertas com a destituição de Stieler.”

Fonte: Valor Econômico; 19/06/2026

Petrobras aprova R$ 6 bi para produção de combustíveis renováveis em Cubatão

“O conselho de administração da Petrobras aprovou nesta sexta-feira (19) investimento de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) para produzir combustíveis renováveis na refinaria de Cubatão (SP), na Baixada Santista. O projeto prevê uma planta com capacidade para produção de até 15 mil barris por dia de bioQAV (querosene de aviação) e de diesel renovável, com entrada em operação prevista para 2030. As obras devem ser iniciadas ainda este ano. A imagem mostra duas pessoas em um evento, vestindo jaquetas laranjas. Elas estão sentadas próximas uma da outra, com expressões de cumplicidade, enquanto uma delas cobre a boca com a mão, como se estivesse sussurrando algo. Ao fundo, há outras pessoas sentadas, mas não estão claramente visíveis. O ambiente parece ser um auditório ou uma sala de conferências.A imagem mostra duas pessoas em um evento, vestindo jaquetas laranjas. Elas estão sentadas próximas uma da outra, com expressões de cumplicidade, enquanto uma delas cobre a boca com a mão, como se estivesse sussurrando algo. Ao fundo, há outras pessoas sentadas, mas não estão claramente visíveis. O ambiente parece ser um auditório ou uma sala de conferências. A estatal já analisava o processo em seu plano de negócios para o período entre 2026 e 2030, mas estava condicionado à situação de financiabilidade da companhia. O plano foi elaborado com petróleo na casa dos US$ 60 por barril e, por isso, exigiu cautela da estatal. Após a guerra no Irã, o barril chegou a encostar em US$ 120. O preço recuou nas últimas semanas com as notícias sobre acordo de paz, mas é consenso no mercado que demorará a voltar a patamares pré-guerra. Nesta semana, o Goldman Sachs estimou o preço em US$ 70 para o último trimestre. “O projeto está alinhado ao comprometimento da Petrobras em liderar a transição energética justa no país e aos compromissos globais do setor de aviação”, afirmou a estatal, em comunicado ao mercado divulgado no início da noite desta sexta..”

Fonte: Valor Econômico; 19/06/2026

Fazenda abre inscrições para 5º leilão do Eco Invest

“O Ministério da Fazenda abriu, nesta sexta-feira (19/6), as inscrições para o 5º Leilão do Eco Invest Brasil. A iniciativa tem como pilar a mitigação de risco, para reduzir o custo de capital e, com isso, atrair investimentos domésticos, mas também estrangeiros. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. A expectativa do governo é levantar R$ 50 bilhões em investimentos, com a criação de seis fundos de inovação, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os fundos têm as seguintes temáticas: Combustíveis verdes avançados, biogás e biometano; Fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas; Biomateriais e química verde; Beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica; Circularidade de resíduos minerais e industriais para insumos; Automação e inteligência artificial para processos produtivos e tecnológicos. De acordo com o coordenador do Eco Invest no Tesouro Nacional, Mário Gouvêa, o programa decidiu focar os investimentos em novas tecnologias para melhorar a posição do Brasil (52ª) no ranking mundial de inovação. Atualmente, o país registra cerca de 26 vezes menos patentes internacionais do que a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entre as causas para isso, Gouvêa acredita que está a baixa participação do setor privado na pesquisa brasileira na comparação com os países líderes em inovação. Cada cadeia terá um banco vencedor, escolhido por leilão de alavancagem. O vencedor vai obter empréstimo do Eco Invest a custo de 1% ao ano, de até R$1,5 bilhão, para investir no fundo.”

Fonte: Eixos; 19/06/2026

O plano do brasileiro para evitar que as terras raras virem mais uma commodity

“O governo brasileiro publicou nesta sexta (19/6) o estudo que irá subsidiar a Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR), uma iniciativa que busca organizar iniciativas para desenvolver a cadeia desses insumos estratégicos para o Brasil e o resto do mundo. O desafio está em conectar política industrial, agenda de transição energética, financiamento e cooperação com diferentes economias. O documento (.pdf) de 300 páginas reforça o discurso do governo Lula (PT) de que é preciso avançar na extração desses recursos, inclusive diante do crescente interesse do mercado internacional, mas sem abrir mão da soberania. Um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a alta tecnologia, as terras raras são insumos para fabricação de ímãs superpotentes, motores de carros elétricos e turbinas eólicas, além de eletrônicos, equipamentos médicos e de defesa. O Brasil tem grande potencial de conquistar relevância no fornecimento desses minerais. O país detém cerca de 23,1% dos recursos globais conhecidos de terras raras e possui a segunda maior reserva do planeta, além de uma carteira crescente de projetos competitivos e uma base técnico-científica relevante, identifica o estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Falta explorar. Hoje, os projetos mais avançados estão em Goiás e Minas Gerais e os investimentos previstos somam cerca de R$ 13,2 bilhões. Goiás, aliás, abriga algumas das reservas mais importantes de terras raras do país e tem recebido os holofotes mundiais desde a venda da mineradora Serra Verde, em Minaçu, para a americana USA Rare Earth, em uma transação de US$ 2,8 bilhões. Para se posicionar na corrida global, o governo goiano resolveu criar sua própria política de incentivo ao setor, arriscando entrar em conflito com a regulação nacional em matéria reservada à União. É em meio a este cenário de disputas internas e externas que o governo dá o primeiro passo em direção a uma estratégia nacional. E, vale dizer, dedicada a terras raras, isto é, separada dos minerais críticos e estratégicos. O estudo publicado hoje reconhece, por exemplo, que a principal restrição ao avanço brasileiro sobre a exploração de terras raras é a “dificuldade de articular, financiar, regular e escalar a cadeia”. E desenha uma proposta com medidas de curto, médio e longo prazo.”

Fonte: Eixos; 19/06/2026

Camex deve incluir em sua pauta a renovação de cota que beneficia a chinesa BYD

“A Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve incluir na pauta da reunião na próxima semana a renovação, por mais seis meses, das cotas de importação com tarifa reduzida para veículos eletrificados semimontados (SKD) e importados prontos (CBU), segundo apurou o Valor. A medida atende sobretudo a montadora chinesa BYD, que inaugurou, no ano passado, uma fábrica na Bahia com o sistema SKD. A discussão ocorre às vésperas da entrada em vigor, em julho de 2026, da alíquota de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados importados nesses sistemas. Atualmente, após o encerramento no final de janeiro das cotas com alíquota zero, as importações desses veículos estão sujeitas a tarifas de 25% para elétricos, 28% para híbridos plug-in e 30% para híbridos convencionais. No sistema semimontado (SKD, na sigla em inglês para “semi knocked down”), o veículo chega montado ao país e recebe acabamento final de peças como pneus e vidros. Já no caso do desmontado (CKD, “completely knocked down”), kits de componentes ou peças avulsas são importados para montagem local. O tema da renovação de cotas recoloca em evidência uma disputa iniciada em 2025. Em meados do ano passado, a BYD, que se preparava para inaugurar uma fábrica na Bahia com o sistema SKD, encaminhou ao governo pedido para reduzir o imposto. No entanto, montadoras já instaladas no país fizeram forte oposição. O governo decidiu, então, por uma solução que atendesse a ambos os lados. Isentou esses veículos do imposto durante seis meses, mas criou cotas, que foram divididas por mais de uma dezena de marcas interessadas em produzir nos sistemas CKD e SKD. Essas cotas somaram US$ 463 milhões.”

Fonte: Valor Econômico; 19/06/2026

Brasil quer aliança com Argentina e Paraguai por exportação de etanol e biodiesel para Europa

“O Brasil quer construir uma aliança com Argentina e Paraguai para tentar diminuir a histórica resistência da Europa aos biocombustíveis —como o etanol ou SAF (de aviação)— vindos da América Latina. O movimento acontece em um momento no qual a União Europeia trabalha em duas pautas que podem dificultar a importação desses combustíveis sustentáveis. Para os países da América Latina, o interesse é expandir as vendas para um grande mercado consumidor e que, nos últimos anos —sobretudo desde as guerras da Ucrânia e no Irã— vem reduzindo o consumo de fósseis. Duas pessoas em púlpitos transparentes falam para uma plateia. Ao fundo, bandeiras grandes do Brasil e da União Europeia ocupam toda a parede. Duas pessoas em púlpitos transparentes falam para uma plateia. Ao fundo, bandeiras grandes do Brasil e da União Europeia ocupam toda a parede. Jerônimo Goergen, ex-deputado federal e hoje presidente da Aprobio (Associação Brasileira de Biocombustíveis), afirma que ainda é necessário alinhar um discurso, uma vez que Brasil, Paraguai e Argentina usam matérias-primas distintas nas suas respectivas produções. Se os argentinos baseiam seus combustíveis na soja, o agro brasileiro prefere o milho ou a cana-de-açúcar. “Queremos buscar uma unificação de posição”, diz. “Estamos vivendo um processo de internacionalização do setor. Europa, Japão, Canadá, todos têm potencial de compra e temos que ver de que forma a gente vai entrar nesses mercados. Eles não têm a capacidade produtiva que temos, só o Brasil consegue abastecer o mundo com SAF, biodiesel e etanol”, completa.”

Fonte: Folha de São Paulo; 19/06/2026

Internacional

SpaceX recebe a pior nota ESG possível da provedora de índices MSCI

“A SpaceX recebeu a pior classificação ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês) possível da provedora de índices MSCI, pouco antes da abertura de capital recorde de US$ 75 bilhões da empresa realizada neste mês. A avaliação “CCC” significa que a SpaceX tem a mesma pontuação concedida ao Estado russo na escala de classificação ESG para governos da MSCI, logo após a invasão da Ucrânia em 2022. A nota deixa a SpaceX “ficando para trás em seu setor, com base em sua alta exposição e falha em gerenciar riscos ESG significativos”, de acordo com a MSCI. A classificação, emitida em 11 de junho, apenas um dia antes da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), ocorreu em um momento em que investidores e analistas levantavam preocupações sobre os padrões de governança da empresa. A SpaceX, cujas ações dispararam desde sua listagem, também marcou 1 de 10 e recebeu uma “bandeira laranja” na categoria de “controvérsias” da MSCI. Essa pontuação é dada apenas se uma empresa for considerada indiretamente envolvida em uma ou mais controvérsias muito graves em andamento, ou diretamente envolvida em uma ou mais controvérsias severas em andamento. As empresas recebem zero de 10 e ganham uma “bandeira vermelha” apenas se forem consideradas “diretamente envolvidas em um ou mais casos de controvérsias muito graves em andamento”. A Volkswagen recebeu uma bandeira vermelha em 2022 após alegações de trabalho forçado na região de Xinjiang, na China. A BHP recebeu uma devido ao seu envolvimento no desastre da barragem de Mariana, em Minas Gerais. Ambas as empresas tiveram suas notas elevadas desde então.”

Fonte: Valor Econômico; 21/06/2026

Economia verde ultrapassa US$ 10 trilhões com crescimento acelerado da receita

“A economia verde —as linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas— agora ostenta um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões. O aumento ocorre em um contexto de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões no ano passado, expandindo-se no ritmo mais acelerado desde 2022, segundo relatório divulgado na semana passada pela LSEG (Bolsa de Valores de Londres). Os investidores recompensaram esse crescimento: empresas que obtêm mais de 20% de sua receita com atividades verdes têm apresentado desempenho superior ao do mercado de ações em geral, afirmou a LSEG. O índice S&P Global Clean Energy Transition subiu mais de 80% desde o final de 2024, mais que o dobro do retorno do S&P 500. Apesar das crescentes tensões geopolíticas e do recuo das prioridades climáticas em algumas das principais economias, lideradas pelos Estados Unidos, as indústrias verdes têm demonstrado uma resiliência notável. Isso se deve, em parte, ao fato de a transição energética estar entrando em uma nova fase, impulsionada tanto pela segurança e competitividade econômica quanto pela descarbonização, segundo a LSEG. Para os investidores que perderam o interesse em ações verdes, o crescimento recente do setor deve criar “uma urgência em reavaliar” e repensar sua exposição, disse Jaakko Kooroshy, chefe global de pesquisa de investimentos sustentáveis da LSEG, em entrevista. A LSEG define a economia verde como a proporção da receita das empresas gerada por soluções ambientais, que vão desde energias renováveis e água potável até eficiência energética e reciclagem. A empresa avaliou a exposição da receita a atividades comerciais verdes de mais de 21 mil empresas em todo o mundo. O crescimento da receita foi generalizado no último ano, com 99 das 133 categorias de produtos e serviços verdes registrando ganhos. Veículos elétricos e as chamadas baterias avançadas foram “um destaque particularmente positivo”, adicionando US$ 62 bilhões à receita, afirmou a LSEG.”

Fonte: Folha de São Paulo; 21/06/2026

A indústria siderúrgica soa o alarme com o lento progresso do aço verde.

“Os atrasos em projetos de aço verde estão aumentando e o apoio governamental está muito aquém do necessário, comprometendo os esforços da indústria para reduzir as emissões, alertaram associações siderúrgicas em uma reunião anual em Singapura nesta semana. Cerca de metade dos projetos de aço verde planejados no mundo já foram adiados, enquanto os governos comprometeram apenas US$ 20 bilhões dos US$ 1,5 trilhão necessários para descarbonizar o setor, segundo a Associação Mundial do Aço. Executivos da indústria afirmaram que o progresso na redução das emissões tem sido lento e provavelmente continuará assim sem um aumento significativo no financiamento estatal ou clientes dispostos a pagar mais por um aço mais limpo. Essa avaliação pessimista contrasta com o renovado interesse dos investidores em energias renováveis ​​e tecnologias limpas após a guerra com o Irã, que elevou os preços do petróleo e do gás. O aço verde – geralmente aço produzido com uma pegada de carbono menor – é crucial porque a indústria responde por cerca de 7% a 9% das emissões globais. No entanto, a atual carteira de projetos globais entregaria apenas cerca de 70 milhões de toneladas métricas de aço verde por ano até o final da década, uma fração da previsão de produção total de aço de aproximadamente 2 bilhões de toneladas, afirmou Shaoliang Zhong, vice-secretário-geral da Associação Mundial do Aço. Cerca de metade dessa carteira, já modesta, foi adiada por restrições de financiamento, demanda fraca ou escassez de hidrogênio verde, que alguns produtores esperam que possa substituir o carvão metalúrgico em altos-fornos, disse Zhong à Reuters na sexta-feira. “Nos últimos 10 anos, a intensidade de emissão do aço permaneceu praticamente estável, apesar do compromisso das siderúrgicas em reduzir as emissões de carbono”, disse Zhong, referindo-se às emissões por tonelada de aço produzida.”

Fonte: Reuters; 19/06/2026

A “revenda” de eletricidade aumenta as contas dos consumidores em £99 milhões.

“Usinas hidrelétricas e baterias revendem eletricidade repetidamente e, em seguida, recebem para não a entregar, porque a rede elétrica britânica não consegue absorver a energia, aumentando os custos para os consumidores. A Operadora Nacional do Sistema Energético (Neso) gastou £ 99 milhões em 2025-26 com custos associados a esse excesso de oferta, conhecido como “recompra repetitiva”, de acordo com a reguladora do setor, Ofgem. A reguladora alertou que o impacto está aumentando à medida que mais baterias e outros ativos de armazenamento são desenvolvidos. Na Grã-Bretanha, as geradoras vendem sua eletricidade antecipadamente, independentemente de haver capacidade suficiente nos cabos próximos para levá-la aos consumidores, com base em um preço único nacional de atacado. A Neso intervém para suavizar quaisquer descompassos entre oferta e demanda e, muitas vezes, precisa pagar às geradoras em algumas áreas para reduzirem sua produção e, em seguida, pagar às geradoras em outras para compensarem o déficit. Esses custos são financiados por uma taxa nas contas dos consumidores. Isso significa que usinas hidrelétricas e baterias podem, por exemplo, vender eletricidade, receber pagamento para não gerar essa eletricidade, revendê-la no próximo período de meia hora, receber pagamento para não gerá-la novamente e assim por diante durante o dia, até que as condições do sistema mudem. A prática não infringe as regras e a Ofgem afirmou que é resultado do modelo de mercado. No entanto, o órgão regulador também lembrou aos operadores de hidrelétricas e baterias que eles precisam fornecer à Neso estimativas precisas sobre sua produção planejada e que os algoritmos que negociam sua produção devem funcionar de acordo com as regras.”

Fonte: Financial TImes; 21/06/2026

Petróleo recua abaixo de US$ 80 com sinais de progresso em diálogo EUA-Irã

“O petróleo caiu nesta segunda-feira (22) após sinais de avanço nas negociações de paz entre Washington e Teerã, em uma sessão que começou volátil depois de novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. O Brent chegou a cair para abaixo de US$ 80 por barril, revertendo uma alta intradiária de até 2,2%. Já o West Texas Intermediate (WTI) ficou em torno de US$ 76. Segundo um comunicado de mediadores como Catar e Paquistão, as partes concordaram com um roteiro para tentar alcançar um acordo final em até 60 dias, com continuidade das conversas técnicas ao longo da semana em negociações realizadas na Suíça. A reunião ocorre após um memorando de entendimento assinado na semana anterior. O acordo chegou a ser colocado em dúvida no fim de semana, quando o Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz em meio a acusações de violação do cessar-fogo no Líbano contra Israel. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse em publicação na rede X que a mediação suíça trouxe avanços relevantes nas discussões sobre o conflito libanês. As negociações começaram de forma instável, após relatos da mídia iraniana de que Teerã teria suspendido sua participação em resposta às ameaças de Trump. No entanto, fontes próximas às conversas afirmam que os diálogos continuaram até a madrugada de segunda-feira. As discussões incluem mecanismos para garantir a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz e a implementação do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, segundo um diplomata americano envolvido nas tratativas. A região do Oriente Médio é responsável por cerca de um terço da produção global de petróleo, e o conflito já vinha afetando o fluxo de energia. Ainda que os preços tenham recuado nas últimas semanas, eles seguem acima dos níveis anteriores à guerra, sustentados por incertezas sobre o abastecimento e pela resposta parcial das refinarias globais.”

Fonte: Valor Econômico; 22/06/2026

Especialistas dizem que a iniciativa da China para usar energia limpa em projetos de IA enfrenta obstáculos.

“O esforço da China para aumentar a energia renovável para seu setor de data centers de IA em rápida expansão está enfrentando obstáculos, já que especialistas do setor alertam que prever a demanda máxima continua difícil e as operadoras de rede estão receosas de assumir riscos adicionais. Garantir o fornecimento confiável de eletricidade para data centers focados em IA tornou-se uma prioridade estratégica, destacada no relatório de trabalho do governo chinês para 2026, divulgado no início deste ano, que prometeu uma integração mais forte entre a infraestrutura de computação e as redes de fornecimento de energia. Uma parte fundamental desse esforço é um plano ambicioso para direcionar mais energia verde diretamente para o setor de data centers em rápido crescimento. As autoridades pretendem que as energias renováveis ​​forneçam quatro quintos do consumo total de energia do setor até 2030, um aumento acentuado em relação aos apenas 11% em 2023. A demanda de energia dos centros de dados da China deverá aumentar entre 300 bilhões e 500 bilhões de quilowatts-hora entre 2026 e 2030, representando 18% do crescimento total da demanda de eletricidade durante o período, de acordo com Pei Shanpeng, diretor da empresa chinesa de energia State Power Investment Corp. A estimativa mínima é aproximadamente equivalente ao consumo anual total de energia do Reino Unido. No entanto, apesar da crescente demanda dos centros de dados da China, o setor é pouco adequado para fornecedores de energia verde em comparação com indústrias tradicionais de uso intensivo de energia, como a fundição de alumínio, principalmente porque sua demanda máxima é mais difícil de prever, afirmam. “Pelo menos por enquanto, eles não parecem ser muito flexíveis (na gestão da demanda de energia)”, disse Pei em uma conferência do setor em Pequim na semana passada. “Pelo que entendemos, eles (os data centers) não conseguem ajustar muito a carga de consumo de energia. As GPUs são muito caras, então, uma vez adquiridas, os operadores querem usá-las o mais rápido e intensamente possível.””

Fonte: Reuters; 22/06/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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