Banco Pan

access_time 05/11/2019 - 20:56
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O Banco Pan está coberto pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)*.

Quem é o Banco Pan?

O Banco PAN surgiu em 2011 quando da aquisição das ações do Banco Pan Americano pelo BTG Pactual e subsequente venda à Caixa Econômica Federal.

Essa transação resultou no controle compartilhado pelas duas instituições acima mencionado. Em 2012 e 2014, foram realizados aumentos de capital de R$1,8 bilhão R$1,3 bilhão, respectivamente, pelos acionistas.

Ao final de 2014, o Banco realizou a venda da PAN Seguros à BTG Pactual Seguradora, embora continue originando prêmios até 2034. Além disso, vendeu também a participação na Pan Corretora ao BTG Pactual. O valor total da transação foi de R$580 milhões.

O Banco Pan atua nos segmentos de Crédito Consignado, Financiamento a Veículos Usados, Concessão de Crédito para empresas de Grande e Médio portes e Cartões de Crédito.

Além disso, tem carteiras em run-off como de financiamento para empresas, financiamento para construção civil e empréstimo imobiliário para pessoas físicas.

O Pan está presente em 52 cidades, sendo que seus postos de atendimento são distribuídos de acordo com o PIB de cada região.

Principais fatores do crédito

Destaques operacionais

Carteira de crédito

A carteira do Banco Pan é concentrada principalmente em crédito consignado e financiamento de veículos. Ambos segmentos possuem como vantagem uma proteção ao banco.

O crédito consignado é descontado diretamente da folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS até o limite de 35%. Nesse segmento, o Pan atua tanto através de empréstimo tradicional quanto via cartão de crédito consignado.

No caso de financiamento de veículos, o Banco Pan fornece empréstimos para veículos usados e é líder no nicho de motos novas (excluindo bancos de montadoras). Os próprios veículos funcionam como garantia do empréstimo, podendo ser tomados pelo banco em caso de inadimplência, reduzindo o risco.

A carteira de crédito total do Banco Pan vem evoluindo desde 2018, impulsionado pelas linhas principais da carteira. No terceiro trimestre de 2019, o crescimento foi de 20% em relação ao mesmo período de 2018.

O crescimento da carteira foi impulsionado principalmente pelos crescimentos em consignado e veículos, de cerca de 25% cada um.

Destaques financeiros

Liquidez

A liquidez mede as fontes de recursos do banco em relação aos usos desses recursos. No caso do Banco Pan, a liquidez abaixo de 1,0x indica que os usos dos recursos são feitos no curto prazo, enquanto que as fontes têm natureza de prazo mais longo (ou seja, levam mais tempo para serem convertidas em caixa).

Apesar de ser um índice menos confortável à primeira vista, o Banco PAN possui um funding resiliente devido ao acordo entre seus acionistas, que se comprometem a prover linhas de crédito para fomentar as atividades do Banco. Sendo assim, não é necessário operar com índices de liquidez elevados.

Basileia

O índice Basileia do Banco PAN foi de 15,7% em set/19, enquadrado nos padrões exigidos pelo Banco Central (acima de 10,5%).

Outros destaques

O Banco Pan realizou oferta pública primária (IPO) e oferta pública secundária (follow-on) no montante total de R$1,04 bilhões em setembro de 2019. Desses, R$522 milhões foram aumento de capital.

Os recursos serão utilizados para ampliação da oferta de crédito, aumentando investimentos em inovação e tecnologia e avanço na estratégia de originação de crédito omnichannel. O objetivo é ganho de escala e de eficiência.

Quem são seus acionistas?

O Banco PAN é co-controlado pelo Banco BTG Pactual S.A. e pela Caixa Participações S.A., que possuem Acordo de Acionistas.

*Ao investir em um de seus ativos, o investidor está coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos – FGC – para aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conjunto de depósitos e investimentos em cada instituição ou conglomerado financeiro, limitado ao teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

Glossário

LTM set/19: Sigla para “last twelve months”, ou “últimos doze meses”. Refere-se ao resultado acumulado dos últimos 12 meses. Sendo assim, LTM set/19 abrange o resultado acumulado entre 30 de setembro de 2018 e 30 de setembro de 2019.

Run-off: quando o banco muda sua estratégia para focar em um segmento em detrimento de outro, a carteira antiga do segmento a ser descontinuado (ou reduzido) permanece em balanço em processo de extinção. Esse processo é chamado de run-off.

Liquidez: A relação entre os ativos mais líquidos de curto prazo e os passivos exigíveis no curto prazo. Esta é uma medida de cobertura de seu saldo devedor mais curto. Quanto maior o índice, melhor a situação da instituição financeira.

Basileia: parte de acordos bancários firmados entre diversos bancos centrais do mundo para prevenção de risco de crédito. Mede a relação entre capital próprio e o capital de terceiros que será exposto a risco por meio da carteira de crédito do banco. As instituições financeiras são obrigadas a manter um índice mínimo de 8% mais um adicional de conservação de capital principal de 2,5%. Esse índice mínimo visa proteger os clientes das instituições financeiras.

ROE: é o quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido da instituição. É uma medida de rentabilidade.

Carteira E-H: Classificação determinada pelo Banco Central na resolução nº 2.682. Os créditos bancários são classificados em nove níveis, sendo eles: AA (menor risco), A, B, C, D, E, F, G e H (maior risco). Sendo assim, a carteira E-H inclui os créditos mais arriscados e aqueles com atraso de pagamento acima de 91 dias. Esses créditos exigem provisão entre 30% e 100% sobre o valor das operações.

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