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5 anos em 5 minutos: Maio 2022

Conheça nossas expectativas de retornos por classe de ativos e portfólios.

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Retornos esperados para os portfólios nos próximos 5 anos

XP Allocation Chamada Assessores

Maio foi bastante errático, com um final feliz. A bolsa americana (S&P 500) chegou a acumular queda de quase 6%, mas encerrou o mês no zero a zero. O Ibovespa chegou a cair 4%, mas encerrou o período em alta de mais de 3%. O papel de 10 anos do tesouro americano passou por uma leve redução de sua taxa, de 2,94% ao final de abril para 2,85%.

Esse resultado está ligado a investidores passando a se preocupar menos com um aperto mais forte da política monetária americana nas últimas semanas.

Nós mantivemos as probabilidades do cenário Falcão à Solta em 80% e a do Inflação Transitória em 20%. Não alteramos nossas projeções de taxas de juros em nenhum dos cenários.

No Brasil ainda houve poucas novidades no ambiente político, com a notícia marginalmente positiva de que teremos uma candidata única para a terceira via. Porém, discussões ainda existem entre os partidos, e talvez demore um pouco para que Simone Tebet consiga fazer sua candidatura deslanchar. Assim sendo, mantivemos a probabilidade dos cenários, ficando o cenário de Reformas Estruturantes com 10%, o de Antigos Hábitos com 75% e o de Erro de Política em 15% de chance.

Mantemos a visão positiva com alternativos para defender os portfólios contra uma maior inflação global, e manifestamos através de Commodities (Trend Commodities) e Ativos Reais (eTrend Ativos Reais), mesmo com um Fed mais atuante. Nossa exposição a Renda Fixa Global também tende a crescer, ainda que lentamente.

Quando a bolsa americana cai…

Desde seu pico em 1º de março o S&P 500, índice composto pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos, sofreu uma queda de pouco mais de 18%. Aos olhos de um brasileiro, acostumado com chacoalhões muito maiores do Ibovespa, não parece tanto, mas trata-se de uma das maiores perdas acumuladas pela bolsa americana em cerca de 35 anos. Faremos uma análise da queda atual frente ao histórico do índice.

Alguém que tivesse aplicado no S&P 500 em sua estreia, em 1988, e reinvestido os dividendos teria multiplicado seu investimento inicial por 34 vezes, ou seja, bastariam US$ 30 mil para ter hoje US$ 1 milhão. Foi um retorno de quase 11% ao ano em dólares.

Mas não foi uma trajetória suave: duas bolhas, uma pandemia, 6 recessões e outros temores fizeram com que o índice tenha sofrido 13 quedas superiores a 10% ao longo dos anos. Pode até parecer engraçado, mas em 90% do tempo o índice esteve abaixo de seu nível máximo anterior. O Gráfico 1 mostra essa história.

Gráfico 1: histórico do S&P 500

De bate pronto vemos duas grandes colinas, onde a bolsa americana caiu mais de 40%. Foram debeladas pelo estouro das duas bolhas do período: a de Tecnologia em 2002 e a Imobiliária em 2008. A terceira queda em magnitude é a da Pandemia de 2020, algo como 34%, quando investidores se depararam com lockdowns globais em escala nunca antes vista.

Daí tiramos a primeira boa notícia: apesar dos excessos, não há conversa alguma sobre bolhas e, com exceção da China, nenhuma grande economia ou especialista fala em quarentenas totais. No gráfico 2 podemos ver que a queda atual já é próxima do limite para situações “mais normais”, quando o mercado se depara com um risco de recessão. Interessante notar que, das 13 quedas, apenas 6 foram seguidas de recessões.

Obviamente isso não quer dizer que o pior já passou nem que a bolsa vai se recuperar rapidamente, ainda que o S&P 500 já tenha recobrado cerca de 40% da queda desde o dia 20 de maio.

Historicamente existiu uma relação “previsível” entre o tempo gasto até o fundo do poço e o tempo necessário para que a bolsa se recupere. Se de fato o menor nível foi no último dia 20, a bolsa americana levaria de 4 a 6 meses para se recuperar, com 67% de chance.

Entendemos que o pior pode ter passado no curto prazo, mas ainda há poucas razões para celebrar: ainda enxergamos os retornos no mundo de Renda Variável Global baixos, em especial porque entendemos que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não conseguirá controlar a inflação sem causar uma recessão, como indica nosso cenário de Falcão à Solta.

Entretanto nossas posições no espaço já foram reduzidas a menos da metade nos últimos meses, e entendemos que por hora estão em um tamanho confortável.

Prêmios de crédito

Os fundos de crédito continuam obtendo bons resultados, graças ao elevado carregamento dos ativos em CDI. Nas debêntures de infraestrutura, atreladas à inflação, o prêmio de crédito continuou a subir.

O spread de crédito para a classe de Pós-Fixados com base no índice IDA-DI, divulgado pela ANBIMA e na taxa disponível para papéis bancários na plataforma da XP está hoje em torno de 1,1% ao ano, em linha com o mês passado.

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No espaço de inflação, onde utilizamos o IDA IPCA Infraestrutura para estimar o prêmio de crédito, estamos em 56% ao ano acima da NTN-B de mesmo duration, alta de 0,15% em relação ao mês passado.

Como os ativos são isentos, esse prêmio de crédito sobe para cerca de 2,0% ao ano quando a comparação é feita líquida de IR.

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Nossos cenários

Antigos Hábitos

A piora das relações entre o Governo e o Congresso parece ter dificultado o andamento das reformas. Além disso, os estímulos dados durante a pandemia parecem ter mudado a perspectiva em relação a estímulos de curto prazo, tirando o gênio da garrafa.

O baixo crescimento pode abrir os ouvidos da população para políticos populistas, que queiram desfazer reformas como a do Teto de Gastos e talvez até mesmo a Reforma da Previdência.

Reformas Estruturantes

Entendemos que ainda há um ambiente pró-reformas no Brasil, que tende a fazer com que as engrenagens da economia deslizem com mais facilidade, trazendo crescimento e mais eficiência.

No entanto, estamos longe de um ambiente político harmônico: o executivo federal e o congresso têm um diálogo truncado e existe muita resistência à agenda de reformas por grupos organizados e influentes.

A Renda Variável Global é nossa principal defesa em um cenário adverso:

Erro de Política

Com o Governo e o Congresso andando sempre no limite da responsabilidade fiscal, um pequeno erro ou mesmo um choque externo podem nos jogar para uma trajetória muito difícil do ponto de vista econômico, com inflação e juros mais altos, além de um câmbio mais desvalorizado.

Ao convergir para esse cenário teríamos que nos preparar para mais choques nos ativos brasileiros.

Evolução das probabilidades de cada cenário

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