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5 anos em 5 minutos – Março 2022

Conheça nossas expectativas de retornos por classe de ativos e portfólios. Neste mês, criamos mais um cenário global.

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Retornos esperados para os portfólios nos próximos 5 anos

XP Allocation Chamada Assessores

No mês de março ativos de risco têm apresentado resultados muito positivos, tanto no Brasil quando no exterior. Tanto Ibovespa quanto o S&P 500 sobem mais de 5%. Destaque positivo também para a Renda Fixa Inflação no Brasil, e para os fundos multimercado. O grande destaque negativo foi a Renda Fixa Global, que vem sofrendo com expectativas de maior aumento de juros nos Estados Unidos.

Os mercados internacionais passaram a precificar um aperto monetário mais rápido nos Estados Unidos, por causa disso entendemos que é maior agora a probabilidade do cenário Falcão à Solta, e a elevamos para 80%, em detrimento do cenário de Inflação Transitória, que passa a representar apenas 20%. Com isso a bolsa global passou a ter um retorno esperado abaixo do da renda fixa global.

No Brasil a situação se mostrou estável. Assim sendo, mantivemos a probabilidade dos cenários, ficando o cenário de Reformas Estruturantes com 10%, o de Antigos Hábitos com 75% e o de Erro de Política em 15% de chance.

Com isso, damos um passo na direção de redução da renda variável global e aumento da renda variável brasileira. Aumentamos também a renda fixa global, que entendemos interessante, mas mantemos uma posição pequena, dado que a trajetória da classe pode ser turbulenta. Mantemos a visão positiva com alternativos para defender os portfólios contra uma maior inflação global, e manifestamos através de Commodities (Trend Commodities) e Ativos Reais (eTrend Ativos Reais)

Globalização em marcha ré

Muito temos estudado sobre o dito fim da globalização e seus impactos. Segundo a Wikipedia, a Globalização é um dos processos de aprofundamento internacional da integração econômica, social, cultural e política, que teria sido impulsionado pela redução de custos dos meios de transporte e comunicação dos países no final do século XX e início do século XXI, sendo considerada a maior mudança da história da economia nos últimos 40 anos.

É difícil acreditar que esse fenômeno que transformou o mundo para melhor entrou em crise. Poderíamos traçar o início do fim à Donald Trump e seu “America First” (Primeiro a América). Quem sabe antes, com China abusando das regras em seu favor, subsidiando produtos e copiando tecnologia intelectual. Ou ainda aos impactos econômicos mais amplos: a globalização reduziu a desigualdade no planeta Terra, mas aumentou-a dentro dos países desenvolvidos, à medida que os mais ricos viram suas rendas crescerem, enquanto os salários da classe média ficaram estagnados (ganhos salariais foram apenas em linha com a inflação).

No gráfico 1 podemos ver o forte crescimento do comércio global (aqui sempre em proporção ao PIB Mundial) desde a década de 1970. Em 40 anos fomos de 25% para 60% da economia do planeta Terra negociada internacionalmente. Três grandes eventos levaram a uma inversão dessa tendência: a Crise de 2008, a Guerra Comercial entre China e Estados Unidos, ocorrida no Governo Trump, e a Pandemia de Coronavírus.

A Crise de 2008 foi a primeira pedra no sapato da globalização: com os grandes bancos sediados nos países desenvolvidos sendo obrigados reduzirem seus balanços e, devido a mudanças de legislações para evitar uma nova crise bancária, se tornarem mais locais, emprestando menos para empresas de outros países.

Donald Trump trouxe à presidência dos Estados Unidos as preocupações da classe média do país, que sentiam que haviam sido prejudicadas pela maior integração comercial do mundo, especialmente via compressão de salários e maior percepção de desigualdade; e também do empresariado, preocupado com maior concorrência chinesa, somada à práticas desleais, como violação de propriedade intelectual. Ele iniciou a Guerra Comercial entre EUA e China, colocando tarifas de importação sobre os bens chineses em troca de concessões externas por parte do gigante asiático. As sanções ainda estão em vigor.

A Pandemia de Coronavírus, que adoraríamos poder dizer que já passou, trouxe dois novos fatores a um ambiente já conturbado. Em primeiro lugar vieram grandes estorvos à gestão de cadeias globais de suprimentos, graças a políticas e fases diferentes de contágio nos diversos países do mundo. Conjuntamente a imagem da China junto aos países desenvolvidos sofreu uma grande deterioração, por não permitir inspeções no país por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocultar da mesma OMS que já havia transmissão entre humanos do vírus e tentar obter vantagens comerciais consideradas antiéticas, como o aumento no preço de respiradores hospitalares exportados pelo país.

Ainda em 2021 já observávamos países desenvolvidos dando incentivos para que empresas voltassem a produzir domesticamente materiais médicos, medicamentos e componentes críticos economicamente, como microprocessadores. Por causa de tudo isso já tínhamos 2 temas de investimento importantes norteando nossas carteiras: Reorganização das Cadeias de Produção e Encilhamento da China (escrevemos sobre eles no relatório de dezembro).

E então, em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia. Ainda não conhecemos todos os efeitos e consequências do conflito, mas claramente há novos desafios há globalização. As sanções à Rússia e novas animosidades em relação à China, que não condenou a invasão da Ucrânia são fatos novos. Vladimir Putin subestimou a revolta que suas ações causariam nos eleitores do mundo desenvolvido, compelindo seus líderes a agirem. Um dos grandes pilares do mundo atual foi colocado em cheque quando as reservas russas em Dólares foram bloqueadas. Com isso, países que têm animosidades com Estados Unidos e Europa começam a procurar outro lugar para colocar suas reservas e tentam fazer mais negócios evitando Dólares e Euros.

Os impactos de um mundo menos conectado são menor crescimento com maior inflação. E por isso temos, nas carteiras dos fundos DNA, migrado as posições de Renda Variável Global para Ativos Reais, que expressamos através de nosso fundo eTrend Ativos Reais.

Prêmios de crédito

Os fundos de crédito continuam obtendo bons resultados, graças ao elevado carregamento dos ativos em CDI. Nas debêntures de infraestrutura, atreladas à inflação, o prêmio de crédito continuou a subir.

O spread de crédito para a classe de Pós-Fixados com base no índice IDA-DI, divulgado pela ANBIMA e na taxa disponível para papéis bancários na plataforma da XP está hoje em torno de 1,4% ao ano, em linha com o mês passado.

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No espaço de inflação, onde utilizamos o IDA IPCA Infraestrutura para estimar o prêmio de crédito, estamos em 0,54% ao ano acima da NTN-B de mesmo duration, aumento de 0,15% em relação ao mês passado.

Como os ativos são isentos, esse prêmio de crédito sobe para cerca de 2,0% ao ano quando a comparação é feita líquida de IR.

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Nossos cenários

Antigos Hábitos

A piora das relações entre o Governo e o Congresso parece ter dificultado o andamento das reformas. Além disso, os estímulos dados durante a pandemia parecem ter mudado a perspectiva em relação a estímulos de curto prazo, tirando o gênio da garrafa.

O baixo crescimento pode abrir os ouvidos da população para políticos populistas, que queiram desfazer reformas como a do Teto de Gastos e talvez até mesmo a Reforma da Previdência.

Reformas Estruturantes

Entendemos que ainda há um ambiente pró-reformas no Brasil, que tende a fazer com que as engrenagens da economia deslizem com mais facilidade, trazendo crescimento e mais eficiência.

No entanto, estamos longe de um ambiente político harmônico: o executivo federal e o congresso têm um diálogo truncado e existe muita resistência à agenda de reformas por grupos organizados e influentes.

A Renda Variável Global é nossa principal defesa em um cenário adverso:

Erro de Política

Com o Governo e o Congresso andando sempre no limite da responsabilidade fiscal, um pequeno erro ou mesmo um choque externo podem nos jogar para uma trajetória muito difícil do ponto de vista econômico, com inflação e juros mais altos, além de um câmbio mais desvalorizado.

Ao convergir para esse cenário teríamos que nos preparar para mais choques nos ativos brasileiros.

Evolução das probabilidades de cada cenário

Glossário

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