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Mercados globais amanhecem em leve alta, após pior pregão desde 1987

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IBOVESPA -13,9% | 71.168 Pontos

CÂMBIO 3,32% | 5,00/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa caiu 13,9% ontem aos 71.168 pontos, após o quinto circuit breaker em duas semanas logo na primeira meia hora de pregão. Enquanto isso, o dólar comercial subiu 3,32%, fechando em R$ 5,00.

A bolsa brasileira seguiu o movimento dos mercados internacionais após as medidas anunciadas pelo Banco Central americano (Fed) na noite de domingo terem aumentado as preocupações dos investidores.

Em paralelo, o mercado de petróleo continua pressionado em meio ao movimento de aversão a risco nos mercados globais e também refletindo mais pressões do lado da oferta da Arábia Saudita. Após queda de 10% ontem, os preços do petróleo Brent ficaram abaixo do patamar de US$30/barris, e nesta manhã operam em leve queda de 0,27%, aos US$29,9/barril.

Ontem, Wall Street também teve que paralisar as negociações depois de uma queda que superou os 7%. Os índices Dow Jones e S&P 500 recuaram 12,94% e 11,98%, respectivamente, e a Nasdaq caiu 12,32%, em seu pior pregão na história.

Nesta manhã, os índices futuros operam em leve alta nos EUA, após atingirem o limite de alta de +5% e perderem a força, enquanto bolsas europeias caem 2% e asiáticas teve fechamento misto entre -0,5% e 1%.

Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas apresentou queda acentuada em março, frustrando bastante a expectativa de mercado. É o primeiro índice fora da ásia a mostrar uma desaceleração acentuada no mês de março.

No Brasil, o governo anunciou ontem o primeiro pacote oficial de estímulos econômicos para fazer frente aos efeitos negativos do coronavírus sobre a economia brasileira. De acordo com o governo, o pacote totaliza R$147,3 bilhões em estímulos diretos, mas nem todas as medidas anunciadas são fontes novas de recursos, o que acaba reduzindo o alcance real do pacote.

A frustração com relação ao alcance das medidas anunciadas transferiu boa parte da responsabilidade para o Banco Central e deve fazer com que as expectativas de crescimento do PIB em 2020 se deteriorem ainda mais. Entendemos que a chance de corte de 0,75 ponto percentual na taxa Selic subiu consideravelmente após o anúncio de medidas, mas continuamos acreditando que o BC cortará 0,50 ponto percentual nessa semana.

No campo político, deputados e senadores retornam hoje a Brasília sem certeza de que as atividades serão retomadas em decorrência da crise provocada pelo coronavírus. Diante do aumento do tom de Jair Bolsonaro em relação ao Congresso durante entrevista ontem pela manhã, a classe política, com Rodrigo Maia à frente, preferiu não dar continuidade ao enfrentamento público – embora a insatisfação siga presente e possa originar outros momentos de tensão à frente.

Nesse contexto de emergência em relação ao coronavírus e de disputa política entre os poderes, a tendência é que sejam priorizados no Congresso temas relativos ao enfrentamento da crise e que contem com consenso dos parlamentares – como o pacote emergencial apresentado pelo governo – , enquanto a agenda de reformas do Ministério da Economia tende a ficar em segundo plano no curto prazo.

Conselho Monetário Nacional anunciou ontem medidas para o setor bancário no intuito de auxiliar o combate ao coronavírus, como a redução do compulsório e requerimentos de capital, além de melhores ferramentas na negociação de dívidas e possíveis mudanças no crédito consignado. Na nossa visão, as medidas são positivas, embora tenham impacto limitado, uma vez que não enxergamos bancos aumentando suas carteiras devido a tais incentivos.

Por fim,os preços de celulose de fibra curta na China tiveram alta esta semana (+US$0,6/t), para US$ 463/t, apesar dos impactos do coronavirus. Acreditamos que os preços estejam próximos de um piso, reforçados pela continuidade do movimento de desestocagem da Suzano. Seguimos com uma visão positiva para o balanço de oferta/demanda no médio/longo prazo. Esperamos uma reação neutra das ações de Suzano e Klabin no pregão de hoje, dada a magnitude da alta.

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Brasil

  1. Política Brasil: incerteza quanto à retomadas das atividades devido ao coronavírus
  2. Medidas anunciadas pelo ministro da Economia têm alcance limitado
  3. Meta fiscal de 2020 poderá ser alterada para garantir recursos adicionais à Saúde e novas medidas são anunciadas para conter o impacto do coronavíus sobre a economia

Internacional

  1. Política Internacional: primárias democratas continuam em meio a pandemia 
  2. Petróleo: Brent cai abaixo dos US$30/barril com continua pressão de oferta

Empresas

  1. Companhias aéreas (AZUL4, GOLL4): Respostas adicionais à disseminação do Covid-19; Gol e Azul cortam estimativas de capacidade
  2. Medidas Regulatórias no Setor Bancário para Ajudar no Combate ao Coronavírus
  3. Vale (VALE3): Atualização de medidas contra o coronavirus. Impacto neutro em produção
  4. Frigoríficos (JBSS3, MRFG3, BRFS3): Crise do coronavírus teria feito JBS dar férias coletivas em cinco frigoríficos
  5. Marfrig (MRFG3): empresa promove reestruturação da diretoria e anuncia plano de recompra de ações
  6. Papel & Celulose: Alta no preço da celulose de fibra curta nesta semana
  7. Cemig (CMIG4): Renova Energia recebe oferta por Alto Sertão III

Veja todos os detalhes

Brasil

Política Brasil: incerteza quanto à retomadas das atividades devido ao coronavírus

  • No campo político, deputados e senadores retornam hoje a Brasília sem certeza de que as atividades serão retomadas em decorrência da crise provocada pelo coronavírus. Diante do aumento do tom de Jair Bolsonaro em relação ao Congresso durante entrevista ontem pela manhã, a classe política, com Rodrigo Maia à frente, preferiu não dar continuidade ao enfrentamento público – embora a insatisfação siga presente e possa originar outros momentos de tensão à frente;
  • Nesse contexto de emergência em relação ao coronavírus e de disputa política entre os poderes, a tendência é que sejam priorizados no Congresso temas relativos ao enfrentamento da crise e que contem com consenso dos parlamentares – como o pacote emergencial apresentado pelo governo – , enquanto a agenda de reformas do Ministério da Economia tende a ficar em segundo plano no curto prazo.

Medidas anunciadas pelo ministro da Economia têm alcance limitado

  • O governo anunciou ontem o primeiro pacote oficial de estímulos econômicos na tentativa de conter os efeitos negativos do coronavírus sobre a economia brasileira. O plano, que foi dividido em três frentes (auxílio imediato à população mais vulnerável, manutenção de empregos e combate à pandemia) deve, segundo o governo, totalizar R$147,3 bilhões em estímulos diretos. Entretanto, apesar de apontar na direção correta, temos uma visão negativa a respeito do potencial do pacote anunciado;
  • Quase a totalidade das medidas anunciadas não configuram como fontes novas de recursos, mas sim um rearranjo intertemporal deles. Esse rearranjo, sem dúvidas, ajuda a reduzir o efeito negativo da crise no curto prazo, mas o efeito total desse pacote fica muito aquém dos R$147,3 bilhões anunciados. Como de costume, o governo anuncia uma soma de valores não comparáveis, o que causa confusão e prejudica o entendimento do alcance real do pacote;
  • Dessa maneira, a primeira medida ficou muito aquém do esperado e acreditamos que o mercado tende a ter uma interpretação semelhante a essa. Vemos duas consequências imediatas: 1) as expectativas de crescimento do PIB em 2020 se deteriorarão ainda mais, e 2) em decorrência disso, transfere responsabilidade desnecessariamente ao Banco Central. Acreditamos que o BC cortará 0,50 ponto percentual na taxa Selic nessa semana (entre hoje e amanhã), mas entendemos que a chance de corte de 0,75 ponto percentual subiu consideravelmente após o anúncio de medidas.

Meta fiscal de 2020 poderá ser alterada para garantir recursos adicionais à Saúde e novas medidas são anunciadas para conter o impacto do coronavíus sobre a economia

  • No Brasil, governo e Banco Central seguem estudando medidas para fazer frente aos efeitos do coronavírus sobre a economia brasileira e sobre a estabilidade de condições de crédito e financeiras. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou ontem que, caso seja necessário garantir mais recursos à Saúde, o governo poderá flexibilizar a meta fiscal de 2020, que atualmente permite um déficit de até R$ 124,1 bilhões. De acordo com o secretário, as medidas devem ficar restritas apenas a 2020 e não devem comprometer o teto de gastos;
  • Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem duas medidas que também visam amenizar os impactos do coronavírus sobre a economia. A primeira medida dispensa os bancos de algumas responsabilidades quanto ao risco em operações de crédito que sejam realizadas nos próximos 6 meses e pode facilitar a renegociação de até R$ 3,2 trilhões em dívidas. A segunda medida dá aos bancos mais espaço e segurança para que mantenham ou ampliem seus planos de concessões de crédito nos próximos meses, podendo injetar até R$ 637 bilhões em recursos no sistema financeiro;
  • Por fim, o presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem a criação de um comitê de crise que será coordenado pela Casa Civil e atuará conjuntamente com o Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública. Clique aqui para continuar acompanhando todas as medidas que foram anunciadas até agora.

Internacional

Política Internacional: primárias democratas continuam em meio a pandemia 

  • Na disputa democrata dos EUA, hoje será realizada mais uma ‘mini super-terça-feira’, com primárias em Arizona, Florida, Illinois. Ohio, que também votaria hoje, cancelou o evento pelo risco do coronavírus. Vitórias nos três estados pode definir a corrida a favor do ex-vice-presidente Joe Biden. 

Petróleo: Brent cai abaixo dos US$30/barril com continua pressão de oferta

  • Após queda de 10% ontem, os preços do petróleo Brent ficaram abaixo do patamar de US$30/barris, e nesta manhã operam em leve queda de 0,27%, aos US$29,9/barril;
  • Além dos riscos para a atividade econômica global, o noticiário do lado da oferta da commodity permanece muito negativo, colaborando para a queda de preços. Segundo a Reuters, a Saudi Aramco, estatal petroleira da Arábia Saudita, afirmou que pretende manter patamares de produção elevados em abril e maio, e que está confortável com o nível atual de preços de US$30/barril;
  • Além disso, uma reunião de caráter técnico da OPEP e aliados planejada para esta quarta em Vienna foi cancelada, ilustrando a falta de progresso em uma reconciliação entre Arábia Saudita e Rússia;
  • Na nossa visão, é possível ter uma visão estruturalmente positiva para petróleo e ativos correlatos sem sinalizações positivas tanto (1) do lado da demanda, em um cenário de normalização da economia global com a contenção do coronavírus, como (2) do lado da oferta por meio de reduções de produção da commodity, principalmente por meio de uma retomada dos acordos de cooperação entre OPEP e aliados.

Empresas

Companhias aéreas (AZUL4, GOLL4): Respostas adicionais à disseminação do Covid-19; Gol e Azul cortam estimativas de capacidade

  • Em resposta ao rápido surto do Covid-19 em todo o mundo, a Gol anunciou ontem que reduzirá sua oferta total (ASK) entre 60-70% até meados de junho, com uma redução de 50-60% no mercado interno e uma redução de 90-95% no mercado internacional. A Azul também havia anunciado ontem que reduzirá o ASK consolidado em 20-25% em março e em 35-50% em abril e além até que a situação se normalize, ao passo que suspenderá todos os vôos internacionais, exceto os que partem de Campinas. A empresa também adotará medidas adicionais para reduzir custos fixos, como (i) reduzir o salário dos membros da equipe executiva em 25%, (ii) implementar um programa de licença voluntária não remunerada (com mais de 600 solicitações aprovadas até o momento), (iii) estacionamento de aeronaves, e (iv) suspensão de entregas de novas aeronaves;
  • Com base nas indicações das empresas e em nossa análise inicial, assumindo que (i) a redução de capacidade seja efetiva a partir de meados de março até o final de junho para as duas empresas (~3,5 meses) e (ii) que o nível de oferta (ASK) retomaria o patamar médio dos 2 primeiros meses de 2020 já a partir de julho até o final do ano, estimamos que a Gol reportaria uma queda de 9% a/a na oferta total em 2020 (o que se compara com uma projeção inicial feita pela própria companhia de um aumento de 7 a 9% a/a). Já a Azul reportaria um crescimento de 5% a/a, o que se compara com uma projeção inicial feita, e suspensa, pela própria companhia de um aumento de ~20% a/a;
  • Qualquer medida que tenha como objetivo reduzir os custos de caixa e preservar a liquidez deve ser bem-vinda neste momento. Redução de capacidade em um cenário como o atual, em que a queda de demanda é inerente, é um sinal de racionalidade e deveria refletir em um patamar de preços saudável uma vez que a situação se normalizasse. Os próximos passos serão negociar pagamentos de arrendamento mais flexíveis, fechar novas linhas de crédito e monitorar possíveis medidas de auxílio por parte do governo. Mantemos uma visão cautelosa no curto prazo, em meio a um ambiente ainda altamente incerto.

Medidas Regulatórias no Setor Bancário para Ajudar no Combate ao Coronavírus

  • Para combater o Coronavírus, o CMN anunciou as seguintes medidas: (1) redução do compulsório requerido para bancos em R$ 135 bilhões; (2) menores requerimentos de capital regulatório; (3) possibilidade de renegociar crédito com consumidores em dia sem ter que provisionar os mesmos; (4) oficiais do governo disseram que estão planejando mudar o crédito consignado para incentivar o segmento;
  • As medidas anunciadas são positivas para o setor financeiro, porém acreditamos que tenham um impacto limitado na perspectiva de investidores. Não acreditamos que bancos vão expandir suas carteiras de crédito em um cenário de incerteza por incentivos governamentais, principalmente se considerarmos que os bancos já possuíam guidances agressivos de expansão de crédito para 2020 (~10% em média) e estavam capitalizados para realizar tal expansão sem as medidas governamentais. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vale (VALE3): Atualização de medidas contra o coronavirus. Impacto neutro em produção

  • A Vale anunciou a desaceleração das operações na mina de Voisey’s Bay no Canadá como tentativa de evitar casos de coronavírus nas comunidades próximas às operações da empresa, sem funcionários infectados no momento. Esta mina deve permanecer em manutenção por 4 semanas;
  • A companhia destacou que a planta de processamento de Long Harbor continua operando normalmente e a produção de níquel não deve ser impactada, uma vez que existe estoque de concentrado suficiente. No entanto, a produção de cobre será reduzida proporcionalmente ao período parado. Portanto, em termos de produção, esperamos um impacto neutro, uma vez que a produção de cobre deve reduzir cerca de 2 mil toneladas – aproximadamente 0,5% da produção consolidada da Vale em 2020E;
  • Adicionalmente, dadas as restrições de viagens e transporte de equipamentos, a empresa estuda uma possível parada nas plantas de processamento de carvão de Moçambique no 2T20.

Frigoríficos (JBSS3, MRFG3, BRFS3): Crise do coronavírus teria feito JBS dar férias coletivas em cinco frigoríficos

  • Segundo o Valor, a JBS deverá conceder férias coletivas em cinco abatedouros de bovinos no país, paralisando, por 20 dias — entre 19 de março e 9 de abril —, as plantas de Nova Andradina (MS), Alta Floresta (MT) e Juína (MT), em função da crise do coronavírus; 
  • Ao que tudo indica, a Minerva seguirá um caminho semelhante, mas o número de plantas que serão fechadas temporariamente ainda não está definido. Já no caso da Marfrig, ainda não há uma determinação para paralisar plantas. Não significa que isso implicará menos produção, necessariamente, dado que as empresas podem fazer ajustes entre plantas.
  • Paralelamente às repercussões do coronavírus, a Marfrig vai fechar o frigorífico de Tucumã, no Pará. Essa medida faz parte do programa de racionalização que já vinha sendo adotado pela companhia. No fim do ano passado, a Marfrig encerrou as atividades nos abatedouros de Nova Xavantina (MT) e Pirenópolis (GO).

Marfrig (MRFG3): empresa promove reestruturação da diretoria e anuncia plano de recompra de ações

  • Segundo o Valor, a Marfrig decidiu simplificar a gestão, eliminando a posição de CEO global, que era ocupada por Eduardo Miron. Com a mudança, a companhia será liderada por dois executivos, que vão se reportar ao conselho de administração presidido por Marcos Molina: Miguel Gularte na América do Sul e Tim Klein na América do Norte;
  • As mudanças não se restringem ao comando. Segundo o Valor, também está em curso um processo de concentração das dívidas em dólar do grupo na National Beef (cerca de US$ 3 bilhões em bonds), operação americana que representa em torno de 70% da receita da Marfrig. Esse movimento poderia pavimentar o caminho para a companhia listar ações no mercado americano, segundo a notícia;
  • Junto com Miron, também deixam a Marfrig Marco Spada, ex CFO e diretor de relações com investidores, e Fábio Vasconcelos, vice-presidente de planejamento. Com a saída de Spada, o executivo Tang David foi nomeado vice-presidente de finanças e de RI. A estimativa é que as mudanças na cúpula — com a extinção de uma “holding gerencial” — permitam à Marfrig economizar cerca de R$ 60 milhões por ano;
  • Por fim, no início desta terça-feira, a Marfrig informou que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5,91 milhões de ações ordinárias (R$ 44,8 milhões) a serem pagas com reservas de capital e de lucro disponíveis.

Papel & Celulose: Alta no preço da celulose de fibra curta nesta semana

  • Os preços da celulose de fibra curta na China tiveram alta esta semana (+US$0,6/t), para US$ 463/t. Acreditamos que os preços estejam próximos de um piso, reforçados pela continuidade do movimento de desestocagem da Suzano. Seguimos com uma visão positiva para o balanço de oferta/demanda no médio/longo prazo;
  • Esperamos uma reação neutra das ações de Suzano e Klabin no pregão de hoje, dada a magnitude da alta.

Cemig (CMIG4): Renova Energia recebe oferta por Alto Sertão III

  • Ontem a Cemig informou via comunicado ao mercado, que sua coligada, Renova Energia, recebeu da Castlelake uma proposta vinculante para aquisição da totalidade da participação acionária representativa do Complexo Eólico Alto Sertão III;
  • O complexo eólico na Bahia tem quase 90% de avanço físico, mas está com obras paralisadas há anos devido à falta de recursos da Renova. A empresa vinha tentando vender o ativo, e apresentou seu plano de recuperação judicial logo após o fracasso em negociações com a AES Tietê;
  • Essa Potencial Transação está sujeita à negociação dos documentos definitivos e à obtenção das aprovações necessárias para a sua conclusão. A Administração da Companhia vai analisar a proposta e, alternativamente, vem estudando outras possibilidades para equacionar a estrutura de capital da Companhia.

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