Saiba nossa visão sobre a temporada de resultados do 4º trimestre

Ao nos aproximarmos da temporada de resultados das empresas do quarto trimestre de 2019 (4T19), publicamos nossa prévia com as estimativas e comentários sobre empresas e setores selecionados. Para mais detalhes, basta acessar o conteúdo completo abaixo.

access_time 21/01/2020 - 19:51
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Prévia do 4T19: recuperação econômica e bons resultados das empresas

Depois de ter surpreendido as expectativas no 3T19, a atividade econômica brasileira deve continuar apresentando trajetória gradual de recuperação no 4T19. Com base nos dados disponíveis até o momento, acreditamos que o PIB apresentará expansão de +0,5% na comparação trimestral do 4T19 (4T19/3T19) e de +1,6% com relação ao mesmo trimestre do ano anterior (4T19/4T18). Ainda que os indicadores setoriais de novembro apontem para uma leitura mais modesta do que se imaginava no início do trimestre, o crescimento que até então encontrava-se concentrado na recuperação do setor varejista deve continuar sendo apresentado também por outros setores da economia.

Apesar da recuperação econômica ainda se dar de forma gradual, vale destacar a evolução positiva de determinados indicadores que impactam diretamente o ambiente microeconômico das empresas. Dentre eles, o cenário ainda confortável para a inflação com IPCA de 4,31% no 4T19 e o cenário de juros baixos com Selic em 4,5% no final do trimestre (contra 6,5% no 4T18). Para mais detalhes, consolidamos os principais indicadores no quadro abaixo.

O que esperar para os resultados do quarto trimestre das empresas da bolsa

Abrindo a temporada de balanços com o setor financeiro, esperamos um bom trimestre para bancos, com crescimento da margem financeira puxado pelo maior volume de crédito e pelo mix da carteira voltado a pessoas físicas, pequenas e médias empresas. O Banco Central mostrou que o crescimento do crédito permanece saudável, enquanto a inadimplência não apenas se manteve controlada, como caiu, enquanto o spread (margem dos bancos) se manteve estável. Esse cenário nos leva a crer que bancos com uma forte base no varejo devem se beneficiar, com destaques para Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú, enquanto esperamos um trimestre não favorável para Banrisul e BMG. Vale ressaltar que este será o primeiro trimestre de resultados após a aprovação da Reforma da Previdência, o que justifica o aumento da carteira.

Em relação ao setor de varejo, esperamos uma tendência semelhante àquela observada no restante do ano. Ou seja, ainda não vemos sinais de uma melhora significativa no ambiente de consumo. Assim como no trimestre anterior, as empresas de comércio eletrônico continuam sendo o destaque positivo no 4T19, com crescimento robusto tanto para B2W e Magazine Luiza quanto para Via Varejo, que deve mostrar uma melhora significativa na tendência de vendas. Por outro lado, esperamos que C&A Brasil e Grupo Pão de Açúcar sejam os destaques negativos, mostrando tendências de vendas relativamente fracas e pressão na rentabilidade.

Em bebidas, esperamos um sólido resultado para Ambev, mas com crescimento do volume de cerveja no Brasil ainda modesto, após queda de 2,8% ano contra ano no 3T19. Vale ressaltar que a estratégia de posicionamento das marcas da empresa continua em foco, em meio ao ambiente competitivo. Em alimentos, esperamos que o setor de proteínas seja novamente um dos destaques positivos no trimestre, com resultados fortes em meio à dinâmica favorável do setor, combinada ao período sazonalmente mais forte de festas de fim de ano e crescimento de preço e volumes de exportação, principalmente para Marfrig e JBS.

Dentro do universo de Transportes, tanto as companhias aéreas como as locadoras de veículos deverão reportar resultados bons, com destaque para as últimas. Apesar de um câmbio ainda relativamente desvalorizado, as companhias aéreas deverão reportar margens operacionais robustas, sustentadas principalmente por tendências positivas na linha de receitas. As locadoras de veículos deverão reportar mais um trimestre de crescimento forte em geral, fechando 2019 com forte ampliação nos volumes e na frota além de rentabilidade superior.

Em relação aos Shoppings, esperamos um trimestre saudável. A expectativa é de aceleração no indicador Vendas Mesmas Lojas em relação ao 3T19, impulsionadas por eventos como Black Friday e Natal. Além disso, esperamos melhora sequencial em indicadores operacionais como ocupação e inadimplência.

Em construção civil, no lado operacional das companhias, esperamos continuidade da recuperação do volume de vendas e lançamentos refletindo a demanda mais aquecida do mercado imobiliário, principalmente para os empreendimentos localizados na região metropolitana de São Paulo. No lado financeiro, estimamos que as empresas gradualmente comecem a mostrar sinais mais positivos nas margens e na rentabilidade.

Esperamos resultados fortes novamente para minério de ferro, com volumes maiores e preços ainda em níveis saudáveis. Em siderurgia, volumes sazonalmente mais fracos somados a um mix pior de vendas devem impactar negativamente nos resultados do 4T. Em Papel e Celulose, volumes de celulose mais altos com o movimento de desestocagem da Suzano e melhores vendas de papel na esteira da recuperação econômica no Brasil devem compensar parcialmente os preços mais baixos. Com relação aos custos, esperamos custos mais baixos para celulose e mais elevados em papel, pois o mix de vendas mais favorável (mais embalagens e cartões) aumenta o custo unitário consolidado. Esperamos um trimestre mais forte para Vale e na parte de embalagens da Klabin e mais fraco para Usiminas.

Dentro do setor elétrico, esperamos que os resultados das geradoras de energia sejam impactados positivamente por uma combinação de (1) melhor alocação sazonal de sua capacidade de geração e compra de energia de terceiros e (2) preços maiores do que o esperado de energia no curto prazo (normalmente denominados preços spot). Também esperamos um trimestre positivo para as distribuidoras de energia, com aumento da demanda de energia com o reaquecimento da economia.

Nas distribuidoras de combustíveis, esperamos resultados melhores no ano contra ano, refletindo margens estáveis e uma melhora gradual de vendas com destaque para Cosan que teve um crescimento de 9,6% de vendas de Diesel e 7,4% no Ciclo Otto (gasolina e etanol) na comparação anual, com base dados de outubro e novembro do Sindicom. Tal performance foi acima do mercado como um todo, de 4,3% para Diesel e 5,0% para Ciclo Otto.

Abaixo consolidamos nossas estimativas do 4T19 para as empresas da cobertura, organizadas por setor. Para facilitar a leitura, recomendamos o uso da ferramenta “Navegue pelo conteúdo” localizada à esquerda.

BANCOS

Banco do Brasil (BBAS3) – Compra

Esperamos um semestre positivo para o BB. Ainda vemos o fraco crescimento da carteira do banco como um problema no trimestre, mas acreditamos que a inadimplência controlada e um mix mais voltado para linhas mais rentáveis (pessoas físicas, pequenas e médias empresas) deve continuar melhorando a margem financeira do banco. Em receita de serviços, estimamos uma continuação da evolução da maioria das linhas, com ressalva para a linha de gestão de recursos, que deve reportar baixa devido a reprecificação das taxas de administração cobradas. Por fim, outro ponto positivo que deve ajudar o trimestre é uma melhora na linha de outras provisões operacionais, que estava crescendo consistentemente desde o segundo trimestre de 2017 (2T17) e começou a melhorar no último trimestre.

Bradesco (BBDC4) – Compra

Esperamos que o banco se destaque neste trimestre devido ao crescimento do crédito nos segmentos de Pessoas Físicas, pequenas e médias empresas, além de uma possível recuperação em grandes empresas, conforme demonstrado pelos dados do BACEN. Ainda podemos ter benefícios na tesouraria, com o encarteiramento de créditos corporativos que estavam sendo negociados com desconto no trimestre e pela queda da SELIC que beneficia títulos pré-fixados. Já em relação a Receita de Serviços, vemos o resultado em linha com o trimestre anterior devido ao ambiente ainda desafiador e pressionado pela competição, mas parcialmente compensado pelo segmento de seguros, que não apresentou bom desempenho no trimestre anterior. Por fim, acreditamos que os níveis de inadimplência permaneçam estáveis, o que é especialmente bom se formos levar em consideração a mudança da carteira para segmentos mais arriscados.

BMG (BMGB4) – Compra

Esperamos um trimestre desafiador para o banco mineiro. Nossa expectativa é de aumento da carteira e de uma melhora na margem financeira devido ao mix mais voltado para a linha mais rentável, o débito direto na conta. Porém esperamos que essa mesma linha puxe as provisões e comissões para cima, uma vez que é mais arriscada e remunera mais a rede de distribuição. Por fim, a linha de outras provisões operacionais é outro ponto negativo que deve continuar afetando a lucratividade do banco no curto prazo.

Itaú (ITUB4) – Neutro

Esperamos um trimestre bom, em linha com o resultado anterior. O destaque positivo deve ser a linha de receita de serviços, que deve reportar melhora em dois segmentos: i) gestão de recursos, que passou por um aumento expressivo de volume após a implementação do Itaú 360; e ii) receita de banco de investimentos, que assessorou diversas transações no mercado de capitais, incluindo o IPO da XP. Por outro lado, o banco deve reportar uma inadimplência consolidada maior, principalmente devido a operação chilena, uma vez que o país passa por uma situação delicada que envolve protestos e baixa recuperação econômica.

Santander (SANB11) – Neutro

Acreditamos que o banco espanhol deve reportar um resultado em linha com o último trimestre. Esperamos um forte crescimento na carteira de crédito, principalmente em PF, mas iniciando recuperação em PJ. Por outro lado, a margem financeira deve continuar crescendo menos do que a carteira, que está sendo negativamente afetada pela margem com clientes. Pontos positivos são: i) tesouraria, que deve continuar reportando fortes resultados devido as oportunidades no mercado de crédito, além da queda na SELIC, que deve rentabilizar títulos pré; ii) receita de serviços, que deve continuar crescendo em linhas como conta corrente e cartões, devido ao maior volume; e iii) taxa efetiva de imposto e retorno sob patrimônio líquido, que devem apresentar melhora devido ao alto pagamento de JCP e dividendos no trimestre.

Banrisul (BRSR6) – Compra

Esperamos resultados fracos para o Banrisul com estabilidade da Margem Financeira Bruta que, apesar do crescimento no volume de crédito com destaque para originação de consignado, seja compensado pelos menores spreads devido à concorrência. Em relação a qualidade da carteira de crédito, vemos o nível de provisão permanecendo alto devido a possíveis renegociações e estabilidade da inadimplência.


MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) – Neutro

Estimamos resultados mais fracos com queda no minério de ferro mais do que compensando um volume mais alto. Em aço, um mix de vendas pior no trimestre afeta preços realizados e anula os custos mais baixos com a volta do alto-forno #3. Seguimos com recomendação de Compra (preço-alvo de R$17.5/ação) na esteira da recuperação econômica no Brasil e nível saudável para os preços do minério de ferro olhando para frente.

Gerdau (GGBR4) – Compra

Esperamos números mais fracos para a Gerdau no 4T19, após paradas com objetivo de otimização de capital de giro impactarem negativamente nos volumes de vendas no Brasil durante o período. Ainda no Brasil, um mix pior de produtos vendidos no trimestre pode resultar em preços realizados mais baixos. Nos EUA, estimamos que as margens diminuam com queda dos preços do aço vs. sucata. No negócio de Aços Especiais, demanda ainda fraca na Argentina e produção automotiva sazonalmente fraca devem gerar números mais fracos.

Usiminas (USIM5) – Neutro

Usiminas deve ter números fracos no 4T19 com volumes e preços de aço mais baixos e custos ainda pressionados. Com demanda/mix mais fracos no período, esperamos margens mais baixas. No segmento de mineração, vendas maiores podem ajudar na diluição de custos e compensar parcialmente os preços menores. Mantemos nossa recomendação Neutra com preço-alvo de R$9,5/ação.

Vale (VALE3) – Compra

Estimamos outro resultado sólido no 4T19, seguindo vendas mais fortes (guidance de 307-312kt em 2019), apesar de preço do minério mais baixo na comparação trimestral. Adicionalmente, esses volumes mais fortes devem ajudar na diluição de custos e manter as margens em níveis saudáveis. Seguimos com recomendação de Compra (Top Pick) para Vale, com preço-alvo de R$64/ação.


PAPEL E CELULOSE

Klabin (KLBN11) – Neutro

Esperamos um resultado neutro, mas com destaques positivos: (1) volume forte de celulose após a volta do PUMA e (2) demanda mais forte por embalagens no Brasil. Estes fatores podem compensar preços de celulose mais baixos e custos mais altos no segmento de papel. Seguimos com recomendação Neutra (preço-alvo de R$20,5/ação).

Suzano (SUZB3) – Compra

No segmento de celulose, a Suzano deve seguir com a redução dos estoques e entregar um volume de vendas mais forte e compensar parcialmente a queda nos preços da commodity. Nós mantemos a recomendação de Compra para o papel (preço-alvo de R$45/ação), pois acreditamos em recuperação gradual dos preços da celulose ao longo de 2020.


VAREJO

Via Varejo (VVAR3) – Compra

No geral, esperamos um sólido resultado no 4T19. Por um lado, a operação de loja física ainda deve refletir a atual fase de reorganização organizacional. Esperamos crescimento de vendas no conceito mesmas lojas ainda em campo negativo (-0,5% A/A), apesar da base de comparação mais fácil (0,0% no 4T18 vs. +6,2% no 9M18). Por outro lado, esperamos um resultado forte na operação online, com crescimento de vendas totais (GMV) de +18,9% A/A, impulsionado pela retomada significativa no crescimento de vendas de estoque próprio (1P) para +9% A/A (vs. -11.9% nos primeiros nove meses do ano). Por último, também esperamos uma melhora significativa na rentabilidade, com expansão de margem EBITDA ajustada de +335bp A/A no trimestre.

Magazine Luiza (MGLU3) – Neutro

Esperamos um sólido resultado, com crescimento de vendas no conceito mesmas lojas de +10,7% A/A e de vendas totais no canal online (GMV) de +88,4% para o online incluindo a Netshoes (+45% A/A orgânico). Porém, estimamos uma contração de margem EBITDA de -1,6 p.p. A/A em função de investimentos na aquisição de clientes e abertura de lojas.

Lojas Renner (LREN3) – Compra

Esperamos um resultado sólido, apesar da desaceleração do crescimento de vendas, em função da base de comparação difícil. Estimamos crescimento de vendas no conceito mesmas lojas de +7.0% (vs. +8.3% no 3T19 e +12.0% no 4T18). Além disso, esperamos retomada na expansão de margem EBITDA consolidada (+52bp A/A vs. -30bp nos primeiros nove meses do ano), principalmente em função da melhor rentabilidade na operação de varejo (+41bp A/A).

B2W (BTOW3) – Neutro

Esperamos um resultado positivo, com destaque para a geração de caixa da companhia (XPIe R$ 465 milhões no 4T19 e R$ 175 milhões em 2019, em linha com o guidance da companhia). Além disso, esperamos uma aceleração no crescimento das vendas online totais (GMV) para +30,9% A/A no 4T19 (vs. +21,8% no 9M19). Como resultado, esperamos que as vendas líquidas tenham crescido +11,6% (contra -1,7% nos primeiros nove meses do ano), com uma expansão de margem EBITDA de +123bp A/A, atingindo 11,8%.

Grupo Carrefour Brasil (CRFB3) – Neutro

Esperamos um resultado misto para o trimestre. As vendas já foram divulgadas, com destaque para o crescimento de vendas no conceito mesmas lojas tanto para o segmento de varejo quanto para o atacarejo (+12.7% e +5,5% no 4T19, respectivamente). Por outro lado, esperamos uma pressão na rentabilidade. No varejo, estimamos uma contração de 93bp A/A na margem EBITDA no trimestre, principalmente em função da crescente participação do ecommerce nesse segmento. Já para o Atacadão, esperamos pressão de margem EBITDA de 50bp, decorrente de uma forte base de comparação, menor inflação de alimentos e, também, de um trimestre promocional com efeitos da Black Friday.

Pão de Açúcar (PCAR4) – Compra

Esperamos resultados relativamente fracos para o 4T19, com destaque negativo para o desempenho do varejo tanto em receita quanto em rentabilidade. As vendas já foram divulgadas, com crescimento no conceito mesmas lojas de +4,3% A/A no Assaí e -0,9% no Multivarejo (versus +7,3% e +1,9% nos primeiros nove meses do ano, respectivamente). Além disso, apesar da expectativa de uma expansão de margem EBITDA de +46 bp A/A na operação de atacarejo, esperamos que a margem EBITDA do Multivarejo tenha contraído cerca de -99 bp A/A. Com isso, a margem EBITDA consolidada do grupo teria atingido 5,2% no 4T19 nas nossas estimativas, uma contração de -55bp A/A.

Lojas Americanas (LAME4) – Neutro

Esperamos um resultado neutro, com uma leve melhora na tendência do crescimento de vendas no conceito mesmas lojas (para +6,5% A/A no 4T19 versus +5,4% nos 9M19). Porém, em termos de rentabilidade, estimamos uma leve contração na margem EBITDA (-27bp A/A) em função das despesas com a abertura de novas lojas (+119 novas lojas no trimestre).

C&A (CEAB3) – Compra

Esperamos um resultado fraco, com crescimento de 1,4% no conceito mesmas lojas (vs. 1,8% nos primeiro nove meses do ano). Estimamos uma contração de -1,9% A/A de vendas no segmento de fashiontronics (16% da receita total da companhia). Além disso, esperamos uma pressão de margem EBITDA consolidada de 1,1 p.p. A/A (vs. -0,7 p.p no 3T19).

Vivara (VIVA3) – Compra

Esperamos um resultado positivo para a companhia, com crescimento de +8,3% no conceito mesmas lojas (vs. 8,5% no 3T19 e 6,3% no 4T18).


Sabesp (SBSP3) – Neutro

Atualizamos nossas estimativas incorporando os resultados do 3T19 e atualizando as premissas macroeconômicas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 62/ação, ante R$ 60/ação anteriormente. Os resultados da Sabesp no 4T19 devem refletir, em comparação aos resultados do ano anterior, a incorporação do município de Guarulhos e Santo André, além do reajuste tarifário de 2019.

Sanepar (SAPR11) – Compra

Atualizamos nossas estimativas incorporando os resultados do 3T19 e atualizando as premissas macroeconômicas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 110/ação, ante R$ 107/ação anteriormente. O trimestre deve ser impactado positivamente pela decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) de reverter sua decisão anterior sobre o reajuste tarifário de 2019 o que implicou um reajuste nas tarifas, de 3,76%, desde o 11 de novembro de 2019.

Copasa (CSMG3) – Neutro

Atualizamos nossas estimativas incorporando os resultados do 3T19 e atualizando as premissas macroeconômicas. Mantemos nosso preço alvo em R$ 72/ação. Não esperamos grandes surpresas operacionais nos resultados da Copasa no 4T19, que devem refletir o reajuste tarifário de 2019 em comparação aos resultados do ano anterior.


ALIMENTOS E BEBIDAS

Ambev (ABEV3) – Neutro

Esperamos resultados suaves no quarto trimestre de 2019, com volumes de cerveja no Brasil aumentando 2% ao ano, após queda de quase -2,8% no trimestre passado. Acreditamos que o volume pode sim superar as expectativas devido ao período sazonalmente mais forte, enquanto o aumento de preço da Heineken pode ter favorecido as vendas da Ambev. Nos outros segmentos, América Latina e o Canadá ainda devem apresentar números fracos, agravado pela piora da economia na Argentina, mas a América Central deve continuar reportando resultados fortes.

BRF (BRFS3) – Compra

Esperamos resultados sólidos no quatro trimestre de 2019, apesar de uma margem sequencialmente mais baixa. O resultado positivo no Brasil, impactado também pelo período sazonalmente mais forte de Natal/festas deve ser parcialmente compensado por (1) margens sequencialmente menores no Internacional, apesar de ainda fortes devido aos efeitos da peste suína africana e (2) resultados mais fracos no Halal, devido à proibição de exportação da Turquia para o Iraque e a planta de Abu Dhabi que segue fechada para exportações à Arábia Saudita.

JBS (JBSS3) – Compra

Esperamos resultados fortes no quarto trimestre de 2019, principalmente em (1) Bovinos nos EUA, em meio ao ambiente de oferta ainda limitada; (2) Suínos nos EUA, com impacto positivo da peste suína africana nos preços e (3) no Brasil, Seara e Bovinos também favorecidos por fortes preços e exportações. Do lado negativo, a Pilgrim’s, braço de frango da JBS nos EUA, deve apresentar resultados mais fracos sequencialmente devido à sazonalidade do trimestre, mas ainda melhores em uma comparação anual.

Marfrig (MRFG3) – Compra

Esperamos novamente resultados fortes neste trimestre, seguindo: (i) continuidade de um mercado pujante nos Estados Unidos, com preços altos e margens melhores; (ii) aceleração do consumo na América do Sul no final do ano, além de exportações mais fortes, sobretudo para China.


CONSTRUÇÃO CIVIL

Cyrela (CYRE3) – compra

Esperamos bons resultados para a Cyrela, suportados principalmente pela continuada recuperação da demanda nos últimos trimestres, o que deve contribuir gradualmente para a melhora na sua rentabilidade nos próximos anos. Adicionalmente, acreditamos que a queda nos distratos ao longo dos últimos trimestres continue contribuindo para potenciais reversões de provisões em seu balanço. Esperamos uma geração de caixa robusta no trimestre de aproximadamente R$ 240milhões seja impulsionada por vendas de estoque pronto.

EZTec (EZTC3) – compra

Para a EZTec, esperamos um sólido crescimento na receita no 4T19, impulsionada principalmente pela boa performance de venda no lançamento do projeto Parque da Cidade. Em seu balanço, esperamos uma leve queima de caixa de aproximadamente R$ 107milhões, que é atribuída principalmente a desembolsos para o desenvolvimento dos projetos Esther Towers e Parque da Cidade, bem como aquisições adicionais de terrenos.


ELÉTRICAS

Atualizamos nossas estimativas incorporando os resultados do 3T19 e atualizando as premissas macroeconômicas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 17,0/unit (de R$16,5/unit anteriormente). Esperamos uma melhora sequencial dos resultados da AES Tietê no 4T19 devido à alocação sazonal de compra de energia, e melhores resultados sazonais de usinas eólicas e solares.

Atualizamos nossas estimativas incorporando os resultados do 3T19 e atualizando as premissas macroeconômicas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 47,0/ação (R$45,0/ação anteriormente). Não esperamos nenhuma grande surpresa nos resultados da Engie, devido a sua estratégia eficiente de proteção e sua alocação sazonal de capacidade de geração que mitigam quase que completamente os impactos de menor incidência de chuvas e incorporação parcial dos resultados da TAG, empresa de operação de gasodutos.

Incorporamos os resultados do 3T19 em nosso modelo da EdP, bem como premissas macroeconômicas atualizadas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 27/ação, de R$ 26/ação anteriormente. Esperamos que os resultados do 4T19 reflitam uma melhoria nas margens de contribuição na comparação trimestral, tendo em vista a alocação sazonal da EDP de capacidade e volumes próprios de geração no final do ano, além dos altos preços spot no período (R$ 273/MWh). Destacamos tambem um trimestre positivo para as subsidiárias de distribuição de energia EDP São Paulo e Espírito Santo, com aumento da demanda de energia com o reaquecimento da economia.

Incorporamos os resultados do 3T19 em nosso modelo da Copel, bem como premissas macroeconômicas atualizadas. Nosso novo preço-alvo é de R$ 78/ação, de R$ 68/ação anteriormente. Esperamos que os resultados do 4T19 da Copel reflitam uma continuidade da melhoria em termos de eficiencia de custos, com uma melhora nas margens de contribuição na comparação trimestral, tendo em vista sua alocação sazonal de capacidade e volumes próprios de geração no final do ano, acima dos altos preços spot no período (R$ 273/MWh).

Mantems nosso preço alvo de R$ 16/ação. Não esperamos grandes surpresas nos resultados da Cemig no 4T19, que devem refletir uma ligeira deterioração dos resultados na subsidiária de geração devido a sua estrategia de alocação sazonal de capacidade de geração e compra de terceiros no início do ano, além de um cenário hidrológico mais adverso e preços de energia de curto prazo maiores.

Nosso novo preço-alvo é de R$ 26/ação, de R$ 22/ação anteriormente refletindo principalmente as premissas macroeconômicas atualizadas e a incorporação dos resultados do 3T19. Os resultados do 4T19 devem refletir as melhoras operacionais das novas distribuidoras Cepisa e Ceal, como reduções de custos e menores provisões, bem como a gradual recuperação de demanda de energia.

Incorporamos os resultados do 3T19, bem como atualizamos as referências do ciclo de Receitas Anuais Permitidas (RAP) para o período 2019/20. Mantemos nosso preço alvo de R$ 24/ação. Não esperamos grandes surpresas operacionais nos resultados do 4T19 da Cteep.

Incorporamos os resultados do 3T19, bem como atualizamos as referências do ciclo de Receitas Anuais Permitidas (RAP) para o período 2019/20. Mantemos nosso preço alvo de R$ 33/unit. Não esperamos grandes surpresas operacionais nos resultados do 4T19 da Taesa. O lucro líquido em IFRS (não caixa) pode surpreender positivamente em vista da aceleração da inflação no final do ano.

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