Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,70% e 1,07%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o novo presidente da CVM, Otto Lobo, afirmou estar em diálogo com o Ministério da Fazenda e disse que a autarquia voltará a discutir a votação realizada no fim do mês passado sobre a Resolução 244, que revogou a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de sustentabilidade por companhias abertas – questionado sobre sua posição pessoal em relação à possível reinstituição da obrigatoriedade, ele preferiu não se posicionar; e (ii) a Acelen Renováveis e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês) anunciaram nesta quarta a assinatura de um Memorando de Entendimento para colaboração no mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) – a parceria mira o diálogo para ampliar o leque de alternativas de matérias-primas para o SAF e atender a uma demanda que tende a crescer com o início da fase obrigatória do acordo de descarbonização setorial, o Corsia, em 2027.
• No internacional, a BYD pretende investir quase 2 bilhões de euros no desenvolvimento da infraestrutura necessária para levar sua tecnologia de recarga ultrarrápida de cinco minutos a todos os seus modelos de grande produção nos próximos anos – a montadora planeja instalar 20 mil carregadores ultrarrápidos na China até o final deste ano e outros 3.000 na Europa até 2027, apostando na recarga ultrarrápida como diferencial para conquistar participação de mercado frente às montadoras tradicionais.
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Brasil
Empresas
RenovaBio no TCU: Desigualdade entre distribuidoras impacta programa, diz tribunal
“Um dos aspectos com poder de gerar distorções regulatórias no mercado de créditos de descarbonização (CBios) é a desigualdade entre as distribuidoras com obrigação de adquirir os créditos do programa RenovaBio. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), por mais que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) faça o rateio da meta de acordo com a participação de mercado das companhias, a assimetria é responsável por outros impactos. Além disso, as empresas menores são mais afetadas pelo programa em relação a suas concorrentes de grande porte. “Os dois anos iniciais [do RenovaBio] apresentaram relevante número de empresas que descumpriram suas metas, mas baixíssima relevância sobre o número total de CBios”, aponta o relatório, citando que 25% das distribuidoras não entregaram seus objetivos, o que foi equivalente a menos de 2% dos CBios esperado. A informação faz parte de um relatório do TCU que conclui uma auditoria sobre o mercado de CBios. O processo, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira, buscava verificar se a comercialização dos créditos está realmente alinhada aos objetivos do programa, analisando possíveis falhas na regulação que possam causar insegurança jurídica, excessiva atuação estatal ou tratamento não isonômico.”
Fonte: NovaCana; 10/06/2026
Acelen e Iata firmam acordo de olho na diversificação de matérias-primas para SAF
“Acelen Renováveis, empresa de energia renovável da Mubadala Capital, e Associação Internacional de Transporte Aéreo anunciaram nesta quarta (10/6) a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para colaboração no mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês). De acordo com a head de Carbono e Assuntos Regulatórios da Acelen, Patrícia Grossi, a parceria mira o diálogo para ampliar o leque de alternativas de matérias-primas para o SAF e atender a uma demanda que tende a crescer com o início da fase obrigatória do acordo de descarbonização setorial, o Corsia, em 2027. A Iata estima que o combustível sustentável poderá contribuir com aproximadamente 65% das reduções de emissões necessárias para que o transporte aéreo alcance emissões líquidas zero até 2050. Para isso, a produção global precisa saltar dos 2,4 milhões de toneladas previstos para 2026 e alcançar cerca de 500 milhões de toneladas por ano até meados do século, o que exigirá uma ampla oferta de biomassa e óleos residuais. “Descarbonizar a aviação exigirá inovação, diversificação de matérias-primas e colaboração em toda a cadeia de valor”, diz Grossi. “A parceria com a Iata fortalece nosso papel nesse ecossistema e amplia o diálogo sobre os critérios de sustentabilidade e a contribuição que novas rotas tecnológicas e matérias-primas, como a macaúba, podem oferecer para a construção de uma indústria da aviação mais sustentável”, completa a executiva”
Fonte: Eixos; 10/06/2026
Brasil começa a atrair investimento em fábricas de baterias com 1º leilão
“O mercado de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) vive a expectativa de ganhar escala com a realização do primeiro leilão de baterias do país, previsto para dezembro. O certame – cujas regras foram publicadas pelo Ministério de Minas e Energia na semana passada – já vem mobilizando empresas do setor e estimulando novos negócios, incluindo a construção de fábricas de baterias no Brasil. A estimativa da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) é que o leilão movimente cerca de R$ 8 bilhões em investimentos.As baterias são vistas como solução estratégica para mitigar o “curtailment”, como é chamado o corte forçado de geração em usinas solares e eólicas em momentos em que há excesso de oferta. Elas podem guardar o volume excedente de eletricidade para injetá-lo na rede posteriormente, sobretudo nos horários de pico de consumo, contribuindo para ampliar a segurança energética do país e diminuir o risco de apagões. “Além do impacto econômico, o leilão cria previsibilidade e acelera o desenvolvimento tecnológico. O setor trabalha com diferentes tecnologias de baterias e modelos de negócio, e a expectativa de contratação em escala naturalmente aumenta o interesse industrial no país”, comenta o diretor-executivo da ABSAE, Fabio Lima. “O certame tende a posicionar o Brasil como um hub regional relevante para soluções de armazenamento na América Latina.” Uma das empresas que já anunciaram investimentos na indústria é a WEG, especializada em soluções de engenharia elétrica. Em fevereiro, a companhia recebeu financiamento de R$ 280 milhões do BNDES para modernizar uma unidade dedicada à produção e integração de BESS e construir outra fábrica, que será a maior do tipo no país. Ambas as estruturas ficam em Itajaí, Santa Catarina. Com a execução das obras, a capacidade produtiva será de até 2 gigawatts-hora (GWh) por ano. A nova unidade deve ficar pronta no fim de 2027 e terá como foco a fabricação de BESS para aplicações comerciais, industriais e “utility scale” (grande porte), atendendo a usinas renováveis e projetos de infraestrutura de rede, por exemplo.”
Fonte: Valor Econômico; 11/06/2026
Política
ONS deve acionar plano de cortes de energia por mais vezes
“O plano de corte de geração de energia firmado entre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e as distribuidoras de energia tende a se repetir com o excesso de energia renovável e condições mais complexas de operação, avaliam especialistas. A intensificação dos cortes, que alcançaram usinas que não são controladas pelo ONS,
indica a necessidade de mudanças em regras do setor, afirmam. O ONS pode cortar carga de geradores ligadas diretamente a redes de transmissão, mas não tem controle sobre usinas conectadas à malha das distribuidoras. O operador precisou adota a iniciativa inédita no domingo (7) ao verificar que todos os cortes de geração eólica e solar possíveis de serem feitos não seriam suficiente para garantir o equilíbrio do sistema. A medida é conhecida no jargão do setor elétrico como “curtailment”. No domingo, após o feriado prolongado de Corpus Christi, operador cortou 30% da geração de usinas eólicas e solares e também pediu às distribuidoras, no sábado (6), que realizassem “gerenciamento” (corte) de mil megawatts (MW) entre 10 horas e 14 horas do domingo. O presidente da CMU Comercializadora, Walter Fróes, explicou que um dos impactos do corte é financeiro, uma vez que essas usinas têm que comprar no mercado a energia que não foi gerada, a fim de atender os contratos. A solução, porém, depende de políticas públicas, que não estão na alçada do operador. Para Fróes, o plano de domingo foi um teste para os jogos do Brasil na Copa do Mundo, período em que há variação brusca no consumo de energia e que exige atenção especial para evitar blecautes. “Agora, com curtailment, ficou mais complexo”, disse o executivo. O presidente da PSR Consultoria, Luiz Augusto Barroso, avalia que os cortes serão cada vez mais frequentes e em todos os níveis da rede, de modo que a alternativa do ONS será promover blecautes seletivos quando não for mais possível restringir a geração. “O setor elétrico é regido pelas leis da física, que exigem que o ONS ajuste o equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia em tempo real. Não tem jeito. A física manda.””
Fonte: Valor Econômico; 10/06/2026
Novo presidente da CVM promete rediscutir fim de obrigatoriedade
“O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, afirmou que está em conversas com o Ministério da Fazenda e que o órgão comandado por ele vai rediscutir a votação realizada no fim do mês passado sobre a resolução 244, que revogou a obrigatoriedade das empresas abertas divulgarem relatórios de sustentabilidade. “A resolução foi aprovada pelo colegiado da CVM, eu não estava lá, mas vamos debater novamente essa questão”, disse ao Valor após participar do evento Fintouch, em São Paulo. Questionado sobre sua posição pessoal em relação ao tema, se a obrigatoriedade deveria ser reinstituída, ele não quis se comprometer. “Não vou dar minha opinião pessoal sobre isso, quero primeiro conversar com os diretores. Após o fim da obrigatoriedade, a CVM recebeu uma enxurrada de críticas e se defendeu nota, afirmando que a medida foi um “avanço”. A autarquia disse que, por meio de suas áreas técnicas, acompanhará a adoção voluntária dos reportes, “pois quem aderir deve seguir o regime de adesão corretamente” e que está “continuamente aberta ao diálogo sobre qualquer tema regulatório. “No fim do mês passado, o então presidente interino da autarquia, João Accioly, pautou o tema em reunião extraordinária de regulação no dia 27 de maio. O resultado da sessão só foi anunciado dois dias depois, à noite. A ata ainda não foi publicada para tornar público os argumentos de cada um do colegiado”
Fonte: Valor Econômico; 10/06/2026
Internacional
Empresas
“A Bayer espera acelerar um plano para facilitar a produção norte-americana de matérias-primas para biocombustíveis, como a camelina, em decorrência da guerra com o Irã, disse a gigante farmacêutica e de ciências agrícolas na quarta-feira. A guerra provocou um aumento nos preços dos combustíveis fósseis e, por sua vez, impulsionou um renovado interesse em biocombustíveis – normalmente feitos de culturas cultivadas localmente, como cana-de-açúcar e milho – como forma de melhorar a segurança energética e potencialmente reduzir os custos de energia. Os biocombustíveis, que geralmente são misturados à gasolina ou usados para substituir o diesel, tornam-se mais econômicos quando os preços dos combustíveis fósseis sobem. As alternativas aos combustíveis fósseis há muito tempo geram debates sobre se a queima de plantações para produzir energia aumentará os preços dos alimentos e as taxas de desmatamento. Isso estimulou a inovação em biocombustíveis de segunda geração feitos de materiais orgânicos que não competem com os alimentos. A camelina, por exemplo, é uma cultura intermediária que pode ser cultivada entre as principais épocas de plantio ou em terras subutilizadas. “Estamos planejando cultivar alguns milhões de acres de camelina na América do Norte e estamos avaliando a expansão para outras regiões”, disse Peter Muller, chefe global de cereais, algodão e canola da Bayer, à Reuters, à margem da conferência do Conselho Internacional de Grãos em Londres.”
Fonte: Reuters; 10/06/2026
“A China Resources New Energy, unidade de energias renováveis da China Resources Power (0836.HK), pretende levantar cerca de 24,5 bilhões de yuans (US$ 3,62 bilhões) em uma oferta pública inicial (IPO) em Shenzhen, de acordo com um comunicado à bolsa na quinta-feira. Se concluída nesse valor, a operação seria o maior IPO da história de Shenzhen, superando a listagem de 13,9 bilhões de yuans da Yihai Kerry Arawana em 2020 e o maior IPO onshore da China desde que a Beijing-Shanghai High-Speed Railway levantou 30,7 bilhões de yuans em Xangai em 2009, segundo dados da LSEG. Nas bolsas de valores chinesas, a receita acumulada com IPOs e listagens secundárias no ano atingiu US$ 6,89 bilhões até 11 de junho, um aumento de 63% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da LSEG. A empresa desenvolve e opera parques eólicos e usinas fotovoltaicas em toda a China e serve como a principal plataforma de energia renovável do grupo. A oferta começará as consultas de preços em 16 de junho, com as subscrições programadas para serem abertas em 22 de junho, conforme mostrou o documento. A China Resources New Energy planeja vender cerca de 2,1 bilhões de ações, ou aproximadamente 16,2% de seu capital social ampliado, antes de qualquer opção de lote suplementar. Os investidores estratégicos ficarão com metade da oferta, enquanto o restante será dividido entre investidores institucionais e de varejo em uma proporção inicial de 70%-30%, respectivamente, de acordo com o documento. “
Fonte: Reuters; 11/06/2026
Japonesa JGC aposta em bactérias que se alimentam de carbono para produzir bioplásticos
“O grupo de engenharia japonês JGC Holdings inaugurou o que afirma ser o primeiro centro de pesquisa do mundo dedicado à produção em massa de bioplásticos a partir de bactérias que se alimentam de dióxido de carbono. “Esta será uma revolução industrial que contribuirá para a segurança energética, a neutralidade de carbono e o crescimento econômico do Japão”, disse o executivo-chefe (CEO), Masayuki Sato, na cerimônia de inauguração do Centro de Pesquisa de Bioprocessos em Kobe, na terça-feira (9). O Centro de Pesquisa de Bioprocessos cultivará microrganismos que formam polímeros plásticos a partir de dióxido de carbono, hidrogênio e oxigênio. Os dois últimos elementos serão produzidos por eletrólise da água no próprio centro. Uma empresa de gases industriais fornecerá o dióxido de carbono, mas a JGC planeja, futuramente, capturar carbono dos gases de escape das fábricas e da atmosfera. Inicialmente, o centro cultivará bactérias oxidantes de hidrogênio para a produção de plásticos biodegradáveis em água do mar. Posteriormente, a JGC colaborará com empresas como Kaneka e Shimadzu para a fabricação desses plásticos. O projeto, orçado em 30 bilhões de ienes (US$ 187 milhões), incluindo o desenvolvimento de processos de produção em massa, foi selecionado para receber apoio do governo japonês. Um tanque de cultivo no centro de pesquisa tem capacidade para até 200 litros. Mais tanques, com capacidade para milhares de litros, serão adicionados até o final de 2027.”
Fonte: Reuters; 10/06/2026
BYD investirá quase R$ 12 bi para ter 3.000 pontos de recarga de 5 min na Europa
“A BYD pretende investir quase 2 bilhões de euros (R$ 11,98 bilhões) no desenvolvimento da infraestrutura necessária para levar sua tecnologia de recarga ultrarrápida de cinco minutos a todos os seus modelos de grande produção nos próximos anos. A estratégia da empresa aposta na recarga ultrarrápida como diferencial para conquistar participação de mercado frente às montadoras tradicionais. No entanto, a expansão da tecnologia dependerá da velocidade com que a BYD conseguir implantar estações de carregamento em todo o continente europeu.”É um investimento muito elevado. Cada estação custa quase 500 mil libras (R$ 3,48 milhões)”, afirmou Stella Li, principal executiva internacional da companhia, durante o lançamento da primeira estação de recarga ultrarrápida da BYD no Reino Unido. Segundo a executiva, cada unidade exige um aporte aproximado de 580 mil euros. “Primeiro, precisamos construir uma rede de infraestrutura muito robusta”. A montadora planeja instalar 20 mil carregadores ultrarrápidos na China até o final deste ano e outros 3.000 na Europa até 2027, incluindo 600 unidades no Reino Unido. Para usufruir plenamente da tecnologia de recarga ultrarrápida, os veículos precisam estar equipados com a mais recente geração de baterias desenvolvidas pela própria BYD.”
Fonte: Valor Econômico; 10/06/2026
O fim da sustentabilidade soft – e o que esperar pela frente
“”A era da sustentabilidade soft — voluntária, gradualista, ancorada em boa vontade corporativa e normas multilaterais — acabou”. Segundo o consultor inglês John Elkington, considerado o pai da sustentabilidade corporativa, o suspiro derradeiro aconteceu em dia e local exatos: 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel promoveram um ataque coordenado e massivo contra o Irã. O conflito escancarou o que muitos já sabiam: a dependência global do combustível do Oriente Médio exige solução. Com o abastecimento comprometido, gasolina, diesel, combustível de aviação, eletricidade, alimentos – tudo subiu de preço. O cenário intensificou a corrida por minerais estratégicos e críticos, essenciais para a transição energética. E consolidou uma nova geopolítica, na qual a disputa passa a ser governada por estoques estratégicos obrigatórios e tarifas, e não mais por regras da OMC. Essa transição, Elkington afirma, não representa uma derrota da agenda de sustentabilidade. Ao contrário, em suas palavras este é o momento em que ela finalmente adquire “a musculatura política que sempre precisou e tão evidentemente lhe faltava”. No setor de energia, renováveis, armazenamento e eletrificação deixam de ser “gentilezas climáticas” para se tornarem infraestruturas de soberania nacional. “Espera-se que ministérios da defesa, e não apenas os de meio ambiente, passem a financiar resiliência de redes e processamento de minerais críticos”, escreve Elkington.”
Fonte: Capital Reset; 11/06/2026
Política
“O sistema de comércio de emissões da UE é a principal ferramenta do bloco para reduzir as emissões de CO2, o que faz obrigando indústrias, usinas de energia, navios e aeronaves a comprarem licenças de emissão de CO2 quando poluem. Atualmente, as indústrias pesadas recebem algumas licenças do SCE gratuitamente, para ajudá-las a competir com empresas estrangeiras que não pagam custos de carbono. A UE havia planejado reduzir gradualmente essas licenças gratuitas de CO2, para garantir a redução das emissões, mas enfrentou apelos de algumas empresas e governos para mantê-las, a fim de ajudar as empresas europeias a permanecerem competitivas. A Comissão deve propor uma revisão do SCE em 15 de julho. O documento afirma que a revisão também exigirá que os governos nacionais gastem mais das receitas arrecadadas com o SCE na descarbonização das indústrias abrangidas pelo sistema.
Também expandirá o SCE para abranger a “parte justa” da UE nas emissões de voos internacionais, sem especificar mais detalhes. E irá redesenhar “de forma mais abrangente” uma reserva especial que regula o fornecimento de licenças no SCE, para evitar preços voláteis, após a Comissão ter proposto pequenos ajustes em março. A revisão irá simplificar as regras do SCE para operadores de navios e companhias aéreas, segundo o documento.”
Fonte: Reuters; 10/06/2026
A UE protegerá as indústrias dos custos futuros de carbono caso invistam no bloco
” Bruxelas está se preparando para proteger as indústrias europeias dos custos futuros do carbono caso invistam na UE, enquanto revisa um instrumento climático que vem sofrendo pressão política devido ao aumento dos custos de energia. O bloco planeja continuar fornecendo licenças gratuitas para emissão de carbono até a década de 2040, em uma medida que eliminaria o limite atual de 2039. Em contrapartida, exigirá que as empresas façam “investimentos muito necessários na Europa”, segundo um documento interno visto pelo Financial Times. A UE arrecada bilhões com seu sistema de comércio de emissões a cada ano — o esquema gerou mais de € 43 bilhões em receita em 2025 — a maior parte dos quais retorna aos Estados-membros. Mas, com o aumento dos preços da energia, o sistema se tornou alvo de críticas de algumas empresas e países que alegam que ele impõe custos excessivos às suas atividades. Muitos setores, como o químico, o siderúrgico e o de sistemas de aquecimento, recebem licenças para emitir carbono. A revisão do sistema de comércio de emissões (SCE) da União Europeia estenderá o regime de alocação gratuita, “vinculando-o claramente a investimentos essenciais dentro da Europa”. O documento afirma que “reconhecerá explicitamente que as emissões difíceis de reduzir permanecerão após 2040 e que é necessário tempo para adaptar a infraestrutura e as tecnologias” para ajudar na descarbonização. A Comissão Europeia também está avaliando a possibilidade de estender os custos de carbono ao setor de resíduos e aos voos que partem da União Europeia, conforme noticiado anteriormente pelo Financial Times. No entanto, esses planos enfrentaram resistência dentro da Comissão devido a preocupações de que afetariam a atividade econômica e provavelmente encontrariam oposição dos Estados-membros. “Muitos Estados-membros são acionistas de suas companhias aéreas. Não vejo como eles podem concordar com isso”, disse um funcionário da UE após uma reunião entre comissários na quarta-feira..”
Fonte: Financial Times; 10/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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