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Bolsas em alta com extensão de cessar-fogo entre EUA e Irã

Trégua EUA-Irã e venda de produtora de terras raras do Brasil são alguns dos temas de maior destaque nesta quarta-feira, 22/04/2026

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IBOVESPA +0,20% | 196.132 Pontos

CÂMBIO +0,30% | 4,98/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira próxima da estabilidade, aos 196.132 pontos. O movimento ocorreu em um pregão de liquidez reduzida antes do feriado, com o desempenho do índice sendo sustentado principalmente pela alta de Petrobras (PETR3, +1,8%, PETR4, +1,7%), que acompanhou a valorização do petróleo.

O destaque positivo do dia foi Sabesp (SBSP3, +4,4%), repercutindo a elevação de preço-alvo por um banco de investimentos. Por outro lado, as varejistas de vestuário C&A (CEAB3, -2,2%) e Lojas Renner (LREN3, -1,8%) foram os destaques negativos.

Para o pregão de quarta-feira, teremos a divulgação dos PMIs de manufatura e serviços referentes a abril no Japão.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram leve abertura na segunda-feira, em movimento de correção após o alívio da semana passada, em meio à retomada das tensões no Oriente Médio com o novo bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz e à alta do petróleo. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,72% (+2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,26% (+2 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,89% (+1 bp). No Brasil, o avanço das expectativas de inflação e da Selic no Focus pressionou sobretudo os vértices curtos e intermediários, enquanto o câmbio mais comportado limitou o trecho longo: o DI jan/27 fechou em 13,91% (+3 bps), o DI jan/29 em 13,15% (+1 bp) e o DI jan/31 em 13,24% (‑5 bps).

Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,7%), reagindo à extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã anunciada por Donald Trump. A decisão de prolongar a trégua, ainda que mantendo o bloqueio naval, trouxe algum alívio, mas o cenário segue frágil diante da recusa do Irã em participar de novas negociações. O mercado continua sustentado pela narrativa de redução do conflito, após o S&P já ter recuperado todas as perdas desde o início da guerra.

Na Europa, as bolsas operam sem direção única (Stoxx 600: -0,1%), refletindo um equilíbrio entre o alívio da extensão do cessar-fogo e a persistente incerteza quanto ao desfecho das negociações. O ambiente segue condicionado ao avanço (ou não) de um acordo, especialmente com a manutenção do bloqueio dos EUA sobre o Estreito de Ormuz. No macro, destaque para o Reino Unido, onde a inflação subiu para 3,3% em março (vs. 3,0% anterior), pressionada por energia.

Na China, os mercados fecharam mistos (HSI: -1,2%; CSI 300: +0,7%), refletindo o aumento da incerteza geopolítica apesar da extensão da trégua. Na região, o destaque foi o Japão, com o Nikkei atingindo nova máxima histórica (+0,4%), sustentado por dados de comércio e fluxo para equities. O Kospi também avançou (+0,5%), enquanto outros mercados apresentaram desempenho mais contido.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,27%. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis lideraram a contribuição ao índice, com alta de 0,51%. Os FIIs de Tijolo avançaram 0,12% de forma consolidada: Ativos Logísticos subiram 0,19%, Shoppings registraram ganho de 0,13% e Lajes Corporativas recuaram 0,06%. Os Fundos Híbridos avançaram 0,29%. Já os Fundos de Fundos encerraram o pregão praticamente estáveis, com leve recuo de 0,04%. Nos destaques individuais, VGRI11 liderou as altas, com valorização de 4,2%, seguido por VIUR11 (+2,3%) e RBRL11 (+2,2%). No campo negativo, URPR11 recuou 1,6%, enquanto BROF11 e BTAL11 cederam 0,8% cada.

Economia

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira, trouxe mudanças relevantes nas projeções de inflação e juros. A mediana das expectativas de IPCA subiu tanto para 2026 (de 4,71% para 4,80%) quanto para 2027 (de 3,91% para 3,99%). No fim de fevereiro, o mercado esperava inflação de 3,91% este ano e 3,79% no ano que vem. Consequentemente, o mercado espera um ciclo de cortes de juros menor. A mediana das projeções de taxa Selic no final de 2026 aumentou de 12,50% na semana passada para 13,00% nesta semana. A expectativa para o final de 2027 também subiu, de 10,50% para 11,00%.

As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em março, à medida que o conflito no Oriente Médio elevou substancialmente os preços da gasolina, culminando em expansão recorde das receitas em postos de combustíveis. As vendas avançaram 1,7% no mês, o maior ganho desde março de 2025. Os investidores também repercutiram as declarações de Kevin Warsh, indicado pelo Presidente Trump para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), durante a sabatina de confirmação no Senado realizada ontem. Warsh afirmou não ter assumido qualquer compromisso com Trump em relação a cortes de juros, buscando assegurar aos senadores que atuará de forma independente em relação à Casa Branca.    

Hoje, analistas de mercado irão monitorar dados de confiança do consumidor na Zona do Euro e PMIs industrial e de serviços no Japão. Essas estatísticas, referentes a abril, devem refletir os efeitos da guerra no Oriente Médio. Nenhum indicador relevante será publicado no Brasil.    

Veja todos os detalhes

Economia

Boletim Focus traz projeção de inflação de 4,0% em 2027   

  • No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira, trouxe mudanças relevantes nas projeções de inflação e juros. A mediana das expectativas de IPCA subiu tanto para 2026 (de 4,71% para 4,80%) quanto para 2027 (de 3,91% para 3,99%). No fim de fevereiro, o mercado esperava inflação de 3,91% este ano e 3,79% no ano que vem. A piora das previsões reflete, principalmente, a alta recente dos preços do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio. Consequentemente, o mercado espera um ciclo de cortes de juros menor. A mediana das projeções de taxa Selic no final de 2026 aumentou de 12,50% na semana passada para 13,00% nesta semana. A expectativa para o final de 2027 também subiu, de 10,50% para 11,00%. O atual choque de oferta – marcado pela elevação dos custos de produção – e a atividade doméstica ainda aquecida tendem a exigir uma postura mais cautelosa do Banco Central. Na prática, isso significa menor espaço para flexibilização da política monetária em comparação ao cenário vigente antes do conflito. Para uma análise completa sobre o Boletim Focus, clique aqui;  
  • Em relação às notícias sobre a guerra no Oriente Médio, uma autoridade do Irã afirmou que o país poderia participar de negociações com os Estados Unidos no Paquistão caso o governo Trump abandone sua política de pressão e ameaças, acrescentando que Teerã rejeita qualquer diálogo que tenha como objetivo sua rendição. Os principais mercados acionários ampliaram as perdas ontem após relatos de que o Vice-Presidente americano, JD Vance, havia cancelado sua viagem ao Paquistão para novas negociações;  
  • As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em março, à medida que o conflito no Oriente Médio elevou substancialmente os preços da gasolina, culminando em expansão recorde das receitas em postos de combustíveis. As vendas avançaram 1,7% no mês, o maior ganho desde março de 2025. Esse resultado sucedeu a alta de 0,7% em fevereiro e superou a expectativa de mercado de 1,4%. Excluindo postos de combustíveis, as vendas no varejo cresceram 0,6% em março, um pouco abaixo da elevação de 0,7% registrada no mês anterior;  
  • Os investidores também repercutiram as declarações de Kevin Warsh, indicado pelo Presidente Trump para comandar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), durante a sabatina de confirmação no Senado realizada ontem. Warsh afirmou não ter assumido qualquer compromisso com Trump em relação a cortes de juros, buscando assegurar aos senadores que atuará de forma independente em relação à Casa Branca;
  • Agenda econômica esvaziada hoje. Analistas de mercado irão monitorar dados de confiança do consumidor na Zona do Euro e PMIs industrial e de serviços no Japão. Essas estatísticas, referentes a abril, devem refletir os efeitos da guerra no Oriente Médio. Nenhum indicador relevante será publicado no Brasil.    

Empresas

Iguatemi (IGTI11): Principais pontos da reunião com o CFO

  • Na semana passada, realizamos uma reunião com o CFO da Iguatemi e o time de RI. Os principais pontos discutidos foram: (i) o 1T26 deve ser positivo, apesar da sazonalidade, com os setores seguindo a tendência do 4T25 — saúde & beleza, joias, restaurantes e moda feminina apresentando bom desempenho, enquanto eletrônicos e categorias ligadas ao lar seguem pressionadas;• (ii) ativos premium continuam se destacando, com inadimplência controlada, melhora gradual da ocupação e reconfiguração de áreas guiada por eficiência; (iii) disciplina contínua em despesas operacionais (opex), com visão positiva para a transição da reforma tributária nos ativos de maior qualidade; e (iv) disciplina de capex, com postura cautelosa no curto prazo e opcionalidade preservada do banco de terrenos;
  • De forma geral, a reunião reforçou nossa visão construtiva sobre a qualidade dos ativos e a disciplina estratégica, além de sustentar a Iguatemi como nossa top pick (IGTI11);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Banco Pine (PINE4): Balanço fortalecido, tese mantida

  • Estamos retomando a cobertura do Banco Pine após o follow-on de R$246 milhões. Como iniciamos recentemente a cobertura do Pine, nossa tese de investimento permanece inalterada, conforme detalhado no nosso IoC.
  • Em essência, a história continua ancorada em três pilares: (i) a fase de execução do reset estrutural do banco, com um balanço mais limpo, governança mais robusta e resultados mais previsíveis;
  • (ii) o crédito consignado privado como principal motor de crescimento rentável e escalável, sustentado por spreads elevados e alavancagem operacional;
  • e (iii) uma gestão disciplinada de funding e capital, agora ainda mais fortalecida pelo follow-on, que reduz o risco de execução à medida que o banco escala suas operações.
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço-alvo de R$22,4, o que implica um upside relevante, com a ação ainda negociando a múltiplos comprimidos (c. 6x P/L para 2026E), que consideramos inconsistentes com um perfil sustentável de ROE em torno de 25%.
  • Dito isso, ressaltamos que a liquidez limitada segue sendo um risco relevante, podendo restringir o posicionamento de alguns investidores e explicar parcialmente o desconto de valuation.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa

  • Em breve.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • IFIX fecha segunda-feira em alta de 0,27% e renova máxima histórica (FIIs);
    • FIIs endividados: como identificar oportunidades – e fugir de armadilhas (InfoMoney);
    • XPLG11 encerra oferta de cotas e capta R$ 1,2 bilhão para expansão logística (FIIs);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Ações globais de tecnologia mantêm favoritismo entre brasileiros durante a guerra: Mesmo em meio às tensões geopolíticas, investidores brasileiros seguem priorizando ações globais de tecnologia, com destaque para empresas dos EUA, vistas como ativos de crescimento estrutural e liderança em inovação. O movimento se reflete tanto em ações diretas quanto em ETFs internacionais, que continuam sendo os principais veículos de acesso a esse tema no exterior. (Valor Investe);
    • ETF brasileiro da BlackRock tem maior fluxo semanal em 15 anos: O ETF brasileiro da BlackRock registrou o maior fluxo semanal em 15 anos, impulsionado pelo forte ingresso de capital estrangeiro e pelo renovado apetite por ativos locais em um contexto de alívio geopolítico e rotação para mercados emergentes. O movimento reforça o papel dos ETFs como principal canal de alocação tática de investidores globais na Bolsa brasileira. (Valor Econômico);
    • Principal ETF de ações brasileiras em NY (EWZ) cai com dúvidas sobre negociações entre Irã e EUA: O EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, recuou diante do aumento da incerteza sobre as negociações entre Irã e EUA, levando investidores a reduzir posições em ativos de risco. A queda reflete a sensibilidade dos ETFs de mercados emergentes ao cenário geopolítico e à volatilidade dos fluxos internacionais, mesmo em um contexto recente de forte entrada de capital estrangeiro. (Valor Econômico);
    • US Stock ETF Rises Late as Trump Extends Ceasefire: U.S. equities traded mixed as investors weighed geopolitical uncertainty in the Middle East against corporate earnings flows, with energy prices remaining volatile. Broad equity ETFs tracked benchmark moves in the S&P 500 and Dow, underscoring ETFs’ role as the primary vehicles for real‑time positioning amid shifting macro and geopolitical headlines. (Bloomberg).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

Serra Verde, produtora de terras raras do Brasil, é comprada pela USA Rare Earth por US$2,8bi | Café com ESG, 22/04

  • O pregão de segunda-feira, véspera do feriado de Tiradentes, encerrou em leve alta, com o IBOV e o ISE avançando 0,20% e 0,21%, respectivamente;
  • De olho no potencial do Brasil em terras raras, (i) a americana USA Rare Earth, listada na Nasdaq, anunciou nesta segunda-feira (20) a assinatura de um acordo para adquirir 100% do Serra Verde Group, dono da única mina que atualmente produz e processa terras raras no Brasil – a transação, prevista para ser concluída no 3T26, foi estimada em ~US$ 2,8 bilhões e acontece em meio a uma corrida por fontes alternativas à China, que controla esse mercado; e (ii) o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, incluiu na pauta de votações de hoje o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos – entre os principais impasses em torno do projeto, está a criação da Terrabras, uma nova empresa estatal para a cadeia de terras raras e minerais críticos;
  • No internacional, a construção da primeira usina comercial do mundo a gerar energia por fusão nuclear deve começar nos EUA em 2027, segundo o CEO da Commonwealth Fusion Systems – a empresa, sediada em Massachusetts, já captou cerca de US$3 bilhões em recursos privados, o maior volume de investimento privado já registrado no setor;
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