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Cemig, via Gasmig, lança maior chamada pública de biometano de sua história | Café com ESG, 27/05

Gasmig de olho em biometano; Austrália e China investem em lítio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,69% e 0,93%, respectivamente.

• No Brasil, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), lançou uma chamada pública para contratação de até 250 mil metros cúbicos diários de biometano produzido no Estado e entregue na região do Triângulo Mineiro – as propostas podem ser enviadas até 3 de junho de 2026, e o contrato, que terá vigência de dez anos, representa a maior chamada pública de biometano da história da companhia e a primeira realizada neste ano.

• No internacional, (i) a mineradora australiana Mineral Resources e a chinesa Ganfeng Lithium decidiram avançar com uma expansão de US$351 milhões em uma mina conjunta no oeste da Austrália, aproveitando a recuperação dos preços do lítio após um longo período de baixa – com o investimento, a capacidade de produção de concentrado de espodumênio, mineral que contém lítio, aumentará de 500 mil para 600 mil toneladas por ano; e (ii) os chanceleres da Austrália, Índia, Japão e Estados Unidos assinaram ontem um acordo sobre minerais críticos e segurança energética, em uma tentativa de dar novo impulso ao grupo conhecido como Quad – além disso, o grupo concordou em construir um porto em Fiji, o primeiro projeto conjunto de infraestrutura firmado entre os países.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

BNDESPar vendeu ações da Petrobras para atender regra do BC, diz Mercadante

“A BNDESPar, braço de participações societária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vendeu recentemente parte das ações da Petrobras para atender a uma regra do Banco Central, informou o presidente do banco de fomento, Aloizio Mercadante. O BNDES iniciou, em maio, um processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobras e na Axia Energia (antiga Eletrobras), de acordo com a Reuters. Até o momento, a BNDESPar teria se desfeito de cerca de R$ 3 bilhões em ações de Petrobras, e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia, segundo a agência de notícias. Mercadante não comentou os valores da operação, mas afirmou que o banco reduziu as participações por estar exposto a uma cláusula do Banco Central que determina que instituições financeiras não podem ter mais de 25% da carteira em única empresa. Ele destacou que essas ações são preferenciais e, portanto, não dão direito a voto na companhia. “A gestão anterior vendeu muito capital variável e concentrou demais as ações. Entre essa concentração está a Petrobras, que teve uma valorização muito forte, de 41%, no primeiro trimestre. Então, nós estamos com risco de romper esse teto”, disse Mercadante a jornalistas após participar de um evento sobre proteção da fronteira marítima do Brasil. O presidente do BNDES disse que o banco não olha apenas rendimento e dividendos. No ano passado, o banco de fomento anunciou a retomada da operações em equity (participações societárias), com a estratégia de sair de empresas “maduras” e setores tradicionais para fomentar atividades estratégicas, como transição energética e inovação.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Gasmig abre sua maior chamada pública para contratação de biometano

“A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) abriu chamada pública para contratar até 250 mil metros cúbicos por dia de biometano produzido no Estado e entregue na região do Triângulo Mineiro. As propostas podem ser enviadas até 3 de junho de 2026, e o contrato terá vigência de dez anos. É a maior chamada pública de biometano da história da companhia e a primeira realizada neste ano. Além da entrega direta na rede de distribuição a ser construída na região do Triângulo, os fornecedores podem propor o uso de gasoduto virtual, com transporte rodoviário. O modelo permite que produtores comecem a operar antes da conclusão da infraestrutura física de dutos, reduzindo o tempo entre investimento e geração de receita. A iniciativa marca a entrada efetiva da Gasmig no mercado de biometano com escala comercial e integra a estratégia de diversificação de portfólio e consolidação de Minas Gerais como hub de energias renováveis. “A expansão do biometano representa um passo estratégico para consolidar Minas Gerais como referência nacional em energia limpa e desenvolvimento sustentável. E o Triângulo Mineiro reúne todas as condições para alavancar nossa produção nesse segmento” , disse a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa. O presidente da Cemig, Alexandre Ramos, ressaltou que Minas Gerais reúne todas as condições para liderar a economia de baixo carbono no país. “Esta chamada é um passo concreto para transformar esse potencial em investimento, emprego e energia limpa”, afirmou.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Ao lado de Noruega e Holanda, Brasil pode se tornar hub global de navegação sustentável

“O Brasil pode se tornar um hub relevante na oferta de soluções para a descarbonização do transporte marítimo global. Com matriz energética majoritariamente renovável e mercados de produção e distribuição de biocombustíveis já consolidados e ecossistemas industriais próximos a portos estratégicos, o país é um bom candidato a provedor de um mix de combustíveis sustentáveis de aviação, de etanol a hidrogênio verde. Ao lado da Noruega, país com oferta de tecnologia marítima de ponta, e Países Baixos, onde está localizado o principal porto europeu, Rotterdam, e cuja experiência com infraestrutura logística é internacionalmente reconhecida, o Brasil pode entrar na rota mundial dos corredores verdes. Um corredor marítimo verde é uma rota de navegação entre dois ou mais portos operada exclusivamente com combustíveis de emissão zero ou quase zero, tais como amônia verde, metanol verde ou biodiesel, em substituição ao óleo combustível fóssil que move a esmagadora maioria dos navios hoje. A definição, estabelecida pela Declaração de Clydebank, assinada por dezenas de países em 2021, vai além da escolha do combustível: exige que as emissões sejam nulas ao longo de todo o ciclo de vida da fonte de energia utilizada, ou seja, do ponto de produção até a propulsão do navio. Na prática, isso implica coordenar simultaneamente a produção e o abastecimento do combustível nos portos de origem e destino, a adaptação ou renovação da frota e os acordos comerciais entre armadores, donos de carga e operadores portuários.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Internacional

Austrália e China avançam com expansão de US$ 351 milhões em projeto de lítio

“A mineradora australiana Mineral Resources e a chinesa Ganfeng Lithium decidiram avançar com uma expansão de 490 milhões de dólares australianos (US$ 351 milhões) em uma mina operada em parceria no oeste da Austrália, em meio à recuperação dos preços do lítio após um longo período de baixa. A Mineral Resources, que opera três minas de lítio além de ativos de minério de ferro, anunciou nesta terça-feira (26) a decisão final de investimento para iniciar operações subterrâneas na mina Mount Marion e construir uma planta de flotação para processamento do minério. A expansão deverá prolongar a vida útil da mina e elevar a taxa de recuperação de lítio. Com isso, a capacidade de produção de concentrado de espodumênio — mineral que contém lítio — aumentará de 500 mil para 600 mil toneladas por ano. Segundo a empresa, o investimento deve ser recuperado em cerca de um ano, considerando os preços atuais do espodumênio, em torno de US$ 2.700 por tonelada. “Esse investimento de alto retorno em um ativo já existente posiciona Mount Marion para as próximas décadas”, afirmou o diretor-presidente da Mineral Resources, Chris Ellison. Segundo ele, a mineração subterrânea e a flotação permitirão acessar minério de maior qualidade em camadas mais profundas, elevar a recuperação e produzir um único produto com teor de 5%. A decisão vem uma semana após a Mineral Resources anunciar a retomada da produção na mina de lítio Bald Hill. O ativo estava entre os projetos paralisados após o colapso dos preços do lítio entre 2024 e 2025. Neste ano, porém, os preços do espodumênio quase quadruplicaram em relação às mínimas recentes.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Primeiro EV da Ferrari provoca reação negativa de investidores e redes sociais

“A aposta “polarizadora” da Ferrari em liderar a transição elétrica no mercado de carros de luxo desencadeou uma reação negativa entre investidores e nas redes sociais, aprofundando a divisão dentro da indústria sobre se os super-ricos estão, de fato, dispostos a abandonar o motor a combustão. Comentadores online chamaram o Luce de “um insulto à marca” e “horrivelmente decepcionante”. Antes do lançamento, porém, o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, disse ao FT que não estava “com medo” da reação das pessoas ao modelo pouco convencional. A aposta do grupo italiano em uma estratégia que ele próprio admite ser “polarizadora” ocorre em um momento em que executivos da indústria se dividem sobre se existe demanda natural por carros de luxo movidos a bateria. Desenvolver um carro esportivo elétrico representa um desafio particular para os fabricantes, que precisam recriar a emoção dos veículos a gasolina apesar da ausência do ruído do motor e do peso extra das baterias, que tornam o carro mais pesado. Alguns poucos grupos de luxo avançaram nos EVs e mantêm essa estratégia, mesmo diante da indiferença ou resistência de motoristas. A Jaguar Land Rover, por exemplo, causou alvoroço ao reposicionar a Jaguar como uma marca premium totalmente elétrica em 2024. Ainda assim, a Jaguar segue focada em atrair clientes jovens e de alta renda, e planeja lançar um novo modelo elétrico, com preço acima de £100.000, ainda este ano ou no início de 2027.”

Fonte: Financial Times; 26/05/2026

Presidente do conselho da BP é afastado por problemas de conduta

“A BP disse nesta terça-feira (26) que o presidente do seu conselho de administração, Albert Manifold, deixará o cargo imediatamente após questões relacionadas a padrões de governança, supervisão e conduta terem sido levadas ao colegiado. Manifold assumiu a presidência do conselho da gigante petrolífera britânica em outubro. A empresa afirmou que o colegiado decidiu por unanimidade que ele não deveria mais atuar no cargo após tomar conhecimento de questões de supervisão de governança e conduta que considerou inaceitáveis. A BP disse que o conselheiro Ian Tyler assumirá o cargo interinamente. Manifold não pôde ser contatado imediatamente para comentar.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Austrália, Índia, Japão e EUA anunciam acordo sobre minerais críticos

“Os chanceleres da Austrália, Índia, Japão e Estados Unidos assinaram acordos sobre minerais críticos e segurança energética, em uma tentativa de dar novo impulso ao grupo conhecido como Quad. Além disso, os países concordaram em construir conjuntamente um porto em Fiji. A breve reunião entre os principais diplomatas das quatro nações — Penny Wong, da Austrália; S. Jaishankar, da Índia; Toshimitsu Motegi, do Japão; e o secretário de Estado americano, Marco Rubio — foi o terceiro encontro do tipo desde setembro de 2024. O grupo dos quatro países havia perdido parte de seu ímpeto no ano passado após não conseguir realizar uma cúpula de líderes, em razão das tensões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, relacionadas às tarifas impostas por Washington e outros temas. Rubio afirmou que o grupo concordou em lançar uma iniciativa sobre segurança energética no Indo-Pacífico e uma estrutura de cooperação sobre minerais críticos. O porto de Fiji é o primeiro projeto conjunto de infraestrutura firmado entre os países. Rubio disse que o objetivo é “estabelecer uma parceria em questões de infraestrutura portuária, especialmente em resposta à insuficiência de capacidade portuária nas ilhas do Pacífico”. “Estamos anunciando planos para trabalhar com Fiji”, acrescentou Rubio.”

Fonte: Valor Econômico; 26/05/2026

Seis países pedem que UE proteja indústria pesada dos custos de carbono

“Seis Estados-membros pediram que a União Europeia proteja suas indústrias pesadas dos custos de carbono, alertando que a política climática do bloco precisa se adaptar a crises geopolíticas e a preços de energia “excepcionalmente altos”. Em carta obtida pelo FT, República Tcheca, Bulgária, Polônia, Romênia, Grécia e Eslováquia pedem um aumento no volume de permissões para que indústrias possam emitir carbono dentro do sistema de comércio de emissões (ETS) do bloco. Segundo os países, empresas industriais intensivas em emissões que estejam buscando migrar para uma produção mais limpa deveriam receber permissões adicionais gratuitas de carbono. Eles argumentam que Estados-membros de renda média e mais baixa foram particularmente afetados pela crise energética e deveriam ter tratamento preferencial. As demandas representam mais uma frente de pressão sobre o ETS, mecanismo que busca estimular investimentos verdes ao exigir que empresas comprem ou mantenham licenças para cobrir suas emissões de CO₂. O sistema reduz gradualmente o número de licenças gratuitas recebidas pela indústria, forçando-a a comprar e negociar permissões, o que cria um incentivo financeiro à descarbonização. O ETS vem sendo alvo de questionamentos por parte de países com bases industriais mais poluentes, já que contribuiu para elevar os custos de energia da indústria em um momento de preços altos em razão da guerra no Oriente Médio. A Itália liderou os apelos pela suspensão do sistema após o início da guerra no Irã, com apoio dos signatários da carta mais recente. Embora essa pressão tenha arrefecido, vários Estados-membros defendem que o ETS seja significativamente enfraquecido na próxima revisão.”

Fonte: Financial Times; 27/05/2026

Macron diz que milhares de empresas participarão do plano de eletrificação da França

“O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira que milhares de empresas estarão envolvidas no esforço do país para dobrar, até 2030, a participação da eletricidade produzida domesticamente em sua matriz energética, elevando-a para 60%. Macron assinou um pacto nacional de eletrificação com grandes empresas, detalhando compromissos de investimento privado que fazem parte de um plano energético anunciado em fevereiro. O governo já havia informado que dobrará o apoio estatal para € 10 bilhões por ano até 2030, com o objetivo de reduzir a dependência da França de combustíveis fósseis importados e aumentar a participação da eletricidade de origem nuclear e renovável na geração de energia, no aquecimento, no transporte e na indústria. “Trata-se de um grande plano de transformação, que envolve 6.000 empresas e vai criar ou manter mais de 600.000 empregos”, disse Macron. “É bom para o poder de compra, é bom para a competitividade, é bom para a independência do país.” O pacto assinado nesta terça-feira não inclui novos recursos públicos, mas reúne compromissos de investimento de empresas francesas para viabilizar as metas do governo.”

Fonte: Reuters; 26/05/2026

Chamada das presidências da COP31, COP30 e COP29 quer acelerar impementação de metas climáticas

“As presidências da COP31 (Austrália e Turquia), COP30 (Brasil) e COP29 (Azerbaijão) anunciaram nesta terça (26/5) uma chamada para contribuições sobre aimplementação de metas de mitigação e adaptação, visando limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC até 2100. As contribuições podem ser enviadas até 30 de junho de 2026. A expectativa é publicar relatório antes da COP31, em Antalya (Turquia), com oportunidades, barreiras e soluções concretas para frear o aquecimento global e fortalecer a resiliência. Na COP30 em Belém, em novembro de 2025, mais de 190 países adotaram a Missão Belém para 1,5°C, que busca visa acelerar a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs). A missão engloba cooperação internacional, investimento e ações concretas em escala. Ao longo de 2026, as presidências da COP31, COP30 e COP29 realizarão consultas a governos, setor privado, atores financeiros, sociedade civil e academia para elaborar o reatório. As contribuições podem abordar escalas global, nacional, regional ou local, e serão públicas, salvo indicação em contrário. As COPs buscam responder questões como: quais as soluções de maior de impacto para apoiar a ambição e a implementação das NDCs e NAPs, incluindo desde inovação até financiamento, passando também pelas barreiras que atrasam a descarbonização em diferentes economias.”

Fonte: Eixos; 26/05/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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