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Brasil define as regras para o 1º leilão de baterias do país, esperado para dezembro | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Brasil publica regras do primeiro leilão de baterias, com dois certames em dezembro

Na mídia. Governo marca dois leilões de baterias: com e sem conteúdo local – Brazil Journal, 3 de junho (link)

O que há de novo? No dia 3 de junho, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou as tão aguardadas diretrizes para o primeiro leilão de armazenamento em baterias do país, previsto para dezembro no âmbito do LRCAP 2026. O processo será dividido em dois certames: (i) um leilão com exigência de conteúdo local, em 2 de dezembro, restrito a projetos que atendam aos requisitos de nacionalização do BNDES; e (ii) um leilão aberto, em 4 de dezembro, aberto tanto para empresas domésticas quanto estrangeiros. Ambos os certames contratarão capacidade (MW) por meio de contratos de 15 anos, com início da operação comercial previsto para agosto de 2028. As expectativas de mercado apontam para cerca de 2 GW de capacidade contratada, o equivalente a aproximadamente 8 GWh, considerando uma duração de quatro horas, embora a divisão entre os dois certames ainda não tenha sido definida. Vale destacar que as diretrizes também endereçam uma das principais preocupações do setor: o curtailment. Na prática, o modelo prevê um bônus locacional para projetos que contribuam para mitigar cortes de geração, tornando mais atrativa a instalação de sistemas de armazenamento nas regiões mais congestionadas da rede. No total, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE), os dois leilões podem destravar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos.

Nossa visão. Vemos o anúncio como um avanço positivo, especialmente após os sucessivos adiamentos que vinham postergando o cronograma desde que o leilão era esperado para o ano passado. Na nossa visão, a estrutura em dois certames reflete a tentativa do governo de equilibrar dois objetivos estratégicos: desenvolver uma cadeia doméstica de armazenamento e, ao mesmo tempo, preservar a competição com uma participação mais ampla de players internacionais. Nesse contexto, embora o leilão com exigência de conteúdo local favoreça os fabricantes nacionais, ainda esperamos uma participação relevante de fornecedores estrangeiros — especialmente empresas chinesas — dada a escala ainda limitada da base manufatureira brasileira. Do ponto de vista das empresas, conforme discutido no relatório recente do time de Bens de Capital da XP (link), vemos a WEG bem posicionada para capturar uma parcela relevante do mercado, embora não para dominá-lo. Nosso cenário-base projeta uma participação de cerca de 25% em um leilão potencial de ~8 GWh, o que já seria suficiente para sustentar a expansão de capacidade recentemente anunciada pela companhia. De forma mais ampla, esperamos que o leilão com conteúdo local fique concentrado, do lado de equipamentos, entre WEG, Moura e UCBPower, e, do lado das utilities, entre Axia Energia, ISA Energia, Auren e Engie. Já no certame aberto, o fluxo recente de notícias aponta para uma possível participação de Huawei, HyperStrong e Hithium, além de Tesla, BYD, CATL, Envision e Sungrow. No geral, embora o anúncio melhore a visibilidade de curto prazo, o risco de execução permanece. O ciclo eleitoral de out/26 ainda pode afetar o cronograma de implementação, especialmente se houver mudança nas prioridades de política pública. Além disso, alguns elementos centrais do desenho do leilão seguem em aberto, incluindo: (i) maior clareza sobre a estrutura de remuneração da capacidade, inclusive sobre quem arcará, em última instância, com esses custos; e (ii) orientações mais detalhadas sobre os volumes a serem contratados e os requisitos de conteúdo local, especialmente em relação a quais componentes precisarão ser fabricados no país e quais poderão ser fornecidos sem obrigação de nacionalização.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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