IBOVESPA +0,28% | 183.969 Pontos
CÂMBIO -0,05% | 5,15/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta de 0,3%, aos 183.969 pontos, na contramão dos mercados globais, que recuaram em meio à continuidade do movimento de aversão ao risco, impulsionado principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, que voltou a pressionar os preços do petróleo para cima.
O desempenho positivo do índice foi sustentado principalmente por Petrobras (PETR4, +4,4%; PETR3, +4,9%), refletindo a valorização do petróleo. Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -5,8%) recuou após o anúncio do pedido de recuperação extrajudicial pela companhia.
Para o pregão de quinta-feira, o principal destaque da agenda doméstica será a divulgação do IPCA de fevereiro no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T25, o mercado acompanhará os balanços de Vittia, Randoncorp, Grupo Mateus e Priner, entre outros.
Renda Fixa
Os juros futuros subiram no Brasil nesta quarta‑feira, acompanhando o movimento global de alta após a retomada do avanço do petróleo, que reacendeu temores inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio. Os DIs fecharam em 13,71% no jan/27 (+17 bps), 13,18% no jan/28 (+17 bps), 13,20% no jan/29 (+14 bps) e 13,50% no jan/31 (+8 bps).
Nos EUA, as Treasuries também avançaram pressionadas pelo petróleo e pelo ambiente geopolítico, com a T‑Note de 2 anos em 3,64% (+5 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,22% (+7 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,87% (+9 bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em forte queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%), pressionados pela nova disparada do petróleo em meio à guerra entre EUA e Irã. O WTI sobe mais de 5% para cerca de US$ 92/barril, após já ter avançado mais de 4% na sessão anterior, enquanto o Brent também segue em alta (+4,8%, US$ 93,61). O movimento ocorre mesmo após o governo americano anunciar a liberação de 172 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo, somando-se ao plano da Agência Internacional de Energia de liberar 400 milhões de barris para aliviar a disrupção de oferta.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), refletindo a continuidade da volatilidade nos preços do petróleo e o avanço do conflito no Oriente Médio. No corporativo, a empresa italiana de defesa Leonardo sobe cerca de 8% após divulgar receitas acima do esperado (€19,5 bilhões) e lucro líquido de €1 bilhão (+19% a/a).
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,7%; CSI 300: -0,4%), acompanhando o tom negativo da região em meio à volatilidade do petróleo. O Nikkei japonês caiu 1,0%, enquanto o Kospi sul-coreano recuou 0,5%, após reduzir perdas ao longo do pregão. O petróleo segue pressionando o sentimento global mesmo após o anúncio da liberação de reservas estratégicas, refletindo dúvidas do mercado sobre se as reservas liberadas serão suficientes para compensar a disrupção de oferta causada pelo conflito.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou o pregão desta quarta‑feira em queda de 0,07%. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis registraram leve queda de 0,06%, enquanto os Híbridos recuaram 0,21%. Os Fundos de Tijolo também encerraram o dia no campo negativo, com baixa de 0,07%, em um movimento relativamente equilibrado dentro do grupo: Lajes Corporativas caíram 0,04%, Shoppings recuaram 0,11%, enquanto Ativos Logísticos registraram leve avanço de 0,01%. Entre os demais segmentos, os Fundos de Fundos subiram 0,19%, enquanto Fundos de Multiestratégia recuaram 0,21%. Entre as maiores altas do pregão estiveram KORE11 (+2,4%), ICRI11 (+1,1%) e TOPP11 (+1,1%). No campo negativo, os principais destaques foram ITRI11 (-2,3%), VINO11 (-2,1%) e RBFM11 (-1,5%).
Economia
A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu realizar a maior liberação de reservas de petróleo da história, colocando 400 milhões de barris no mercado para tentar estabilizar os preços em meio ao conflito no Irã. Paralelamente, o Irã atacou navios na região e alertou que o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril. A inflação ao consumidor nos EUA veio conforme o esperado, entretanto, o salto do preço do petróleo virou uma nova preocupação inflacionária, ofuscando os dados mais benignos de fevereiro. No Brasil, as vendas no varejo cresceram mais que o esperado em janeiro. As vendas no varejo ampliado cresceram 0,9% em janeiro ante dezembro. No varejo restrito, houve crescimento de 0,4% em janeiro. A atividade doméstica deve ganhar fôlego no primeiro semestre de 2026 após o desempenho fraco observado no segundo semestre de 2025. A economia brasileira perdeu força na segunda metade de 2025, sobretudo em função da política monetária contracionista. Ainda assim, temos destacado a presença de fatores de amortecimento para o consumo no curto prazo.
Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro. Projetamos um avanço de 0,65% na comparação mensal e 3,76% no acumulado em 12 meses. Dentre os componentes, serviços podem trazer alguma surpresa associada ao Carnaval, especialmente em serviços pessoais, hospedagem e alimentação fora de casa. Por sua vez, esperamos uma leve desaceleração nos bens industrializados e um recuo marginal nos preços de alimentação no domicílio, devido à redução nos preços de produtos in natura. Por fim, no grupo de monitorados, os reajustes em transportes público e tarifas de água e esgoto devem ser parcialmente compensados pela queda nos preços de gasolina e energia elétrica. Na agenda internacional, os pedidos de seguro desemprego são o destaque do dia.
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Economia
IPCA de fevereiro é o destaque do dia
- A Agência Internacional de Energia (AIE) e seus 32 países‑membros decidiram realizar a maior liberação de reservas de petróleo da história, colocando 400 milhões de barris no mercado para tentar estabilizar os preços em meio ao conflito no Irã. Essa medida responde ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Paralelamente, o Irã endureceu o discurso, afirmando que iniciará ataques contínuos contra EUA e Israel, e alertou que o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril, caso a segurança regional continue se deteriorando. Ainda hoje, o Irã atacou navios que estavam no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent retornou para 97 dólares por barril;
- Nos EUA, a inflação ao consumidor em fevereiro veio exatamente em linha com o esperado, com o índice avançando 0,3% na comparação mensal e 2,4% na comparação interanual, enquanto o núcleo – exclui os itens mais voláteis – avançou 0,2% na comparação mensal, ante 0,3% em janeiro, e 2,5% na comparação interanual, repetindo o ritmo de janeiro. Alimentos aceleraram para 0,4% na comparação mensal, e energia voltou a subir 0,6%, após forte queda no mês anterior, movimento que deve ganhar intensidade devido à escalada no Oriente Médio. Assim, embora o dado por si só reforçasse um cenário um pouco mais benigno para a política monetária, o salto do petróleo após o início do conflito no Irã passou a ditar a discussão sobre a inflação à frente;
- No Brasil, as vendas no varejo cresceram mais que o esperado em janeiro. As vendas no varejo ampliado cresceram 0,9% em janeiro ante dezembro, acima das expectativas (XP e mercado: 0,4%). O resultado compensou a queda de 1,0% registrada na leitura anterior. No varejo restrito, houve crescimento de 0,4% em janeiro, também surpreendendo positivamente (XP e mercado: -0,2%). A composição setorial foi favorável. Seis dos dez segmentos do varejo registraram crescimento na comparação mensal. Destaca-se a recuperação em produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos (2,6% M/M, a sexta alta nas últimas sete leituras mensais), veículos automotores (2,8% M/M) e materiais de construção (3,4% M/M). A atividade doméstica deve ganhar fôlego no primeiro semestre de 2026 após o desempenho fraco observado no segundo semestre de 2025. A economia brasileira perdeu força na segunda metade de 2025, sobretudo em função da política monetária contracionista. Ainda assim, temos destacado a presença de fatores de amortecimento para o consumo no curto prazo. Em primeiro lugar, o mercado de trabalho permanece robusto, com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e crescimento consistente da renda real. Além disso, medidas de estímulo — impulsos de renda e crédito — devem adicionar cerca de 1,0 p.p. ao crescimento do PIB neste ano;
- Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA de fevereiro. Projetamos um avanço de 0,65% na comparação mensal e 3,76% no acumulado em 12 meses. Dentre os componentes, serviços podem trazer alguma surpresa associada ao Carnaval, especialmente em serviços pessoais, hospedagem e alimentação fora de casa. Por sua vez, esperamos uma leve desaceleração nos bens industrializados e um recuo marginal nos preços de alimentação no domicílio, devido à redução nos preços de produtos in natura. Por fim, no grupo de monitorados, os reajustes em transportes público e tarifas de água e esgoto devem ser parcialmente compensados pela queda nos preços de gasolina e energia elétrica;
- Na agenda internacional, os pedidos de seguros desemprego são o destaque do dia.
Empresas
Vibra (VBBR3) | Resultados do 4T25: Em linha. Fluxo de caixa livre sem brilho. Fortes ventos favoráveis à frente
- Nesta quarta-feira (11), a Vibra divulgou os resultados do 4T25 em linha com nossas expectativas. O EBITDA recorrente de R$ 1,82 bilhão (+11% t/t, +35% a/a) ficou apenas 3% abaixo da XPe e aumentou sequencialmente em meio a um trimestre mais forte tanto na distribuição de combustíveis quanto na Comerc;
- O lucro líquido de R$ 679 milhões ficou abaixo da XPe de R$ 769 milhões (-12%). Apesar de um P&L relativamente forte, a geração de caixa foi fraca. Calculamos que o FCFE recorrente foi apenas marginalmente positivo, em cerca de R$ 100 milhões;
- No entanto, acreditamos que os investidores olharão para o futuro, com perspectivas de resultados sólidos no 1T26 e além, dada a dinâmica atual do mercado, com preços domésticos bem abaixo da paridade de importação. Continuamos otimistas com o setor de distribuição de combustíveis, e a Vibra é nossa escolha preferida no setor;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Brava Energia (BRAV3) | Resultados do 4T25: Sem brilho, mas dentro do esperado
- A Brava divulgou os resultados do 4T25 nesta quarta-feira (11), após o fechamento do mercado. O EBITDA ajustado de R$ 808 milhões (-38% t/t, +60% a/a) ou US$ 150 milhões ficou em linha com nossas estimativas (-1% em relação ao XPe). O lucro líquido de cerca de R$ 588 milhões ficou abaixo de nossas previsões (XPe -R$ 305 milhões);
- Operacionalmente, o 4T25 da Brava ficou abaixo do esperado, com o Brent mais baixo, produção e vendas menores, além de lifting costs mais altos pesando nos resultados;
- Olhando para o futuro, esperamos que os resultados se recuperem à medida que a produção volte a níveis mais normalizados e os preços do Brent apresentem uma tendência de alta, embora os hedges existentes possam limitar o potencial de alta;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Papel e celulose: Persistentes restrições de oferta sustentam momentum dos preços de celulose
- Os preços de celulose estenderam seus ganhos em Fev’26, apoiados por um momentum mais firme em fibra curta e por um novo aumento anunciado para Mar’26;
- A força de curto prazo segue impulsionada por restrições de oferta (ou seja, revogações de licenças na Indonésia, paralisação da PT Toba, projetos atrasados e custos elevados de cavaco), embora compras mais fracas antes da Shanghai Pulp Week sinalizem resistência emergente;
- Com as restrições do lado da oferta permanecendo como um dos principais riscos a monitorar, acreditamos que os preços de celulose possam se manter elevados no curto prazo, até que haja melhora na disponibilidade de madeira ou aceleração de novas adições de oferta;
- Embora mantenhamos nossa premissa estrutural de preços abaixo de US$600/t, vemos a perspectiva de curto prazo como favorável, com atenções voltadas para as discussões pós-evento em Xangai.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Azzas 2154 (AZZA3): Reestruturação ainda em curso no 4T; Receita pressionada, mas com controle de despesas e sólido fluxo de caixa livre
- Azzas apresentou resultados operacionais melhores, com receita pressionada e em linha, mas um EBITDA ajustado ligeiramente melhor graças ao controle de SG&A e a um FCF sólido;
- Na nossa visão, a dinâmica de receita já era em grande parte antecipada pelo mercado;
- EBITDA ajustado veio 4% acima da nossa estimativa graças ao controle de SG&A, embora com efeitos não recorrentes de R$100 milhões relacionados a impairments e provisões fiscais;
- Em termos de FCF, a companhia apresentou uma sólida geração de caixa livre, de R$775 milhões ou R$630 milhões (excluindo efeitos fiscais não recorrentes);
- A ausência de expansão de margem bruta mesmo quando excluímos Basic pode sinalizar maiores esforços promocionais para impulsionar as vendas;
- Em linhas gerais, acreditamos que os investidores devam focar no discurso da companhia sobre a dinâmica futura da receita, principalmente em Shoes&Bags e Basic, bem como em níveis normalizados de capital de giro;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
SLC (SLCE3) | Revisão de resultados do 4T25: EBITDA acima do esperado; Revisão de área e de lucros levemente negativa
- A SLC reportou resultados mistos;
- Por um lado, os resultados trimestrais vieram acima das estimativas da XP (XPe), e o fluxo de caixa livre foi positivo em cerca de BRL 733mi, embora ligeiramente abaixo do XPe de BRL 800mi;
- Por outro lado, a revisão de área veio negativa, o que pode levar a revisões de lucro levemente negativas;
- Confira o relatório aqui.
Frasle Mobility (FRAS3): Resultados fracos aumentam as preocupações com a normalização do crescimento orgânico; revisão do 4T25
- A Frasle reportou resultados fracos no 4T25, com EBITDA ajustado de R$214 milhões (-2% A/A e -21% M/M);
- As receitas líquidas foram beneficiadas pela consolidação da Dacomsa (+25% A/A), enquanto as receitas orgânicas se deterioraram em -9% A/A, refletindo um ambiente mais fraco no mercado doméstico de OEMs e mercados externos mais desafiadores, especialmente na América do Norte;
- A rentabilidade contraiu mais do que antecipávamos, com margem EBITDA ajustada de 15,4% (-4,2p.p. A/A), refletindo maiores custos de matérias-primas, um mix de produtos menos favorável e volumes sazonalmente mais baixos, levando o FY2025 ao piso do intervalo de guidance de rentabilidade (17,8% vs. 17,5%-20,5%);
- À frente, embora o guidance da Frasle para 2026 tenha vindo amplamente em linha com nossas estimativas, acreditamos que o conjunto de resultados divulgado hoje adiciona preocupações quanto a um ambiente desafiador para o crescimento orgânico e implica riscos revisões negativas;
- Nos níveis atuais de valuation (P/E 2026 de 16,0x), vemos margem de segurança limitada caso o momentum de resultados continue se deteriorando, reiterando nossa recomendação Neutra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Randoncorp (RAPT4): Mercado de implementos rodoviários ainda pressionado, mas estabilizando
- Conforme discutido em nosso recente evento com a Anfir, o mercado brasileiro de implementos rodoviários segue pressionado, mas sinais iniciais de melhora começam a surgir;
- Fevereiro apresentou melhora sequencial (+16% M/M), e expectativas estão sendo construídas à medida que os recursos iniciais do Move Brasil se convertem em emplacamentos;
- Embora uma frota envelhecida continue apontando para necessidades futuras de reposição, a confiança permanece fraca e a competição intensa;
- Limitando o poder de precificação e mantendo a dinâmica de curto prazo desafiadora.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
MRV (MRVE3): Principais destaques do Dia do Investidor 2026 da MRV.
- A MRV realizou seu Dia do Investidor 2026, destacando atualizações sobre a Resia, eficiência do capital de giro e execução comercial. Os principais pontos foram: (i) a Resia não iniciará novos projetos dentro da MRV&Co, com o plano de desinvestimento focado na monetização de terrenos, estabilização de projetos e redução de ativos fixos (ii) a otimização do capital de giro deve ser motivada pela legalização antecipada do banco de terrenos, menor estoque de terrenos pagos, redução dos ativos fixos e crescimento mais lento das contas a receber, sem necessidade de financiamento prevista nos próximos dois anos; (iii) as iniciativas comerciais visam levar o VSO para cerca de 28%, apoiadas por uma base maior de corretores, maior uso de tecnologia e desempenho mais uniforme entre as regiões. O Plano Diretor revisado em Belo Horizonte também amplia o potencial construtivo e apoia a consistência do lançamento;
- Continuamos construtivos em relação à MRVE3;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Allos (ALOS3): Ganhos de eficiência em destaque
- A Allos apresentou resultados resilientes no 4T25, amplamente consistentes com as tendências recentes, com receitas ligeiramente abaixo das expectativas e maior rentabilidade apoiada por menores despesas gerais, administrativas e de vendas. As vendas dos lojistas cresceram 5,1% A/A, SSS aumentou 3,0% A/A, a taxa de ocupação atingiu 97,6% (+87bps A/A) e as vendas/m² aumentaram 3,2% A/A;
- A receita líquida aumentou +4,9% A/A com a receita de aluguéis subindo 4,5% A/A e a receita de estacionamento subindo 0,5% A/A, ambas abaixo de nossas estimativas. O NOI aumentou +3,5% A/A, enquanto o EBITDA ajustado avançou 7,5% A/A, ajudado pela redução das despesas gerais, administrativas e de vendas. O FFO totalizou R$ 464,8 milhões (+2,3% A/A), ligeiramente abaixo de nossa estimativa (-2,1% vs. Xpe), embora a margem do FFO tenha ficado acima de nossos números em +60bps. A empresa reafirmou seu guidance de dividendos de R$ 0,28–0,30/ação/mês para 2026 e sinalizou o Capex em R$ 350–450 milhões, sinalizando disciplina contínua na alocação de capital;
- Reiteramos nossa recomendação de compra para a ALOS3;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Cury (CURY3): Forte expansão do lucro impulsionou um ROE recorde
- A Cury divulgou resultados sólidos no 4T25, acima das nossas expectativas e do consenso. A receita líquida aumentou para R$ 1,42 bilhão, um crescimento de +37% A/A, em linha com a nossa expectativa e com a do mercado. A margem bruta aumentou para 40,3% (+40 bps A/A e +20 bps vs. XPe), enquanto as margens da carteira de pedidos permaneceram estáveis em 43,3% (sem variação T/T), apoiadas pelo controle dos custos de materiais e um ambiente favorável para aquisições de terrenos;
- O EBITDA ficou 4% acima de nossas estimativas e 9% acima do consenso, explicado por menores despesas com vendas, gerais e administrativas, que totalizaram 12,6% da receita líquida (-110 bps vs. XPe). O lucro líquido atingiu R$ 270 milhões, um aumento de 63% A/A e 4% acima em relação ao XPe, levando a um forte ROE LTM de 78,8% (+14,0 p.p. A/A);
- Reiteramos a Cury como nossa principal escolha e esperamos uma reação positiva das ações;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Telecom: Principais pontos da reunião com o Presidente da Anatel, Carlos Baigorri
- Nos reunimos com Carlos Baigorri, presidente da Anatel, para discutir as prioridades do regulador e os principais temas que estão moldando o setor de telecomunicações brasileiro.
- A conversa abordou os próximos leilões de espectro, a evolução das operadoras móveis regionais, o potencial papel da conectividade via satélite, o ecossistema de MVNOs, os esforços da Anatel para organizar o mercado de ISPs e a discussão jurídica em andamento em torno do Fistel.
- Três temas se destacaram. Primeiro, os próximos leilões de espectro, esperados para abril ou maio, podem abrir oportunidades adicionais para players regionais expandirem sua atuação no móvel, especialmente por meio de faixas como 700 MHz.
- Segundo, a Anatel tem intensificado o foco na organização do mercado de banda larga, onde milhares de provedores podem estar operando sem a devida autorização ou potencialmente reportando receitas abaixo do realizado.
- Por fim, Baigorri demonstrou preocupação limitada com possíveis disrupções vindas de MVNOs ou conectividade via satélite, argumentando que a competição no móvel deve continuar sendo impulsionada principalmente por operadoras com infraestrutura própria baseada em redes terrestres.
- De forma geral, a discussão reforça a visão de que a consolidação em banda larga segue provável, enquanto operadoras regionais podem expandir gradualmente sua presença no mercado móvel, com o regulador focado em viabilizar novas tecnologias ao mesmo tempo em que aumenta a supervisão sobre o ainda altamente fragmentado ecossistema de banda larga.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Raízen (RAIZ4) | Em revisão em meio ao processo de reestruturação
- A Raízen anunciou, por meio de um Fato Relevante, que protocolou um pedido de Processo de Recuperação Extrajudicial. O pedido envolve a Raízen S.A. e determinadas subsidiárias e tem como objetivo fornecer um arcabouço legalmente protegido para finalizar negociações e implementar a reestruturação do endividamento financeiro quirografário do grupo, totalizando aproximadamente BRL 65bi;
- Como mencionamos em diversos relatórios desde o início dos desenvolvimentos sobre a dívida da Raízen, a perspectiva operacional continua difícil de avaliar devido aos múltiplos riscos embutidos na tese de investimento e às incertezas em torno da reestruturação do seu endividamento. Devido à falta de visibilidade e à incerteza quanto à potencial estrutura do plano de reestruturação, colocamos RAIZ Under Review. Nossas estimativas, ratings e TP anteriores deixam de ser válidos;
- Confira o relatório aqui
Saldo de portabilidade | Claro segue com ganhos consistentes
- A Claro segue como a principal recebedora líquida de clientes via portabilidade nos últimos 12 meses, enquanto a TIM permanece como a maior doadora líquida.
- O principal destaque é que os ganhos da Claro continuam acima da média mensal observada antes de out/25. Em base líquida (bruta), a companhia adicionou 99 mil (230 mil), 99 mil (220 mil) e 93 mil (203 mil) clientes em dezembro, janeiro e fevereiro, respectivamente.
- Apesar do resultado de fevereiro levemente abaixo de janeiro, as adições recentes ainda implicam uma aceleração de cerca de 45 mil clientes líquidos por mês em relação à média de out/24 a set/25, sugerindo uma mudança mais estrutural no fluxo de doações de clientes em direção à operadora.
- Para a Vivo, as perdas via portabilidade desaceleraram em janeiro e fevereiro. Em fevereiro, a companhia registrou perda líquida de 3 mil clientes, indicando moderação na deterioração recente, ainda que o desempenho permaneça abaixo do ganho médio mensal de 16 mil clientes observado entre out/24 e set/25.
- Já para a TIM, o impacto segue mais pronunciado. A doação líquida média subiu para 128 mil clientes por mês nos últimos três meses, ante 106 mil por mês na média de out/24 a set/25, deterioração de cerca de 22 mil clientes mensais. Se anualizada e mantida, essa tendência pode implicar perda adicional de aproximadamente 263 mil clientes, ou ~1% da base pós-paga.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas negocia com credores e acende alerta para risco de RE (Valor Econômico);
- GPA tem proteção em cima da hora e não paga Casas Bahia (Valor Econômico);
- CSN: Steinbruch corre contra o tempo (O Globo);
- Rating da Raízen rebaixado para ‘SD’ após anúncio de recuperação extrajudicial (S&P Global).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Temporada do 4T25 | Uma temporada de resultados decepcionante até agora no Brasil
- À medida que a temporada de resultados do 4T25 no Brasil avança, trazemos uma atualização rápida sobre os números que as companhias reportaram até o momento. Nossas principais conclusões são:
- Os resultados têm sido, em geral, decepcionantes, com a proporção de surpresas positivas atingindo os menores níveis da nossa série histórica em todos os principais indicadores (receita, EBITDA e lucro líquido);
- Papel & Celulose se destaca com os números mais positivos, enquanto Propriedades Comerciais e Utilidade Pública estão entre os setores com as surpresas mais negativas;
- Apesar dos números fracos, a reação do mercado aos resultados tem sido ligeiramente acima da média das últimas temporadas, ao mesmo tempo em que as estimativas de lucro por ação do Ibovespa para os próximos trimestres permanecem, em grande medida, estáveis;
- Olhando à frente, seguimos construtivos em relação aos fundamentos corporativos no Brasil, uma vez que a esperada reaceleração da atividade econômica doméstica, combinada com o início do ciclo de afrouxamento monetário, deve criar um pano de fundo mais favorável para a geração de lucros;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Outlook Fundos Listados | Oportunidades de investimento em um ambiente de incertezas (Research XP);
- GPA em recuperação extrajudicial: Avaliação dos impactos nos FIIs (Research XP);
- IFIX tem leve baixa de 0,07% e fecha aos 3.873,59 pontos (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- ETF NDIV11, da Nu Asset, anuncia pagamento de dividendos: O NDIV11 é o maior ETF de renda variável (RV) Brasil tanto em patrimônio sob gestão (AuM) quanto em número de cotistas. (Suno);
- In Leveraged Loan Selloff, Most Liquid Debt Gets Hit Hardest: A sharp downturn in the US$1.4 trillion leveraged‑loan market is disproportionately hitting the most liquid, higher‑quality loans, as investors rush to exit ETFs and loan funds—triggering forced selling, accelerating price declines, and pushing major loan ETFs to their lowest levels since the 2020 turmoil, despite sentiment improving after Trump’s comments on a possible end to the Iran war. (Bloomberg);
- Taiwan fund assets seen rising 36% to $968 billion on ETF boom, TSMC strength: Total assets under management in Taiwan’s investment fund industry are expected to grow by more than a third to T$30 trillion ($968 billion) within the next three years, the chairman of Taiwan’s investment fund industry association said in a recent interview. (Reuters);
- Preço do Bitcoin hoje: Fluxo institucional nos ETFs ignora tensões geopolíticas: Preço do Bitcoin hoje: Fluxo institucional nos ETFs ignora tensões geopolíticas (Investing.com).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Portaria do leilão de baterias prevista para abril, diz Alexandre Silveira | Café com ESG, 12/03
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com IBOV avançando 0,28% e o ISE recuando 0,47%;
- No Brasil, (i) o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, afirmou, nesta quarta-feira, que a portaria com as normativas do primeiro leilão de baterias para armazenar energia será publicada em abril – ainda sem definição sobre a data do leilão, Silveira prometeu a realização ainda neste ano; (ii) o governo espera aprovar as diretrizes para o primeiro leilão de eólicas offshore no país na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para 19 de março – a nova data e o plano de avançar com a regulamentação foram confirmadas ontem pelo MME;
- No internacional, o Brasil se juntou a um grupo de 38 países, incluindo a China e membros da União Europeia, em um compromisso para triplicar o uso da energia nuclear até 2050 – o anúncio da iniciativa ocorreu em um evento ontem em Paris, organizado pelo Presidente Emmanuel Macron;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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