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XP Morning Call 06/02/2019: Mercados em leve correção

Diariamente compilamos e analisamos diversas notícias e publicamos um relatório com comentários relativos às notícias relevantes para nossa cobertura, assim como eventos importantes para monitorar no cenário político e macroeconômico, tanto no Brasil quanto no mundo, e seus respectivos impactos para a bolsa brasileira.

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Tópicos do dia

Brasil

  1. Brasil Política: Alinhamentos da reforma da previdência e definição dos cargos do Senado

Internacional

  1. Trump confiante sobre acordo comercial com a China 

Empresas

  1.  Principais destaques do XP Paraná Day
  2. BRF (BRFS3): nomeação de novo Vice-Presidente Financeiro Ivan Monteiro é bem recebida
  3.  Aéreas: Doria oficializa redução no ICMS sobre combustível de aviação em SP

COE News

  1.  Saúde nos EUA (CVS): Fabricantes culpam intermediários pelo aumento excessivo dos preços de remédio

Resumo

Mercados em leve correção

Mercados operam no campo negativo nesta quarta-feira, após pouco otimismo com discurso de Trump nos Estados Unidos e preocupação com aceleração econômica na Europa. Bolsas Europeias e S&P futuro caem 0,5%.
 
Nos Estados Unidos, o presidente Trump disse ontem durante seu discurso anual que os EUA e a China têm boa chance de chegar um acordo comercial. Por outro lado, ele foi enfático sobre a construção do muro na fronteira com o México, o que aumenta as dúvidas sobre uma potencial nova paralização do governo americano.
 
Hoje, o presidente do Fed (Banco Central Americano), Jerome Powell, fará primeiro discurso público após decisão de manter a taxa de juros em Janeiro. Na Ásia, mercados seguem sem negociações com grande parte dos países de férias devido ao feriado de ano novo Chinês esta semana.
 
No Brasil, em meio aos ruídos causados pela minuta da reforma da previdência, o ministro Paulo Guedes reforçou o discurso: a palavra final é de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o texto vazado é uma entre outras três propostas em estudo.
 
O governo admite que a reforma deve ser mais abrangente que de Temer e Guedes espera R$ 1 trilhão de impacto em 15 anos, mas divergências entre ele e Bolsonaro sobre idade mínima devem tornar a proposta final mais branda que a minuta vazada.
 
Hoje acontecerá a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa de que o Banco Central brasileiro mantenha a taxa de juros em 6,5%, mas o foco deve ser na mensagem em relação às próximas decisões.
 
Do lado das empresas, ontem, sediamos em Curitiba o XP Paraná Day, com apresentações do Governador do Estado, Sr. Ratinho Junior, diretorias das empresas estatais Copel e Sanepar e da agência reguladora Agepar.
 
As ações da BRF subiram 6,5% no último pregão com nomeação do ex-presidente da Petrobras Ivan Monteiro para a Vice-Presidência Financeira e de Relações com Investidores. Além disso, a Vale, declarou ontem força maior em uma série de contratos de venda de minério de ferro e de pelotas, como consequência da suspensão da produção em Brucutu (link para o nosso relatório), visando diminuir o impacto comercial da paralisação.


Conteúdo na íntegra

Brasil

Brasil Política: Alinhamentos da reforma da previdência e definição dos cargos do Senado

  • Previdência: Em meio aos ruídos causados pela minuta da reforma da previdência, o ministro Paulo Guedes reforçou o discurso: a palavra final é de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o texto vazado é uma entre outras três propostas em estudo, e ainda há pontos a serem definidos como idade mínima igual para homens e mulheres;
  • O governo admite uma reforma deve ser mais dura que de Temer, e Paulo Guedes continua a ambicionar uma economia de R$ 1 trilhão em 15 anos, mas divergências entre ele e Bolsonaro sobre idade mínima devem tornar a proposta final mais brando que a minuta vazada;
  • Depois da eleição conturbada, Senado tenta definir cargos de comando da casa. Marcado pela apuração de movimentações financeiras suspeitas, o senador Flávio Bolsonaro deve ser indicado pelo PSL para 3º secretário, na mesa diretora no Senado. O MDB tenta ficar com o comando da CCJ, posto chave na tramitação das reformas. Ao mesmo tempo, chegou à PGR outra apuração sobre envolvimento do filho do presidente em negociações relâmpagos de imóveis e suposta lavagem de dinheiro.
     

Internacional

Trump confiante sobre acordo comercial com a China

  • Ontem, o presidente Trump disse durante seu discurso Estado da União que EUA e China têm boa chance de chegar um acordo comercial. Ele afirmou que esse acordo terá que endereçar tanto com o déficit comercial dos EUA quanto com mudanças nas políticas chinesas para proteger trabalhadores e empresas americanas;
  • Segundo a Bloomberg, os negociadores americanos e chineses avançaram nos últimos dias em Washington, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Trump fixou o prazo de 1 de março para que os dois países cheguem a uma solução antes que tarifas de US$ 200 bilhões em mercadorias chinesas sejam mais do que dobradas, para 25%;
  • Sobre o muro na fronteira com o México, o presidente declarou: “Vou fazer com que seja construído”, sem dar aos democratas qualquer motivo para lhe dar seus votos. Ele também expressou sua posição sobre imigração como um dever moral, o que aumenta as dúvidas sobre a probabilidade de chegar a um acordo com os democratas antes de 15 de fevereiro e evitar outra paralisação do governo.

Empresas

Principais destaques do XP Paraná Day

  • Ontem, sediamos em Curitiba o XP Paraná Day, com apresentações do Governador do Estado, Sr. Ratinho Junior, diretorias das empresas estatais Copel e Sanepar e da agência reguladora Agepar. O evento teve forte presença de investidores institucionais e empresários do estado do Paraná;
  • Com respeito a Sanepar, os principais questionamentos se referiram a uma possível antecipação do diferimento tarifário, que tanto penalizou as ações na administração anterior do Estado. O destaque foi para a apresentação de diretores da agência reguladora Agepar, que afirmaram que estudos internos sobre o assunto já estão sendo conduzidos e que o diferimento tarifário acaba sendo mais danoso aos usuários;
  • Finalmente, sobre a Copel, a nova administração da empresa ressaltou o compromisso em elevar eficiências de custos (com intenções de convergir as referências de custos da distribuidora da Copel para os patamares regulatórios) e focar apenas no DNA da empresa (geração, transmissão e distribuição), com avaliação de formação de parcerias e desinvestimentos de atividades paralelas como a Copel Telecom e a Compagás.
     

BRF (BRFS3): nomeação de novo Vice-Presidente Financeiro Ivan Monteiro é bem recebida

  • ​As ações da BRF subiram 6,5% com nomeação ontem do ex-presidente da Petrobras Ivan Monteiro para CFO e Vice-Presidência de Relações com Investidores;
  • Monteiro ocupava o cargo de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras desde 2015, tendo atuado como Presidente da estatal entre junho e dezembro de 2018;
  • A BRF disse que a nomeação de Monteiro como vice-presidente financeiro da empresa está condicionada à aprovação do comitê de ética do presidente.
     

Aéreas: Doria oficializa redução no ICMS sobre combustível de aviação em SP

  • Doria anunciou oficialmente ontem a redução do ICMS sobre querosene de aviação de 25% para 12%, a contar a partir de abril. O impacto dessa redução de imposto pode chegar a um ganho de ~0,7-0,8 p.p. na margem das companhias, que ainda não foi incorporado em nossas estimativas;
  • Como contrapartida, as companhias têm o compromisso de criar 70 novos voos, sendo 6 para cidades paulistas que não são atendidas pela aviação comercial hoje;
  • Além disso o governador anunciou que pretende privatizar os 20 aeroportos regionais de São Paulo. Até março pretende contratar um estudo de viabilidade econômica dessas privatizações. A partir daí, em 90 dias, será realizada consulta pública e, em seguida, licitação para as privatizações.

COE News

Saúde nos EUA (CVS): Fabricantes culpam intermediários pelo aumento excessivo dos preços de remédios

  • Grandes farmacêuticas, que costumavam justificar o aumento dos preços de remédios através do aumento de custos com desenvolvimento e pesquisa, informaram que os recentes aumentos têm sido praticados em prol do pagamento de maior comissão (repasse %) aos intermediários (distribuidores de medicamentos e administradores de planos);
  • Segundo os dirigentes das grandes farmacêuticas os administradores de planos e distribuidores de medicamentos estão se beneficiando da maior comissão (repasse %), ao invés deste ser repassado ao cliente final em forma de descontos;
  • Semana passada, o governo Trump propôs limitar os descontos pagos aos intermediários via programa federal de distribuição de medicamentos, na esperança de que os preços caiam a ponto de impactar positivamente os consumidores finais. A medida não limita diretamente o poder de precificação dos fabricantes e conta com o apoio da administração de planos farmacêuticos.
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