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XP Morning Call 28/12/2018: Mercados respiram nos últimos pregões do ano

Diariamente compilamos e analisamos diversas notícias e publicamos um relatório com comentários relativos às notícias relevantes para nossa cobertura, assim como eventos importantes para monitorar no cenário político e macroeconômico, tanto no Brasil quanto no mundo, e seus respectivos impactos para a bolsa brasileira.

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Tópicos do dia

Brasil

  1. Banco Central: Crédito cresce 1,1% em novembro
  2. Bolsa fechará 2018 com a primeira saída de capital desde 2011 
  3. Política Brasil: Lançamento de planejamento inicial do novo governo e decisão sobre subsídios é prorrogada

Internacional

  1. Ações dos EUA se recuperam no final do pregão
  2.  Bancos europeus: Pior ano para as ações desde a crise
  3. Trump avalia proibir produtos da Huawei e ZTE

Empresas

  1. Eletrobras: Distribuidora Ceal deve receber ao menos uma proposta
  2. Gol (GOLL4): Reunião Pública com Analistas ontem, sem grandes destaques

Resumo

Mercados respiram nos últimos pregões do ano

Na última sexta-feira do ano e com volumes reduzidos, os mercados respiram após um início de semana conturbado. Ações na Ásia tiveram performance mista, após as bolsas nos EUA terem tido uma das mais fortes performances diárias vistas em quase uma década. Na Europa os mercados operam em alta, enquanto os futuros dos EUA também reagem positivamente.

As ações dos EUA se recuperaram e encerraram o dia em território positivo. A recuperação dos mercados ocorre apesar dos dados mostrarem que a confiança do consumidor dos EUA se deteriorou além das expectativas do mercado, com a pesquisa do Conference Board de dezembro relatando níveis de confiança nas mínimas de cinco meses, refletindo impactos de tensões políticas e perspectivas de menor crescimento econômico.

As tensões comerciais entre os EUA e a China, uma desaceleração esperada no crescimento do lucro das empresas nos EUA e o estado da economia continuam sendo as principais preocupações para os investidores em 2019. Notícias apontam que o presidente Trump avalia emitir ordem executiva que proibiria empresas americanas de usar equipamentos de telecomunicações das companhias chinesas Huawei e ZTE, o que, se confirmado, se somaria às preocupações em relação a tensões comerciais.  As bolsas asiáticas avançaram na sexta-feira, após mercados americanos terminarem em alta, somando-se aos grandes ganhos da sessão anterior. As ações europeias sobem na sexta-feira, também impulsionadas pela recuperação em Wall Street.

No Brasil, a agenda do dia é leve. Hoje sairá o resultado primário do setor público, que deve registrar déficit primário de R$ 15,5 bi para novembro, após superávit de R$ 7,8 bi. O resultado sairá às 10:30.

Entre os destaques corporativos, o GPA iniciou ontem a venda de ações da Via Varejo a mercado. A participação do Grupo Pão do Açúcar no capital da empresa passou de 42,23% para 39,36%, com a operação movimentando um total de R$ 217,5 mi. A Gol realizou ontem sua reunião anual com investidores, sem grandes destaques. Finalmente, hoje ocorrerá o leilão da distribuidora da Eletrobras no estado de Alagoas, Ceal, para a qual espera-se pelo menos uma proposta.


Conteúdo na íntegra

Brasil

Banco Central: Crédito cresce 1,1% em novembro

  • O BCB divulgou ontem as estatísticas mensais monetárias e de crédito. A carteira global de crédito expandiu 1,1%, impulsionada pelas operações com recursos livres para pessoas físicas;
  • Na carteira PF, a tendência de crescimento continuou, com 2,1% no mês e 10,4% acumulado nos últimos doze meses. A carteira global acumula expansão de 4,4% desde dezembro de 2017;
  • O período confirmou a dinâmica positiva do cenário, com as operações para pessoas jurídicas se recuperando, com concessões 10,3% maiores na comparação anual. Com relação a inadimplência e spreads, ambos seguem em queda gradual na comparação anual.

 
Bolsa fechará 2018 com a primeira saída de capital desde 2011

  • Segundo o Valor Econômico, a bolsa brasileira caminha para o final de 2018 com a primeira posição negativa em sete anos. Dados da B3 mostram que até o dia 21 de dezembro os estrangeiros sacaram R$11 bilhões da bolsa;
  • O movimento é explicado pela piora do ambiente internacional nos últimos meses do ano. Os principais fatores de incerteza foram a alta de juros nos Estados Unidos e as tensões comerciais entre o governo americano e a China;
  • Apesar do fluxo negativo, o Ibovespa acumula alta de 11,9% em 2018, sendo a bolsa com melhor rendimento entre as dez mais relevante do mundo.

 
Política Brasil: Lançamento de planejamento inicial do novo governo e decisão sobre subsídios é prorrogada

  • Equipe de transição lança documento com planejamento para os primeiros 100 dias de governo. Haverá revisão dos atos dos últimos 2 meses do governo Temer e cada ministério terá um prazo para  eleboração de propostas, que podem formar um pacote a ser enviado ao Congresso;
  • O ainda presidente Michel Temer decidiu deixar para Jair Bolsonaro a decisão sobre a prorrogação até 2023 de subsídios para Sudam e Sudene. Como o prazo para sanção ou veto é dia 3 de janeiro, é bem provável que essa seja a primeira decisão efetiva do governo que chega.

Internacional

Ações dos EUA se recuperam no final do pregão

  • As ações dos EUA se recuperaram e encerraram o dia em território positivo, com o S&P subindo + 0,86% após uma queda de -2,8% no início da seção;
  • O padrão reflete a volatilidade contínua ao longo desta semana de baixa liquidez;
  • A recuperação ocorre apesar dos dados mostrarem que o sentimento do consumidor dos EUA se deteriorou além das expectativas do mercado, com a pesquisa do Conference Board de dezembro relatando níveis de confiança nas mínimas de cinco meses, refletindo impactos de tensões políticas e perspectivas de menor crescimento econômico.

 
Bancos europeus: Pior ano para as ações desde a crise

  • 2018 foi um ano difícil para os principais bancos europeus listados. O Danske Bank, o Commerzbank, o Deutsche Bank, o UniCredit, o BNP Paribas, o Société Générale e a Banca Generali perderam em conjunto um valor de mercado de € 330 milhões no acumulado do ano, ou uma perda média de 25%;
  • Os principais impulsionadores desse desempenho foram: um mercado competitivo que levou ao declínio da lucratividade, a persistência de taxas negativas e a incerteza para o continente que resultará do Brexit e do populismo;
  • O Deutsche Bank foi um destaque negativo, perdendo cerca de 55% do seu valor em 2018. Poderia inclusive ser forçado a uma fusão com o Commerzbank, segundo a Forbes.

 
Trump avalia proibir produtos da Huawei e ZTE

  • O presidente Donald Trump está considerando emitir uma ordem executiva no ano novo para declarar uma emergência nacional que proibiria empresas americanas de usar equipamentos de telecomunicações fabricados pelas companhias chinesas Huawei e ZTE;
  • A ordem executiva invocaria a Lei sobre Poderes Econômicos em caso de Emergência nacional, que dá ao presidente a autoridade para regular o comércio em situações de ameaça à segurança nacional. Os EUA alegam que as duas empresas trabalham sob ordens do governo chinês e que seus equipamentos poderiam estar sendo usados para espionagem;
  • Se confirmada tal expectativa, a notícia seria negativa no contexto atual de tensões comerciais entre os EUA e China.
     

Empresas

Eletrobras: Distribuidora Ceal deve receber ao menos uma proposta

  • Segundo o valor Econômico, a distribuidora da Eletrobras no estado do Alagoas, Ceal, deve receber ao menos uma proposta de privatização;
  • Em comunicado ao mercado, a Eletrobras informou que o BNDES analisou os documentos apresentados pelos interessados em participar do leilão e considerou que os requisitos determinados foram atendidos;
  • O leilão está esperado para ocorrer hoje (28), às 17h na B3. Vemos a conclusão do processo de desestatização das distribuidoras da Eletrobras antes da troca de governo como positiva para a companhia.

 
Gol (GOLL4): Reunião Pública com Analistas ontem, sem grandes destaques

  • A Gol realizou ontem reunião anual com Analistas, sem grandes destaques. As perguntas giraram em torno da crise da Avianca e da MP do capital estrangeiro;
  • Com um overlap de ~95% com a Avianca, a empresa reforça que qualquer redução de capacidade pela Avianca é beneficial e representa oportunidade. A intenção da Gol é continuar se consolidando em seus hubs e aumentar frequência nas rotas de alta densidade;
  • Quanto à MP do capital estrangeiro (que libera 100% de capital estrangeiro), a Gol reforçou que a medida é neutra para ela. No entanto, para o setor acredita ser positiva. Para mais informações sobre os últimos acontecimentos no setor aéreo, acesse nosso último relatório por meio desse link.
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